
Dizem que foram entregues cerca de 500 planos anti-corrupção a um tal Conselho de Prevenção da Corrupção, um apêndice do Tribunal de Contas que agitou o rabo por causa do escândalo da sucata.
Há quem ache isto muito bom (veja-se um editorial do Público de hoje). Pois eu acho isto péssimo. Outros queixam-se de que ainda são poucos planos, que já devíamos estar nos 700 e que ainda há muitas centenas de entidades públicas sem plano anti-corrupção. Eu queixar-me-ia de serem planos demais.
Não conheço nem li nenhum desses planos e por acaso até gostava de ler um. Para rir-me. O que é que pode ser um plano anti-corrupção, por exemplo, da Câmara de Matosinhos? Que balelas lá escreverão para entreter os senhores do tal Conselho?
Tudo isto é um faz de conta sem sentido. Mesmo que existissem 5000 planos não seria por causa dessas resmas de papel, que se arrumarão na estante do fundo da repartição, que mudará um iota a dinâmica mafiosa que se apoderou do aparelho de Estado. Trata-se apenas de uma reacção burocrática que nos distrai do essencial: da degenerescência do nosso aparelho judicial e da falta de transparência das decisões dos que exercem algum poder.
Enfim, uma fantochada.
Há quem ache isto muito bom (veja-se um editorial do Público de hoje). Pois eu acho isto péssimo. Outros queixam-se de que ainda são poucos planos, que já devíamos estar nos 700 e que ainda há muitas centenas de entidades públicas sem plano anti-corrupção. Eu queixar-me-ia de serem planos demais.
Não conheço nem li nenhum desses planos e por acaso até gostava de ler um. Para rir-me. O que é que pode ser um plano anti-corrupção, por exemplo, da Câmara de Matosinhos? Que balelas lá escreverão para entreter os senhores do tal Conselho?
Tudo isto é um faz de conta sem sentido. Mesmo que existissem 5000 planos não seria por causa dessas resmas de papel, que se arrumarão na estante do fundo da repartição, que mudará um iota a dinâmica mafiosa que se apoderou do aparelho de Estado. Trata-se apenas de uma reacção burocrática que nos distrai do essencial: da degenerescência do nosso aparelho judicial e da falta de transparência das decisões dos que exercem algum poder.
Enfim, uma fantochada.