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sexta-feira, agosto 16, 2013

A trapalhada de Ribeiro e Castro? ou talvez não...

A propósito do artigo "A trapalhada dos mandatos" da autoria de Ribeiro e Castro no Publico, o nosso Douro escreveu 3 posts sob o título "A trapalhada de Ribeiro e Castro".
Tive a oportunidade de ler o referido artigo de Ribeiro e Castro que considero bom e interessante.
O Douro, que me merece a maior consideração, já nos tem habituado a posts brilhantes, mas este não é o caso.
Desde logo, porque o conteúdo dos seus 3 posts não tem qualquer correspondência com os títulos impressivos que utilizou. Na verdade, o Douro acaba por confessar que concorda com as ideias centrais daquele artigo de Ribeiro e Castro e, em momento algum, dos seus posts, resulta demonstrada a erroneamente publicitada "trapalhada".
Portanto, a haver trapalhada ela não está, certamente, no referido artigo do Ribeiro e Castro.
Aqui fica este excerto do referido artigo:

"Mas a dúvida, uma vez aberta, é geral e empestou o debate. Contaminou todo o processo e gerou um caos político-judiciário de que já ninguém se sairá bem: saem mal os deputados, que deviam ter esclarecido; saem mal as direcções partidárias, que deviam ter ordenado o esclarecimento; saem pior os que estão ora de um lado, ora de outro, como o CDS; saem mal (e atingidos) alguns candidatos tratados de "ilegítimos"; saem mal os tribunais que uns decidem num sentido, outros noutro. Sai mal a política que não presta, sai mal a justiça que não há. Sai mal a República, sai mal a democracia. Sai mal o Estado de direito. Se isto não é governar mal, o que é governar mal?"

A bem da Nação,
Fvferreira


Notas finais:
1. Fiquei a saber que pelos vistos Ribeiro e Castro furava as greves. Subiu ainda mais na minha consideração. Parabéns!!!
2. As militâncias limitam a liberdade, toldam a visão e confundem o pensamento.


 

quinta-feira, agosto 08, 2013

A trapalhada de Ribeiro e Castro (1)


O deputado Ribeiro e Castro assina hoje uma coluna no Público intitulada “A trapalhada dos mandatos”. Proponho-me demonstrar que o artigo do Sr. Ribeiro e Castro é uma trapalhada inesperada, vinda de alguém de quem me habituei a pensar que sabia pensar.

Mas vamos por partes. E a primeira parte é a declaração que aqui deixo de que considero este deputado um dos raros que na bancada do CDS mantém uma respeitável dose de corajosas independência e coerência. Já há tempos tive oportunidade de manifestar a minha admiração pela forma dedicada e profissional como também desempenhou o cargo de euro-deputado, ao arrepio do repimpanço generalizado dos portugueses que se sentam no hemiciclo da UE. E não esqueço o modo esforçado e sincero da sua breve presidência do partido que o tratou tão mal e ingratamente.

É óbvio que também não esqueço que do ponto de vista ideológico há, debaixo de algumas pontes, um oceano de águas agitadas que nos separam, bem como os tempos em que jovem estudante da Faculdade de Direito de Lisboa o José furava alegremente as greves às aulas, decretadas em protesto contra a presença dos gorilas e pides naquela escola. Mas águas passadas todos as temos, não é verdade?

Em resumo: o Sr. Ribeiro e Castro é alguém que merece ser escutado/lido e, se for caso disso, apoiado ou rebatido. É o que vou tentar fazer, com o respeito que a pessoa me merece.

 

 

A trapalhada de Ribeiro e Castro (2)


Há uma segunda parte a que chamarei “declaração de interesses”.
 
Trata-se de manifestar a opinião de que considero que a ideia de limitar os mandatos dos presidentes de autarquias não é uma boa ideia. Se é certo que ver à frente de certas Câmaras os mesmos Mesquitas/Filipes durante décadas, mais a mais com cadáveres a abarrotarem todos os armários e gavetas, causa uma náusea insuportável, todavia, daí a passar um atestado paternalista de menoridade aos cidadãos eleitores é um passo que o legislador devia abster-se de dar. Aliás, nas milhares de autarquias do país não abundam talentos e disponibilidades que nos permitam deitar fora burocraticamente os que deram provas de competência e dedicação à causa pública e às questões locais. Por outro lado, o argumento das conivências e cumplicidades deve ser matéria para a justiça sempre que se revelem ilegalidades e não é com passes de mágica na secretaria que o sistema se credibiliza.

Enfim, e para me aproximar do osso, eu preferiria mil vezes que a candidatura do Governo ao Porto, personificada no autarca de Gaia, sofresse uma clara derrota nas urnas, para não ter de aturar as carpideiras do PSD a dizerem que as impediram de mostrar o que valiam. Estou aliás convencido que se o Constitucional confirmar a inelegibilidade dos Seabras e consortes assistiremos ao triste e deplorável espectáculo de os mesmos se manterem como segundos na mesma ou outra lista, numa espécie de manguito à declarada legalidade. Como essa gente não tem vergonha na cara, não nos iria poupar às cenas patéticas que já se congeminam.

A trapalhada de Ribeiro e Castro (3)


Quanto ao fundo: o Sr. Ribeiro e Castro tem razão em acusar os partidos por terem criado e deixado florescer a trapalhada. Como não sei que iniciativas o deputado tomou para clarificar a questão, sinto-me impedido de lhe perguntar ‘ e o que fez o senhor?’

Para Ribeiro e Castro o emaranhado da coisa resultou essencialmente porque houve uns mal-intencionados que “inventaram” uma “sofisticada” dúvida. Os perturbadores residem sobretudo no Porto e cita-os: certos sectores do PSD do Porto e certos sectores do CDS do Porto. Depois veio a Revolução Branca ampliar a conspiração e tudo se incendiou. E, ainda segundo Ribeiro e Castro, tudo isso tinha um simples objectivo: atrapalhar a candidatura à Câmara do Porto apoiada pelo governo que o Sr. Deputado apoia. Acho que não resumo mal as forças ocultas que segundo o autor conspiraram esta trapalhada.

É que para Ribeiro e Castro “é juridicamente uma estupidez” pensar que a lei não permite que o tri-Silva de Belmonte se recandidate a Aljezur. Para ele tudo é claríssimo e quem disser o contrário, sejam juízes, jurisconsultos, professores de Direito, simples cidadãos ou a Tia Mariquinhas, é porque ficaram amnésicos, não estudaram o assunto, sofrem de falta de rigor e são uns teimosos. Se a questão é tão clara como pretende Ribeiro e Castro, como é que se explica uma tal trapalhada, da qual diz que toda a gente vai sair mal? Será que é tudo uma invenção de mal-intencionados? Mesmo admitindo que o ponto de vista interpretativo do deputado Ribeiro e Castro venha a ter vencimento no Tribunal Constitucional, é curial reduzir a polémica a um facto político criado pela agenda pessoal de uns certos e determinados?

Na minha modesta opinião, admitir que a limitação de mandatos é apenas territorial seria esvaziar a “ratio legis” que subjaz ao seu articulado e que, recorde-se, visava a renovação do pessoal político. Posso não gostar dessa lei mas não me autorizo a lê-la de outra forma. Compreendo que outros a interpretem diferentemente mas parece-me muito rasteiro e pobre reduzir tudo a umas lutas de bastidores, a um complot de confusionistas ou à ignorância e desfaçatez dos que não partilham a leitura do Sr. Ribeiro e Castro, que entretanto derrapa nessa banana pôdre ao afirmar que o alvo a abater é o desgraçado de Gaia, coitadinho.

O último parágrafo do artigo é surpreendente. De repente, o Sr. Ribeiro e Castro afirma que a lei tinha o propósito de eliminar os “dinossauros”. Deduzo que a expressão pré-histórica tem limite territorial. E conclui, levianamente, que em fim de contas há apenas 15 casos onde antes havia 200. É o chamado argumento Moreira da Silva, aquele rapazinho que se transformou recentemente em representante dos chineses da EDP no Governo, e que há semanas atrás também afirmava garbosamente que para todos os efeitos o PSD “só” tinha 8 candidatos de ilegibilidade duvidosa. E assim se define estatisticamente o valor da legalidade.

O deputado Ribeiro e Castro não está sózinho a interpretar a lei da maneira que o faz. Como ele, pensam Poiares Maduro, Pedro Lomba, a direcção do PS, a direcção do CDS, a direcção do PSD, o Comité Central do PCP, a Comissão de Honra do fulano de Gaia e o filho dele. Não sei se são boas companhias mas alguns têm melhores argumentos e menos paranóia do que o Sr. Deputado. Então aquela forma estouvada de terminar o artigo, nem parece seu.  

Passe bem e desfrute de umas boas férias, que bem precisa e merece.

 

segunda-feira, junho 22, 2009

Ambições políticas

A propósito de uns posts que andam por aqui, mais abaixo, venho penitenciar-me de não ter escrito à mais tempo o que agora aqui vou tentar deixar.


Creio que a aceitação por Ribeiro e Castro, de encabeçar a lista do CDS no Porto, constitui um facto histórico do maior significado, para a Direita e para a Democracia-cristã. E tem dois protagonistas, o próprio Ribeiro e Castro e, evidentemente, Paulo Portas.

É do maior significado, pois constitui a primeira ocasião em que dois líderes do CDS, desavindos publicamente, assumem uma reconciliação política: o inimigo comum é mais importante do que os desentendimentos próprios. Como sempre devia ter sido.

Mas nem sempre foi. Pelo contrário, se há marca do partido no passado é a da incompatibilização dos ex-líderes com os seus sucessores e, por causa disso, com o Partido. De que é exemplo o comportamento político recente de Maria José Nogueira Pinto.

O problema destas inúmeras incompatibilidades pessoais é precisamente o facto de demonstrarem a falta de ambição do partido, dos seus dirigentes e dos seus apoiantes.

Num partido ambicioso, naturalmente haverá pessoas com diferentes interpretações da melhor estratégia para a promoção dos valores que o partido representa e de que é repositório. Soubesse o CDS ter tido essa imagem, e provavelmente muitas das pessoas que hoje integram o MEP estariam connosco.

Num partido descrente, os grupelhos organizam-se para se desacreditarem uns aos outros. Nomeadamente, e até principalmente, atacando e descredibilizando o líder na ocasião. Como muitos dos colegas de blog se tem esforçado por fazer - certamente pelas melhores razões, mas é esta a consequência principal.

Pela minha parte, consola-me verificar que não sou o único a desejar um CDS mais ambicioso. E presto aqui a minha homenagem e agradecimento aos líderes Ribeiro e Castro e Paulo Portas: bem hajam!!!

E grito, esperançado: é possível um Portugal melhor. Basta querer.

sexta-feira, junho 19, 2009

Peace and love...

Até já estou mesmo a ver (em nome da conciliação partidária) o Alvaro Castelo Branco e o Manuel Sampaio Pimentel a fazerem campanha no Porto para a eleição de Ribeiro e Castro e depois até combinam ir juntos almoçar à Tia Alice em Fátima.

...a bem da palhaçada!!!

quinta-feira, junho 18, 2009

SERÁ QUE....

A propósito do post "Lição para a vida" do meu caro amigo AJBARROS e do facto de Ribeiro e Castro encabeçar a lista das legislativas para o Porto.

Ponto Um - O texto de AJBARROS está na linha do PP de aparecer agora sob as vestes do cordeirinho.

No fundo, a atitude é smilar à do Engº José Sócrates de se tentar agora (que lhe convém) travestir para parecer aquilo que não é.

Paulo Portas convém-lhe agora aparecer travestido como o messiânico apaziguador e conciliador do partido.

Mas na verdade, não tem essa verdadeira vontade e motivação e só o faz porque lhe convém.

Na verdade PP não tem consideração nem aprecia Ribeiro e Castro

Na verdade Ribeiro e Castro e o que ele representa continua a ser desprezado e gozado por PP e pelos seus.

Só quem for muito inocente é que pode acreditar no contrário.

Alguém se acredita que Nuno Melo no seu dicurso de vitória quando se refere aos eurodeputados do CDS não o faz ironicamente e por gozo?

Dos senhores que AJBARROS refere no seu post julgo que dificilmente alguém pode tirar boas lições para a vida.

Ponto Dois - AJBARROS esquece-se do passado recente do CDS/PP e esquece-se das razões porque MJ Nogueira Pinto saiu e de todos os episódios de insidia palaciana que colminarem nas cenas tristes que todos sabemos.

Escrever o que escreve é não querer perceber que há pessoas que não pactuam com uma forma de estar na politica que já se percebeu que não tem qualquer futuro.

Escrever o que escreve é não perceber que há quem tenha um coluna vertebral e que há limites e principios que são para essas pessoas intransponíveis.

Ponto Três - Na sequência do que vem acima referido não me parece que Ribeiro e Castro possa aceitar a esmola de PP.

RCastro Perdeu credibilidade e confundiu-se com os demais...

Depois do que PP lhe fez e do que dele disseram e fizeram importava outra atitude.

Ribeiro e Castro desiludiu...

Paulo Portas não desiludiu, antes pelo contrario, esteve igual a sim mesmo, jogou uma cartada, vendeu ser um bom samaritano, eliminou um adversário dando-lhe uma esmola

e assim anda o mundo do CDS/PP

por essas e por outra Portugal é único país da Europa em que a Direita e o Centro Direita é a 5ª força politica

e a esquerda radical a 3ª força politica e o PCP a 4ª força politica,

e o mais espantoso é que apesar disto estão todos muito satisfeitos.

...para mal da Nação!!!!

sábado, dezembro 13, 2008

Ribeiro e Castro galardoado com o primeiro Prémio Europa ELFAC (aqui está um prémio que vale a pena receber!)

O deputado democrata-cristão (verdadeiramente democrata-cristão, digo eu) ao Parlamento Europeu José Ribeiro e Castro é amanhã homenageado em Tarragona, Espanha, pela confederação europeia de famílias ELFAC, que realiza o seu Congresso naquela cidade espanhola. O prémio foi concedido ao deputado português pelo seu contínuo trabalho a favor da família no Parlamento Europeu e pelas múltiplas iniciativas que tem desenvolvido a esse título enquanto parlamentar.

Recorda-se que foi por iniciativa de José Ribeiro e Castro que, na legislatura anterior (1999-2004), o Parlamento Europeu adoptou os conceitos de "family-friendly policies" (políticas amigas da família) e de "family mainstreaming" (a avaliaçăo do impacto das medidas políticas nas famílias) no contexto de uma resolução parlamentar que advogava uma melhor conciliação entre a vida profissional e familiar.

Já nesta legislatura, o deputado português assumiu o lugar de primeiro vice-presidente do Intergrupo de Família e Protecção da Infância e liderou um grupo de deputados de diversas nacionalidades que, entre outras linhas de intervenção, se tem batido junto da Comissão Europeia pela redução da taxa de IVA para produtos para crianças.

sábado, julho 07, 2007

O Público

Todos temos apego aos nossos hábitos, e consideramo-los virtuosos. Mas mesmo dando este desconto, eu - que tenho o hábito da leitura diária do Público - acho que o Público é um excelente jornal.

A renovação gráfica, passado o período de adaptação, entranha-se. E o P2 é de alta qualidade. Tenho até pena de não poder ler com mais atenção muitos dos textos, mas (a vida é madrasta...) realmente não consigo ter tempo. E guardo muitos para ler “à primeira oportunidade”.

Admito que alguma desta empatia venha da leitura do Livro de Estilo, ferramenta de invulgar qualidade, e que está acessível aos leitores. Recomendo a leitura a quem puder.

A qualidade dos colunistas é também de assinalar, e ajuda na consolidação do hábito de leitura do jornal. Ainda esta semana, e como mero exemplo, José Miguel Júdice tinha em excelente artigo. E ao longo desta semana o Público publicou uma crónica diária do Dr. José Ribeiro e Castro, em missão do Parlamento Europeu no Darfur. A ideia do Público foi excelente, e as crónicas de alta qualidade na apreensão sucessiva da visão humanitária, política e geostratégica do gravíssimo problema daquela região do oeste do Sudão. Foi um privilégio ter podido ler o Público esta semana.