domingo, novembro 22, 2009

O Amor nos Tempos de Cólera

Estreou no ano passado a adaptação cinematográfica do livro “o Amor nos Tempos de Cólera”, do escritor Colombiano Gabriel García Márquez.
Ainda não tive oportunidade de ver o filme, mas um anúncio que vi na internet trouxe-me o mote para o presente “post”.
Li esta obra tinha eu, talvez, 20 anos e reli-a 15 anos depois. Curiosamente, mantive na memória a primeira frase com que Gabriel García Márquez nos introduz no mundo de Florentino Ariza e Fermina Daza: “Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lembrava-lhe sempre o destino dos amores contrariados”.
Magistralmente bem elaborado, este livro consubstancia um hino à escrita e, claro está, aos amores contrariados.
Gabriel García Márquez, conta-nos uma história simples, que nos toca na alma, das aventuras e desventuras da própria felicidade humana. Trata-se de uma obra envolvente, que nos faz sorrir e, sobretudo, nos faz ler.
A acção situa-se nos finais no século XIX e inícios do século XX; Florentino Ariza, telegrafista e poeta, conhece Fermina Daza, o grande amor da sua vida, à janela da casa de seu pai. Aos poucos, e à custa de cartas arrebatadoras, Florentino conquista o seu coração. O romance tem a férrea oposição do pai de Fermina. Também por isso, Fermina acaba por casar-se com aquele que entende ser a pessoa certa para si: o Dr.Juvenal Urbino, médico ilustre.
Mais de meio século depois, no dia de Pentecostes, Juvenal (que havia descoberto que os sintomas do amor são idênticos aos da cólera asiática) morre enquanto tenta apanhar um papagaio. Florentino ajuda no velório e no enterro de Juvenal mas, após o encerramento das exéquias, permanece na casa de Fermina para lhe declarar o seu amor eterno. Florentino Ariza esteve mais de cinquenta anos sem ver Fermina quando lhe repetiu o juramento de fidelidade eterna e de amor para sempre, na sua primeira noite de viúva.
Esta história não é uma simples história de amor. É uma descrição maravilhosa sobre os sentimentos humanos e sobre o que é envelhecer.
O final do romance é, pela surpresa e sentido de humor, simplesmente genial.
Em boa hora, o realizador Mike Newell (“Sete Casamentos e Um Funeral”), resolveu levar esta saga ao grande ecrã.
Um filme a ver e, claro está, um livro de leitura obrigatória.







2 comentários:

  1. Bem-vindo Rui e muita e boa escrita

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  2. Bem-vindo e um abraço, Rui

    JAC

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