sábado, março 16, 2013

Foi o outro!


A culpa é do pólen dos pinheiros,
Dos juízes, padres e mineiros.
Dos turistas que vagueiam nas ruas,
Das strippers que nunca se põem nuas.
Da encefalopatia espongiforme bovina,
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina.
A culpa é dos frangos que têm HN1,
E dos pobres que já não têm nenhum.
A culpa é das putas que não pagam impostos,
Que deviam ser pagos também pelos mortos.
A culpa é dos desempregados,
Cambada de malandros feios, excomungados.
A culpa é dos que tem uma vida sã,
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio que já não joga a bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da Casa Pia,
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram,
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata,
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS e do PCP,
E dos que não querem o TGV.
A culpa até pode ser do urso que hiberna,
Mas não será nunca de quem governa!
Autor anónimo

sexta-feira, março 15, 2013

Riam-se, riam-se...


O ponto é este : o Sr. Moedas é um ponto!
Um badameco que tem a lata de vir dizer que o Governo não falhou, só pode ser um ponto.
Há que lhe responder na mesma moeda e recambiá-lo para Beja rapidamente.

quinta-feira, março 14, 2013

Fumo Branco

Temos PAPA!!!

Francisco de seu nome.

Inesperadamente a escolha recaiu sobre ele.

Eis um novo momento de alegria e esperança para os católicos e para o mundo.

quarta-feira, março 13, 2013

Fumo negro


O colégio eleitoral que vai eleger o novo Papa é composto por 115 Cardeais.


São estes os representantes do Povo da Igreja Católica. Universal.


Convenhamos que se a Troika se lembra de fazer aplicar, proporcionalmente, este rácio


os cortes na despesa pública com os cargos políticos serão relevantes...

segunda-feira, março 11, 2013

A desesperança


A primeira condição para que desponte uma luz lá longe é a de que o país perca de vez a esperança. A esperança de que nos falam os Vitorinos e os Machetes, a esperança que enche os sermões dos optimistas, a esperança cavaquista de que se não era em 2012, será em 2013, mas certo certo em 2014 ou então 2015. Essas esperanças são a tralha e o lixo tóxico que nos mantêem de joelhos a orar, a pedir, a resmungar, a encaixar, a aguentar, enfim, a morrer devagarinho, com respeitinho, educadinho, bem castradinho, amén.

Não há nada a esperar da Europa dos Barrosos, não há nada a esperar dos partidos do Governo, não há nada a esperar do PS, nada a esperar do PC ou do Bloco. Ainda menos há a esperar o que quer que seja de útil ou de interessante do Cavaco, do Cardeal, do Benfica ou do Ulrich. No momento, no dia ou na semana em que uma parte importante das pessoas se der conta de que não há nada a esperar de bom, então sim, pode ser que algo de bom comece a acontecer, pois essas pessoas, ao perceberem que esta tropa fandanga que nos embala são a tampa que nos impede de saltar da panela, essas pessoas arrebentarão com o tacho.

É ao que chegámos. Sim, eu sei, é tudo muito radical, é desconfortável e é sobretudo arriscado. Era tão bom confiar no euro e na bondade deles. Era tão bonito aquilo da solidariedade e do grande mercado e das quatro liberdades. Então e a Constituição? Não era ela uma das mais avançadas, mais progressistas, mais garantistas? E a nossa credibilidade externa tem crescido, ainda esta manhã ouvi dizer.  Pois...                                                                                                                                                            

Sabem onde está o contentor de lixo mais próximo da vossa casa, do vosso escritório, da vossa escola? Levem essa gerigonçada toda e deitem-na lá. Façam isso como medida de salubridade pública mental. Deitem lá as vossas crenças na moeda única e na dita honra de pagar a dívida, despejem junto às cascas de fruta e às embalagens amassadas os discursos da tal esperança, cheios do bom-senso morno e inútil e sublinhados de sorrisos a esconder a mentira e a fraude.

Mete medo? Claro que assusta, mas sentir-vos-eis mais aliviados, mais preparados e aparentemente mais sózinhos. Largai lá toda a esperança, como se tivésseis entrado no inferno. O camião há-de recolher esse lixo e levá-lo para onde ele deve morar, o aterro. E então, sim, regressai porque há tarefas que nos esperam e um recomeço que já tarda. E há-de ser um dia, e a seguir outro dia. Só haverá amanhã se deixares de esperar. Contra o desespero, a desesperança. Bora!

sábado, março 09, 2013

Porque hoje é Sábado


Sentados à mesa


- Surgiu uma nova profissão: vaticanista.
- A sério?
- Sim, sim, havia já a dos politólogos, mas agora há esta nova sub-espécie. O problema é que é     uma função sazonal; só rende durante congregações e conclaves.
- Então é uma profissão part-time?
- Se quiseres, mas é um part-time com mais part do que time.
- Ó paizinho, quando for grande quero ser vaticanista.
- Vá, agora acaba a sopa.

sexta-feira, março 08, 2013

Fia-te no azul!



http://videos.sapo.pt/fFRChFy3CrFoBRzZ4FhO

Estas declarações de António Vitorino sobre a necessidade de esperança e de azul devem fazer as delícias de todos os beatos e almas pequeninas que acham que não é bom só dizermos mal e que importa realçar os casos de sucesso para nos afagar a auto-estima e curar a ressaca do desastre.

Trata-se obviamente de uma conversa da treta, com a particularidade que é sempre dita por quem está bem na vida e a quem a crise passa ao largo.

Esta esperança de que o Vitorino fala é a ilusão, o engano e o engôdo. E transporta em si o apelo a que as pessoas desistam de resolver os problemas e esperem que alguém trate do assunto, até porque esta esperança é sempre a miragem de que o tempo e uma outra qualquer terceira entidade vão aparecer com as soluções.

É um “tenham paciência, que o mal não dura sempre”. Se hoje não estás bem, amanhã vai ser melhor, e se não puder ser já amanhã, não te esqueças que de qualquer maneira há umas 80 virgens à tua espera e um prémio (lá está a conversa do prémio) de um vale de mel eterno entre as nuvens (lá está o tempo de volta) depois de te enterrarem no chão.

Fia-te no azul!

Allô, allô


Parece que a fusão da Zon da filha do Santos angolano com a Optimus se consuma. Assim sendo, quero sair rapidamente da Optimus: alguém me recomenda uma alternativa que não seja a dos outros trafulhas da PT?

quinta-feira, março 07, 2013

Coisas que se vão ouvindo...

http://www.publico.pt/politica/noticia/cavaco-com-alguma-esperanca-que-economia-comece-a-crescer-no-2-semestre-de-2012-1543824

Em abril de 2012, o Presidente da República Cavaco Silva manifestava “alguma esperança” de que no segundo semestre de 2012 a economia pudesse começar a crescer:
“Eu tenho alguma esperança de que já no segundo semestre deste ano a nossa economia possa inverter e possa começar a crescer”. (in Público, 27-04-2012)

Parece que já não pensa assim.

Charlie Rose entrevista Michael Porter


Charlie Rose entrevista Michael Porter

A competitividade de um país depende da coexistência de dois factores. O primeiro é a capacidade que as empresas localizadas nesse país têm de competir a nível internacional. O segundo é a capacidade de manter ou aumentar o nível de vida da população em geral. Estes dois factores, segundo Porter, são essenciais para um país ser competitivo e devem ser indissociáveis.
Há que apostar na produtividade. Não é assim que deveria ser?

quarta-feira, março 06, 2013

Ponham-se a pau


1. A ponte que populares construiram sobre um riacho em Forjães, Esposende, perante a inércia da autarquia e das outras entidades responsáveis, é bem o sinal dos tempos que vivemos neste país de farrapos institucionais. Apesar dos impostos que pagam e da obra que não é feita por quem deve, os cidadãos meteram do seu e ergueram uma alternativa provisória. A Câmara já deve ter mandado os fiscais e a GNR já deve ter feito o relatório a dizer que faltam as autorizações e que é preciso multar A, B e/ou C por tamanho despautério, pois nessas coisas são muito eficazes e tiram logo o rabo da cadeira, mas, claro, nenhum deles fala em encontrar uma solução que sirva as populações.

2. Todos os partidos da Assembleia da República concordaram que é melhor deixar a lei da limitação dos mandatos tal como está, ou seja, a permitir duas leituras. O curioso é que uns entendem que a lei é clara a autorizar os ‘menezes’ (PSD, CDS, PS) enquanto outros dizem o contrário (PC e BE) mas todos os 5 decidiram que é melhor deixar estar a confusão tal como está.

3. Tudo indica que esses mesmos 5 partidos vão rejeitar a petição de milhares de cidadãos para que sejam autorizadas candidaturas à Assembleia da República que não provenham dos próprios partidos. Vai ser curioso ouvi-los brevemente defender no parlamento o monopólio da representação e perceber até que ponto vão imaginar argumentos para nos proteger de nós próprios e velar pela democracia deles. Consta que o deputado Ribeiro e Castro vai desalinhar-se dessa manada e pugnar pela possibilidade de candidaturas extra-partidárias às legislativas. Felizmente ainda aparece de vez em quando um justo em nome do qual se pode pedir que Sodoma não seja destruida.  Mas começo a recear que já não escapem ao destino final de Nínive.

terça-feira, março 05, 2013

LIXARAM-NOS HÁ MUITO TEMPO


Se a Troyka se fosse lixar, como pretendem alguns, quem se lixava era o mexilhão, como sempre, muito mais do que já está.

O jornal Público de hoje foi ocupado

Vale a pena conferir!

O Dogma


E, a pouco e pouco, ainda que timidamente, algumas vozes se levantam para discutir o óbvio: o Euro.
Não tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas questiono-me se abdicar de uma autonomia cambial é positivo? Não apenas nesta conjuntura adversa mas para além da mesma.

Será aceitável pedir a um país como Portugal competir com a Alemanha tendo a mesma moeda em comum? Será aceitável subtermo-nos a um resignado e triste empobrecimento salarial sem o consequente ganho (significativo) de competitividade?

Qual dos dois será o cenário menos mau? Empobrecer sem expectativa de crescimento ou empobrecer com expectativa de crescimento?

Não é de ânimo leve que se tomam estas graves decisões, mas permanecer no Euro não deve ser uma inevitabilidade ou um dogma.