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quarta-feira, julho 08, 2009

Diga 33


Há cerca de um mês, o Nortadas deixou ali certas perguntas sobre a preparação do país para a pandemia da gripe A.

Ontem ficámos a saber que o governo tenciona fazer uma pré-reserva de vacinas para 30% da população. Não sei bem o que é uma pré-reserva mas imagino que seja uma espécie de encomenda. Parece, todavia, claro que tal vacina nunca chegará antes do fim do ano, mas posso compreender que hajam condicionantes técnicas que justifiquem essa ‘demora’.

Ainda assim, fica a impressão desconfortável de que esta decisão de pré-reserva, de que se falava há meses, surge na sequência de uma aceleração de casos confirmados no país e não de uma reflexão ou calendário devidamente pensado. Enfim, uma oportunidade polìtica. Seja.

O que verdadeiramente me inquieta é não saber como estamos em matéria de stocks de anti-virais. Se é certo que os estudos indicam que 25% da população pode vir a ser contaminada, imagino que pelo menos 50% dos nossos concidadãos terá, num momento ou outro, de ser medicado com Tamiflu. Ou seja, pelo menos 5 milhões de doses, sendo que cada ‘dose’ é composta de dez comprimidos. Acrescento que este medicamento tem um dado prazo de validade, o que implica que stocks antigos podem estar caducados.

Ora, ainda não ouvi da Ministra ou de outras autoridades sanitárias nenhuma informação clara sobre isto. Até porque é evidente que produzir e distribuir o medicamento também leva o seu tempo e não vale a pena pensar que será no pico da pandemia no hemisfério norte que os laboratórios responderão prontamente à encomenda portuguesa.
Atchim!

terça-feira, abril 28, 2009

Cubrebocas


Chamam a esta pandemia 'gripe suína'. Já há quem lhe chame 'gripe mexicana'.
Parece que o vírus não é tão violento como aquele que se esperaria da anunciada 'gripe aviária', mas ainda está mal esclarecido porque é que então já morreu tanta gente no México.

Em 1918 houve a tenebrosa 'gripe espanhola' e digo tenebrosa por ter sido responsável por milhões e milhões de mortos. Em Portugal (120.000 óbitos?) também a chamaram de pneumónica e terá sido essa doença que acabou com os dois pastorinhos Jacinta e Francisco, de mistura com erradas terapias (para não dizer omissão de tratamento adequado) e ideias de martírio.

Ora, de espanhola a gripe não tinha nada, apesar de também ter grassado em Espanha. Deram-lhe esse nome por razões meramente políticas, pois a Espanha era um dos raros países europeus que não entrava na Grande Guerra. Calhava mal aos países beligerantes admitir que as suas gentes e as suas tropas estavam debilitadíssimas com aquela epidemia, pelo que as primeiras notícias da doença, sem censuras, ocorreram em Espanha.

Nem sempre os nomes dizem tudo, às vezes servem para esconder algo.

segunda-feira, abril 27, 2009

Estejamos atentos


Eu sei lá se esta gripe suína é uma verdadeira ameaça, mas vale a pena ir acompanhando o que se passa.
Eis os sites que podem fornecer informações interessantes:

Direcção-Geral da Saúde
Centro Europeu de prevenção e controlo de doenças
Organização Mundial da Saúde