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terça-feira, junho 22, 2010

SCUTs e chips

Ninguém de boa-fé e com o mínimo de bom-senso, seja de que região for, pode defender que a imposição de portagens nas Scuts do norte é uma medida justa e não-discriminatória.

Os partidos centralistas, do CDS ao Bloco, passando pelo PS e PSD, não falam nesta discriminação e tampouco lembram que, aquando do aumento do Imposto sobre os combustíveis (ISP) no início de Sócrates 1, se justificou tal aumento com a necessidade de fazer face aos encargos das Scuts.

O silêncio ensurdecedor desses partidos, não obstante uma ou outra voz desgarrada, deu agora lugar a uma outra encenação caricata: a discussão sobre os chips nas viaturas para que seja possível um controlo electrónico da utilização desses troços rodoviários. Brada aos céus o cinismo e a traição do PSD, que quer deslocar o debate para um nível técnico, tentando assim esvaziar a justíssima revolta nortenha por mais uma arbitrariedade governamental.

O embaraço envergonhado e cobarde do líder parlamentar dessa bancada, o Sr. Miguel Macedo, mais as declarações recentes do Sr. Jorge Costa, outro deputado laranja (ver aqui) são bem reveladoras do que o Norte pode esperar dessa maltinha centralista: o mais arrogante desprezo.
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sexta-feira, novembro 27, 2009

As eleições do PSD em Lisboa

Anda aí uma peixeirada do camandro à volta das eleições para a distrital de Lisboa do PSD.

Considero isto uma óptima notícia. Devemos encorajá-los a contarem tudo, a revelarem os truques de uns e de outros, a desmascararem os joguinhos mesquinhos em que se têm perdido nos últimos anos.

Para além de tudo isso ser muito instrutivo sobre como funcionam ou têm funcionado estes partidos do regime, não deixa também de ser a condição necessária para que as coisas mudem. Embora já tenha poucas esperanças que mude o que quer que seja.
Mas ao menos vamo-nos divertindo.
Sim, sim, deitem o lixo todo cá para fora, arranhem-se e insultem-se, por favor. Isso vale mil vezes mais que o situacionismo podre na distrital do Porto do PSD.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Estão uns para os outros

"Não temos nenhuma referência negativa em relação a qualquer um dos ministros" – dixit Aguiar Branco, líder parlamentar do PSD, sobre o novo governo. Isto está bem entregue, então não está?

sexta-feira, março 27, 2009

Deambulações à volta do coiso....

Recebi este hilariante texto que não resisto a postar aqui no Nortadas:
"Na semana passada, os deputados da Nação discutiam um plano governamental de benefícios fiscais para a compra de painéis solares.
José Eduardo Martins, deputado do PSD, afirma que o plano foi desenhado para beneficiar duas empresas, a Martifer e a Vulcano.
Em tom irónico, o deputado do PS, Afonso Candal, diz: “Sei que a sua preocupação são os contribuintes.. Eu sei… Eu sei… Sei que, piamente, esses são os seus interesses… São os contribuintes…”
Suspeitando que Candal estaria a insinuar que José Eduardo Martins, que é advogado na área ambiental, poderia estar a querer defender interesses dos seus clientes, o deputado do PSD vira-se para Candal e declara:“Vai para o caralho!”
Candal ficou obviamente confuso. A que caralho estaria Martins a referir-se?É que, na frase «vai para o caralho», o deputado do PSD utilizou o termo “caralho” como advérbio de lugar onde (Para onde vais? Para o caralho.)Ora, sendo Candal deputado do PS, será de supor que Martins o estava a mandar para o caralho do PS.Mas como em política, nem sempre o que parece, é, podia muito bem ser o caralho do PSD ou outro caralho qualquer.
O grande problema, sempre que se usa o termo “caralho”, é saber se o utilizamos como substantivo, adjectivo, advérbio, unidade de medida, ou como qualquer outra das múltiplas formas como se pode usar o caralho.
Por exemplo, no futebol, “caralho” é muito usado como nome próprio. De facto, mais de 60% dos jogadores de futebol se chamam Caralho. Daí, as expressões: “Passa a bola, Caralho!”, “Remata, Caralho, remata!”, “Vai-te embora, ó Caralho!”O caralho é também usado como pontuação.Como virgula: “Ouve lá, caralho, quando é que pagas o que me deves?”Como ponto de exclamação: “Olha que tu não me tornas a fazer isso, caralho!”Como ponto final parágrafo: “Não faço nem mais um caralho”.
O grande Millor Fernandes já tinha chamado a atenção para a utilização do caralho como unidade de medida: “grande comó caralho”, “longe comó caralho”.
No entanto, no ambiente de um Parlamento, “vai para o caralho” é uma novidade.Há antecedentes, claro.Em 1982, por exemplo, e segundo o DN, o velho Sousa Tavares, dirigindo-se ao “operário” Jerónimo de Sousa que, já nesse tempo, era deputado, disse:“Olhe, vá à merda! Idiota! Mandrião! Vá trabalhar, que foi aquilo que nunca fez na vida! Calaceiro!”E recuando mais dois anos, para 1980, o então deputado do PS, Raul Rego, virando-se para o mesmo Sousa Tavares, deputado do PSD, sibilou:“Vá para a puta que o pariu!”
Percebe-se, portanto, que existe uma espécie de tradição de os deputados do nosso Parlamento se mandarem uns aos outros para sítios curiosos: para a merda, para a puta que os pariu e, agora, para o caralho!
Em resumo: não se sabe se Afonso Candal seguiu o conselho do seu colega Martins e se foi mesmo para o caralho.Sr. deputado: quando lá chegar, diga-nos qualquer coisa."

segunda-feira, abril 28, 2008

Os candidatos do PSD

Como de costume o PSD é uma animação. Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes, António Neto da Silva, Patinha Antão. 5 certos e ainda falta saber se Alberto João Jardim ainda se candidata ou não.

Sobre aqueles que se conhecem as intenções aqui ficam algumas impressões:

Patinha Antão - claramente sem qualquer tipo de hipótese, apresentou a sua candidatura para poder vir a desistir em favor e daí ganhar benefícios futuros.

António Neto da Silva - Afastado da vida politica activa, com uma candidatura autárquica sem grande relevo, tenta mostrar que está vivo. Desistirá antes da meta.

Pedro Santana Lopes - Uma eleiçáo para presidente sem ter o nome de Santana Lopes não é eleiçáo. A excepçáo à regra foi claramente quando Menezes ganhou. Julgo que este será um erro grande de PSL que não percebeu que nunca ganhará uma eleição interna no PSD.

Pedro Passos Coelho - Uma candidatura no momento certo, com o timing correcto. PPC é claramente o candidato com mais consistência, com menos telhados de vidro, com mais "cheiro" a futuro.

Manuela Ferreira Leite - A candidata dos "barões" do partido que poderá ter alguma penetração nas bases. Como o "inimigo público" dizia com muita piada, se olharmos bem ainda vemos o Cavaco. E o povo gosta claramente do "estereótipo Cavaco": sisuda, com ar de beata de sacristia, fama de honesta, pouco cosmopolista e ligeiramente depressiva.


Alberto João Jardim - Não sei se é candidato, mas tal como Menezes considerou, e bem, de "anedótica" a possível candidatura de Aguiar Branco, também esta possibilidade é uma anedota. Mas o melhor mesmo era que fosse candidato, perdesse e por muitos e fosse de malas aviadas.