O MMS, Movimento Mérito e Solidariedade, propõe no seu programa a castração química para os crimes de violação e pedofilia.
A questão que se me põe é a seguinte: para o que aqui nos interessa, qual será a diferença entre a castração química e a não química? E só encontro uma resposta: é que propor a castração tout court, mesmo se por intervenção cirúrgica e com assistência de um anestesista, revelaria muito mais rapidamente a barbaridade da proposta e daí a preocupação de esclarecer que é por métodos químicos, umas pastilhas ou umas gotas num copo de água, coisa de acalmar o bruto, mas nada de doloroso ou ensanguentado.
A castração química pode parecer uma coisa moderna mas não deixa de ser uma castração.
Para mim, uma proposta destas equivale às leis da Sharia do fundamentalismo islâmico: roubas, corto-te a mão. Difamas, corto-te a língua, etc.
Para mim, isto seria um atraso civilizacional e não lhe reconheço mérito nenhum.