Demorou vários anos para que houvesse uma sentença, o que por si só devia ser considerado um escândalo, mas estamos de tal forma habituados a esta pouca-vergonha em que se vem transformando a justiça portuguesa que já nem se dá a importância devida ao facto.
Provavelmente, o Isaltino vai recorrer e vai esticar a coisa por mais uns anos. Mas a ideia de que o videirinho irá um dia bater com os costados numa cela de Alcoentre ou de Pinheiro da Cruz dá alento à esperança e permite-nos pensar que em cada 500 corruptos há um que tropeça e que em cada 1000 processos iniciados há um que escapa às prescrições.