Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, setembro 13, 2010

Novo ano lectivo


Hoje recomeça a caminhada educativa dos meus (nossos) filhos. Da mais nova desde o final do ano lectivo anterior que sei os horários que a esperam. Anda num colégio privado e como tal é de manhã até à tarde. Os outros dois "népia". Têm hoje a apresentação no liceu. E amanhã começam a sério. Soube a semana passada que vão ter aulas de tarde. Mas o horário completo só hoje quando for a dita apresentação. E portanto tenho que, em 24 horas, montar um sistema de levar e buscar crianças. Faz algum sentido? Não há forma de se conseguir organizar com tempo a vida de pais, alunos e presumo professores? Não ganhavamos todos com um pouco mais de organização? Admito que este processo burocrático da transição de alunos seja complexo, mas que diabo as aulas acabaram em Junho. Julho e Agosto é mais do que tempo para fazer programas e horários. Penso eu de que......

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Em punidades

Interrompi a tarefa aliciante de corrigir provas de exame para citar em directo, e em exclusivo para o Nortadas, a seguinte afirmação feita por um aluno de MESTRADO (pasmem senhores!) acerca da impunidade de um agente violador da lei:"...pois seria muito injusto o lesante sair em pune". Pois. Em punidade é coisa corrente por aí. E o ensino está como está...

quinta-feira, outubro 02, 2008

Debate sobre o ensino

Também fui ao blog do grupo parlamentar do PSD. Vai estar aberto a sugestões e a participações várias até ao dia do debate parlamentar sobre o ensino, o que quer dizer que todos podem contribuir para a discussão acerca do modelo de financiamento das escolas, a forma como são tratadas as reprovações, as provas globais, o modelo de gestão das ditas escolas, e o que mais parecer útil para melhorar o estado da educação no nosso país. Que não está bem, não está. Quem é responsável por este estado de coisas, não sabemos exactamente. Que, se calhar, ninguém sabe como o melhorar também me parece. O que me parece em geral, do que vejo nas reuniões de escola dos meus filhos, é que nunca se trabalhou tanto, se fez tantos relatórios e reuniões, e se programou tanto, como nestes anos nas escolas portuguesas. E estamos melhores? A minha experiência diz-me que há cinco anos quando falava dos Miseráveis do Victor Hugo nas aulas para exemplificar a desproporção entre as penas e os crimes, e a natureza infamante das penas, a maior parte dos alunos sabia do que eu falava. Nos últimos anos, desisti. Suspeito que começaram a achar que era um argumento de telenovela qualquer. E não estamos a falar de camadas sócio-económicas desfavorecidas…
Por isso, e independentemente de saber de quem é a culpa no actual estado das coisas, penso que é de aplaudir a iniciativa de fazer participar todos num assunto que toca a todos, e que nos preocupa a todos, e que é verdadeiramente estrutural. Só é díficil saber por onde começar.

sábado, março 08, 2008

Professores V Ministra

Já se sabe que os professores nunca gostam das ministras da mesma forma que os médicos não gostam dos ministros que os tutelam. Isto é verdade desde que o titular da pasta tenha ideias para colocar em prática e que essas ideias impliquem mudanças.

E os dias que vivemos são disso o melhor exemplo. 100.000 (ou 80 se quiserem) são de facto muita gente e deve obrigar a uma reflexão séria.

Amigos e amigas professores que nunca lhes conheci nenhuma movimentação de classe foram hoje à "manif". E estou certo que náo foram pelo passeio.

E no meio de tanta discussão o que parece que está em causa é um ponto apenas, o da avaliação dos professores, quando o que devia estar mesmo em discussão era a reforma do ensino no seu todo, mas esse nunca motivou muita a classe dos professores.

Concordo no abstracto com avaliações. Parece que este sistema tem critérios confusos e de dificil implementaçáo tendo em linha de conta o dia a dia das escolas. Discuta-se então e mude-se o que houver a mudar.

Mas acima de tudo façam ao favor a todos os portugueses: melhorem o ensino, premeiem os melhores e tratem de ensinar as gerações futuras.

O papel de professor é importante de mais para a evolução de um país que se estrague em orgulhos parvos.

sábado, março 10, 2007

A tristeza portuguesa

Estudar Português com o meu filho que está no quinto ano (o velho 1º ano do ciclo preparatório)são momentos de depressão e desalento. Não por ele que até é bom aluno, mas pelos textos que somos obrigados a ler.

Ora temos um Natal com uma familia pobre que não tem dinheiro para presentes, ora temos um amolador de facas que em criança não brincou com berlindes, ora temos um menino triste e cinzento sem amigos e sem vontade de rir.

Com texto destes podem as nossas crianças encarar o estudo com prazer? Depois dizem que nós Portugueses somos um povo triste e sem futuro. Podera, com textos destes quem arrisca a estudar?