terça-feira, abril 29, 2014
domingo, abril 27, 2014
Ufa já passou
Finalmente hoje terminou o fim-de-semana em que se comemorou os 40 anos do 25 de Abril. Digo finalmente não por poder/ter de ir trabalhar, mas por ter a leve esperança de que pelo menos por uns dias vou deixar de ler e ouvir os disparates de Mário Soares, Freitas do Amaral, Vasco Lourenço e Manuel Alegre que entre muitos outros acusam os actuais governantes de não terem feito melhor do que a merda que eles fizeram. É mais ou menos isso não é? Venha rápido o campeonato do mundo de futebol.
sábado, abril 26, 2014
O meu Pai
Não precisava seguramente de qualquer prova de amizade de todos os constituem este blog e de muitos outros que nos últimos dias me confortaram com as suas palavras. Mas precisava e preciso de todas as palavras de apoio. Muito obrigado a todos. Muito obrigado também em nome da minha Mãe de toda a família.
O meu Pai foi sempre uma pessoa muito marcante sem nunca se ter imposto ou imposto a sua forma de pensar ou seus princípios. Foi marcante pela sua coerência, pela sua calma, pelo seu bom senso e pela sua sensibilidade. Acreditou sempre na razão e pouco na força. Acreditou sempre na Liberdade e pouco na imposição. Foi um homem livre que pensou livremente e que construiu uma vida cheia. Foi um homem feliz porque à sua volta sempre promoveu a felicidade. Desde a nossa casa, passando pelos seus amigos, pela faculdade, pelas empresas por onde passou e pela sua acção política. Viveu sempre intensamente transmitindo uma solidez e serenidade absolutas. Foi e é uma referencia para mim e um "Porto Seguro" que continuarei a ter em memória. Pouco certamente para mim que tive muito nestes anos todos...
Deixo este filme de homenagem da Ordem dos Engenheiros da Região Norte ocorrida em Setembro do ano passado e que muito sensibilizou o meu Pai.
Um forte abraço a todos!
O meu Pai foi sempre uma pessoa muito marcante sem nunca se ter imposto ou imposto a sua forma de pensar ou seus princípios. Foi marcante pela sua coerência, pela sua calma, pelo seu bom senso e pela sua sensibilidade. Acreditou sempre na razão e pouco na força. Acreditou sempre na Liberdade e pouco na imposição. Foi um homem livre que pensou livremente e que construiu uma vida cheia. Foi um homem feliz porque à sua volta sempre promoveu a felicidade. Desde a nossa casa, passando pelos seus amigos, pela faculdade, pelas empresas por onde passou e pela sua acção política. Viveu sempre intensamente transmitindo uma solidez e serenidade absolutas. Foi e é uma referencia para mim e um "Porto Seguro" que continuarei a ter em memória. Pouco certamente para mim que tive muito nestes anos todos...
Deixo este filme de homenagem da Ordem dos Engenheiros da Região Norte ocorrida em Setembro do ano passado e que muito sensibilizou o meu Pai.
Um forte abraço a todos!
João Lopes Porto V
Quando dizem que na política não se faz amigos, é porque não sabem do grupo que acabou por formar o nortadas.
Embora hoje este seja um blogue com várias correntes tudo começou há muitos anos numa célebre concelhia do CDS Porto.
Desde esse tempo até agora muito se passou, de combates conjuntos até à luta em lados opostos. Hoje a política não faz parte das nossas vidas, mas uma coisa mantém-se inalterada: Uma amizade a toda a prova.
Conta connosco, João Maria.
Embora hoje este seja um blogue com várias correntes tudo começou há muitos anos numa célebre concelhia do CDS Porto.
Desde esse tempo até agora muito se passou, de combates conjuntos até à luta em lados opostos. Hoje a política não faz parte das nossas vidas, mas uma coisa mantém-se inalterada: Uma amizade a toda a prova.
Conta connosco, João Maria.
João Lopes Porto IV
Cruzei-me poucas vezes com o Eng. João Porto, até porque
quando estive mais envolvido na minha atividade política, ele já estava mais
distanciado do dia-a-dia do CDS, o que não significava com isso ausente.
No entanto, do Eng. João Porto sempre ouvi falar bem, quer no
campo pessoal como intelectual, e não me recordo de algum dia ter sequer ouvido
qualquer comentário menos bom, o que, só por si, já tem um grande significado,
quando falamos de uma personalidade política e académica de primeira linha –
Ministro, Secretário de Estado, Deputado, Vereador da CM Porto, Director-Geral
do Metro do Porto, Professor Universitário,... - com toda a exposição pública e mediática que isso implica.
Não posso também deixar de referir e partilhar que ao longo dos
anos sempre tive nele como nos “manos” Anacoreta – Eugénio e Miguel - as minhas
principais referencias do bom “velho” CDS, onde estas pessoas de bem e de
elevado valor intelectual se distinguiram e fizeram a diferença, humanizando e valorizando
a causa pública e a política.
Agora, e porque há muitos anos que tenho o
privilégio de ser amigo do seu filho João Maria e de me orgulhar de já ter combatido do mesmo lado muitas “batalhas”, também me quero associar a esta, neste momento marcante e
triste para o nosso amigo.
Forte Abraço Amigo João!
sexta-feira, abril 25, 2014
João Lopes Porto III
Quis
o destino que o Eng. João Lopes Porto fosse a enterrar no dia 25 de Abril. Fundador do CDS foi sempre de grande dedicação e entrega à causa pública
mas acima de tudo aos outros, fossem amigos, alunos, colaboradores,
companheiros de partido ou tão simplesmente um ser humano com quem se cruzava. A
simplicidade e discrição eram a sua maior grandeza e a sua maior marca que
deixou como legado a quem com ele partilhou a vida e em especial aos seus
filhos. Aqui no Nortadas estamos com o nosso amigo João, deixando-lhe um abraço
amigo.João Lopes Porto II
Todos nós temos memórias. Nas minhas memórias mais longínquas está o camarada Nortadas João Porto. Temos exatamente a mesma idade, resultado da circunstância de termos nascido no mesmo dia.
Os nossos pais já eram amigos, e nós crescemos juntos. Brincámos juntos, passámos férias juntos, e andámos na mesma turma anos a fio. A certa altura até fui viver para casa do João. Fui tratado sempre como um filho. São coisas que não se esquecem.
Por tudo isto conheci bem o pai do João. Era muito inteligente, ponderado e sensato. Tinha ainda, marca relevante, um afinadíssimo sentido de humor. E como era um homem bom, não admira que tenha sido recrutado para o que de mais importante aconteceu, neste país e na cidade do Porto. Ajudou a fundar o CDS, foi membro do governo por 2 vezes e vereador na Câmara do Porto. Foi fundamental no lançamento do metro do Porto e em muitas outras coisas. E tudo isto com um envolvimento discreto e muito eficiente em várias obras ligadas à Igreja.
Como é próprio das pessoas desta dimensão, achava que não fazia nada de especial. Encarava com naturalidade, dedicação e sobriedade tudo o que fazia. E teve, no entanto, enorme relevo académico, político, cultural e social.
Como é próprio das pessoas desta dimensão, achava que não fazia nada de especial. Encarava com naturalidade, dedicação e sobriedade tudo o que fazia. E teve, no entanto, enorme relevo académico, político, cultural e social.
O camarada João Porto está triste, e nós aqui no Nortadas estamos com o João.
É outra vez Abril - II
Para além da festa lisboeta,
Braga foi hoje ainda notícia. Infelizmente não festiva, mas sim pela queda de
um muro que vitimou 7 estudantes, 3 dos quais mortalmente.
Já há cerca de 2 anos um
jornal denunciara que o dito muro, em área universitária, ameaçava ruina. A CMB
também já admitiu que então recebera igual denúncia escrita.
Todos vão pois chutando para
canto na expectativa de que, se a pressão continuar, possam responsabilizar o
funcionário que levantava o correio da tal administração de condomínio.
Assim fora já com o semáforo que
tempos atrás vitimou mortalmente um transeunte em Lisboa, que foi electrocutado
ao premir o botão para peões. Município, CML e empresa de manutenção foram
assobiando para o lado até que o tribunal lá desferiu uma qualquer condenação
sobre o desgraçado do electricista subcontratado que encontrou no fim da linha.
Assim fora já com o BPN, que
o governador do BdP sempre considerou cumprir (formalmente) todos os requisitos.
Só que aqui, ao invés do electricista, foi promovido ao BCE.
Mais acrescentou a CMB que
logo reagiu a tal denúncia formal com outra formal comunicação a uma
administração de condomínio. Assim lavadas as mãos, a vida continuou até ao
acidente agora.
É outra vez Abril - I
Esta manhã houve festa em Lisboa. Na AR, no Carmo e na Antº Mª Cardoso.
Na AR, lapelas de cravo vermelho e lapelas descravados, debitaram as baboseiras do costume.
Do Carmo à Antº Mª Cardoso, D. Lourençote de Melena e Pá, o Fixe e o Patusco, idem.
Em ambas se viveu a emoção de celebrar outras emoções.
A festa foi ainda abrilhantada por um coral masculino alentejano que cantou a Grândola.
ARTP transmitiu o seu jornal de Grândola.
O resto do país aproveitou para gozar um fim-de-semana comprido.
Na AR, lapelas de cravo vermelho e lapelas descravados, debitaram as baboseiras do costume.
Do Carmo à Antº Mª Cardoso, D. Lourençote de Melena e Pá, o Fixe e o Patusco, idem.
Em ambas se viveu a emoção de celebrar outras emoções.
A festa foi ainda abrilhantada por um coral masculino alentejano que cantou a Grândola.
ARTP transmitiu o seu jornal de Grândola.
O resto do país aproveitou para gozar um fim-de-semana comprido.
João Lopes Porto
A Igreja do Santíssimo Sacramento, no Porto, foi pequena para acolher tantos quantos puderam prestar justa homenagem ao Senhor Eng.º João Lopes Porto.
O seu amor aos outros, as suas qualidades humanas, a sua liberdade, o seu testemunho, - um marco de exigência para a existência de todos nós!
terça-feira, abril 08, 2014
Os donos do país
Alexandra Lucas Coelho ganhou o prémio APE. Não conheço o livro que a fez ganhar este prémio, mas de certeza que é merecido. Ao contrário de muita gente neste país não acho que haja escritores de primeira e de segunda. Posso gostar ou não, mas isso é outra questão.
O problema é quando não se limitam a escrever e acham que têm coisas a dizer para as quais não têm o mínimo de saber.
A opinião da escritora que vem hoje no jornal Público é o exemplo perfeito da ignorância do conceito de democracia.
Não, este país não é deste presidente. Não, este país não é deste governo.
Também não é meu.
E também não é seguramente da Alexandra Lucas Coelho e de quem pensa como ela.
Este país é de todos. Também dos que votam neste presidente e neste governo.
O problema é quando não se limitam a escrever e acham que têm coisas a dizer para as quais não têm o mínimo de saber.
A opinião da escritora que vem hoje no jornal Público é o exemplo perfeito da ignorância do conceito de democracia.
Não, este país não é deste presidente. Não, este país não é deste governo.
Também não é meu.
E também não é seguramente da Alexandra Lucas Coelho e de quem pensa como ela.
Este país é de todos. Também dos que votam neste presidente e neste governo.
sexta-feira, abril 04, 2014
quinta-feira, abril 03, 2014
Eleições europeias: a calvície política
O que significa um voto ou um não-voto na
lista do governo para as eleições europeias?
Significa pura e simplesmente mandar para
Bruxelas a Sra. Birrento, n° 8 da lista, ou deixá-la lá em Setúbal, entregue às
burocracias da Segurança Social e sempre pronta a levantar o braço a favor do
Sr. Portas nas raras reuniões da distrital do PP. Alguém conhece uma ideia que
seja da Sra. Birrento sobre a Europa, a dívida, as sanções à Rússia, o Tribunal
de Justiça, os golfinhos do Sado, o Metro de Coimbra, o ajustamento da Grécia,
a União bancária, a rarefacção do carapau ou, para não sermos tão exagerados,
se o Vitória fecha a secção de ping-pong?
O que significa um voto ou um não-voto na
lista do Sr. Seguro para as eleições europeias?
Significa pura e simplesmente mandar para
Bruxelas o Sr. Manuel dos Santos, que já por lá andou a fazer coisíssima
nenhuma e actual desempregado político, ou, se calha, a Sra. Maria Amélia
Antunes, n° 10 da lista, ex-autarca do Montijo cujos trabalhos teóricos e
científicos sobre a integração europeia e as soluções para a saída do resgate
são diariamente comentados nas universidades do Bangladesh e da Antártida.
Dispenso-me de comentar o que significaria um
voto nas listas do PC ou do Bloco, pois deduzo que a experiência passada
demonstra à saciedade que isso não aquece nem arrefece. Se dúvidas houvesse,
verifique-se os extraordinários e históricos contributos que uns e outros têm
dado para a animação parlamentar de Estrasburgo e para o aumento de ocupação
dos aviões da TAP que ligam semanalmente Lisboa a Bruxelas. É a quanto monta.
Se falo em nomes é porque não há mais nada
sobre que falar. Política? Mas qual política? Entre a coligação e os que se
dizem socialistas não existe qualquer nuance que seja distintiva em relação à
União Europeia. Dupont e Dupond! Ficam apenas as caras diferentes pois até os
curriculos são parecidos: ex-ministros, autarcas cansados e os conselheiros do
costume.
Se em vez de votação por listas tivéssemos a
possibilidade de um voto preferencial ou circulos uninominais, ainda podia
acontecer que no quintal onde voto aparecesse alguém de confiança que me
conquistasse a ilusão e me convencesse na aposta. Mas estas fornadas de
compadres que se escondem atrás das calças de um cabecilha são um engôdo e por
isso me recuso a dar para uma freguesia para a qual já dei quanto baste. Já dei
e viu-se o resultado.
Não, não me vou abster. Hei-de lá ir, mas para
lhes deixar um recado escrito a anular o papel e a engrossar o desprezo que nos
merecem.
É que já não há shampoo que lhes recupere a
careca.
quarta-feira, abril 02, 2014
A coerência da lixeira
Que o ainda presidente da Comissão Europeia venha
tarde e a más horas lançar uma suspeita sobre o ex-governador do Banco de
Portugal, o tal que deixou passar debaixo do seu nariz os casos BPN e BPP,
afirmando a propósito de coisa nenhuma e passados cerca de dez anos que o
chamou 3 vezes para discutir o assunto, é de uma coerência exemplar: a coerência
do oportunismo e da hipocrisia passa-culpas que o caracteriza. Uma coerência,
aliás, que já manifestara ao afirmar que também avisara o actual
primeiro-ministro para não ultrapassar certos limites na austeridade ou aquela
com que afirmou há tempos que “sempre” entendeu que a nacionalização do BPN era
uma decisão errada. Quem não o conheça que o compre.
Que o dito ex-governador do Banco de Portugal
responda dizendo não se lembrar bem dessas reuniões e balbucie umas banalidades
tais como afirmar que nunca então se falou de casos concretos de
irregularidades nem ninguém lhe mostrou provas irrefutáveis sobre as fraudes em
curso, é igualmente de uma grande coerência: a coerência da prosápia e da
incompetência refastelada, as mesmas que demonstrou ad abundantiam aquando das
audições parlamentares sobre o tema.
Que meia dúzia de teodoras saiam hoje a
terreiro a defender o seu menino, que não senhor, sua excelência é de uma
probidade e valência raras e que isto de o atacarem é uma maldade contra alguém
a quem o país tanto deve, é outra forma de coerência: a coerência de clube ou
de vizinhos de condomìnio, a mesma que explica que o consócio que matou o
porteiro é uma pessoa bem educada que levava flores quando ia jantar lá em casa
e até pedia licença para fumar um cigarro.
São todos tão coerentes que até metem nojo.
segunda-feira, março 31, 2014
Da minha janela
Tenho por hábito
cumprimentar o novo dia com o café matinal e umas baforadas à janela. Sei que é
politicamente incorrecto dizê-lo mas penso que não haverá menores a visitar
este blog, para os quais até ao Lucky Luke já substituíram o cigarro ao canto
da boca por uma palhinha. Espero que nunca façam o mesmo ao Casablanca, pois
que, sem aquele ambiente de fumo, o filme perderia toda a sua beleza.
Por vezes (não foi o caso
hoje) exclamo: Que belo dia! Normalmente tenho como reacção: Tu queres-me
matar? Não vês o frio que está? Fecha-me essa janela! Quanto viajo nunca falo a
minha mulher com os habituais “cheguei bem”. Não, só quando cumprimento o novo
dia com uma baforada matinal na janela do hotel e tenho como reacção apenas o
eco das paredes é que ligo o telefone para lhe desejar um bom dia. A vida de
casado também é feita destas pequenas coisas, mas que são bem melhores que o
eco das paredes.
Tenho ainda como tique
fazê-lo sempre na mesma janela virada a sul, donde avisto o jardim e o
estacionamento do meu bairro. Normalmente avisto também a Teresa que, ainda noite,
o atravessa para ligar as máquinas da confeitaria do bairro e distribuir apressados
simbalinos matinais aos vizinhos.
Apesar de, desde a chegada
da troika, o tempo já não ser o que era, o jardim ainda me vai dizendo que a Primavera
já andará por aí. Falta-lhe no entanto um catavento, ou uma bandeira, pois que
por vezes tenho alguma dificuldade em perceber donde sopra o vento, vício
matinal que, vá lá saber-se porquê, também tenho.
Já o estacionamento nada me
diz da época do ano. Mas mesmo frente a minha janela o carro que primeiro
avisto é um que por ali está parado já desde Janeiro. Dá nas vistas não pela
marca ou pelo tamanho, no que me parece vulgar e médio, nem por estar sempre no
mesmo sítio, mas sim pela sua cor: é vermelho!
Não sei porquê mas no tempo
dos meus pais os carros eram todos pretos. Havia ainda os do exército que eram
verdes e, algures entre o civil e o militar, ficavam os táxis. Nos anos 60 os
carros começaram a ficar bastante coloridos, alguns até com mais de uma cor
(que o livrete sempre identificava como “e outra”). Apareceram também as cores
claras para alegrar as ruas.
Mas nos últimos anos a cor
predominante dos carros voltou a ser o preto. E, quando não, é o prateado (ou
cinza metalizado, como também lhe chamam). Pelo meio alguns brancos ainda
resistem a tamanha uniformidade. Claro que também os há azuis ou cinzentos, mas
estes são tão escuros que, antes de o sol raiar, todos parecem pretos.
Nunca hei-de entender este
apetite por caros escuros em países do Sul, pois que as cores claras, em
particular o branco, reflectem os raios do sol, enquanto os escuros os
absorvem, dando-nos a sensação de estar a entrar num forno quando parados ao
sol. Ainda me recordo do que sofria no Verão nos táxis pretos de Madrid, agora
felizmente já brancos.
Claro que hoje até os carros
pequenos têm ar condicionado, o que minimizará o efeito da cor que afinal mais
não será que uma questão moda ou de gosto pessoal. E estes não se discutem,
antes se respeitam. Mas não me importo que o raio do carro vermelho por ali se
vá mantendo, fazendo uma alegre diferença no meio daquela massa de carros
pretos e prateados que dorme sob a minha janela e antes só intervalada por
alguns brancos.
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