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segunda-feira, março 26, 2007

SALAZAR ..... QUE GRANDE PORTUGUÊS!!!!!

A RTP lançou o programa Grandes Portugueses com o objectivo de permitir aos Portugueses eleger aquele que foi o maior português de todos os tempos.

No final a VITÓRIA ESTRONDOSA coube ao incontornável Prof. Dr. António de Oliveira Salazar.

Aqui ficam os PARABÉNS ao programa e em especial ao grande e incontestável vitorioso Prof. Dr. António de Oliveira Salazar.

E os meus cumprimentos ao Dr. Jaime Nogueira Pinto por se ter disponibilizado para o defender e por o ter feito de uma forma tão correcta e inteligente.

Tenho ainda que dizer que esta vitória da personagem Prof. Dr. António de Oliveira Salazar deu-me um prazer redobrado porquanto:

- desde o início do programa tudo foi feito para que o Dr. Oliveira Salazar fosse derrotado:

*a apresentadora do programa a todo o momento procurava parcialmente adjectivar negativamente a personagem de Salazar;

* alguns dos defensores das outras personagens preocupavam-se mais em atacar a personagem de Salazar do que defender a sua;

*e até foram desenvolvidas autênticas acções campanha para que as pessoas votassem nos outros canidatos.

A vitória estrondosa de Salazar é uma grande bofetada na esquerda que perante as evidências
da vitória demonstrou bem como não aceita a diversidade de opinião e é tão pouco democrática.

A vitória de Salazar com 41,0% dos votos demonstra bem a forma como muitos portugueses estão desiludidos com a democracia e que a mesma, volvidos 30 anos, falhou redondamente.

E que apesar de 30 anos de tentativa de lavagem cerebral a esquerda percebeu ontem que não adianta tentar escamotear a verdade histórica pois ela mais tarde ou mais cedo acaba por vir ao de cima.

E esta vitória mostra ainda que o Dr. António Oliveira Salazar é sem duvida alguma a maior personagem do século XX português depois de ser objectivamente analisada e dada a conhecer, com todos os seus defeitos e virtudes.

Foi um grandes estadista, com uma enorme visão, grande sentido estratégico e que conseguiu tirar o País do marasmo em que vivia dando-lhe um designio nacional.

Homem de enorme carácter e seriedade que equilibrou as finanças e foi sob o seu dominio que Portugal assistiu ao mair crescimento económico de todo o século XX. Mas como é evidente tem de ser analizado no contexto e na época em que viveu.

O que me parece demonstrativo de um enorma mau perder é chegar-se ao fim destes meses e depois de uma estrondosa vitória contra tudo e contra todos da personagem do Dr. Oliveira Salazar, minimizar essa vitória com desculpas tipicas de mau perder como as que ontem foram dadas.

A RTP, o programa, a Maria Elisa e demais participantes no final deveriam ter reconhecido a vitória estrondosa do Dr. Oliveira Salazar, felicitado o vencedor reconhecendo-lhe, no minimo a respectiva importância.

a bem da Nação!!!

P.S. Rosado Fernandes também esteve bem.
De Paulo Portas esperava-se, no final, menos medo de se assumir claramente como de direita.
Nessa perspectiva a familia Nogueira Pinto volta a mostrar quem, afinal de contas, os tem no sitio.

domingo, março 04, 2007

"Decida você"!

Aqui há uns tempos, ia eu a pé não sei para onde, e eis senão quando sou interpelada do alto de um outdoor publicitário de uma paragem de autocarro sobre se achava que o D.Afonso Henriques tinha sido mau filho ou bom rei. Achei a pergunta um bocado estranha, embora convenhamos que aquela história de fechar a mãe no castelo de Lanhoso não tenha sido das mais felizes, é verdade, mas não interiorizei… Dias mais tarde, voltei a ver-me envolvida pela intensidade da dúvida que rodeia a personalidade do Infante D. Henrique: empenhado ou interesseiro? Aí não houve como fugir. Tive a certeza. O concurso dos Grandes Portugueses estava mesmo apostado em transformar as nossas personalidades históricas em seres com graves conflitos existenciais e problemas sérios de bipolaridade, mas só sexta feira é que tive a verdadeira noção do que se tratava, ao ler, a propósito de um abaixo assinado de vários historiadores contra o programa, que nenhum dos concorrentes finalistas tinha escapado a esta divisão esquizofrénica da personalidade, pelo que, o que havia, era que decidir alegremente entre ditadores e alienados, corsários e salvadores, torcionários e poetas, maus filhos e salvadores, sanguinários e descobridores, aventureiros e iluminados, para o lugar de maior português. Suspeito que nem desconfiaram que a partir destas características nem um português escorreito se conseguia, quanto mais um “grande” português! Mas podemos ficar descansados: “Só há lugar para um”! “Decida você!”