Ao que parece, a malta dos gabinetes já anda a tirar fotocópias. Ninguém sabe, ao certo, como será amanhã. E mais vale prevenir, como outros.
Na verdade estamos todos bastante hesitantes quanto ao que realmente queremos.
De Sócrates parece que já basta. Principalmente pela falta de confiança, porque nunca se sabe se aquilo que é dito é ou não verdade.
A alternativa mais evidente a Sócrates é irmos para eleições. Entretanto, será uma Primavera de agonia. Depois, lá para o Verão se verá (dizemos nós todos com um encolher de ombros). Já há muitos à rasca, mas o País não consegue livrar-se dos marcantónios que abundam, desde o CDS ao PS. É que para se ser responsável partidário é preciso ter estaleca, e muita estrutura. Se não, lá se vai o bem-comum, e o que interessa é ver o que é ou não bom para o partido. É por isso que, indignado mas pacífico, o povo sai à rua.
Aparentemente só Cavaco pode evitar isto. Não me parece impossível encontrar um nome de um independente que reúna o apoio de uma maioria no Parlamento. Tambm não me parece impossível fazer um governo composto pelos melhores dos melhores (das empresas, das universidades...), todos desligados dos partidos. Estarão os partidos interessados, em nome do bem-comum, nesta solução?
Esta maltosa, que já anda a escolher a caneta e a gravata para a tomada de posse, ficava em banho-maria mais uns meses. Será que aceitam? O País aceitava e agradecia.
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terça-feira, março 22, 2011
O dia de amanhã
quinta-feira, janeiro 06, 2011
...e poupem as perdizes

Sopra forte. Reforcei as molas no estendal, não vá uma rabanada levar-me uma camisa.
Será do vento ou da maré, mas cheira mal. Um cheiro a fossa, a pôdre. E como a luz é coada e há carneirinhos no mar, tudo se reune para não me sentir optimista. É nestas alturas que não devo apanhar o 207: foi o que aprendi depois de ter escrito aquele post tristonho sobre o Porto e que me valeu um porradão de críticas.
O Sr. Barbosa que durante um ror de anos garantiu que tudo batia certo no BPP, é quem vai presidir a um grupo de sábios chamado a reflectir sobre as PPPs e as contas públicas. A D. Cardoso, administradora do Banco de Portugal, entidade que era suposta vigiar e prevenir a aventura do Sr. Rendeiro, também entra no dito grupo.
Entretanto, os candidatos discutem o dossier BPN, cujo presidente invoca enganos de agenda para ganhar um fim-de-semana de reflexão sobre o que vai contar ao Parlamento. Entre as farpas e as flechas, há um candidato presidencial que se arroga em S. Sebastião em vez de explicar lhanamente o que por lá andou a fazer.
Ainda não chovem aves por cá, mas o tempo não está para pardais.
Atirem aos tordos.
terça-feira, março 09, 2010
Votar contra e toca a ir para eleições
Está bom de ver que esta tralha socialista está esgotada. Não vale a pena continuar a esticar a corda com o argumento que o país está em crise e que seria uma irresponsabilidade partirmos para eleições. Mas vale uma má decisão de que nada decidir e continuar neste marasmo.
domingo, fevereiro 28, 2010
A ruptura
Apareceram umas vozes a dizer que, face à calamidade financeira em que nos atolaram, o país precisaria de um Governo de coligação, leia-se um Governo PS/PSD que garanta a estabilidade política necessária para levar à prática um PEC dolorosíssimo.Essas vozes não têm a coragem de esclarecer se um tal casamento inclui a figura do “engenheiro”, mas parece óbvio que a união com um cadáver político seria ineficaz, senão impossível. Admitamos, portanto, que essas vozes concedem implicitamente que uma tal coligação implicaria uma nova liderança no PS, de par com a mudança de liderança no PSD.
E então?
Pois considero que, mesmo recambiando para Castelo Branco o zombie que se arrasta em S. Bento, deixou de ser possível qualquer aliança séria com um PS que se descredibilizou completamente ao longo da governação socratina. Insistir nesse caminho, mais a mais com base num PSD que acumulou tantos genes idênticos de manipulação da máquina do Estado e do mundo dos negócios (veja-se caso BPN), seria dar o sinal errado ao país e agravar ainda mais a desconfiança geral.
Espero que a “ruptura” de que fala Paulo Rangel resista a essas musas situacionistas que apenas exigem a repartição do bolo, para que tudo fique na mesma, em nome de uma união ou salvação nacional feita de consensos pôdres, de práticas antigas e de receitas caducadas.
Ora é aqui que entra um outro actor político que tem de acordar do seu imediatismo, tantas vezes oportunista: o CDS.
Mas isso é conversa para mais tarde.
Palavras chave:
a crise que se avizinha,
cds,
douro,
ps,
psd
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