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sexta-feira, setembro 17, 2010

O retorno dos sumiços


Fiquei hoje a conhecer a D. Idália.
Foi na última página do “Público”, com foto e uma seta a apontar para o céu.
Diz-se que é Secretária de Estado Adjunta da Reabilitação.
Diz que há uns lares que não terão outro destino senão fechar, visto desrespeitarem os direitos das crianças. Então porque é que ainda não os fechou ou não fecha já?

A D. Idália demorou uns largos meses a dar sinal de vida. Agora pode voltar ao seu remanso e ir preparando qualquer coisa para dizer outra vez daqui a seis meses. É para isso que lá está, não é verdade?

segunda-feira, julho 19, 2010

Ai é? Então fecha-se!


O Governo do “engenheiro” gastou 240.000 euros para pagar ao Finantial Times o destacável de 14 de Julho, numa daquelas iniciativas propagandísticas a que chama governação. Talvez por isso não tenha sobrado dinheiro para salvar a Escola de Várzea de Abrunhais (http://www.eb1-varzea-abrunhais.rcts.pt/).
Entretanto, o mesmo Finantial Times publicava esta pérola:

Only 19 children attend the primary school in Várzea de Abrunhais, a village perched on a forested hillside in northern Portugal, whose ageing population, depleted by emigration and rural flight, cultivate orchards and vineyards. In September, a bus will ferry the children eight kilometres to a new school for 200 in the town of Lamego, leaving behind their whitewashed classrooms under a modernisation programme that has already seen 2,500 schools with fewer than 20 pupils closed.
A further 900 closuresare planned. In villages like this, the divide between the poor rural interior and more affluent coast is usually most evident. According to Organisation for Economic Cooperation and Development figures for the mid-2000s, Portugal is the European country where income is most unevenly distributed. Before its imminent closure, however, the school in Várzea de Abrunhais has achieved international recognition, having been selected last year by Microsoft to join the company’s Pathfinder network, an elite group of 31 schools chosen from across the world for their innovative
use of new technologies.

quarta-feira, maio 19, 2010

Onde é que isso fica?

Já sabíamos que os tribunais portugueses são uma laracha.

Ontem, em Bragança, um julgamento teve de ser adiado porque o Ministério Público faltou. Os 14 delegados e a sua hierarquia acharam que era melhor irem a uma formação em vez de cumprirem a tarefa e as funções para que foram nomeados e são pagos. Quanto aos outros intervenientes, ou seja, juízes, advogados, réus e outras partes, pois que se lixem. O Ministério Público do Arquivador-Geral tem outras prioridades. Imagino que a acção de formação tenha sido sobre " a melhor maneira de enterrar ainda mais a justiça nacional". Boa sucata.

Já sabíamos que os hospitais portugueses são perigosos.

Ontem um doente que devia ser operado ao braço esquerdo saiu da sala de operações com o direito operado e no esquerdo nem lhe tocaram.
Há meses, vários doentes oftalmológicos ficaram cegos na sequência de um rol de asneiras no manuseamento dos produtos que lhes injectaram nos olhos. O Estado deu-lhes uns euros para que comprem bengalas.

Já sabíamos que as escolas portuguesas são uma vergonha.

Não há respeito nem autoridade, o nível de exigência é baixo, os resultados são fraquíssimos, a complacência impera e os miúdos, quando não se esmurram uns aos outros, insultam ou agridem os professores. Vá lá que nem tudo é mau pois há escolas em que não cai uma telha todos os dias ou em que não rebenta um cano todas as semanas ou em que não há uma intoxicação alimentar todos os meses e nem todas estão ao lado de uma fabriqueta de pirotecnia, daquelas que explodem duas ou três vezes por ano.

Felizmente, há sempre uma antena regional do Terreiro do Paço a acompanhar estas minudências e não falta quem de chapéu na mão se prontifique para suspender de imediato um qualquer bota-abaixista que, a propósito destas insignificâncias, falte ao devido respeito ao nosso glorioso líder.

Você disse Bragança? Onde é que isso fica?

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Fazer tricot


Tenho uma Tia, que adoro, que quando passava lá em casa, andaria eu nos meus 7/8/9 anos, trazia sempre um saco cheio de lãs que ela transformava em camisolas e coisas do género. Nunca percebi para quem é que a senhora faria tanto pull-over e ainda hoje me pergunto que destino dava a tanto agasalho, mesmo em época veranil.

Eu entro nesta história porque era constantemente envolvido nas preliminares tarefas de transformar os feixes de lã numas bolas, que essas sim serviriam para alimentar as agulhas do crochet ou do tricot. "Oh Chico, dá aqui uma ajudinha", e eram minutos que me pareciam eternidades de braços estendidos, como uma roca. E quando terminava um dos feixes, lá vinha, apesar do meu cansaço: "Oh amor, vamos fazer mais um que aquela nem dá para uma manga".

Hoje o Público diz que o Sr. Teixeira, um dos responsáveis governamentais pelo desastre do país, mandou recado às empresas públicas para que congelem os salários. Gostava de perceber onde é que os salários dessas empresas pesam no orçamento de Estado, a não ser que haja ali muito auxílio público encapotado e à conta do erário. Mas depois da promessa de congelarem os salários da função pública, esta nova medidinha lembra-me a Tia tricoteira: "é o último, meu querido".

Um dia em que lhe disse que precisava de fazer xixi, a ver se me escapava, respondi-lhe depois, já trancado na casa-de-banho: "Vá pedir aos manos, aos grandes. Porque é que sou sempre eu, Tia?"

sexta-feira, novembro 13, 2009

MENTIROSO????

Pelos vistos ainda é novidade para alguns que o Primeiro Ministro mentiu na Assembleia da República www.publico.pt

quando, se descobrissem o contrário é que seria uma grande novidade...

a bem da Nação!!!!