Completado o
primeiro ano do executivo camarário, anda por aí um discurso que assenta nesta
interrogação curta: onde está a obra?
Eu penso que a
equipe do Rui Moreira já fez muito num só ano mas, como seu apoiante de antes da
primeira hora, sou seguramente suspeito e por isso deixo a outros a tarefa de a
explicarem.
Tal facto não me
impedirá de fazer os reparos ou críticas que me pareçam justos ou oportunos e
daí as “achegas” que serão sobretudo contributos menores para que as tarefas
avancem.
Mas voltando à
obra, acho curioso que sejam normalmente os críticos das rotundas e pavilhões
gimno-desportivos que afinal venham reclamar que ainda não se rasgou uma nova
avenida ou se ergueu um novo viaduto. E quando a requalificação da Av. da
Boavista avança, pois serão talvez os mesmos que “aqui d’el rei, que os desvios são
uma maçada”. Como outros, reparei que as chuvas torrenciais que há dias
deixaram Lisboa num caos, escorreram pelo Porto sem alaridos. Ora aí está uma
obra.
Entendo que uma
autarquia tem essencialmente por missão garantir que as estruturas funcionem,
os fornecimentos circulem, os jardins se arrumem, as indicações informem e os
serviços satisfaçam. Quanto menos se der pela autarquia tanto melhor pois isso
significa que o essencial se passa noutro lado, ou seja, no dinamismo das
pessoas e das empresas, na vivacidade das agremiações e clubes, na labuta dos
agentes económicos. A autarquia está lá para os servir e de preferência para os
servir em silêncio e com eficácia. Não precisa de trombetas, mas deve dar respostas.
Para usar uma imagem, os serviços limpam as bancas de noite para que a cidade
viva bem o dia.
Voltaremos.

Acho que tens razão, Douro.
ResponderEliminarComo pontos de reflexão:
1. Qual deve ser a missão da Câmara, considerando o contexto e os desejos dos portuenses;
2. O que esperam os portuenses da Câmara?
Na área da Cultura, por exemplo, a Câmara tem sabido interpretar muito bem as duas perguntas.
Um abraço
JAC
Apenas uma pequena precisão. Não fez um ano. Faz um ano a 22 de outubro
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