Sinto um enorme desconforto e uma sincera
tristeza com o que hoje se passou nos super Pingo Doce, e este mal-estar tem
também muito a ver com o facto de ser hoje o 1° de Maio.
Há algo de gratuitamente provocatório no mero
facto da Jerónimo Martins lançar uma campanha destas num dia feriado que por
sinal é suposto ser o dia do trabalhador e em que, em princípio, os próprios
trabalhadores do comércio são supostos juntarem-se aos trabalhadores dos outros
sectores para uma jornada de confraternização.
Para além de ilegal, por atentória das regras
da concorrência (onde andas tu, ASAE?), foi degradante e humilhante a disputa
da garrafa, o empurrão da matrona, o saque das carnes e a bofetada com a couve.
Contrariamente ao que outros legitimamente pensam, eu acho que não foi giro nem foi uma festa.
