O CDS, como sublinhava há dias no Cachimbo PPB, sempre teve posição clara e negativa nas questões da parentalidade em casais do mesmo sexo, sendo contrário quer em relação à adopção de crianças por casais do mesmo sexo quer à consagração da procriação medicamente assistida em método alternativo de procriação em favor de casais do mesmo sexo.
Pelos vistos, agora, o "progresso" tomou, lamentavelmente, voz activa em alguns deputados do CDS. Nas votações e discussões destas matérias o partido, alguns deputados do Partido, já não o revelam fiável.
Por mim, aqui, em todas as ocasiões, nos órgãos próprios (quando finalmente reunirem, conforme há muito vem sendo pedido) partidários serei sempre uma voz contra estas incoerências em relação à doutrina do CDS.
Convém aqui,a propósito, lembrar o art.º 2.º dos Estatutos do CDS:
São fins do CDS - Partido Popular:
a) Colaborar na democracia pluralista em Portugal e defender os ideais de Portugal na consolidação do projecto da União Europeia;
b) Propor para a sociedade portuguesa um modelo assente nos valores éticos, sociais e democráticos do humanismo personalista de inspiração cristã;
c) Contribuir para o exercício dos direitos dos cidadãos e para a determinação da política nacional, designadamente através da participação em eleições e de outros meios democráticos;
d) Definir programas de governo e de administração;
e) Participar na actividade do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais;
f) Promover a formação cívica e o esclarecimento e doutrinação política dos cidadãos, difundindo o ideário democrata-cristão;
g) Estudar e debater os problemas da vida nacional e internacional, tomar posição perante eles, criticando quando for caso disso, os actos do Governo e da Administração Pública e defender os interesses de Portugal nas organizações de que faz parte, acompanhando com especial interesse a participação na União Europeia e na Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa;
h) Promover o estabelecimento e o reforço de laços de solidariedade e relações privilegiadas, no quadro dos princípios que defende, com todos os portugueses onde quer que se encontrem e, em geral, com as regiões do mundo que eles descobriram, povoaram e desenvolveram, nomeadamente com as comunidades emigrantes e as populações dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, do Brasil, de Macau e de Timor;
i) Em geral, contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das instituições políticas e democráticas em Portugal.
a) Colaborar na democracia pluralista em Portugal e defender os ideais de Portugal na consolidação do projecto da União Europeia;
b) Propor para a sociedade portuguesa um modelo assente nos valores éticos, sociais e democráticos do humanismo personalista de inspiração cristã;
c) Contribuir para o exercício dos direitos dos cidadãos e para a determinação da política nacional, designadamente através da participação em eleições e de outros meios democráticos;
d) Definir programas de governo e de administração;
e) Participar na actividade do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais;
f) Promover a formação cívica e o esclarecimento e doutrinação política dos cidadãos, difundindo o ideário democrata-cristão;
g) Estudar e debater os problemas da vida nacional e internacional, tomar posição perante eles, criticando quando for caso disso, os actos do Governo e da Administração Pública e defender os interesses de Portugal nas organizações de que faz parte, acompanhando com especial interesse a participação na União Europeia e na Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa;
h) Promover o estabelecimento e o reforço de laços de solidariedade e relações privilegiadas, no quadro dos princípios que defende, com todos os portugueses onde quer que se encontrem e, em geral, com as regiões do mundo que eles descobriram, povoaram e desenvolveram, nomeadamente com as comunidades emigrantes e as populações dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, do Brasil, de Macau e de Timor;
i) Em geral, contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das instituições políticas e democráticas em Portugal.