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terça-feira, dezembro 22, 2009

Cinzento carregado

Um observador normal dirá sem hesitação que o quadrado A é mais escuro que o quadrado B. E, no entanto, engana-se rotundamente: A e B são exactamente da mesma côr e tonalidade, são o mesmíssimo cinzento. Se quiser confirmar, esconda com a ajuda de um lápis a coluna horizontal que se intercala entre as colunas respectivas. Acredita agora?

Há uma maioria de pessoas que ainda pensa que no actual PS há militantes que são outra 'música' que a do Sócrates. Do meu ponto de vista e à luz do que se foi passando ao longo deste ano, essa esperança é uma ilusão. Custa-me dizê-lo, até porque fui dos que também a acalentou, mas chega um momento em que não vale a pena enganarmo-nos mais. O PS socratino transformou-se numa mera agremiação do chefe, à sua imagem e ao seu gosto. Os que tinham espírito crítico e inteligência cívica distanciaram-se e os que por ali se mantêm resignaram-se a serem meros cúmplices de um descalabro político e de uma degenerescência esquizofrénica.

O PS faz parte do problema nacional e não há nada a esperar dele a não ser o agravamento do desastre que se aproxima. Não há lá sensibilidades diferentes, mas clans de interesses e de oportunismos. E são todos do mesmo cinzento. Cada vez mais carregado, aliás.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Os chicos espertos I



A quinta revista do i era dedicada aos "Chico-Espertos". E são muitos, cada vez são mais, com mais adeptos e o pior de tudo é que eu fico com cara de "Chico-Burro". Apesar de já ter "tropeçado" várias vezes em "chicos-espertos" continuo a pensar que a raça humana é composta por gente honesta, gente integra, gente respeitadora de acordos feitos. Pois bem; sou um crente bem sei.

Uma longa história contada em curtos pontos:
a) trabalho acordado com um grupo de 6
b) trabalho efectuado, entre Agosto e Outubro de 2008, e facturado a cada um dos 6 em Outubro de 2008
c) 5 pagam e um assobia para o ar
d) telefonemas atrás de telefonemas mas nada de chegar o cheque
e) Julho de 2009 recebo um telefonema de um advogado pretensamente a mando do meu caloteiro.

Advogado (adv) "Bom dia, o meu cliente diz que o senhor tem um pretensa factura que lhe quer cobrar?"
Eu próprio (EU)"pretensa não, ela existe por força de um trabalho efectuado"
Adv - Mas ele diz que nunca assinou um documento a formalizar o contrato
Eu - Mas na altura bastou-me a palavra dele
Adv - Sim, mas ele não assinou nenhum papel e até lhe mandou um fax a cancelar os serviços em Dezembro e o senhor facturou depois
Eu - Mas como se eu faço a factura no final do contrato, outubro de 2008, e o seu cliente cancela em Dezembro um serviço que diz que não contratualizou
Adv - Já vi que o senhor não quer colaborar por isso tenho que seguir as vias tradicionais
Eu- Faço notar que quem deve é o seu cliente e não eu
Adv - Já vi que não há conversa possível. (e desligou)

como diria Fernando Pessa, "e esta hem?"