O último parecer do Conselho Tarifário da Entidade Reguladora do Sector Energético chama a atenção para a insustentabilidade das políticas que estão a ser seguidas. É também lançado um aviso sobre o perigo dos danos sociais da actual política tarifária. Esta obsessão com as eólicas já custa mais de 2 mil milhões de euros (I).
O documento pode ser consultado no site da ERSE (www.erse.pt).
É intrigante o silêncio comprometido à volta do tema da energia.
Mostrar mensagens com a etiqueta politica de energia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta politica de energia. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, fevereiro 08, 2011
terça-feira, abril 20, 2010
Tranquilito, hombre
A próxima crise de que ninguém fala.
Aqui
Aqui
quarta-feira, março 03, 2010
Os "TGVs" deles ou os pipe-lines da vergonha

Há semanas comentei a composição da nova Comissão Europeia (ali).
Manifestei a minha desconfiança pelo facto de ser atribuído ao alemão Günther Oettinger o pelouro da energia, sabendo-se do bilateralismo germânico-russo em matéria de fornecimentos de gaz.
Ora aí temos as primeiras estocadas deste "europeísmo" de circo: o Sr. Oettinger dispõe-se a apoiar (ou seja, a financiar) o pipe-line russo "South Stream", embora continue a declarar para a plateia que a prioridade da União é o Nabuco, o pipe-line de que se fala há mais de 15 anos e que traria gaz de origens não-russas, diversificando assim os fornecedores.
Teve a justa réplica do primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borissov:
" Todos os países da Europa de Oeste e os Estados-Unidos declararam que o Nabuco era prioritário. Entretanto nada se passou de concreto. A Comissão deve explicar porque é que este projecto continua na estaca zero".
Manifestei a minha desconfiança pelo facto de ser atribuído ao alemão Günther Oettinger o pelouro da energia, sabendo-se do bilateralismo germânico-russo em matéria de fornecimentos de gaz.
Ora aí temos as primeiras estocadas deste "europeísmo" de circo: o Sr. Oettinger dispõe-se a apoiar (ou seja, a financiar) o pipe-line russo "South Stream", embora continue a declarar para a plateia que a prioridade da União é o Nabuco, o pipe-line de que se fala há mais de 15 anos e que traria gaz de origens não-russas, diversificando assim os fornecedores.
Teve a justa réplica do primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borissov:
" Todos os países da Europa de Oeste e os Estados-Unidos declararam que o Nabuco era prioritário. Entretanto nada se passou de concreto. A Comissão deve explicar porque é que este projecto continua na estaca zero".
quinta-feira, outubro 22, 2009
Novos brinquedos

De seis em seis meses aparece alguém a falar na necessidade de Portugal enveredar pela produção de energia nuclear. Do que conheço sobre a matéria, que é pouco, assusta-me a aparente superficialidade com que alguns abordam este assunto.
De quantas centrais estão a falar? Que tipo de integração sugerem para a coordenação inevitável que teria de existir no espaço ibérico? Que custos de investimento e de exploração antevêem? Que medidas e que destino pensam dar aos resíduos radioactivos que resultariam de uma tal produção? Que soluções imaginam para fazer face aos custos financeiros do tratamento desses resíduos? Quantos anos, a partir do início da construção, esperaríamos até receber os primeiros volts? Qual o ganho financeiro para o consumidor entre um volt 'nuclear' e um volt não nuclear? Onde julgam que as populações aceitariam receber essas centrais? Em que estudos se baseiam para concluírem que não haverá outras alternativas de produção face à procura previsível de energia dentro de 10 ou 20 anos?
Não me espanta que pessoas que representam os interesses de vendedores de centrais afirmem a inevitabilidade em Portugal da energia nuclear, mas é exigível que todos os que admitem a sua necessidade não se fiquem por meras declarações de "porque não?" e exijam estudos rigorosos, sérios e pormenorizados. Valeu, Sr. General Eanes?
De quantas centrais estão a falar? Que tipo de integração sugerem para a coordenação inevitável que teria de existir no espaço ibérico? Que custos de investimento e de exploração antevêem? Que medidas e que destino pensam dar aos resíduos radioactivos que resultariam de uma tal produção? Que soluções imaginam para fazer face aos custos financeiros do tratamento desses resíduos? Quantos anos, a partir do início da construção, esperaríamos até receber os primeiros volts? Qual o ganho financeiro para o consumidor entre um volt 'nuclear' e um volt não nuclear? Onde julgam que as populações aceitariam receber essas centrais? Em que estudos se baseiam para concluírem que não haverá outras alternativas de produção face à procura previsível de energia dentro de 10 ou 20 anos?
Não me espanta que pessoas que representam os interesses de vendedores de centrais afirmem a inevitabilidade em Portugal da energia nuclear, mas é exigível que todos os que admitem a sua necessidade não se fiquem por meras declarações de "porque não?" e exijam estudos rigorosos, sérios e pormenorizados. Valeu, Sr. General Eanes?
sexta-feira, maio 08, 2009
A tenaz

A Emfesz, a maior empresa de distribuição de gás da Hungria, acaba de ser comprada, numa rocambolesca operação, pela RosGaz, uma empresa sediada na Suíça e que é uma subsidiária da Gazprom russa. As manobras de cerco haviam já começado em Abril (veja-se aqui), mas a estocada final surge agora.
quinta-feira, abril 23, 2009
A (falta de) energia da Europa
A Europa é um projecto fantástico e a sua construção foi acumulando muitos sucessos.
Talvez por isso, a Europa vem sendo motivo de tanta frustração e vem acumulando tanta decepção.
Um dos maiores fiascos europeus é a sua impotência e desnorte no que deveria ser uma das suas mais prementes prioridades: um mercado europeu de energia.
Por detrás do pomposo palavreado do costume, esconde-se o falhanço, a incompetência, o nepotismo e a total ausência de solidariedade, de real cooperação e de visão estratégica em matéria de produção, de aquisição e de distribuição de energia no espaço europeu.
Hoje é claro que em vez de uma política comum ou de uma comunidade da energia (de petróleo, de gaz ou nuclear), é o salve-se quem puder e, se for caso disso, à custa do vizinho. E não serão as eólicas ou os painéis que nos vão safar.
A Alemanha decidiu recentemente abandonar a sua cooperação com a Areva, companhia de energia nuclear francesa, para afinal privilegiar uma parceria com a Rosatom, uma sociedade russa de construção de centrais nucleares. A ambivalência alemã é sintomática do vácuo na liderança das instituições europeias no domínio da política de energia. Isto é bem mais grave do que parece e também nos diz respeito a nós portugueses.
Entretanto, a tenaz russa vai-se apertando.
Há algum candidato português ao Parlamento Europeu que tenha ideias sobre esta matéria?
Se sim, não se acanhem e falem claro, se faz favor.
Talvez por isso, a Europa vem sendo motivo de tanta frustração e vem acumulando tanta decepção.
Um dos maiores fiascos europeus é a sua impotência e desnorte no que deveria ser uma das suas mais prementes prioridades: um mercado europeu de energia.
Por detrás do pomposo palavreado do costume, esconde-se o falhanço, a incompetência, o nepotismo e a total ausência de solidariedade, de real cooperação e de visão estratégica em matéria de produção, de aquisição e de distribuição de energia no espaço europeu.
Hoje é claro que em vez de uma política comum ou de uma comunidade da energia (de petróleo, de gaz ou nuclear), é o salve-se quem puder e, se for caso disso, à custa do vizinho. E não serão as eólicas ou os painéis que nos vão safar.
A Alemanha decidiu recentemente abandonar a sua cooperação com a Areva, companhia de energia nuclear francesa, para afinal privilegiar uma parceria com a Rosatom, uma sociedade russa de construção de centrais nucleares. A ambivalência alemã é sintomática do vácuo na liderança das instituições europeias no domínio da política de energia. Isto é bem mais grave do que parece e também nos diz respeito a nós portugueses.
Entretanto, a tenaz russa vai-se apertando.
Há algum candidato português ao Parlamento Europeu que tenha ideias sobre esta matéria?
Se sim, não se acanhem e falem claro, se faz favor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)