sábado, abril 21, 2007

As directas do CDS

Aconteceu o que eu menos esperava, uma vitória clara de Paulo Portas. Por isso antes de mais os parabéns ao novo presidente do CDS. Mas também para os homens cá da casa que o apoiavam, o Diogo e Tózé.

Claramente perdi e assumo. Não vem daí mal ao mundo. Continuo a acreditar que o projecto politico de José Ribeiro e Castro era melhor e mais sólido do que aquele que Paulo Portas representa. Assim o não o entenderam os militantes do partido que nestas directas (sobre as quais não digo mais nada para não ser acusado de mau perder)participaram.

A partir daqui começa um novo ciclo do partido. Para mim também.

8 comentários:

  1. a única vantagem da vitória de Portas é que agora me sinto totalmente dispensado de votar no CDS.

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  2. Lamentavelmente o PP ficou a perder muito com todas as confusões instaladas. De qualquer forma, mais uma vez, ficou provado que Paulo Portas "trazia" delineada uma estratégia que saiu vencedora. O que mais me espantou foi Paulo Portas ter ganho no Distrito do Porto, principalmente em Gaia, sendo que Silvio Cervan fazia parte da direcção, estranho, não acha?
    Parabéns aos vencedores, mas não posso deixar de comentar que, na minha opinião, é o fim do partido que se aproxima...

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  3. Nas eleições directas para a liderança do CDS/PP, o Sporting ganhou ao Benfica. O sportinguista Paulo Portas – que ainda há poucos anos, qual Maquievel, dizia que era geneticamente contra qualquer tipo de poder – derrotou o benfiquista José Ribeiro e Castro e regressou à presidência do CDS/PP, de onde se demitira em 2005. Paulo Portas foi um brilhante director de jornal – "O Independente", um semanário de sucesso, entretanto falido, que foi verdadeira fonte de oposição ao Governo de Cavaco Silva, cujos membros tinham insónias nas noites de quinta para sexta-feira, entre 1988 e 1995. Depois "oficializou" a sua carreira política inscrevendo-se no CDS/PP. Tirou do caminho Manuel Monteiro, a sua criatura, até que chegou ao Governo, onde esteve com Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, entre 2002 e 2005. Foi ministro de Estado, da Defesa e daquela "coisa um pouco vaga" que é o Mar, para usar uma definição do próprio Paulo Portas... Em 2005, o "furacão" José Sócrates deixou o CDS/PP abaixo dos 10 por cento e Portas foi à sua vida. Foi, não, disse que ia. Mas nunca foi. Andou sempre por aí. Até arrumar com José Ribeiro e Castro. Sócrates que se cuide...

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  4. Espero mesmo que seja um novo ciclo para todos, inclusivamente para o novo presidente do CDS, que me parece não tem estado bem.

    Em todo o caso, desejo-lhe sinceras felicidades.

    Quanto ao mais, continuo a acompanhar o pensamento de Ribeiro e Castro, talvez só com excepção do pedido de manutenção no partido.

    Sei que, também quanto a esse aspecto, Ribeiro e Castro está absolutamente certo.

    O que não sei é se eu consigo..

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  5. Caro relâmpago e demais, continúo a exortar aqueles que não se reconhecem nesta liderança de portas a filiarem-se no PND, lembrem-se que á primeira toda a gente cai mas á segunda só cai quem quer, e já conhecemos bem o carácter de portas que apenas usa os outros em benefício próprio.

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  6. Paulo Portas está de parabéns. Venceu e terá convencido todos aqueles que querem estar junto do poder, custe o que custar. Nestas eleições para a liderança do CDS/PP só 25% dos militantes (os que votaram em Ribeiro e Castro) se lembraram que para estar onde sempre quis estar, no poder, Paulo Portas vende tudo que tem e o que não tem.

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  7. Carlos
    Na hora da derrota é que se vê a raça e a categoria das pessoas. Eu Militante há 26 anos, estou em reflexão. No CDS nunca tinha visto nada assim. De facto, o PP é um Partido muito diferente.

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  8. Votei JRC.

    Ao contrário do que aconteceu nos governos em que participamos, desejo que agora Portas não se esqueça das FAMÍLIAS, nem dos CONTRIBUINTES.

    Felicidades à nova direcção.

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