quarta-feira, abril 29, 2015

terça-feira, abril 28, 2015

A coligação psd-cds

No dia 25 de Abril Pedro Passos Coelho e Paulo Portas apresentaram a coligação que se esperava. Ou pelo menos que eu esperava. Não podia ser de outra forma e por duas razões:
1) porque é de momento a melhor solução para Portugal
2) porque os portugueses não entenderiam que assim não fosse

Como tenho dito e redito acredito na vitória da coligação. Ficando, para já, a dúvida da maioria absoluta. Essa decisão/opinião guardo para mais à frente, Mas é possível desde que não sejam cometidos erros de querer prometer o impossível e perceber de uma vez por todas que os portugueses distinguem bem quem lhes está a tentar vender banha da cobra.

Voltando à questão da apresentação da coligação, eu teria feito a apresentação mais em finais de Junho. Até lá, António Costa e o PS continuariam sem saber para onde atirar. Agora sabem que a mira é só uma. Mas percebo que houvesse uma necessidade de acalmar os partidos. (se bem que pelo que vi em post abaixo isso ainda esteja longe :)).

Entremos pois em período eleitoral.




Coligação

Miguel Alvim, diz aqui :

"- Pela enésima vez, em vez de ouvir previamente o partido, Paulo Portas decidiu sozinho. Viu nas estrelas um caminho que agora vai plebiscitar ao Caldas".


É pena.


Portugal que é capaz merece melhor.


Mais!


Ainda vamos conseguir.

segunda-feira, abril 27, 2015

FCP

Os tempos não estão fáceis para os lados do Dragão.

A pesada derrota em Munique, a incapacidade de marcar na Luz, aliada a um evidente mal estar no plantel e na equipa técnica, a acabar no infeliz episódio do "Mister" portista tem, historicamente, algo de bom:

- O Porto só pode melhorar!

sexta-feira, abril 17, 2015

TAP, um fim anunciado

Ao ver as sucessivas ameaças de greve dos pilotos, sempre sustentadas num rol de reivindicações, é fácil acreditar que não vai haver comprador interessado naquela casa.

Como diz Fernando Pinto qualquer dia não à TAP. E a culpa é do corporativismo absurdo que ali existe.

E com tanta garganta estes senhores não se chegam à frente? isso é que era de homens. Agora o que se vê é um bando de garotos a brincar com o nosso dinheiro.


quarta-feira, abril 15, 2015

A mudança !


Vale a pena ouvir aqui a mensagem  do primeiro-ministro britânico nesta Páscoa de 2015!


 A propósito:

É do passado a notícia de que o Real Madrid, mudou o seu símbolo ao sabor de interesses mais altos. É verdade,  o clube decidiu passar a usar o escudo editado, sem cruz, portanto, para não ofender os potenciais consumidores de país muçulmano.

É também do presente a notícia de que nos novos equipamentos da FPF, não obstante a intolerância de alguns (http://www.ionline.pt/artigos/70325-muculmanos-proibem-equipamento-da-seleccao-nacional) , mantêm e bem a Cruz de São Jorge


A selecção nacional, a comemorar 100 anos de história, está de parabéns!



terça-feira, abril 14, 2015

Informática

  • Os agentes de execução estão há mais de 48 horas sem sistema informático. 
  • A responsabilidade, desta feita, não se pode apontar à Ministra da Justiça, mas os prejuízos e atrasos são para todos.
  • A imagem da nossa justiça não pode ser esta, constantemente sujeita a problemas. 

segunda-feira, abril 13, 2015

Jantares para uma semana

Continuo a apostar com amigos que a coligação vence as eleições legislativas deste ano de 2015. Sim, as minhas apostas não são nos mercados de futuro.

Só me falta ali um dia, terça-feira em princípio, Por isso se houver alguém que queira apostar esteja á vontade. O restaurante já escolhi: Papa Açorda. Tenho saudades dos croquetes e do arroz de tomate.

E esta sondagem mais força me dá.

domingo, abril 12, 2015

Duas rapidinhas sobre o fisco

Tenho andado arredado destas bandas, mas há tanto para dizer. Tivessem os dias mais horas e a coisa era mais fácil. Por isso aqui vão duas rapidinhas sobre o fisco e a "escandaleira" que parece tem animado as hostes.

1 - Lista VIP

o grave da questão não é a criação de uma lista VIP que a vir a existir contemplaria um grupo alargado de personalidades, e não apenas os 4 nomes que vieram a público, que por norma são alvo de "olhos alheios". infelizmente a raça humana é cusca e gosta de olhar para o quintal do vizinho. E esta suposta necessidade partiu da constatação óbvia de que o sistema das finanças está de acesso livre a milhares de pessoas, muitas delas externas aos serviços. Lindo serviço.

e para dignificar cargos e funções temos que criar mecanismos que os defendam do voyerismo bacoco.


2 - Restaurantes denunciados por dívidas ao estado

qual a diferença entre um restaurante e uma empresa de construção civil ou uma sapataria? são negócios e como tal têm responsabilidades certo? pois então qual o espanto? quantas e quantas vezes recebo na minha empresa cartas das finanças para cobrarem possíveis créditos sobre fornecedores meus? agora será também sobre restaurantes. Paciência. Quem não deve não teme.

É apenas mais uma forma de meter um setor dentro do sistema de impostos.


pronto, está dito.

sábado, abril 11, 2015

A ferver.



No espaço de muito pouco tempo houve uma sequência de acontecimentos verdadeiramente catastróficos para o PS de António Costa. 
Após a defenestração de Seguro, sem apelo nem agravo, com fundamento no novo conceito de "escassa vitória", Costa não só não descolou, como atolou.
Teve um estado de graça na desgraça, escondendo a sua incapacidade no cataclismo do caso Sócrates.
Quando o caso Sócrates começou a ensombrar menos o PS, arrancou para a Madeira feliz e saltitante. Não conseguiu "escassa vitória", nem sequer "crescimento assinalável", foi mesmo uma pesadíssima e humilhante derrota.
Tentando distrair atenções, depois de um folhetim lamentável em praça pública sobre o salário do secretário-geral do Rato, abandona a câmara, dando o dito por não dito, assumindo que já há muito nada fazia por quem nele votou para Lisboa. Medina, o cooptado, logo anunciou que iria tapar os buracos infinitos que Costa negligenciou e resolver a questão das cheias que Costa sentenciara insolúvel! Estamos conversados.
Por fim, de forma aparentemente inesperada, deixa-se embrulhar nas malhas do processo presidencial de forma alucinante, atraindo quem não interessa e afastando de vez os únicos activos capazes de chegar a Belém.
A candidatura de Henrique Neto que, por muito que assobiem para o lado, é socialista com cartão e de longa data. A "resposta ao apelo cívico" do professor Nóvoa, a quem Costa deu colo e alimentou sonhos de grandeza. O posicionamento de Carvalho da Silva, sem dúvida o mais capaz, condicionando todo o espaço à esquerda. O oportunismo característico de Morais, aproveitando a confusão, para se lançar. Enfim, uma enorme salganhada com um único responsável político: António Costa. A sua tibieza, a permanente indefinição, a falta de rumo e de autoridade política, a total ausência de credibilidade, permitiram este descalabro.
Sem surpresa, os dois melhores activos presidenciais do PS, Gama e Guterres, depressa vieram dizer que nada têm a ver com esta mixórdia; o seu prestígio não é para desbaratar às mãos dos galambas da vida que acompanham Costa nesta viagem sem mapa, sem bússola e sem tino nem destino.
A esta hora, já Vitor Ramalho deve estar a trabalhar na candidatura de Mário Soares, lembrando a todos os camaradas que o Manoel de Oliveira esteve activo e com sucesso até aos 106 anos.
Seguro não precisou de esperar para rir por último; ri todos os dias. Perdidamente.

sábado, abril 04, 2015

Manoel de Oliveira



Manoel de Oliveira: um cineasta prolífico e longevo! Seria uma definição pequena mas, sobretudo, limitada para caracterizar o Mestre do Porto. Apesar de tudo, a sua circunstância, particular, de atravessar todo o século XX, permitiu-lhe acompanhar a evolução do cinema! Do mudo ao sonoro, passando depois pela cor! Só isso já bastaria para fazer dele um vulto incontornável da cinefilia. Mas esta é a parte menos relevante.
Não conhecendo grande parte da sua obra, vi alguns dos seus filmes, sendo que nem todos me marcaram, mas outros fizeram-no, para sempre! E desses há três que guardo: "Non ou a vã glória de mandar", "Vale Abraão" e " Dias do desespero"! Há três imagens "oliveirianas" que retive e que me acompanham: a árvore, no ultramar, enquanto o todo-o-terreno com os militares se desloca para a frente de batalha, e nos permite realizar que o contexto e o tempo determina a percepção da singularidade da vida, e por isso ela é dinâmica; os olhos azuis de Leonor Silveira, que "nos empurram" pelo meio do laranjal, de um belaza impossível de alcançar; e a roda da carruagem camiliana, persistente, inquieta, infindável... demente!
A câmara que filma, nos três planos de imagens, move-se, respectivamente, em volta do objecto, no sentido inverso do mesmo, e acompanhado-o! É uma lente que não vê mas que olha! Observa! Revela!Porque no cinema de Oliveira, não se pretende entretenimento pelo entretenimento, mas o realizador persegue a construção estética, pura, por detrás de qualquer história. É um lugar comum dizer mas é uma verdade, o cinema é, nele, uma arte! Por isso, em "Non, ou a vã glória de mandar", consegue uma transposição visual das três gestas maiores da literatura portuguesa, Os Lusíadas, Sermões e A Mensagem. E, com isso, uma psicanálise do inconsciente colectivo português. A portugalidade como saudade de um Quinto Império que, persistentemente, o destino nos teima em retirar. É esta pista, nova, que, como "chave de ouro", Oliveira nos propõe para revisitarmos Camões, Vieira ou Pessoa.
Nos seus filmes, Manoel de Oliveira não pretende contar a história, pretende mostrar, por imagens, o sentido, último, da mesma. Ater-se na literalidade de um guião seria sempre redutor, o que ele filmava era a sua intencionalidade. Poder-se-á, por isso, dizer que ele tinha a sua própria câmara "escura", ou melhor obscura, porque pretendia perscrutar aquilo que estava para além de ... das histórias, das palavras, dos sons, das próprias imagens...! Daí, por vezes, acharmos que há uma quase puerilidade no seu cinema,  o que revela que - poderemos até tomar por paradoxo -  "o essencial é invisível aos olhos"! É, de facto, um despojamento, ascéptico, como condição de alcance do seu objectivo superior.
Sucede que, relativamente a outros realizadores, Oliveira tudo isto fez de um modo muito "suis generis", não só pelo privilégio de assistir à evolução da cinematografia, quase desde o início, mas também porque lhe deu um cunho pessoal, enquanto português e enquanto portuense! E é esse carácter nobre e muy sempre leal, genuíno, gentil, granítico mas abraçado por um rio, d'ouro, e por um mar, atlante, que revela o essencial de Oliveira. Do Porto para o Mundo!