sexta-feira, abril 12, 2013

Boa Gestão 2 - O Mito

A reabilitação do centro histórico foi uma das principais bandeiras eleitorais de Rui Rio e da coligação que geriu o Municipio do Porto durante 3 mandatos consecutivos.
Prometeram a reabilitação urbana do centro histórico e ao fim de todos estes anos (12 anos), é tempo de fazer balanços.
É tempo de perguntar: então Dr. Rui Rio onde ficou essa importante promessa eleitoral? A resposta é fácil
A reabilitação do centro histórico, não aconteceu!
A maior parte do centro histórico continua degradado e abandonado à sua sorte.
As gentes não voltaram e o processo de "desertificação" populacional da cidade e do centro histórico não se inverteu, nem sequer parou.
Ficou-se por intenções, ideias, projectos, compadrios, conluios, amizades e acima de tudo poleiro para gente muito incompetente.
À boa maneira portuguesa criou-se rapidamente uma empresa, que dá sempre jeito para aumentar a despesa, dar trabalho a amigos e com salários que não receberiam se fossem vereadores ou funcionários públicos.
Depois de se constituir uma empresa, para dar trabalho e colocar alguns amigalhaços, passa a existir o veículo para outros voos.
Dirão, logo, afoitamente, alguns: mas e então a reabilitação do quarteirão das Cardosas?
Num recente relatório enviado à UNESCO, a conclusão é a de que a intervenção da SRU no centro histórico consubstancia uma destruição do patrimónia classificado como património mundial, desrespeita esse património. Segundo esses entendidos, no quarteirão das Cardosas não houve reabilitação urbana, houve demolição e construção em desrespeito do património. http://www.publico.pt/local/noticia/relatorio-do-icomosportugal-arrasa-intervencao-nas-cardosas-do-porto-1589749
Dirão ainda outros: isso é um processo que demora muitos anos. É verdade, mas 12 anos passaram e eu pergunto, o que é que foi feito para além de uma intervenção desastrosa no quarteirão das cardosas e que ainda nem sequer está concluido.
É certamente mais um excelente bom exemplo da boa gestão...

a bem da Nação!!!

P.S: pensando no meu amigo Douro sugiro sobre esta temática a leitura do blogue SSRU http://ssru.wordpress.com/. é bastante instrutiva

quinta-feira, abril 11, 2013

Provas dadas?


Costumo repetir um dito francófono que diz « qui se ressemble s’assemble ».
Se me pedissem para traduzir, eu inventaria “os compadres juntam-se”.

Leio na imprensa que o candidato do Relvas e de Gaia à Câmara do Porto anuncia que vai apresentar como cabeça da sua lista para a Assembleia Municipal o hífen. Segundo o candidato de Gaia, o ainda ministro, cuja proposta para a estratégia nacional de defesa é “braços no ar”, tem “provas dadas” pois foi ministro duas vezes (quantas vezes foi o Sócrates?).

Acho muito bem. Tanto o curriculo como o perfil de um e de outro assemelham-se e o senhor dos 3% será concerteza uma mais-valia poderosa para a próxima derrota desse PSD do Porto que não pára de apodrecer e de se ridicularizar. Registo que o ex-ministro da Justiça (foram 7 meses?) e actual ministro “braços no ar” aceita participar numa candidatura ilegal, em violação da lei de limitação de mandatos. Uma sugestão: mantenha o capacete.

 

Boa Gestão 1

Ao fim de 3 mandatos consecutivos sob a gestão e presidência de Rui Rio, o Municipio do Porto avançou com uma acção judicial reclamando uma indemnização de 67,8 milhões de euros pelos imóveis que foram afetos ao domínio público em 1980, por força de despacho conjunto dos ministérios das Finanças e do Plano e dos Transportes e Comunicações", de 8 de janeiro de 1981.
O Procurador do Ministério Público entende que pelo decuros do tempo, estará prescrito o direito invocado pela autarquia portuense.
É caso para perguntar:
Caso se venha a confirmar a referida prescrição, não deveria ser alguém responsabilizado?
Independentemente de haver ou não prescrição, não é caso para se perguntar: Porquê só agora Dr. Rui Rio?
Quem ganha e quanto ganha com esta prescrição?
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=3153975


a bem da Nação!!!

quarta-feira, abril 10, 2013

A CULPA NÃO É MINHA

Não sei porquê, dou por mim a pensar que a total desorientação por que passa Bruno de Carvalho no Sporting irá acontecer a Seguro se por(des)ventura ganhar as próximas eleições.

A lógica de Seguro

Só faz sentido a coerência que se pode praticar.
António José Seguro é finalmente coerente no seu raciocínio: "Quem criou o PROBLEMA que o resolva!" logo, "Quero ir já para o Governo, quero substituir já este Governo!".
Em tese, no teorema de Seguro, faria sentido, ser o PS a resolver o PROBLEMA que criou.
Na prática, não é exequível, não compensa o risco, o Povo não quis, ninguém acredita que Seguro seja capaz.
A realidade é a antitese da tese de Seguro.

terça-feira, abril 09, 2013

Ao que isto chegou

O tribunal constitucional decidiu o que o governo pode fazer.

O tribunal constitucional vai decidir quem se pode candidar nas autárquicas.

Será que vão também escolher os árbitros da próxima jornada?

segunda-feira, abril 08, 2013

Um fim-de-semana alucinante

Os nossos órgãos de soberania viveram um fim-de-semana cheio de emoções. Com directos nas tv’s para emoção também do pessoal.

Sexta tivemos o anúncio do TC (às 21h00, casualmente, pois que o TC não é influenciável), seguido de patéticas declarações do seu presidente e de um duro comunicado do PSD.

Ouvidas as conclusões do TC, decidi não perder um segundo sequer com a leitura da sua decisão. Já tinha lido o do ano passado e chegou para perceber que o problema não estava na constituição, mas tão só na cabeça dos julgadores (todos eles funcionários públicos) do TC. Não me surpreendeu, pois, que tivessem mantido a anterior orientação.

Sábado foi dia de concelho de ministros, com comunicado a discordar com dureza da decisão do TC e a anunciar a ida do PM ao PR (ainda receei que lhe fosse apresentar a demissão, mas quando vi que ia acompanhado do Gaspar, sosseguei), seguido de comunicado de apoio do PR e anúncio de comunicação do PM para as 18h30 do dia seguinte.

Domingo, exactamente às 18h30, disse então o PM que, embora os ecos das inconstitucionalidades apontassem para compensar os cortes (temporários) pela (igualitária) via fiscal, a economia não aguentava mais impostos, pelo que continuaria ao leme mas alivaria a carga do navio para que este fosse capaz de atravessar a tormenta até chegar a bom porto.

É caso para dizer que há males que vêm por bem…

A ver vamos se o saberão fazer. E se terão força para o fazer.

Pois...


Não me apetece comentar o chumbo pelo Tribunal Constitucional de 4 artigos do orçamento de Estado. Para o fazer teria de ler as 200 páginas e sinto-me sem forças anímicas ( também tu, Miguelito? ) para tal. Bem sei que a esmagadora maioria dos comentadores disse imediatamente imensas coisas sobre a matéria sem todavia ter lido uma linha do acordão. Por isso, também não me peçam para comentar os comentários ou os comentadores (também tu, Aníbal?).

Ouvi por aí umas narrativas (também tu, Zézito?) a clamarem que se pegue fogo à Constituição ou ao Tribunal. Acho-as engraçadas. Já pensei se tudo isto não terá sido um golpe genial de lançamento do livro do Vitor Bento “Euro forte, euro fraco” ou um remake daquele filme divertido “Courage, fuyons”. Daqui a bocado vem mais um em bicos de pés analisar a situação em nome da principal agremiação que nos trouxe aqui ( também tu, Tozézito?). E desconfio que a seguir voltam os outros todos a comentar esse comentário.

Tudo isto consolida a minha admiração pelo Carlos que consegue estóicamente ir até ao Porto Canal dizer de sua justiça sobre o passado, o presente e o futuro. Vá lá que entretanto a tarefa simplificou-se-lhe pois consta que deixou de haver futuro, mas em contrapartida parece que há vários e diferentes passados. Como diz o meu barbeiro: “passaram-se”.

Passem bem!
Com a morte de Tatcher, destes tres grandes estadistas só José Mexia continua vivo (pelo menos parece).

A pose


Miguel Esteves Cardoso é um homem com vivência e com cultura. E gosta de alardeá-las, no que está no seu pleno direito, para nossa vantagem aliás.

O Miguel teve desde sempre uma certa preocupação em ser original, no sentido de ter um olhar diferente sobre as coisas e as pessoas. Também por isso tivémos ganho pois ajudou-nos muitas vezes a encontrar janelas onde só viamos muros e sobretudo a perceber que é sempre possível ter uma outra prespectiva.

Há um risco, para não dizer uma tentação, quando o objectivo de se ser diferente se transforma numa obsessão, num tique: a afectação da opinião. Essa luxúria da originalidade pode enfraquecer a lucidez que assim se vê prejudicada pelo snobismo de não se ir com a malta e de se sair da manada. É que às vezes, mesmo se tal não acontece na maior parte das vezes, a maioria tem razão.

Este Miguel publica hoje no Público dois artigos que provavelmente ele gostaria que fossem polémicos, mas que são apenas tristes porque paupérrimos na argumentação. Refiro-me à sua defesa de um outro Miguel, o Relvas, e de um outro Relvas, o Sócrates. O MEC é livre de pensar e escrever o que lhe der na gana e é sabido que mesmo as águias são capazes de voos rasteiros. Mas dá um dó de alma ver alguém que sabe pensar e escrever derrapar tão estrondosamente pela simples razão de querer ser diferente da maioria, ou seja, por uma questão de pose. Sim, ali não há uma opinião ou um raciocínio, apenas pose. Ou então a coisa ainda é pior do que eu penso.

sábado, abril 06, 2013

Miguel Gonçalves e os betos do costume

Antes de mais dar nota de que conheço Miguel Gonçalves ainda ele não pensava ter o mediatismo que hoje tem. E bem arrependido estou de ter entrado apenas a meio gáz ao desafio que na altura me lançou, estava ele a preparar a sua primeira iniciativa. A vida é assim. Mas desde essa primeira hora que tenho tido o prazer de participar numa série de organizações suas, sejam o "So Pitch" sejam os "Udini Drinks". Em ambos tenho estado com jovens que têm umas boas ideias, outros nem por isso e outros há que deviam ter ficado em casa. Mas sinto-me sempre bem acompanhado, em especial por empresários verdadeiros, dos que no seu dia a dia lutam pelas empresas sem estarem sempre à espera do guarda-chuva do estado. Vejo gente que cria riqueza rever-se na energia e no discurso de Miguel Gonçalves. Não é à toa que o Miguel é chamado por grandes empresas para sessões de motivação, não é à tôa que a universidade do Minho se faz representar na suas acções. E aqui chegamos ao fulcro do problema, pois o que tem causado mais "comichão" aos "pachecos pereira" deste país é facto do Miguel Gonçalves fugir do estereótipo dos betos do costume.

Vejamos algumas das críticas a que tem estado sujeito:
a) tratou por tu a Fátima Campos Ferreira. Ora que grande atrevimento de um jovem. Não sabe ele que neste país de doutores e engenheiros o tratamento por tu é crime? Os salamaleques da linha dos betinhos tem que ser mantida. A afronta é grande portanto.

b) tem sotaque. claro. Tenho eu, tem a Edite Estrela e têm todos os estupidos que acham que não têm. A diversidade e riqueza da nossa língua leva a isto mesmo. Há os sotaques do norte, e neste o de braga, o de guimarães, o do porto; há o sotaque de coimbra, o do alentejo, o do algarve, há o dos açores, o da madeira e por fim o de Lisboa. Mas o Miguel não podia ter sotaque.

c) o seu discurso é cheio de frases feitas. Ora queriam que fosse como? Com uma série de palavras soltas, que apenas eram unidas mas que juntas não faziam sentido nenhum? Para esse peditório já dá gente que chegue.

d) o último dos crimes foi ter dito que se podia pagar propinas a vender pipocas. Claro que o mais simples e o que os betos do costume gostariam de ter ouvido era que os jovens o devem exigir dos pais ou então que seja o estado a pagar-lhes as ditas propinas, os charros e os preservativos também. Mas o que o Miguel queria dizer é o que os betos do costume não gostam de ouvir: é a mexer, a arriscar e a bater o punho que se consegue mudar as coisas. Mas isso só pode ser dito num confortável gabinete com ar condicionado e decorado com uns quadros de Paula Rego, e claro com o respaldo de uns subsídios valentes do estado.

e) o jovem, como agora é referido, ainda por cima veste-se de moda bizarra. Claro que o ideal era um fatinho cinzento da rosa e teixeira, uma gravata azul celeste sobre uma engomada camisa branca com uns botões de punho "montblanc". Ah e claro uns sapatos castanhos da "churchill". Mas o Miguel gosta de se vestir de sapatilhas de cores, de ganga e camisas de colarinho aberto. ah grande país cinzentão para o qual o hábito ainda faz o monge.

Caro Miguel não ligues aos abutres do costume. Aqueles que nada fizeram e que apenas estão habituados ao escárnio e mal dizer. Nada construiram e nada vão construir.  Como bem sabes, continuas a conseguir reunir empresários, empresas, jovens, gente, muita gente que procura acreditar que é possível. Segue o teu caminho, continua a acreditar que é possível mudar o mundo. Basta querer.

Post Scriptum: se me tivesses perguntado ter-te-ia dito para não apareceres com o Relvas. Ele queimava e já cheirava a morto. Mas paciência.

sexta-feira, abril 05, 2013

Estou perplexo com esta gentinha


O dr. Relvas sai do governo. E vai um...


Vem dum passado que teima em persistir que o líder do partido ganhador das eleições tem de compensar os fiéis partidários que mais contribuíram para a sua vitória com lugares na governação do país. Até o Narciso Miranda já vimos por lá passar. Felizmente nada fez.

Ingenuamente ainda tive a expectativa que, face à concreta situação de crise, Passos Coelho cortasse com aquele mau hábito, privilegiando as competências que esta exigiam.

Rapidamente se desfez esta minha ilusão ao ver anunciados os nomes do dr. Relvas e do sr. Marco António Costa para o elenco governativo. Passos Coelho não teve pois a força, nem a coragem, de recusar o pagamento da factura que os seus correligionários-mor de Lisboa e Porto logo lhe apresentaram. Estás aí porque eu contribuí fortemente para a tua vitória, voltou a lembrar-lhe agora o dr. Relvas no seu patético discurso de saída.

Claro que a exposição que o cargo de ministro a este deu só veio confirmar a sua já sabida incompetência e falta de carácter. Mas como ele agora disse, será a história a julgá-lo. No que até terá razão, pois que o tempo pode bem revelar ter sido ainda pior do que aparenta.

A comunicação social, e seus habituais blás blás, enchem agora jornais e tempo de antena com a saída do dr. Relvas, como se ele próprio fosse um caso. Mas o caso, e que realmente valeria a pena discutir, chama-se Passos Coelho, pois que foi pela mão deste que o dr. Relvas foi elevado ao governo, bem como por estranha teimosia sua até agora aí mantido .

O sr. Marco António Costa, expondo-se menos à notícia, lá vai continuando a gerir pela calada o seu habitual jogo de influências, agora na teia de Padres e IPSS’s que a sua secretaria de estado lhe facilita, o que lhe dá aquela sensação de pequenos poderes que ele tanto carece.

Do que o sr. Mota Soares, seu chefe, também ele uma nulidade e um joguete nas mãos do sr. Gaspar, nem se aperceberá.

Clama-se agora por aí uma remodelação da equipa governamental. Sempre que desta se fala logo salta para a ribalta o nome do Álvaro. Com quem aliás até simpatizo, embora reconheça a dificuldade que tem em passar da teoria à prática e fazer as coisas realmente acontecerem.

Por isso que, em caso de remodelação, talvez guardasse o Álvaro e dispensasse mais rapidamente os srs. Mota Soares e Marco António.

Porém, depois de ouvir o sr. Gaspar declarar agora que o memorando com a troika tinha erro de raiz, era este que colocaria à cabeça na lista dos descartáveis, substituindo-o por um Ministro, pois que, para aplicar um plano às cegas, sem visão ou avaliação crítica, bastará um qualquer escriturário do ministério que saiba ler e falar inglês.

quinta-feira, abril 04, 2013

DOIDO SEM JUÍZO

Talvez prefira Sócrates (claro que é um exagero) face a um Seguro que diz um disparate destes quando o país literal e figurativamente se afunda: "há uma Primavera política a despontar, há um Abril a nascer em Portugal". Deus que lhes perdoe porque eu não consigo, já alguém dizia.

terça-feira, abril 02, 2013

Não se enxergam


O que é que tem a ver o facto de um tribunal estar há três meses a meditar no acordão que vai adoptar com o facto de não se estar a pressionar o mesmo tribunal quando se vai dizendo que sobre ele recaiem grandes responsabilidades?

Os juízes desse tribunal já deviam ter decidido sobre o assunto? Claro que sim, mas, como se sabe, a classe em geral dos magistrados portugueses vê-se a si própria como uma classe de gente especial a quem não se podem exigir prazos, rigor, independência e eficácia. Então os do Tribunal Constitucional são uma estirpe ainda mais especial, recrutada de uma forma duvidosa, que se julga acima do vulgar das instituições e credora de uns pergaminhos muito particulares. Enfim, uns calaceiros emproados.

O governo e em especial o seu primeiro-ministro deviam ser o mais discretos possível nesta circunstância e aguardarem caladinhos o dito acordão? É evidente que sim. As declarações do primeiro-ministro a esse propósito sobre as responsabilidades do dito tribunal são uma prova suplementar da imaturidade política dos actuais governantes, que a compensam com a esperteza cobardolas de mandar umas boquitas enviesadas com ar de quem não parte um prato e ainda reza um padre-nosso todas as manhãs.

Para ajudar à missa, veio hoje um ministrozeco que para lá foi por engano afirmar o que o cú nada tem a ver com as calças: que esperamos há 3 meses e que o governo não pressiona ninguém, mas que esperamos há 3 meses. Esta gente não se enxerga! Uns poltrõezecos incompetentes e medrosos. Nunca lhes virem as costas!