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terça-feira, setembro 21, 2010
sábado, julho 24, 2010
Uma certa maneira de ver
Vale a pena ouvir esta entrevista da V Television da Corunha ao Movimento pró Partido do Norte. Ali:
http://pelonorte.blogspot.com/p/entrevistas.html
http://pelonorte.blogspot.com/p/entrevistas.html
sábado, junho 05, 2010
O Norte, existe?
De Lisboa vai-se ao Norte. O que se faz pela auto estrada do Norte.
Do Porto, vai-se a Lisboa, mas seguindo pela A1.
De Lisboa também se vai ao Sul.
Do Porto, vai-se ao Alentejo ou ao Algarve, mas não ao Sul
De Lisboa vai-se ainda ao Oeste (buscar as alfaces que a caracterizam).
Do Porto vai-se ao Minho ou a Trás-os-Montes, mas não ao Norte.
De Lisboa o Norte parece longe.
Para uns, ir ao Norte é uma viagem.
Para outros, uma aventura que se conta aos amigos.
Do Porto, ir a Lisboa é uma normal deslocação a um serviço público.
Ou a uma qualquer reunião com a administração de uma empresa com sede no Norte.
Tudo, naturalmente, para tratar assuntos do Norte.
Ah! Vem do Norte? Ouve-se em Lisboa...
Só quando fui estudar para Lisboa percebi que era do Norte.
Será que o Norte existe apenas porque assim o chamam em Lisboa?
Ou existe mesmo e só andará algo desnorteado?
Isto já considerando o desnorte que hoje nortea todo o país.
De todo o modo, biba a penca, bibam as tripas e benha o simbalino...
Do Porto, vai-se a Lisboa, mas seguindo pela A1.
De Lisboa também se vai ao Sul.
Do Porto, vai-se ao Alentejo ou ao Algarve, mas não ao Sul
De Lisboa vai-se ainda ao Oeste (buscar as alfaces que a caracterizam).
Do Porto vai-se ao Minho ou a Trás-os-Montes, mas não ao Norte.
De Lisboa o Norte parece longe.
Para uns, ir ao Norte é uma viagem.
Para outros, uma aventura que se conta aos amigos.
Do Porto, ir a Lisboa é uma normal deslocação a um serviço público.
Ou a uma qualquer reunião com a administração de uma empresa com sede no Norte.
Tudo, naturalmente, para tratar assuntos do Norte.
Ah! Vem do Norte? Ouve-se em Lisboa...
Só quando fui estudar para Lisboa percebi que era do Norte.
Será que o Norte existe apenas porque assim o chamam em Lisboa?
Ou existe mesmo e só andará algo desnorteado?
Isto já considerando o desnorte que hoje nortea todo o país.
De todo o modo, biba a penca, bibam as tripas e benha o simbalino...
sexta-feira, abril 30, 2010
O norte
Movimento a norte prepara-se para criar partido regionalista.
Entretanto, um blogue a consultar: aqui
quinta-feira, abril 22, 2010
O.N.2
A norte a luta faz-se e com trabalhos muito interessantes.
Na hora de enaltecer o esforço a CCDRN nomeia os projectos mais interessantes.
E bem.
Vale a pena dar uma vista de olhos quanto a Boas Práticas de Desenvolvimento Regional aqui http://www.ccdr-n.pt/premios/nomeacoes/
Na hora de enaltecer o esforço a CCDRN nomeia os projectos mais interessantes.
E bem.
Vale a pena dar uma vista de olhos quanto a Boas Práticas de Desenvolvimento Regional aqui http://www.ccdr-n.pt/premios/nomeacoes/
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
REGIONALIZAÇÃO
O tema da regionalização promete voltar à berlinda.
Parece-me que nesta época de crise as prioridades deveriam ser outras mas também percebo que seja conveniente ao Governo tentar desviar o enfoque politico para este tipo de temas.
Afinal de contas
o Aborto já lá vai,
o Mundial de futebol ainda está longe
a Selecção está uma miséria
do Europeu e da Expo já ninguém se lembra
e o casamento dos Homosexuais pode ser eleitoralmente contraproducente.
Confesso que tenho enormes reservas em relação ao assunto
mas, o tempo, esse bom conselheiro, convenceu-me
e a descentralização nunca passará de um mito
Por isso a regionalização acaba por ser um mal necessário.
E, porque a discussão também passará, inevitavelmente, pelos modelos de regionalização não resisto a transcrever estes deliciososo texto do MEC que poderá inspirar um qualquer modelo:
"E VIVA O NORTE
Primeiro, as verdades.O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.Verde-rio e verde-mar, mas branca.
Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.Mais verdades.No Norte a comida é melhor.O vinho é melhor.O serviço é melhor.Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.Não haja enganos.Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.Mas o Norte é onde Portugal começa.Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.Mais ou menos peninsular, ou insular.É esta a verdade.Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.O Norte é feminino.O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da aneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?»."
a bem da Nação!!!!
Parece-me que nesta época de crise as prioridades deveriam ser outras mas também percebo que seja conveniente ao Governo tentar desviar o enfoque politico para este tipo de temas.
Afinal de contas
o Aborto já lá vai,
o Mundial de futebol ainda está longe
a Selecção está uma miséria
do Europeu e da Expo já ninguém se lembra
e o casamento dos Homosexuais pode ser eleitoralmente contraproducente.
Confesso que tenho enormes reservas em relação ao assunto
mas, o tempo, esse bom conselheiro, convenceu-me
e a descentralização nunca passará de um mito
Por isso a regionalização acaba por ser um mal necessário.
E, porque a discussão também passará, inevitavelmente, pelos modelos de regionalização não resisto a transcrever estes deliciososo texto do MEC que poderá inspirar um qualquer modelo:
"E VIVA O NORTE
Primeiro, as verdades.O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.Verde-rio e verde-mar, mas branca.
Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.Mais verdades.No Norte a comida é melhor.O vinho é melhor.O serviço é melhor.Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.Não haja enganos.Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.Mas o Norte é onde Portugal começa.Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.Mais ou menos peninsular, ou insular.É esta a verdade.Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.O Norte é feminino.O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da aneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?»."
a bem da Nação!!!!
Palavras chave:
norte,
portugal,
regionalização,
sul
sexta-feira, maio 16, 2008
NOVO VIDEO CLIP AZEITONAS...TO BOM
Pois é meus caros...
aqui do Norte os ventos dos Azeitonas sopram cada vez mais e melhor...
O novo video clip julgo que merece o nosso aplauso...
AJ, Nena, Marlon e Salsa
excelente
a bem da Nação!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=fwWRe6zrLUc
aqui do Norte os ventos dos Azeitonas sopram cada vez mais e melhor...
O novo video clip julgo que merece o nosso aplauso...
AJ, Nena, Marlon e Salsa
excelente
a bem da Nação!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=fwWRe6zrLUc
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Carpideiras II
Voltava ao post de Manuel Queirós no Bussola, mas agora só ao último paragrafo: "Venha o próximo, que não há-de ser do Porto como Alípio Ribeiro. Vai uma aposta?"
Não sabia sequer que Alípio Ribeiro era oriundo da cidade do Porto. Para o caso é perfeitamente indiferente, pois o que eu, regionalista convicto, espero, de um director da PJ, é que seja eficiente, honesto e "cego" a qualquer tipo de "ismos".
Bem sei que em muitas situações a zona ou cidade de origem tem influência, e que em Lisboa ser do Porto ou do Norte é complicado. Mas sejamos nós a dar o exemplo de superioridade é o melhor caminho para a correcta "evangelização" do povo português.
Não sabia sequer que Alípio Ribeiro era oriundo da cidade do Porto. Para o caso é perfeitamente indiferente, pois o que eu, regionalista convicto, espero, de um director da PJ, é que seja eficiente, honesto e "cego" a qualquer tipo de "ismos".
Bem sei que em muitas situações a zona ou cidade de origem tem influência, e que em Lisboa ser do Porto ou do Norte é complicado. Mas sejamos nós a dar o exemplo de superioridade é o melhor caminho para a correcta "evangelização" do povo português.
quinta-feira, maio 03, 2007
O Norte em declínio
O destaque do JN de hoje não deixa margem para dúvidas: o Norte tem vindo a perder peso. Portugal também dirão alguns. Sim, mas a perda do Norte é bem maior do que as perdas nacionais.
Mas como estou farto de dizer, a solução não está na mão estendida a Lisboa, leia-se governo, mas sim na reinvidicação e na afirmação positiva com projectos, ideias, iniciativa e menos capelas.
Vamos a ver se ainda lá vamos.
Mas como estou farto de dizer, a solução não está na mão estendida a Lisboa, leia-se governo, mas sim na reinvidicação e na afirmação positiva com projectos, ideias, iniciativa e menos capelas.
Vamos a ver se ainda lá vamos.
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