Recebi do meu amigo Diogo Lencastre um pedido de publicação de uma carta aberta ao Dr. Paulo Portas, o que faço com gosto e amizade.
Ao Presidente do CDS-PP
Sr. Dr. Paulo Portas,
O ESTADO DE ALMA DE UM MILITANTE DO PORTO
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Após ter lido com atenção a Carta Aberta que o Alcidio Gomes lhe enviou, não posso estar mais de acordo com a explanação por este efectuada. De facto, as noticias que recentemente vieram a público, apenas vêm confirmar a forma como tem pautado a sua vida, e consequentemente a vida de nosso partido.
Tendo sido militante activo, exercendo cargos na Concelhia do Porto, e como Autarca no mesmo Concelho, hoje em dia dadas as pulhices constantes que se vivem no nosso Partido e também aquelas que sofri na pele na nossa Concelhia, a vontade que dá mesmo é a de trucidar o cartão e esquecer que por um período da minha vida, andei enganado a servir um Partido e um País, que de todo não merecem o nosso empenho e sacrificio pessoal.
Nunca me esquecerei do dia em que por alturas das eleições para a Comissão Politica Distrital do Porto, entre o Alvaro Castello Branco e o Rui Albuquerque, em conversa com o Alvaro desabafei que não estava para compactuar com as pulhices que estavam a ser cometidas e a que estava a assistir, e que iria abandonar o Partido. Nesse momento o Alvaro apenas me respondeu que era de pessoas como eu que o Partido necessitava, para poder ombrear com quem não tem escrupulos e que tudo faz para atingir os seus objectivos. Eu, ingénuo, acreditei.
Anos mais tarde após este episódio, a equipa que se propôs liderar a Concelhia do Porto encabeçada pelo Diogo Feio (João Anacoreta, João Porto, José Mexia, Toninho Folhadela, eu Próprio, entre outros), sofreu bem na pele a forma de fazer política que caracteriza a actual liderança da Distrital do Porto. Posteriormente, a palhaçada que o Engº Campos Cunha encenou para não aceitar a Lista encabeçada pelo José Marcelo Mendes Pinto, também para liderar a Concelhia do Porto, e que foi completamente abafada para bem do partido (Foi a atitude que os elementos que compunham a lista do Dr. José Marcelo Mendes Pinto tomaram, como pessoas de bem que são). As personagens que estão por detrás destes actos são sempre as mesmas, e apenas contribuem para afastar do movimento activo do partido, militantes de enorme valor que desinteressadamente/ingénuamente/inocentemente ainda acham que podem dar o seu contributo de forma clara.
Apenas se constata que o Partido não dá qualquer valor a esta colaboração, e apenas pretende manter em seu redor os usuais parasitas que nada mais sabem fazer do que sugar as mordomias que o aparelho e o estado lhes proporcionam.
A forma como usurpou o a Liderança ao Dr. Ribeiro e Castro, quando a meio do Campeonato achou que podia e devia entrar em jogo, como criança mimada a quem se retira a bola. A guerrilha constante que o Grupo Parlamentar foi fazendo à Liderança do Dr. Ribeiro e Castro. O partido tem estatutos, tem timings, e estes deviam ser para cumprir em prol daquilo que todos nós defendemos (ou ainda defendemos)... O CDS-PP. Todos estes actos que temos vivido apenas contribuem para que um Partido como o nosso, que devia buscar o crescimento Organico e Geográfico através da passagem de uma mensagem Democrata Cristã clara e sem umbiguidades, apenas se lhe possa vaticinar como futuro um caminho. O da desintegração...
Com os meus melhores Cumprimentos,
Diogo Lencastre