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segunda-feira, março 14, 2011

PEC Postura Espantosa (perante a) Crise

Muito irrita a arrogância. A auto-convicção. A postura do nosso Primeiro Ministro. Primeiro, não havia crise. Depois passou a existir uma pequena crise sob controlo (dele, e do seu Governo, é claro). Depois, as coisas pioraram mas era transitório, coisa de somenos, resolvia-se, lá estava ele para o garantir. Começaram a chover PECs. O um, o dois, o três, e agora quer fazer passar o quatro, lá fora, que cá dentro a coisa parece não estar para graças. Mas para quê se a execução orçamental corre tão bem? Se o seu testamento político é fulgurante sempre em defesa da modernidade e dos jovens, na senda do progresso legislativo e da paridade social? O povo português é conformado. O povo português sabe sacrificar-se quando é preciso. Mas não só não se pode ignorar o limite do que pode ser imposto ao comum dos cidadãos, como bem avisou o Presidente da República, como não se pode tolerar que o sacrifício seja sempre pedido aos mesmos, aos mais necessitados e aos que têm menos voz, sobretudo quando é reconhecido que as medidas agora propostas nem sequer vão ter grande impacto orçamental. Hoje de manhã ouvi na rádio que estão a aumentar os pedidos de empréstimo nas farmácias com a redução das comparticipações dos medicamentos, prova de que não se trata de uma geração á rasca mas de um povo à rasca, que nunca ouviu um pedido de desculpa dos seus governantes ou uma explicação que fosse para a situação em que se encontra. O nosso primeiro Ministro e o nosso Governo estão a precisar de ser convertidos em pensionistas. Depressa. E com menos (muito menos) de 1500 euros por mês para ver o que é bom.

terça-feira, abril 27, 2010

Não esperas pela demora

A partir do momento que o FMI declarou que o crescimento português será inferior ao anunciado pelo governo, torna-se evidente que o país não sairá da berlinda tão cedo.

É verdadeiramente patética a insistência de certos responsáveis políticos em afirmarem que não somos gregos, pois não percebem que quanto mais o disserem mais se desacreditam e mais gregos nos tornamos aos olhos dos mercados.

Em boa verdade, a Grécia é que nos tem comprado tempo, permitindo-nos esse argumento de puto reguila do fundo da sala que aponta para o do lado e diz: "Ó sôtora, o Nelo nem o caderno trouxe".

A situação é de uma gravidade invulgar a que se acrescenta a tragédia de um Ministro incapaz e de um governo totalmente irresponsável e poltrão. Felizmente temos uma oposição lúcida que se mobilizou com grande coragem e clarividência para propor na Assembleia Municipal de Lisboa que a área urbana do Parque das Nações passe a ser uma freguesia da capital.
Uns valentões.