sexta-feira, outubro 10, 2014

Um(a) artista português(a) 1


A ministra da Justiça diz que os « transtornos » estão em vias de resolução.
Uma jornalista pergunta-lhe: “Já foi visitar algum tribunal desde que o Citius bloqueou?”
A ministra responde: “Não lhe vou dizer qual é a minha agenda privada”
A jornalista insiste: “Mas a visita a tribunais é assunto de agenda privada?”
A ministra remata: “Já lhe disse que não falo da minha agenda privada”


Palavras para quê, é uma artista portuguesa!

quinta-feira, outubro 09, 2014

Rui Moreira na 2

Rui Moreira hoje (9/10/2014) na RTP 2 esteve bem. Falou de meritocracia, de descentralização, de partidocracia, de consensos e de normas de educação na conduta política (quando questionado sobre as primárias do PS).

O Norte precisa de uma voz culta, educada e livre. Rui Moreira veste bem esse papel mas, a meu ver, precisa de ser mediaticamente mais ativo e mais eficaz. Fica o apelo.

Sorrir faz bem

O telefone toca e a dona da casa atende:
- Estou?!
- Queria falar com a Sra. Silva, por favor.
- É a própria.
- Daqui é o Dr. Arruda, do Laboratório de Análises. Ontem, quando o médico do seu marido enviou a biópsia aqui para o laboratório, chegou também uma biópsia de um outro Sr. Silva, com o mesmo nome, e agora não sabemos qual é a do seu marido... e infelizmente, os resultados são ambos maus...
- E o que é que o Sr. Dr. quer dizer exactamente com isso?
- Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu positivo para HIV.. Nós não sabemos qual é o do seu marido.
- Que horror! E vocês não podem repetir os exames?
- Não, a Segurança Social só paga estes exames caros uma única vez por paciente.
- Bem, o que é que o Senhor me aconselha a fazer?
- A Segurança Social sugere que a senhora leve o seu marido para um lugar bem longe de casa e o deixe por lá. Se ele encontrar o caminho de volta.... não faça mais sexo com ele.

quarta-feira, outubro 08, 2014

Ano 1 do executivo do Rui Moreira (achegas 2)


Completado o primeiro ano do executivo camarário, anda por aí um discurso que assenta nesta interrogação curta: onde está a obra?

Eu penso que a equipe do Rui Moreira já fez muito num só ano mas, como seu apoiante de antes da primeira hora, sou seguramente suspeito e por isso deixo a outros a tarefa de a explicarem.
Tal facto não me impedirá de fazer os reparos ou críticas que me pareçam justos ou oportunos e daí as “achegas” que serão sobretudo contributos menores para que as tarefas avancem.

Mas voltando à obra, acho curioso que sejam normalmente os críticos das rotundas e pavilhões gimno-desportivos que afinal venham reclamar que ainda não se rasgou uma nova avenida ou se ergueu um novo viaduto. E quando a requalificação da Av. da Boavista avança, pois serão talvez os mesmos que “aqui d’el rei, que os desvios são uma maçada”. Como outros, reparei que as chuvas torrenciais que há dias deixaram Lisboa num caos, escorreram pelo Porto sem alaridos. Ora aí está uma obra.

Entendo que uma autarquia tem essencialmente por missão garantir que as estruturas funcionem, os fornecimentos circulem, os jardins se arrumem, as indicações informem e os serviços satisfaçam. Quanto menos se der pela autarquia tanto melhor pois isso significa que o essencial se passa noutro lado, ou seja, no dinamismo das pessoas e das empresas, na vivacidade das agremiações e clubes, na labuta dos agentes económicos. A autarquia está lá para os servir e de preferência para os servir em silêncio e com eficácia. Não precisa de trombetas, mas deve dar respostas. Para usar uma imagem, os serviços limpam as bancas de noite para que a cidade viva bem o dia.


Voltaremos.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Emilio Biel, um alemão que o Porto adoptou


Hoje descobri num alfarrabista do Porto esta fotografia de Emilio Biel.
Vou oferecê-la ao JAC, a quem dou as boas revindas ao blogue, e para lhe matar as saudades deste Norte, a ele que está mais a norte, 'perdido' entre finanças e planos quinquenais.

Emilio Biel, bávaro por nascimento, estabeleceu-se no Porto em 1860 e aqui morreu cinquenta e cinco anos depois. O Porto, o Norte, o país deve-lhe imenso.

Quem ainda não o conheça, que se informe ali: http://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlio_Biel

Ano 1 do executivo do Rui Moreira (achegas)

Confesso a minha ignorância sobre as competências das polícias municipais mas era capaz de apostar que, entre outras atribuições, lhes cabe a regulação e fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal na área de jurisdição municipal.

Passado um ano de gestão do novo executivo camarário da cidade do Porto, permito-me questionar certos aspectos que se relacionam com a qualidade de vida no burgo que o Rui Moreira se comprometeu em melhorar.

Sendo a nossa cidade muito antiga e tendo-se territorialmente estendido de uma forma muito anárquica ao longo de décadas, é natural que as suas vias e eixos principais já não respondam cabalmente ao desenvolvimento económico que exigiria artérias amplas a permitir um trânsito fluído. Tratam-se de condicionantes estruturais muito difíceis de alterar.

Dito isto, há regras e normas que importa estabelecer e fiscalizar para que aquelas condicionantes sejam atenuadas ou, pelo menos, não sejam agravadas. Ora, constata-se na cidade em geral, e sobretudo nos eixos principais que ligam a parte alta à parte baixa, uma total anarquia de circulação, agravada por um estacionamento caótico que rouba faixas ao trânsito, afunilando-o ainda mais.

Eu já nem falo nos riscos amarelos cujo desrespeito parece ser um desporto local ou nas placas de proibição sem efeitos práticos, mas gostava de perceber onde param as autoridades da tal polícia municipal quando tropeçamos constantemente em estacionamentos em paralelo que bloqueiam a fluidez e a viatura de dentro. Há zonas e locais em que estas situações são crónicas e todavia nada acontece ou se altera.


Será que isto não diz nada ao executivo camarário? 

Nota: a foto acima diz respeito a uma outra cidade, mas no Porto pode ser ainda pior.

domingo, outubro 05, 2014

A República

Tenho lido as notícias com a atenção usual. Daqui de longe, a quase 2 mil km de distância, as coisas parecem fazer sentido.  Até que surge S. Exa. o Senhor Presidente e alerta para o risco de implosão do sistema partidário.
Não há na implosão do sistema um verdadeiro risco. Seria, isso sim, uma coisa boa e aquilo que, verdadeiramente, a grande maioria dos portugueses deseja. Não são todos os portugueses, porque há ainda uma pequena parte que dele necessita.
Mas a esperança que este 5 de Outubro trouxe é esta: pode ser que o actual sistema partidário rebente por dentro. Cavaco Silva deve estar bem informado. Nessa altura poderá ser possível preparar uma coisa nova, apresentavel e mais limpinha.


Caminhada pela Vida


Fomos um mar de gente a desfilar pelas ruas de Lisboa em defesa da vida hoje! Fomos milhares, sem entrar no delírio sindical de contagem de cabeças em cada manife ou greve. A imprensa escolheu outros assuntos bem mais candentes do que a vida humana e tentou apagar esta impressionante revolução pacifica. É o mundo em que vivemos. As não-noticias sobrepõe-se à realidade.
Por gentileza e generosidade da organização, fui convidado a falar a esta multidão. Deixo-vos as palavras que lhes disse.

Quando me desafiaram a dirigir-vos estas palavras, pensei em dizer-vos: Nós temos um sonho!
Dada a estatura, a vida, de quem proferiu esta frase originalmente, não me sinto à altura de o fazer. Mas, olhando para nós, pensando no que fazemos aqui hoje, não hesito em comparar-nos a cada um dos que marchou ao lado de Martin Luther King contra o preconceito, contra a injustiça e a favor dos direitos humanos. Na altura, mulheres, homens e crianças como nós, tinham menos direitos por causa da cor da sua pele. Hoje, o bebé na barriga da mãe, o ser humano em formação, a vida já gerada, tem o seu direito a existir limitado porque não tem voz. É preciso que sejamos nós, todos nós a sua voz!

Fazemo-lo pacificamente, fazemo-lo com enorme convicção, fazemo-lo com a alegria que só o dom da vida inspira!

Fazemo-lo porque não entendemos, não é possível entender, que o mesmo Estado que enfrenta o drama do inverno demográfico, seja o mesmo Estado que usa o dinheiro dos contribuintes numa política de aborto sem critério nem controlo.

Fazemo-lo porque não é possível continuar a equiparar o aborto à maternidade. O aborto é a negação, a interdição da maternidade. Não faz sentido que esta prática que vai contra os mais elementares direitos, e atenta contra o interesse geral da sociedade, seja contemplada com direitos e regalias que só fazem sentido na maternidade.

Fazemo-lo porque não ignoramos a elevadíssima taxa de reincidência de aborto nas mulheres que recorrem a esta prática. O que prova a banalização que prevíamos, o que sublinha a realidade de mulheres abandonadas à sua sorte, a negarem a sua natureza, a acumularem episódios de vida traumáticos, a destruírem a sua saúde, a porem em risco a sua própria vida.

Fazemo-lo porque sempre acreditamos, e hoje a ciência prova-o, há em cada aborto uma vida humana que é negada. Que se perde no livre arbítrio de um adulto, que na maior parte das vezes está condicionado pelas circunstâncias no seu discernimento sobre o acto irreversível que pratica.

Fazemo-lo porque queremos mais medidas de apoio à família, queremos apoio eficaz às mães e pais em dificuldade. Queremos que a grávida sob pressão, em dificuldades, encontre na sociedade e no Estado acolhimento, respostas e enquadramento que a possam ajudar a construir o seu projecto de vida. Passa por aqui, exigir que o chamado consentimento informado o seja de facto. Que a mãe, o pai, os intervenientes do processo tenham conhecimento de todos os riscos e consequências do grave acto a que se propõem, riscos para eles pelo terminar da vida do filho que abrigam e que uma ecografia pode facilmente mostrar.


A nossa marcha é uma marcha de paz. É sinal visível de uma revolução tranquila.

Somos portugueses.

Fomos pioneiros na abolição da escravatura, quando tantos diziam: “Mantenha-se! Os estados fortes todos a mantêm!”

Fomos pioneiros na abolição da pena de morte, quando tantos diziam: “É essencial! Os estados modernos precisam de ordem, a pena de morte garante-o!”


O aborto é um sinal, um mau sinal, de um tempo passado. É um excesso de uma revolução que dizia querer libertar a mulher e paradoxalmente lhe garantiu esta via que só conduz à dor, ao sofrimento, ao abandono. É um sinal de um tempo em que a ignorância da ciência de então, permitiu fazer da moral e da ética tábua rasa em nome de princípios de uma revolução que ao contrário da tranquilidade da nossa, se pautou pelo excesso, pela amargura, pela desconstrução social. É um sinal que hoje, em tantos e tantos casos, é uma forma de chantagem, de pressão, de clara violência sobre as mulheres.

A nossa revolução, a revolução de que vos falo, é a da conquista do futuro! Se a sustentabilidade é palavra de ordem, a família é o pilar de toda a sustentabilidade.
Se a ecologia é palavra de ordem, toda a vida deve ser preservada!
Se a ciência deve ser tida em conta, ela mostra-nos hoje claramente o ser humano que somos desde o início!
Se a paz é um imperativo social e ético, todas as formas de violência sobre o ser humano devem ser evitadas, sobre os filhos que ainda não nasceram e sobre as mães desesperadas!
Se o mundo se empenha em melhorar, só com a consciência profunda do valor da vida, o fará!

Abandonemos os dogmas velhos e redutores do passado!
Nós estamos aqui pelo futuro!
O futuro só valerá a pena enquanto celebração da vida!

Viva a vida!

sábado, outubro 04, 2014

vespa asiatica


 
 
 
 
 
Uma praga que existe na região de Entre Douro e Minho,
mas que ameaça alastrar.
 
É verdade que o Ministério da Agricultura está em cima do tema, aqui, mas o alarme como aqui
anda aí!  Há muito!


sexta-feira, outubro 03, 2014

Alpoim Calvão

Morreu Alpoim Calvão um dos oficiais mais condecorados das Forças Armadas portugesas.
 
Disse:

"Fui formado na luta contra a ideia, a filosofia e a forma do comunismo, contra a ditadura do proletariado, contra o espezinhamento do homem e as nomenclaturas vivendo nas suas 'dachas', só se fosse insensível é que não partiria para esta guerra", 



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/morreu-alpoim-calvao-o-operacional-anticomunista=f891638#ixzz3F5jKG6D8

As florestas

Ser secretário de estado ou membro do governo deve ser um cabo dos trabalhos. O das florestas já vai na segunda demissão, o que nessa lógica seria um duplo cabo dos trabalhos. Primeiro foi Daniel Campelo que cumpriu cerca de ano e meio de mandato e agora temos a demissão de Francisco Gomes da Silva.

O PS claro que veio dizer que esta demissão é por uma questão de desvalorização das florestas por parte do governo.

Não me parece que assim seja, mas que é estranho isso é. No entanto estou certo de que este governo tem dado uma grande importância ás florestas.

Foram várias as iniciativas que a ministra Assunção Cristas lançou e participou.

Foi possível ver a senhora ministra a limpar florestas, Promoveu o investimento, E penalizou quem prevarica.

Sendo certo que é impossível agradar a gregos e a troianos, estou certo que é uma larga maioria das pessoas que estão contra a mudança da paisagem florestal com uma diminuição clara do pinheiro em detrimento de um eucalipto, que seca tudo em seu redor mas que tem um crescimento e rentabilidade a curto prazo superior à do pinheiro. Mas não estaremos a tomar decisões de curto-prazo? não estaremos nós a hipotecar gerações vindouras em troca de euros de curto prazo?

Espero que este assumir da ministra possa ainda permitir uma alteração na lei que vai permitir uma eucaliptização rápida do nosso país.

Em tempos defendi que o estado deveria atuar forte sobre o uso indevido das florestas ou mesmo do seu abandono que acaba por ser um uso indevido. Fui criticado mais a mais sendo eu um liberal diziam. Só que acima de tudo defendo que a minha liberdade acaba quando colido com a de um terceiro e mais a mais neste caso das florestas, elas sendo propriedade privada acabam por contribuir para um bem comum. É-me completamente indiferente a cor das paredes da casa do vizinho, ou se ele compra um quadro manhoso achando que tinha comprado um Van Googh. Mas meus caros com a natureza não se brinca e ela tem-nos ensinado isso, e sempre das piores maneiras.

Por isso fico contente ao ler que o governo se prepara para penalizar quem não cuida desse bem comum. É sem sombra de dúvida um primeiro passo, que gostaria de ver complementado com as restrições do eucalipto e uma defesa intransigente do pinheiro, que tantas e tantas vezes foram as nossas companhias numa soneca após um piquenique,


quinta-feira, outubro 02, 2014

Os bustos da Assembleia e o rosto da estupidez

A exposição no parlamento dos bustos dos presidentes da república está a por a nu a estupidez intelectual de certas pessoas. Nem sei bem por onde começar.

Compreendo que os republicanos tentem baralhar os portugueses, é assim há décadas, sobre a natureza do regime do Estado Novo argumentando que aquilo não foi bem uma república.

Um dos argumentos mais utilizado é que esse período não foi uma democracia, que os presidentes não foram eleitos e que as eleições eram aldrabadas.

Ora bem… vamos começar por Outubro de 1910. Passados 100 anos da instauração da república creio que já podemos fazer uma análise desapaixonada desse período conturbado. Nos últimos anos avançou-se imenso na desmistificação dessa época, mesmo os republicanos mais empedernidos enfiaram a viola no saco quando perceberam que não podiam mais reescrever a história como vinham fazendo. É hoje comum falarmos de períodos da I república como sendo ditaduras imprestáveis, Afonso Costa é um dos mais ilustres facínoras da nossa história. Ninguém põe em causa que o universo eleitoral foi sendo reduzido depois da queda da Monarquia, além de que temos presidentes impostos, um deles foi mesmo o melhor, Sidónio Pais, por isso falar em legitimidade democrática da república é atirar areia para olhos dos portugueses.

Compreendo as renitências de alguns deputados em ter os presidentes do Estado Novo num corredor qualquer do Parlamento. A luta comunista sempre foi na tentativa de colar o regime bacoco de Salazar aos outros regimes ditatoriais da Europa. Por mais que custe, e com isto não estou a fazer a apologia do regime, não é tudo a mesma coisa. Comparar o nosso caso, dizendo que na Alemanha são proibidos os símbolos nazis e em França não se pode fazer a apologia de Vichy, é ainda não ter percebido que muito do antigo regime continuou neste, incluindo deputados.

Se querem discutir os chefes de estado então discutam algo mais interessante: Que papel tiveram os presidentes da república em toda a nossa história, e se grande parte deles não ficará apenas na wikipedia.

quarta-feira, outubro 01, 2014

Ponto

Um ano após a tomada de posse o novo executivo da CMP apresentou uma nova imagem gráfica para a cidade. Só que não é apenas uma imagem gráfica, um simples logo ou um novo site. É um posicionamento estratégico, uma assinatura, um modo de ser.

Como sempre que há mudanças há resistências a vencer. E contentar a 100% é uma impossibilidade que penso nem estar ao alcance do Euromilhões, pois até aqui há os que acham que é sempre muito ou pouco dinheiro.

Porto. 

É uma afirmação de identidade, de ser. Quantas e quantas vezes dizemos nós "é assim ponto". 

Na segunda feira vi e meditei. Gostei do que vi mas queria ver mais pois como referi no início esta mudança não se esgota num "símbolo fálico da câmara" ou num site em construção. 

Fui "ver mais longe". E gostei ponto. 

Fui ver uma outra proposta que terá sido igualmente apresentada. Tinha um posicionamento interessante, mas perdia em termos de utilização gráfica, apesar de fazer uso de uma palete cromática mais alargada, ao contrário desta que, pelo que se tem visto, se baseia no azul, o que leva alguns a procurarem identidades e semelhanças, umas óbvias outras rebuscadas. Ao FCP ou à monarquia. É mesmo assim a vida e a mudança. Ponto. 

Mas o mais interessante desta mudança não é tanto ela em si, mas o que quebra. Quebra com um passado graficamente "cinzento" e pouco apelativo e muito datado. Mas essencialmente quebra com uma falta de identidade da cidade enquanto colectivo. 

E aqui reside o grande ganho. A identidade que hoje se sente das pessoas com a sua cidade. Não necessariamente com o poder executivo, que não é disso que este post trata, mas sim com a cidade no que ela representa.

O que no passado era defeito hoje sentimos como identidade. O que no passado era defeito hoje é feitio assumido. O cinzento das pedras é sinal de perseverança, de querer, de nosso. Ponto. O não ser capital de portugal nem do norte nem do noroeste peninsular não é pejorativo mas condição natural. Ponto.. Hoje a cidade recuperou o seu orgulho, a sua vontade de se afirmar sem medo de o fazer. 

Daí o ponto. Ponto. 

Esperemos que esta identidade colectiva vá ganhando mais e mais força. Se alargue a outros setores e nos transforme naturalmente numa grande cidade, pólo aglutinador de uma vontade maior de quebrar barreiras e alargar fronteiras. Ponto.

Adenda:
aqui fica uma das propostas não vencedora:

https://www.behance.net/gallery/19950165/Porto-City-Identity-and-Branding-Proposal




Il Gattopardo




Estas primeiras 48 horas do novo Partido Socialista mostram-nos que nunca esteve tão velho como hoje. A velha aristocracia do Rato deu um chega para lá aos arrivistas da província, e Lisboa mostrou quem manda e porque manda. O friso dos pais do PS, tão bem captado num retrato que circula por aí, confunde-se com o epíteto da moda, eles parecem ser mesmo os donos daquilo tudo, e incomodam-se supinamente com o povo tresmalhado quando não são os donos disto tudo. 
Costa, alegre e saltitante, propõe-se federar as diferentes clientelas, a arranjar um lugar à mesa para as diferentes famílias. Já terá começado lá dentro, para reunir forças para o fazer cá fora; às nossas custas. É o ardiloso Príncipe de Falconeri, convenceu a aristocracia e a clientela do Rato que era preciso mudar tudo para que tudo pudesse continuar na mesma. E assim se fez.