A propósito de uns posts que andam por aqui, mais abaixo, venho penitenciar-me de não ter escrito à mais tempo o que agora aqui vou tentar deixar.
Creio que a aceitação por Ribeiro e Castro, de encabeçar a lista do CDS no Porto, constitui um facto histórico do maior significado, para a Direita e para a Democracia-cristã. E tem dois protagonistas, o próprio Ribeiro e Castro e, evidentemente, Paulo Portas.
É do maior significado, pois constitui a primeira ocasião em que dois líderes do CDS, desavindos publicamente, assumem uma reconciliação política: o inimigo comum é mais importante do que os desentendimentos próprios. Como sempre devia ter sido.
Mas nem sempre foi. Pelo contrário, se há marca do partido no passado é a da incompatibilização dos ex-líderes com os seus sucessores e, por causa disso, com o Partido. De que é exemplo o comportamento político recente de Maria José Nogueira Pinto.
O problema destas inúmeras incompatibilidades pessoais é precisamente o facto de demonstrarem a falta de ambição do partido, dos seus dirigentes e dos seus apoiantes.
Num partido ambicioso, naturalmente haverá pessoas com diferentes interpretações da melhor estratégia para a promoção dos valores que o partido representa e de que é repositório. Soubesse o CDS ter tido essa imagem, e provavelmente muitas das pessoas que hoje integram o MEP estariam connosco.
Num partido descrente, os grupelhos organizam-se para se desacreditarem uns aos outros. Nomeadamente, e até principalmente, atacando e descredibilizando o líder na ocasião. Como muitos dos colegas de blog se tem esforçado por fazer - certamente pelas melhores razões, mas é esta a consequência principal.
Pela minha parte, consola-me verificar que não sou o único a desejar um CDS mais ambicioso. E presto aqui a minha homenagem e agradecimento aos líderes Ribeiro e Castro e Paulo Portas: bem hajam!!!
E grito, esperançado: é possível um Portugal melhor. Basta querer.
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