Mostrar mensagens com a etiqueta imprensa lambe-botas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta imprensa lambe-botas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, março 16, 2010

Silêncio... está em vigor a lei da rolha!

A pobreza intelectual dos nossos jornalistas é notável. Mas a dos nossos editores de imprensa não é muito melhor, aparentemente.

Este caso da lei da rolha no PSD, ultrapassa todas as marcas. Então lá porque os senhores militantes, coisa que qualquer cidadão sabe ser apenas voluntária, não se podem pronunciar fora das "directrizes" da sua direcção, em época de campanha eleitoral, há algum atentado à liberdade de imprensa!? E à "liberdade de expressão" ou à de "opinião", valha-nos Deus Nosso Senhor, como dizia a minha avó?

Claro que não. Desde logo porque a pena, "expulsão" do partido, só o é para quem esteja interessado nisso. Depois, porque os partidos, mesmo o PSD, tem órgãos próprios onde os militantes podem expressar as suas opiniões, mesmo em época de "lei da rolha".

Finalmente, e não de somenos, porque as coisas que todos os dias os jornalistas sabem, sobre políticos e políticas, e calam (a não ser em conversas de bar e café) são seguramente muito mais notáveis doque esta "fofoqueira"... o País quer lá saber se há algum "notável" que discorda do seu líder, em plena época de campanha eleitoral!

A não ser que o objectivo seja "descredibilizar" a política. E se assim for, não se queixem quando começarem a aparecer as soluções consequentes... a História europeia demonstra-o bem. Tomar a democracia por "bem adquirido" é um erro que se espera nunca volte a ser grave.

É possível um Portugal melhor. É preciso é querer (e para querer, é preciso pensar...).

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Dar gato por lebre


Há dias em que a leitura dos títulos da imprensa portuguesa me causa náuseas. O problema é que esta azia tende a ser constante e por isso, antes de abrir, por exemplo, um jornal económico, tiro uma embalagem de Motilium da gaveta pois já prevejo desarranjos de metabolismo.

Ora vejamos:
a) Diz que há um ex-eurodeputado do CDS que vai fazer lobby junto da União Europeia, na área de apoio estratégico às candidaturas a fundos comunitários: "há que aproveitar enquanto está lá o Barroso –dizem eles- porque daqui a 5 anos acaba". Deve ser por esta ordem de razões que baptizaram aquilo de "Eupportunity". Primeira pastilha.

b) "A eleição do Constâncio é uma vitória da diplomacia portuguesa". Eu até pensava que os leitores dos jornais económicos eram gente mais informada e exigente, mas pelos vistos certos jornalistas acham que lhes podem impingir qualquer patranha. Nova pastilha.

c) Na Focus, "Barroso lidera combate à crise económica". Eh pá, o médico disse-me para não abusar do Motilium e 3 comprimidos em dez minutos é capaz de ser demais.

Oh Zulmira, o que é que temos para o almoço?

terça-feira, junho 02, 2009

Já não há pudor?

Mão amiga trouxe-me o 'Jornal de Notícias' do dia 30.
Há muito tempo que deixei de comprar este diário pois, apesar de ter alguns articulistas de valor, suporto mal aqueles bilhetes melífluos do seu director, sempre a piscarem o olho ao poder seja ele qual for. Tiques antigos.

Desta feita, traz uma reportagem sobre o Durão Barroso, com uma entrevista em anexo, que são um pratinho. E o mais curioso é que até achei um piadão a certas afirmações do presidente da Comissão. Dou 5 estrelas à seguinte: "Mostrem-me alguém que tenha feito mais no mundo". Quase ex-aequo, mas talvez seja melhor dar-lhe 4 estrelas, a frase seguinte: "Nós lançámos as bases no que toca a energia". Enfim, com 3 estrelas, mas também podia ser a primeira: "Nós estamos na vanguarda da resposta à crise".

Fiquei bem disposto.