segunda-feira, julho 29, 2013
domingo, julho 28, 2013
o Centralismo e a sua força
Mais uma obra se prepara em Lisboa aqui
Mais um investimento. Urgente e óbvio, pois claro!
Entretanto, o resto do País não tem dinheiro.
É a inviabilidade da baixa real de impostos, a política urbana no Porto, os estaleiros de Viana, as universidades,? Enfim...
Será anormal ser-se contra o centralismo?
Não há alternativa!
sábado, julho 27, 2013
Notas da actualidade
Por entre um António Costa em campanha
eleitoral autárquica e um Pacheco Pereira céptico, António Lobo Xavier na Quadratura do Círculo
de 25 julho lançou duas ideias referentes ao CDS que penso que são relevantes
reter (cito-as de cor esperando que não esteja a desvirtuar o teor das afirmações):
Que Paulo Portas tem a última oportunidade
de desfazer a imagem de imprevisível e instável (senão terá os dias
contados...) e que Pires de Lima não é um subalterno de Portas mas um par e um
eventual aglutinador de uma alternativa dentro do CDS.
O Expresso de hoje refere que a troika,
em consequência da instabilidade política, reduziu a margem de manobra do
Governo ao tornar pouco provável a flexibilização da meta do défice para 2014.
De facto, ainda que reconhecendo vantagens na actual
composição governativa e mérito a Paulo Portas, o país não pode ser refém de impulsos
narcisistas.
Não se pode comprometer a ética e o país em nome da tática política como alguém referiu ainda há uns dias atrás.
quarta-feira, julho 24, 2013
Novo folgo
Nada melhor do que fazer prognósticos no final do jogo. É o que aqui venho fazer terminada que está a telenovela governativo.
O resultado final é:
- Portas assume o papel que desejava, conquistando finalmente o lugar de vice-primeiro ministro, (que não se percebe não ter acontecido antes), bem como o passar a coordenar as pastas económicas, colocando Pires de Lima como ministro da Economia, o que era de resto uma ambição antiga. De um e de outro. E até alarga a coligação com o PSD para as europeias, dando assim cobertura às várias associações que se verificam nestas autárquicas, de forma mais ou menos formal mas reais.
- Passos Coelho parece ter cedido, que cedeu, mas ao mesmo tempo prende o CDS às medidas do governo, sejam elas populares ou impopulares. E consegue manter-se no poder, numa altura em que tudo indica haverá para breve sinais positivos na economia, apesar de ténues. E desta forma ganha folgo para lá das autárquicas que podem vir a ser penalizadoras para as cores do PSD.
- António José Seguro, é o quase-herói que "morre" nesta telenovela. Viu os habituais velhos do restelo do seu partido a atacarem-no enquanto negociava e viu os habituais velhos do restelo do seu partido festejarem por não ter feito o acordo. O certo é que a sua posição ficou fragilizada. Até pode ser que a sua ideia inicial fosse não fazer acordo. Mas assim fica sempre a ideia de que cedeu aos habituais velhos do restelo do seu partido. Pelo meio andou a reboque da moção de censura do Bloco.
- Cavaco, conseguiu fazer sempre o que ninguém esperava. Não que isso seja necessariamente mau ou bom. Apenas estranho. Primeiro anunciou que havia eleições em 2014 e que desejava um acordo. Ficou claramente no ar que se preparava para um governo de iniciativa presidencial pois até tinha mandado um "polícia" para ver se os meninos se portavam bem. Na segunda aparição, desmarcou as eleições que tinha marcado, e deu gáz ao governo que tinha despedido a prazo.
Agora, que entramos na temporada 2 deste filme, esperamos que esta seja com efeito mais animadora. Já vimos que os protagonistas não são muito diferentes mas pode ser que o guião seja melhorado e com um final feliz. É que o anterior estava encaminhado para ser repleto de lágrimas. Mas nunca se sabe. Voltamos a falar em 2015.
O resultado final é:
- Portas assume o papel que desejava, conquistando finalmente o lugar de vice-primeiro ministro, (que não se percebe não ter acontecido antes), bem como o passar a coordenar as pastas económicas, colocando Pires de Lima como ministro da Economia, o que era de resto uma ambição antiga. De um e de outro. E até alarga a coligação com o PSD para as europeias, dando assim cobertura às várias associações que se verificam nestas autárquicas, de forma mais ou menos formal mas reais.
- Passos Coelho parece ter cedido, que cedeu, mas ao mesmo tempo prende o CDS às medidas do governo, sejam elas populares ou impopulares. E consegue manter-se no poder, numa altura em que tudo indica haverá para breve sinais positivos na economia, apesar de ténues. E desta forma ganha folgo para lá das autárquicas que podem vir a ser penalizadoras para as cores do PSD.
- António José Seguro, é o quase-herói que "morre" nesta telenovela. Viu os habituais velhos do restelo do seu partido a atacarem-no enquanto negociava e viu os habituais velhos do restelo do seu partido festejarem por não ter feito o acordo. O certo é que a sua posição ficou fragilizada. Até pode ser que a sua ideia inicial fosse não fazer acordo. Mas assim fica sempre a ideia de que cedeu aos habituais velhos do restelo do seu partido. Pelo meio andou a reboque da moção de censura do Bloco.
- Cavaco, conseguiu fazer sempre o que ninguém esperava. Não que isso seja necessariamente mau ou bom. Apenas estranho. Primeiro anunciou que havia eleições em 2014 e que desejava um acordo. Ficou claramente no ar que se preparava para um governo de iniciativa presidencial pois até tinha mandado um "polícia" para ver se os meninos se portavam bem. Na segunda aparição, desmarcou as eleições que tinha marcado, e deu gáz ao governo que tinha despedido a prazo.
Agora, que entramos na temporada 2 deste filme, esperamos que esta seja com efeito mais animadora. Já vimos que os protagonistas não são muito diferentes mas pode ser que o guião seja melhorado e com um final feliz. É que o anterior estava encaminhado para ser repleto de lágrimas. Mas nunca se sabe. Voltamos a falar em 2015.
MODAS
Portugal é, de facto, uma pátria difícil. Nunca percebi bem porque é que o Ministro Álvaro Santos Pereira foi massacrado logo que tomou posse, do mesmo modo que não tenho razões para entender a campanha que por aí vai a incensá-lo na hora da saída.
Nem ele era no início um demónio neo liberal, nem é agora um mágico que deixa obra a perder de vista.
Foi, isso sim, um ministro médio. Não cumpriu as melhores expectativas que alguns esperavam de um estrangeirado iluminado nem fez qualquer obra de relevo contra os interesses.
Nem glória nem desgraça. Merece, no entanto, o meu louvor por ter saído da sua zona de conforto, desculpem-me o cliché, e por ter tentado.
Nem ele era no início um demónio neo liberal, nem é agora um mágico que deixa obra a perder de vista.
Foi, isso sim, um ministro médio. Não cumpriu as melhores expectativas que alguns esperavam de um estrangeirado iluminado nem fez qualquer obra de relevo contra os interesses.
Nem glória nem desgraça. Merece, no entanto, o meu louvor por ter saído da sua zona de conforto, desculpem-me o cliché, e por ter tentado.
domingo, julho 21, 2013
terça-feira, julho 16, 2013
O SARILHO
Já percebi: afinal o Cavaco é que está a gozar com os partidos. Esta de nomear um polícia, David Justino, para acompanhar as negociações e os partidos terem engolido o sapo é verdadeiramente de almanaque.
A proposta de Cavaco
Se algo de positivo se pode
retirar de mais esta traição de Portas é que o pessoal terá ficado a perceber,
na reacção dos mercados, que uma crise política nesta fase do campeonato é
mesmo para doer.
Passos Coelho, engolindo mais um sapo
(o do TC soubera a pouco...) logo apresentou solução que, estranhamente, ainda
premiava a irracionalidade de Portas em demasia.
Mas Cavaco, naturalmente
insatisfeito com estas surpresas, pede aos meninos garantias de não voltarem a
brincar com coisas sérias, propondo aos 3 troikianos partidos que se entendam,
tanto em matéria de calendário de antecipação eleitoral pós troika, como de
processo de ajustamento, e tudo isto no médio prazo, ou seja, tanto nesta como
na legislatura seguinte.
Fê-lo em termos bastante
pragmáticos e que não deixam grande alternativa aos 3 ditos partidos senão o entendimento na base do proposto.
Ao Tó Zé inSeguro oferece mesmo
um enorme rebuçado - se apoiares estes gajos agora terás depois o apoio deles
quando lá estiveres, eu garanto-te o poleiro que tanto anseias bem mais cedo do
que contavas e ainda vais ser tu a colher os frutos de todo o ingrato trabalho
destes gajos.
Seguro não conseguirá resistir ao
brilho de tamanha tentação. A questão é se conseguirá dominar o(s) restante(s)
PS(s) em tal tarefa.
Passos Coelho, já o disse, lá
engolirá mais um sapo, o da antecipação eleitoral, mas repartirá com Seguro o
odioso dos cortes na função pública, principal base de sustentação do PS.
Portas, também já o disse, não
tem alternativa. Nem hoje, como pai da crise, tem voz.
Tenho, pois, para mim que a
proposta de Cavaco tem todas as condições de sucesso, desde que Seguro se
consiga realmente impor como líder do PS.
Havendo, assim, acordo, como
penso que haverá, Passos Coelho deveria ainda rever a sua inicial proposta de
reformulação governamental, seja não colocando Portas acima do seu real peso
representativo, seja ainda pela não substituição do Álvaro.
segunda-feira, julho 15, 2013
NÃO HAVIA NECESSIDADE
A comissão que vai negociar o acordo de
salvação nacional é composta por Luís Pedro Mota Soares, Jorge Moreira da Silva
e Alberto Martins. Não estando em causa os méritos individuais de cada uma
destas personalidades, até porque uns têm mais qualidade do que outros, a
verdade é que não parece que nenhum deles, por razões diversas, tenha autonomia, envergadura e peso político para
uma missão desta natureza. Estarão os partidos a gozar com o Cavaco?
Por muito menos o Miguel Sousa Tavares vai ter
de responder em tribunal.A minha ideia é que vamos ter uma semana de encenação, para salvar a face do Presidente que engendrou toda esta trapalhada, e depois tudo seguirá na mesma. Nada nesta confusão servirá para coisa nenhuma.
sábado, julho 13, 2013
quinta-feira, julho 11, 2013
ESTA SEASON ESTÁ MESMO SILLY
Este pobre país aguenta mesmo tudo. No espaço de pouco mais de uma semana mudámos duas vezes de primeiro ministro sem que tivéssemos ocasião de dizer alguma coisa. A Passos sucedeu Portas e a este Cavaco.
A estrambólica solução de Cavaco não só não vai resultar em concreto como não resolve nenhum dos problemas que supostamente visava solucionar.
O acordo tripartido não vai ter lugar, obviamente, e vamos ficar num pântano político com um governo meramente em funções de gestão corrente durante um ano. Como é que alguém, dos mercados à Comissão Europeia, pode entender uma decisão destas? Não se fazem eleições por causa dos mercados e, em alternativa, acaba-se com o Governo e com a solução encontrada pela maioria. Nem eleições, nem governo. Uma desgraça incompreensível para qualquer "mercado", mesmo os mais bem intencionados.
Cavaco quer ficar na história como tendo tentado fazer alguma coisa. Mais valia ter estado quieto.
A estrambólica solução de Cavaco não só não vai resultar em concreto como não resolve nenhum dos problemas que supostamente visava solucionar.
O acordo tripartido não vai ter lugar, obviamente, e vamos ficar num pântano político com um governo meramente em funções de gestão corrente durante um ano. Como é que alguém, dos mercados à Comissão Europeia, pode entender uma decisão destas? Não se fazem eleições por causa dos mercados e, em alternativa, acaba-se com o Governo e com a solução encontrada pela maioria. Nem eleições, nem governo. Uma desgraça incompreensível para qualquer "mercado", mesmo os mais bem intencionados.
Cavaco quer ficar na história como tendo tentado fazer alguma coisa. Mais valia ter estado quieto.
quarta-feira, julho 10, 2013
Os três Estarolas
Larry, Moe e Curly são os nomes de três populares personagens de entretenimento de cinema e televisão americanos que davam corpo a The three Stooges, ou em português Os três Estarolas.
Ao saber da proposta do nosso Presidente não pude deixar de me recordar destes personagens e fazer uma analogia com os nossos três queridos líderes do arco da governabilidade.
Convidava a verem um esboço do que poderá ser um possível Conselho de Ministros desse tal mui distinto Governo de Salvação Nacional. Só espero que tudo acabe bem.
quinta-feira, julho 04, 2013
Obrigado
É muito difícil fazer prognósticos sobre o futuro de Paulo
Portas. A imprevisibilidade decorrente do seu forte carácter, a inteligência superior
e por isso traiçoeira, a sua cultura acima da média e a autonomia financeira,
fazem de Paulo Portas um político diferente dos outros para este tipo de
análise.
Como sabem, defendi o seu regresso ao partido. Na altura era
dirigente com responsabilidades e a minha atitude valeu-me todo o tipo de
reações. Da ingratidão à congratulação, do insulto puro e duro ao elogio
desinteressado. Fiz o que a minha consciência me mandou e se fosse hoje, e as
condições indênticas, faria a mesma coisa.
Dito isto, e porque o afastamento da política activa me dá
alguma serenidade para ver “a coisa” de outra forma, digo-o sem rodeios: O tempo de Paulo Portas à frente do CDS
chegou ao fim.
Não vou repetir aqui os episódios de novela sul-americana em
que se transformou a política portuguesa nos últimos dias. Paulo Portas tinha o
dever de não arrastar o CDS para esta irresponsabilidade do incompetente do
nosso primeiro-ministro. Confundiu o partido consigo próprio. Com isso
hipotecou o futuro. De todos.
A reforma do Estado
Aquilo que o CDS deveria ter exigido a Portas era que apresentasse, finalmente, o guião da reforma do Estado. Sem isso, mais poder não resolve os interesses do País.
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