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segunda-feira, abril 11, 2011
Império à deriva
Quem já leu este livro (de Patrick Wilcken, da Civilização Editora) recorda-se certamente de uma sugestão que foi dada ao nosso rei: mudar-se para o Brasil, e propor a Espanha a troca de Portugal pela Argentina e do Algarve pelo Chile. Mas essa sugestão, como se sabe, não foi seguida.
segunda-feira, julho 05, 2010
Sociedades
O tema quente do negócio Vivo veio demonstrar três coisas:
- que negócios com espanhóis são sempre maus negócios
- que o governo, este e outros, sempre fez o que quis na PT
- que a defesa dos centros de decisão defendida pelos empresários portugueses é tanga
o mundo não acaba aqui, e dentro de uns dias a vivo será vendida aos espanhóis que espero tenham vergonha na cara e saiam da administração da PT.
e que acabem as ladaínhas a favor de negócios com "nuestros hermanos". Ainda não aprenderam? Xi, que são duros.....
- que negócios com espanhóis são sempre maus negócios
- que o governo, este e outros, sempre fez o que quis na PT
- que a defesa dos centros de decisão defendida pelos empresários portugueses é tanga
o mundo não acaba aqui, e dentro de uns dias a vivo será vendida aos espanhóis que espero tenham vergonha na cara e saiam da administração da PT.
e que acabem as ladaínhas a favor de negócios com "nuestros hermanos". Ainda não aprenderam? Xi, que são duros.....
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
É pior que minhocas
Os últimos dias mostraram a quem ainda tivesse dúvidas que o Governo e o Partido de Sócrates são capazes do pior para amarfanhar a opinião, sobretudo se esta é livre e crítica.
Alguns de nós receiam que o país esteja a tal ponto desvitalizado que seja incapaz de reunir um mínimo de energias para reagir como deveria a tudo o que se vai sabendo.
Ainda assim, considero que o verdadeiro teste à aparente anemia dos nossos co-cidadãos vai ser o pacote de medidas que o Governo vai ter de apresentar para sossegar Bruxelas e os mercados internacionais. E aí desconfio que o teste se fará na rua.
O Governo sabe isso e vai preparando uma porta de fuga, seja à moda Guterres, seja ao estilo Barroso. Entretanto, trata da sua vidinha, ou seja, manobra e negoceia. Sob a capa de fumo da nossa indignação face às últimas notícias em matéria de asfixia democrática, o Comité de Negócios em que o Governo se transformou ultima à sucapa, por intermédio das empresas públicas onde pululam "Penedos" e das privadas que rezam ao Espírito Santo, umas nebulosas operações à volta da Cimpor, da Galp e da EDP.
Os acordos para-sociais que estão a ser cozinhados com "brasileiros" amigos e os angolanos do costume, que para cúmulo beneficiam de financiamentos das nossas próprias instituições financeiras, não podem passar entre as gotas da chuva.
Se nas próximas semanas assistirmos ao desmoronamento deste Governo, é fundamental estar muito atento às manobras e negócios da 25° hora dos que fazem malas e já aquecem lugares em certas administrações. Os últimos dias de gente desta laia são os mais perigosos. É que seremos todos a pagar depois a factura.
Alguns de nós receiam que o país esteja a tal ponto desvitalizado que seja incapaz de reunir um mínimo de energias para reagir como deveria a tudo o que se vai sabendo.
Ainda assim, considero que o verdadeiro teste à aparente anemia dos nossos co-cidadãos vai ser o pacote de medidas que o Governo vai ter de apresentar para sossegar Bruxelas e os mercados internacionais. E aí desconfio que o teste se fará na rua.
O Governo sabe isso e vai preparando uma porta de fuga, seja à moda Guterres, seja ao estilo Barroso. Entretanto, trata da sua vidinha, ou seja, manobra e negoceia. Sob a capa de fumo da nossa indignação face às últimas notícias em matéria de asfixia democrática, o Comité de Negócios em que o Governo se transformou ultima à sucapa, por intermédio das empresas públicas onde pululam "Penedos" e das privadas que rezam ao Espírito Santo, umas nebulosas operações à volta da Cimpor, da Galp e da EDP.
Os acordos para-sociais que estão a ser cozinhados com "brasileiros" amigos e os angolanos do costume, que para cúmulo beneficiam de financiamentos das nossas próprias instituições financeiras, não podem passar entre as gotas da chuva.
Se nas próximas semanas assistirmos ao desmoronamento deste Governo, é fundamental estar muito atento às manobras e negócios da 25° hora dos que fazem malas e já aquecem lugares em certas administrações. Os últimos dias de gente desta laia são os mais perigosos. É que seremos todos a pagar depois a factura.
segunda-feira, março 23, 2009
O desconchavo

Eu pensava que o cúmulo do descaramento governamental tinha sido atingido pela forma como « negociaram » e aprovaram o Tratado de Lisboa e como mentiram ao país quanto ao seu conteúdo e quanto à promessa de o referendarem.
Engano meu. O governo é ainda capaz de pior. Veja-se essa trapalhada e essa trafulhice que envolve o acordo ortográfico que nos querem fazer engolir.
A este propósito, admiro a tenacidade dos que se ergueram contra esse desastre e recomendo vivamente a consulta deste site, aos que desejam conhecer melhor todos os meandros desta indecência. A petição contra o acordo já vai em 103.525 assinaturas: aqui.
Mas há naquilo ainda um outro gato: o negócio que já floresce, sorrateiro e sem concursos públicos, envolvendo uma empresa privada. O produto é um corrector informático (Flip7), a empresa é a Priberam e os “suspeitos” são os do costume, isto é, os serviços do Estado especialmente apadrinhados pela ministra da Educação e pelo ministro da Cultura.
Consta até que esta empresa já anda a tentar impingir o dito corrector aos serviços das instituições da União Europeia no Luxemburgo, em Bruxelas e em tudo o que é sítio, onde espera colocar umas centenas de programas.
E a pergunta que se impõe é a seguinte: que ligações tem a Priberam com os autores do acordo ortográfico? E porquê tanta precipitação, quando se sabe que terá ainda de haver na Assembleia um debate político, tal como o exigem os signatários da petição acima referida?
Engano meu. O governo é ainda capaz de pior. Veja-se essa trapalhada e essa trafulhice que envolve o acordo ortográfico que nos querem fazer engolir.
A este propósito, admiro a tenacidade dos que se ergueram contra esse desastre e recomendo vivamente a consulta deste site, aos que desejam conhecer melhor todos os meandros desta indecência. A petição contra o acordo já vai em 103.525 assinaturas: aqui.
Mas há naquilo ainda um outro gato: o negócio que já floresce, sorrateiro e sem concursos públicos, envolvendo uma empresa privada. O produto é um corrector informático (Flip7), a empresa é a Priberam e os “suspeitos” são os do costume, isto é, os serviços do Estado especialmente apadrinhados pela ministra da Educação e pelo ministro da Cultura.
Consta até que esta empresa já anda a tentar impingir o dito corrector aos serviços das instituições da União Europeia no Luxemburgo, em Bruxelas e em tudo o que é sítio, onde espera colocar umas centenas de programas.
E a pergunta que se impõe é a seguinte: que ligações tem a Priberam com os autores do acordo ortográfico? E porquê tanta precipitação, quando se sabe que terá ainda de haver na Assembleia um debate político, tal como o exigem os signatários da petição acima referida?
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