
Ontem, o Conselho de Segurança da ONU aprovou um apelo (aliás, foram dois) para que cesse a violência na Síria.
Ontem, o Durão Barroso fez outro apelo aos líderes europeus para que façam qualquer coisa que tranquilize os mercados.
Obama também fez vários apelos, enquanto republicanos e democratas negociavam o tecto da dívida. A esse propósito, choveram apelos, desde Pequim a Berlim, passando pela presidente do FMI.
O nosso Presidente Cavaco faz, dia-sim dia-não, um apelo qualquer, seja para que se vote, que se empreenda, que se exporte, que se coma batata nacional ou outra boa acção.
Isto dos apelos é barato e tem a vantagem de transmitir a ideia de que é o outro que tem a responsabilidade ou a solução. A minha saudosa Tia Elisa fazia-nos, durante as férias, todos os dias o mesmo apelo matinal: “tenham juízo!”, mas ela nunca desconfiou que estava de moda antes de tempo.
Tentem com uma corneta. Há umas de plástico nas lojas chinesas. Talvez vos ouçam melhor.
Já afora, aqui fica o meu apelo, sem corneta, ao Sol.
ResponderEliminarFRF
Esgotaram as bombas?
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