quarta-feira, outubro 08, 2014

Ano 1 do executivo do Rui Moreira (achegas 2)


Completado o primeiro ano do executivo camarário, anda por aí um discurso que assenta nesta interrogação curta: onde está a obra?

Eu penso que a equipe do Rui Moreira já fez muito num só ano mas, como seu apoiante de antes da primeira hora, sou seguramente suspeito e por isso deixo a outros a tarefa de a explicarem.
Tal facto não me impedirá de fazer os reparos ou críticas que me pareçam justos ou oportunos e daí as “achegas” que serão sobretudo contributos menores para que as tarefas avancem.

Mas voltando à obra, acho curioso que sejam normalmente os críticos das rotundas e pavilhões gimno-desportivos que afinal venham reclamar que ainda não se rasgou uma nova avenida ou se ergueu um novo viaduto. E quando a requalificação da Av. da Boavista avança, pois serão talvez os mesmos que “aqui d’el rei, que os desvios são uma maçada”. Como outros, reparei que as chuvas torrenciais que há dias deixaram Lisboa num caos, escorreram pelo Porto sem alaridos. Ora aí está uma obra.

Entendo que uma autarquia tem essencialmente por missão garantir que as estruturas funcionem, os fornecimentos circulem, os jardins se arrumem, as indicações informem e os serviços satisfaçam. Quanto menos se der pela autarquia tanto melhor pois isso significa que o essencial se passa noutro lado, ou seja, no dinamismo das pessoas e das empresas, na vivacidade das agremiações e clubes, na labuta dos agentes económicos. A autarquia está lá para os servir e de preferência para os servir em silêncio e com eficácia. Não precisa de trombetas, mas deve dar respostas. Para usar uma imagem, os serviços limpam as bancas de noite para que a cidade viva bem o dia.


Voltaremos.

2 comentários:

  1. Acho que tens razão, Douro.
    Como pontos de reflexão:
    1. Qual deve ser a missão da Câmara, considerando o contexto e os desejos dos portuenses;
    2. O que esperam os portuenses da Câmara?
    Na área da Cultura, por exemplo, a Câmara tem sabido interpretar muito bem as duas perguntas.
    Um abraço
    JAC

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  2. Apenas uma pequena precisão. Não fez um ano. Faz um ano a 22 de outubro

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