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quarta-feira, julho 28, 2010

Finalmente vai ser Sexta

Esta Sexta largo as pallettes.
Foram não sei quantos anos a empurrar resmas de yogurtes, pacotes de bolachas e caixotes de maçãs. O sacana do Oliveira pôs-me depois a controlador de prateleiras: outra chatice. A Zulmira, quando soube que eu também podia arrumar as peças de lingerie fina, atazanava-me para lhe levar umas promoções cor-de-rosa em fio dental. Apanharam-me um dia com coisas dessas no bolso e foi uma chacota durante meses. Voltei para as pallettes e a Zulmira para as cuecas de algodão.

Esta Sexta são saldos de Verão e vieram com falinhas mansas para fazer umas horas extraordinárias. É preciso lata. Eu quero lá saber dos brinquedos de praia, das hortaliças ou dos tintos "pague duas e leve três". Chiça! Ganhei o meu direito a levar um espumoso, mais o piriquito que a Natalina diz que me vai oferecer e sendo aí umas dez para as seis dispo o balandrau e vou gritar um palavrão ali no meio do hiper, junto às meninas das caixas, a assustar as velhinhas e as madames que mexem nos trocos.

Esta Sexta é ponto final. A malta do bilhar leva-me a uma sardinhada a Leça e a Zulmira vai ao cabeleireiro pois quer vir catita. Ando a pensar numa Sexta assim há anos e finalmente aí está ela. Bem sei que a partir de agora levo um coice no envelope e se calhar vou ter de cortar no tabaco, mas não há-de ser nada e só a ideia de que posso mandar o Oliveira àquela parte faz-me feliz e capaz de aguentar outro PEC ou mais uma lesão do Hulk.

Ainda não sei o que é que vou fazer na Segunda, mas estou-me nas tintas.
Antes disso vai ser Sexta e é quanto me basta.
Olarilolé!