Depois de um dia, mais a noite eleitoral que o precedeu, de comentários sobre os efeitos nacionais das eleições locais aqui vai a minha achega. Percebo perfeitamente que ontem o PSD queira dizer que o que aconteceu não tem qualquer ligação à governação (nem foi provocado pela governação nem a afecta), como percebo que a esquerda diga o exactamente contrário. Como também percebo que o PSD diga o contrário quando esteve e há-de estar na oposição, o mesmo se aplicando ao PS.
Vamos tentando retirar essa "poeira" que por vezes tolda as análises e vamos à pergunta que se impõe. Nas eleições autárquicas tem mais influência no sucesso da eleição o partido ou a pessoa?
Se formos a casos concretos a nossa resposta é directa. A pessoa do candidato é determinante. E o teste do algodão é feito quando o candidato muda de cor (mais raro hoje em dia), muda de município ou se emancipa.
Mas a pergunta não se responde com casos particulares mas sim com a análise do agregado. Isto porque até estas eleições tinham pouco sucesso os "testes de algodão".
Mas algo está a mudar. Então vejam. Nestas eleições tivemos perto de 80 candidatos independentes. O maior número de que há memória. Destes, 13 tiveram sucesso. Mais 6 do que há quatro anos. Não tenho números mas diria que outros tantos disputaram a eleição com possibilidades de ganhar. Se somarmos a estes, os casos de candidatos que já tinham experiência anterior autárquica, temos um numero significativo de casos (adivinho que a maioria) em que a eleição se pode atribuir ao candidato.
Visto de outro modo, e olhando apenas para 3 Municípios (Gaia, Porto e Sintra), bastava que o PSD tivesse escolhido esses candidatos independentes como seus candidatos para que a noite eleitoral não fosse tão dura. E isso foi possível e em alguns casos foi até rejeitado pelo próprio partido. O mesmo aconteceu com o PS em Matosinhos e seguramente noutros locais.
Por isso o que me parece mais significativo destas eleições é exactamente a enorme importância pessoal e intransmissível do candidato. E isso vai alterar a forma como os partidos tomam as suas decisões.
Numa forma como nunca se viu são os partidos que irão atrás dos seus candidatos e não os candidatos a escolher os partidos por quem concorrem. Isto é uma alteração relevante que me parece que terá consequências na forma como os partidos deverão ver, pelo menos, estas eleições no futuro.
Resta saber se esta tendência que me parece irreversível é boa ou má para a nossa democracia. Se significar mudança na forma como funcionam os partidos, então valeu a pena. Se criar Caciques por tudo o que é sitio será uma pena. Mas aguardemos os próximos desenvolvimentos.
segunda-feira, setembro 30, 2013
Parabéns ao Porto
Dissesse eu agora o que dissesse, seria chover
no molhado.
Penso que o Porto ontem se engrandeceu.
Parabéns ao Porto! Parabéns à coragem e
frontalidade do Rui Moreira e de quantos se levantaram e ‘encostaram a barriga
ao balcão’. Parabéns a uma campanha digna e séria que honra a cidade e que honra o Norte . A minha vénia e
respeito aos derrotados que souberam aceitar democraticamente a decisão dos
portuenses.
Agora é trabalhar pelo Porto e pela Região.
Rui Moreira
A vitória de Rui Moreira é sem sombra de dúvida uma vitória dele, pessoal e intransmissível. Claro que também o contributo de todos os que o acompanharam e conseguiram montar uma campanha digna e que ao nível de marketing político pode e deve ser analisada.
Espero sinceramente que seja um grande presidente da câmara do Porto, que una a cidade, una as suas gentes e as chamadas forças vivas.
O Porto é mais do que um simples concelho, uma simples cidade. Tem que ser o motor de toda a região norte, e estou certo que Rui Moreira assim o entende pois foram várias as vezes que defendeu os interesses estratégicos da região como o aeroporto ou o porto de Leixões.
No fim de um acto eleitoral são horas de guardar as armas e partir para o trabalho.
Espero sinceramente que seja um grande presidente da câmara do Porto, que una a cidade, una as suas gentes e as chamadas forças vivas.
O Porto é mais do que um simples concelho, uma simples cidade. Tem que ser o motor de toda a região norte, e estou certo que Rui Moreira assim o entende pois foram várias as vezes que defendeu os interesses estratégicos da região como o aeroporto ou o porto de Leixões.
No fim de um acto eleitoral são horas de guardar as armas e partir para o trabalho.
Parabéns a Rui Moreira II
Estou como o JAC.
Tendo outras ideias, pugnado por elas, não quero deixar de dizer que RM está de parabéns.
RM tem agora a oportunidade de "guiar" o Porto nos próximos anos.
Foi assim que os Portuenses decidiram.
Sorte e bom trabalho a RM! A bem do Porto!
Parabéns ainda ao Carlos Furtado pelo resultado feliz nas campanhas que, profissionalmente, dirigiu!
E, em especial, ao CDS que cresceu.
Podem dizer que foi pouco, mas foi muito importante, em tema importante, ainda para mais nesta fase. Quanto a Presidentes de CM, o CDS de bicicleta já nem cabe num táxi! O caminho é continuar a somar e assim será!
Tendo outras ideias, pugnado por elas, não quero deixar de dizer que RM está de parabéns.
RM tem agora a oportunidade de "guiar" o Porto nos próximos anos.
Foi assim que os Portuenses decidiram.
Sorte e bom trabalho a RM! A bem do Porto!
Parabéns ainda ao Carlos Furtado pelo resultado feliz nas campanhas que, profissionalmente, dirigiu!
E, em especial, ao CDS que cresceu.
Podem dizer que foi pouco, mas foi muito importante, em tema importante, ainda para mais nesta fase. Quanto a Presidentes de CM, o CDS de bicicleta já nem cabe num táxi! O caminho é continuar a somar e assim será!
Que se passou no Porto?
Rui Moreira, na hora da sua eleição, desafiou os
partidos a tentarem perceber o que se sucedera na nossa cidade.
Ao longo da noite ficou claro que nenhum
partido, tal como a comunicação social e seus professores de serviço, o
entenderam.
Em Sintra, o PS, pelo seu actual e patético porta
voz, já declarou que o fenómeno não é para entender, mas tão só para
abater.
Continuemem lá a enterrarem-se nas vossas aberrantes vitórias (hoje já
constitucionais), que nós vamos seguindo em frente com a nossa autêntica bitória.
domingo, setembro 29, 2013
Parabéns ao Rui Moreira
Quero dar os meus sinceros parabéns ao Rui Moreira. E mais do que os parabéns, quero desejar felicidades para este novo desafio. A minha escolha era outra, e só espero ter-me enganado. O Porto dos últimos anos não resistirá aos próximos. Espero que isto mude rapidamente, e que em breve nos tenhamos esquecido de Rui Rio.
Como diz o Pena, a bem da Nação!
Como diz o Pena, a bem da Nação!
sexta-feira, setembro 27, 2013
Porto, Nosso Partido
Neste momento torna-se difícil escrever sobre as autárquicas acrescentando algo de novo. Mas não posso deixar de o fazer por uma questão de consciência.
Há muitos anos que não acreditava tanto num projecto como o que o Rui Moreira nos propõe. E porque acredito que a cidade tem muito a ganhar com a sua eleição para presidente, quero apelar mais uma vez aos eleitores da Invicta para que não deixem de fazer parte deste momento histórico para a nossa democracia.
Queria relembrar algumas das propostas exequíveis do Rui Moreira para a cidade:
-Seguir uma linha de respeito pelos dinheiros públicos. Utilizando o que é de todos em benefício de todos.
-2 milhões de euros anuais para um fundo de solidariedade às famílias mais vulneráveis. Urgente e imprescindível nos tempos que correm.
-Continuar a reabilitação dos bairros sociais. Do meu ponto de vista a única obra que deixa marca dos mandatos de Rui Rio.
-Gestão inteligente dos manuais escolares. Cedendo livros às escolas e sendo elas a gerir a sua distribuição pelos mais carenciados.
-Reabilitar o Mercado do Bolhão. Mantendo a traça e os comerciantes actuais, mas criando residências universitárias e espaços culturais.
-Centro de Congressos no Palácio de Cristal. A cidade precisa urgentemente de uma sala para grandes eventos internacionais.
-Aumentar a rede de Metro. Candidatar aos fundos comunitários a construção da Linha Ocidental, ligando Aldoar até S.Bento. Um projecto do mais elementar bom senso.
-Utilizar a cultura como factor de desenvolvimento. Criando o Teatro Municipal do Porto no Rivoli, e abrido-o a todos os agentes culturais da cidade.
Estas são apenas algumas das ideias que podem ser postas em prática imediatamente, sem megalomanias e sem enganar os eleitores.
Está nas vossas mãos pôr a cruz no sítio certo.
Há muitos anos que não acreditava tanto num projecto como o que o Rui Moreira nos propõe. E porque acredito que a cidade tem muito a ganhar com a sua eleição para presidente, quero apelar mais uma vez aos eleitores da Invicta para que não deixem de fazer parte deste momento histórico para a nossa democracia.
Queria relembrar algumas das propostas exequíveis do Rui Moreira para a cidade:
-Seguir uma linha de respeito pelos dinheiros públicos. Utilizando o que é de todos em benefício de todos.
-2 milhões de euros anuais para um fundo de solidariedade às famílias mais vulneráveis. Urgente e imprescindível nos tempos que correm.
-Continuar a reabilitação dos bairros sociais. Do meu ponto de vista a única obra que deixa marca dos mandatos de Rui Rio.
-Gestão inteligente dos manuais escolares. Cedendo livros às escolas e sendo elas a gerir a sua distribuição pelos mais carenciados.
-Reabilitar o Mercado do Bolhão. Mantendo a traça e os comerciantes actuais, mas criando residências universitárias e espaços culturais.
-Centro de Congressos no Palácio de Cristal. A cidade precisa urgentemente de uma sala para grandes eventos internacionais.
-Aumentar a rede de Metro. Candidatar aos fundos comunitários a construção da Linha Ocidental, ligando Aldoar até S.Bento. Um projecto do mais elementar bom senso.
-Utilizar a cultura como factor de desenvolvimento. Criando o Teatro Municipal do Porto no Rivoli, e abrido-o a todos os agentes culturais da cidade.
Estas são apenas algumas das ideias que podem ser postas em prática imediatamente, sem megalomanias e sem enganar os eleitores.
Está nas vossas mãos pôr a cruz no sítio certo.
quinta-feira, setembro 26, 2013
Até ao lavar dos cestos
Foi divulgada uma sondagem que aponta para Rui
Moreira como beneficiando de mais intenções de voto que qualquer dos outros
candidatos à Câmara do Porto.
Não confio em sondagens, embora não possa
esconder o calor que esta me traz ao peito.
Sondagens são pequenos universos e intenções
de agora podem não ser as intenções de daqui a bocado. É no Domingo que cada
eleitor vai exprimir definitivamente a sua decisão e será lá para o fim da
tarde que se fazem as contas.
Quando na minha juventude me inscrevi num
curso de paraquedismo, aprendi que era sobretudo no momento de aterrar que mais
força se tinha de fazer nos cabos do lado de onde soprava o vento. Naquela
época os páraquedas eram uma espécie de cogumelos pesadões e nada tinham a ver
com os de agora em que basta puxar uma cordita para a asa dar meia volta e tu
pousares como um passarinho. Mal me atirava do avião e a ‘mochila’ se abria, aplicava
toda a minha fraca força muscular pensando prevenir uma secante a um poste de
alta tensão ou uma tangente a uma árvore distante. Ora a coisa tem o seu tempo
e se não doseias o esforço em função disso, quando mais precisas dele é quando te
vai falhar. E catrapuz: alombas com os joelhos na pedra e vais de arrasto a
coçar o costado. À conta disso ganhei um brevet, é certo, mais uma série de nódoas
negras a medalharem-me o corpo.
Hoje, amanhã e depois ainda vai soprar o
vento. A ‘aterragem’ no firme ainda não aconteceu mas é precisamente nestas últimas
horas que mais força se tem de despender. Não larguem os cabos. Mantê-los
caçados pois vêm aí a últimas e mais traiçoeiras rabanadas. A vitória do Rui Moreira está ao alcance mas
ainda não é. O Porto não pode perder. Voto a voto, taco a taco, aguenta,
aguenta, puxa, sim dói, ainda não, espera, fala, telefona, acompanha, leva,
participa, vem connosco, vamos a isto. Ah carago! Até Domingo, à noitinha.
quarta-feira, setembro 25, 2013
Rui Moreira, porquê?
Chegado às portas da refrega eleitoral do próximo Domingo, suscitam-se algumas dúvidas que, de forma sibilina, nos inquietam. Por formação, por princípio e quanto mais não fosse, por bom senso, não poderia deixar de ser um defensor, embora desiludido, da democracia de partidos. Subscrevo, integralmente, a vulgataChurchilliana de que é, realmente, o pior dos sistemas com excepção de todos os outros.
Confesso, porém, que estranho não me ter suscitado qualquer dúvida a adesão, sem rede, ab initio e quase instintiva, a uma candidatura desenquadrada da lógica de partidos. Dei o Porto ao manifesto. Contudo, como não poderia deixar de saudar a oportunidade, ímpar, que é dada aos portuenses de suscitar algo novo no horizonte político-regional e nacional como, de resto, foi sendo apanágio da cidade ao longo da sua milenar história.
O nosso partido é o Porto – é mais que um mero movimento de cidadãos. É uma candidatura, um projecto, que surge e se impõe como uma reacção mas, sobretudo, que se assume pelo seu valor intrínseco.
Como reacção, porque se insurge contra a degenerescência da partidocracia, contra tudo o que há de expediente difuso e ilegítimo, que manieta e deixa cativo o sistema político. Contra um modus operandi, contra um simples estaronde a virtude não se revê, mas se indigna. E é muito mais do que um fenómeno de caciquismo ou de controleiros, é todo um programa de assalto ao poder que anquilosou a sociedade, a economia, e que minou os pilares do nosso estado de direito.Não se sobe num aparelho partidário com o objectivo de servir – já seria pedir demais - ou para governar e exercer o poder por ele próprio, sobe-se para alcançar o poder. E não há qualquer outro meta-objectivo que motive a sua manutenção que não a sua própria conservação. É uma serpente que, autofagicamente, se devora, com uma força centrífuga viciosa que inquina quem se lhe aproxima e que afasta os que se lhe opõem.
É contra este modo de estar que surge o nosso partido é o Porto. Porque não se pretende substituir aos partidos, mas impondo-se-lhes, os obrigue a mudar. Há aqui, claramente, uma militância cívica que pretende dizer basta!
Mas se já valeria a pena um movimento com tal objectivo, ele transcende –o, largamente. A candidatura de Rui Moreira não surge só para resgate de uma cidade que poderá ficar sitiada mas porque tem um projecto sério, consistente e credível, para os portuenses.
Este movimento, atento o estado de necessidade em que os poderes públicos se encontram, sejam os locais ou centrais, assumiu-se como é, sem rodriguinhos, sem panaceias: um conjunto de cidadãos do Porto que se sobressaltaram e encontraram o rosto, o perfil, o carácter que personifica os valores que os unem: Rui Moreira. O candidato do nosso partido é o Porto, sem escamotear símbolos, deseja promover o melhor que a cidade tem, da forma mais sustentável possível. Sem iludir.Um homem da cidade, que aí cresceu, que aí vive, que conhece o Porto porque o palmilhou. Que sabe de cor o nome das ruas, dos becos, dos lugares com memória e daqueles que só agora a começam a ter. Alguém que vibra com as instituições da cidade, que sempre pensou o Porto, pelo Porto, seja na sua dedicação ao senado da cidade, a Bolsa, seja como interveniente privilegiado no debate e nos estudos que promoveu sobre as condições de mobilidade e transportes na área metropolitana e no norte, através dos seus altos contributos relativos às ligações das linhas de comboio à Galiza, o aeroporto Francisco Sá Carneiro, o porto de Leixões, o TGV. Não pretende a tribuna camarária para fazer currículo partidário, mas para dar de si o melhor, e resgatar o Porto, invicto, das teias que desde a capital forçam o país aos interesses políticos do momento. Nesta candidatura há memória, há passado, há o gosto genuíno, bairrista, pelos símbolos da cidade, dos que estão nos livros e daqueles que estarão. Porque só quem sente o Porto, adivinhará os seus desígnios e as suas necessidades. De facto, Rui Moreira não precisou de atravessar o rio!
Mas também há mundo. Como, aliás, é penhor, todo o passado das suasintervenções cívicas. Adivinha-se que, com ele, o Porto não se limitará ao espaço urbano que vai desde a circunvalação ao Rio Douro. Pelo contrário, a candidatura propõe uma cidade bem organizada, endogenamente, para se poder voltar para fora.Seguramente, Rui Moreira ostentará o exercício de um múnus urbi et orbi.
E para estruturar uma cidade sadia, as suas propostas jamais poderiam escolher o caminho dos projectos grandiloquentes. Coesão e inovação social, reabilitação urbana, designadamente da Baixa, protecção do comércio tradicional (programa Mercator), promoção da reindustrialização dentro de muros, criação de interfaces das várias valências/clusters económicos da cidade, valorização da Cultura, entre outros incontáveis projectos que, seguramente, mais do que eficazes são também exequíveis e financeiramente sustentáveis. Porque num tempo de escassez de recursos há que prioritarizar, protocolar procedimentos e fazer escolhas. E, para isso, é preciso que as decisões sejam eficazes e que aportem um elevado grau de produtividade às soluções preconizadas. E essa é a marca Porto. Fazer das fraquezas, forças, fazer das tripas, coração. E tal só será possível com um governo sério, responsável. Mais do que um soundbyte é uma necessidade: ter contas à moda do Porto.
É por isso que o voto em Rui Moreira é um voto de cidadania activa, militante e responsável. Não nos iludamos, como alerta Régio: "Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces (…) Ninguém me diga: "vem por aqui"!(…)porque I am the master of my fate; I am the captain of my soul (Invictus, de William Ernest Henley). Porque foi esta cidade, onde nasci, que me ensinou o valor da Liberdade!
Uma questão de carácter II
Manuel Serrão, um labrego que envergonha as gentes do Norte, não tem o mínimo pudor em utilizar o JN para fazer campanha por Menezes.
Estranho não haver ninguém que tome medidas que ponham fim ao exagero de semana a semana um opinadeiro sem ética fazer do jornal um folheto de campanha.
Estou convencido que Rui Moreira vai ganhar não pelos apoios que tem, mas pelas suas ideias.
Estou convencido que Rui Moreira vão mudar a cidade de uma forma inteligente.
Estou convencido que o tempo dos abrutalhados que falam em nome do Norte, chegou ao fim.
terça-feira, setembro 24, 2013
Felizmente há quem o tenha!
Houve um político americano que durante a
refrega eleitoral chamou a atenção dos seus concidadãos para o facto de a
escolha em causa não ser apenas sobre programas mas também dever ter em conta o
carácter dos candidatos em liça. Eu penso que essa afirmação era justa.
O nosso Alexandre Herculano escreveu o
seguinte sobre o Porto, no seu 2° volume das lendas e Narrativas:
“ ...não o julgueis antes de o tratar
familiarmente. Não façais cabedal de certo modo áspero e rude que lhe haveis de
notar; trazei-o à prova, e achar-lhe-eis um coração bom, generoso e leal. Rudeza
e virtude são muitas vezes companheiras, e entre nós, degenerados netos do
velho Portugal, talvez seja ele quem guarde ainda maior porção da desbaratada
herança do antigo carácter português no que tinha bom, que era muito, e no que
tinha mau, que não passava de algumas demasias de orgulho”.
Vale por isso a pena reflectir uns instantes
sobre o carácter de cada um dos candidatos que nos convidam a dar-lhes a nossa
confiança para gerirem os destinos do nosso concelho e da nossa cidade. Tenho a
ousadia de pensar que nos é legítimo exigir a cada um deles aquilo a que os
franceses chamam “droiture” e que define alguém cujos valores de honestidade,
de lealdade, de sinceridade e de rectidão nos permite acreditar na pessoa e nos
leva a entregar-lhe as chaves da cidade.
É uma questão de carácter! Há quem o tenha e há
quem não o tenha. E, como dizia Herculano, quem o tem mantém o que de muito bom
havia. E eu atrever-me-ia a acrescentar que mesmo a demasia de orgulho é, neste
caso, neste Domingo, um “mal” que vem por bem. Confesso essa ponta de orgulho
de ser tripeiro e é por isso que voto Moreira. Por uma questão de carácter.
Sim, também.
O pequeno sobressalto do Verão
Excerto do Público de 23 setembro 2013 acerca do artigo do Wall Street Journal sobre Portugal e a aparente incapacidade do país em voltar aos mercados para se financiar autonomamente:
Ainda estamos a aguardar o tão afamado guião para a reforma do Estado. Era para ser em fevereiro, abril, maio, junho, julho, ....
O jornal (WSJ) atribui parte da culpa à crise política de Junho, quando o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, apresentou a sua demissão, e logo a seguir, pondo em causa a sobrevivência da coligação, Paulo Portas decidiu seguir o mesmo caminho. "O timing não podia ter sido o pior", salienta o jornal, e os estragos fizeram notar-se na confiança dos investidores, que caiu abruptamente.
Ainda estamos a aguardar o tão afamado guião para a reforma do Estado. Era para ser em fevereiro, abril, maio, junho, julho, ....
segunda-feira, setembro 23, 2013
É bom que trema
Ora AQUI
está um artigo que merece leitura a poucos dias das eleições.
Ainda há jornalismo objectivo e de qualidade!No Domingo a coisa promete. Espero um terramoto politico.
quarta-feira, setembro 18, 2013
Falar claro
Rui Moreira, candidato à presidência da Câmara
do Porto, afirma estar convencido que vai ganhar essas eleições. Mas afirma
igualmente nessa entrevista dada ontem à Rádio Renascença (veja-se resumo aqui ) que se não vencer
assumirá as funções de vereador.
Alguém sabe dizer se algum dos outros
candidatos que afirma ir ganhar essas eleições já clarificou que, em caso de
derrota, aceitará ficar como vereador?
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