terça-feira, dezembro 18, 2012

Quando o Optimus é péssimo


Ainda não percebi bem essa história da fusão da Zon com a Sonaecom, aparecendo de permeio essa figura omnipresente da D. Isabel dos Santos. Desconfio que vou mudar brevemente de operador de telemóvel; sim, porque apesar das ovelhas e dos cajados, dos Reininhos e das Carminhos, do chouriço e dos queijos amanteigados, a Optimus não me toma por lorpa: se escolhe como patroa a branqueadora da corrupção angolana, há-de perder os clientes que ainda tentam ser decentes. E se não gosto, mudo de aldeia, pois claro.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

"Mas que maçada!"


Ao afirmar que “o Orçamento de Estado para 2013 é uma das 20 leis que estão em Belém”, o Sr. Presidente da República revela uma sobranceria que lhe é habitual mas bastante inoportuna e reforça o ponto de vista dos que consideram que o actual ocupante do palácio presidencial faz parte do nosso problema nacional.

sábado, dezembro 15, 2012

CDS-PP



"...O partido tem que clarificar se está fora ou dentro da estratégia do Governo, considerando “muito negativo” que o CDS continue numa atitude “que sugere que este orçamento não é do CDS, mas é do PSD” e que o partido estará cá para pedir contas".

É claro que, como diz o outro:
"-Agora é que vai ser a sério".


A ficção tem interesse, mas mais relevante é a luta política, verdadeira e transparente, por um Portugal melhor!

Vale a pena ouvir Filipe Anacoreta Correia sobre o CDS http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=88687 .

Obrigado Filipe!

ZONSONAE ou SONAZON


É difícil não falar da ZONSONAE ou SONAZON. Para mim, que aderi à operadora 93 por razões de apoio (bem sei que quase irrelevante) ao empresariado nacional nortenho, cheira-me a capitulação. Ou talvez não, mas aguardo uma explicação.
 
O negócio é bom para a Sonae, parece bom para a Zon, pode ser bom para os accionistas e para o consumidor em mercado de concorrência. Será bom para o Norte para os centros de decisão a Norte? E quanto aos trabalhadores? E quanto ao Público?

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Sim, branco!


A Câmara Municipal de Santarém tem uma das maiores dívidas da respectiva Região. Há uns pares de meses ainda era dirigida por esse candidato ao Nobel da Literatura da Treta que se chama Moita Flores, o qual alegou precisar de descansar para se pôr ao fresco e preparar a sua candidatura ao município de Oeiras, onde provavelmente, se os oeirenses caírem na asneira de o eleger, deixará outra enorme dívida.

O fulano de Gaia, que ali deixa outro gigantesco calote e que se apresenta às eleições municipais do Porto em violação da lei de limitação dos mandatos, é outro exemplo da prática autárquica do PSD-Relvas, cuja cacicagem em nada se distingue no geral da prática de tantos outros dirigentes locais do PS ao estilo Renato Sampaio.

Começo sinceramente a temer pelas eleições autárquicas de 2013. Pelo andar da carruagem, vai ser um deboche de norte a sul de candidaturas mafiosas e maçónicas, recuperando cadáveres políticos das gavetas do bloco central ou oferecendo-nos o triste espectáculo de um carrocel de artistas a pularem de um sítio para o outro.

O eleitor tem todavia uma escapadela nos casos em que não fôr possível agregar uma candidatura independente destas máquinas partidárias norte-coreanas: o voto em branco.

terça-feira, dezembro 11, 2012

Quantos 'F' ?

               FINISHED FILES ARE THE RE
         SULT OF YEARS OF SCIENTI
          FIC STUDY COMBINED WITH
              THE EXPERIENCE OF YEARS.....


Tem a certeza? Vá lá, conte outra vez antes de ir ver a solução nos ‘comentários’.


Brrrrrrr, que fresquinho está!


Quando esta manhã saí de casa o termómetro marcava 3º.
Até usei o cachecol (mantinha para o pescoço, para os que não gostam de francesismos).

Por essa Europa fora, e até pelos States, vai muito mais frio.
Pela Rússia, e mesmo por França, a meio deste Outono a neve caída já contava mais 50 cm do que o habitual para a época.

O que seria de nós se não fosse o aquecimento global?!...

segunda-feira, dezembro 10, 2012

A importância de um discurso claro e inequívoco em defesa do interesse nacional




A recente revisão das condições do empréstimo concedido à Grécia levou a acalentar a esperança que Portugal e Irlanda seriam igualmente beneficiados. Tinha-se aberto uma janela de oportunidade: para os países intervencionados e para a Europa. Para os países intervencionados seria o modo de canalizar dinheiro para o crescimento (baixa de TSU, baixa de impostos, investimento, …). Para a Europa, uma oportunidade de facilitar o regresso dos países cumpridores aos mercados e, desse modo, tornar irreversível o sucesso dos programas de ajustamento e do Euro.
Poderia ser uma oportunidade mas redundou numa grande confusão. Primeiramente, houve as declarações erráticas num canto escuro do irrelevante e quase cessante presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker. Posteriormente, as inoportunas reacções do directório europeu, que o nosso primeiro-ministro considerou elogiosas, e que resignaram o nº 1 e o nº 2 do nosso Governo, até o Presidente da República e o nº3 do nosso Governo terem dado a sua opinião.

Este episódio reflecte a importância de um discurso claro e inequívoco quer dos governantes portugueses quer dos europeus. O que sobrou foi um espectáculo patético. Não pode haver uma inibição em reclamar melhores condições para pagar o empréstimo. Não deveria haver essa inibição sobretudo por estarmos a cumprir estoicamente o acordo de assistência financeira.

Convém recordar que a Irlanda beneficiou de uma revisão da taxa de juro aquando do pedido de ajuda internacional de Portugal e que, nem por isso a Irlanda ficou mal vista pelos mercados. Antes, pelo contrário: a melhoria das condições de empréstimo tornou mais provável o pagamento por inteiro e a tempo do mesmo, ou seja, tornou mais viável o regresso da Irlanda aos mercados internacionais de financiamento.

Certamente que Portugal e Irlanda não querem um acordo semelhante ao da Grécia porque, felizmente, o drama que os gregos vivem é único (o nosso, apesar de tudo, não atingiu nem vai atingir a dimensão grega) e o referido acordo reflecte a incapacidade do país pagar na totalidade e no tempo devido as suas dívidas.Haircuts ou novos resgates implicariam mais tempo para o ajustamento com condições mais penosas e custos sociais ainda mais graves. 

No entanto, e como o próprio ministro das finanças irlandês, Michael Noonan, referiu, a melhoria nas condições do empréstimo pode facilitar o regresso em pleno da Irlanda aos mercados da dívida e o cumprimento do próprio memorando da troika. 


Não tem que ser já e na praça pública, mas é imperativo negociar e defender sem complexos os interesses de Portugal.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Corta e cose


O parlamento aprova uma lei de reorganização administrativa que obriga  à extinção, por agregação, de um número considerável de freguesias (cerca de mil num universo de 4260).

Do meu ponto de vista, é necessário proceder a uma reorganização do mapa autárquico e, sobretudo, a uma reavaliação da forma como o poder local está funcional e territorialmente organizado. Qualquer mexida no mapa e nas competências autárquicas que não englobe a aplicação da obrigação constitucional de regionalizar o país, bem como de uma reforma profunda do actual sistema eleitoral, não passará nunca de uma falsa e desajustada medida de corte e costura que nos distrai do essencial, ou seja, da forma como entendemos que o poder político se exerce democraticamente e se enraíza junto das populações.

A discussão semântica a que ontem assistimos no parlamento sobre se se trata de uma extinção de freguesias ou de uma agregação é bem demonstrativa, a meu ver, das nuvens de fumo que uns e outros expelem para esconder o que verdadeiramente importa.

Esta auto-denominada reforma sofre além do mais de vários outros calcanhares de Aquiles que ajudarão ao seu insucesso. Desde logo, o facto de ser pilotada por um ministro que já há muito tempo devia ter deixado de o ser e que a cada dia está mais desacreditado. Em segundo lugar, pela maneira burocrática e receosa das populações como tem sido gerida pelos seus mentores. Em terceiro lugar, pela maneira cobarde e manipuladora como vem sendo apresentada como uma mera obrigação “troikiana”. Em quarto lugar, pela arrogância teimosa e brutal a que afinal se reduz uma alegada firmeza de propósitos da maioria parlamentar.

O Governo e a maioria bem podem levar avante as suas intenções e riscarem na agenda mais um item do plano de trabalhos, mas estão, no modo, a comprar lenha para se queimarem mais adiante. Já lá está uma granada ao retardador que rebentará a seu tempo: a definição ulterior, por um processo pouco claro, da sede das freguesias agregadas. Diga-se, por exemplo, que a ideia de sedes rotativas avançada pela UTRAT (Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território) me parece reveladora da fuga para a frente que apenas trará ressentimentos e confusões.
 
Custa-me, enfim, compreender a argumentação de quem se afirmando contra a extinção de freguesias aceita contudo dirigir aquela UTRAT: refiro-me obviamente ao Prof. Manuel Porto, pessoa que respeito mas que aqui me deixa absolutamente perplexo. Às vezes, há quem aceite cantar contrariado.
 
  

terça-feira, dezembro 04, 2012

Amaro da Costa


Os amigos da onça


                      Afinal o que está a dar é ser mau aluno. Ou será que compreendi mal?

Banco Alimentar


É muito significativa a generosidade que os Portugueses demonstraram no último fim de semana. Numa altura em que o rendimento disponível das famílias é o mais baixo dos últimos anos é exactamente o momento em que se batem todos os recordes de recolha de alimentos. 

Não quero entrar em especulações sobre as razões ou leituras politicas deste facto. Não temos quaisquer dados para afirmar que isto foi uma resposta para apoio às afirmações de Isabel Jonet ou que foi para responder a todos os que pediram a sua demissão.

Por isso gostava de destacar dois (talvez grandes) detalhes:

Em primeiro lugar a reacção generosa e focada na sua função que teve Isabel Jonet. Nessa reacção há agradecimento e reconhecimento pelo esforço de todos, mas não vi ponta de ressentimento. Para a maioria das figuras públicas no lugar dela, estariam hoje a dizer em português politicamente correcto, “Embrulha que é para saberes!”. Isabel Jonet reagiu de forma elevada. Um exemplo nos tempos que correm.

Em segundo lugar destaco a eficácia das iniciativas privadas de solidariedade social. Desde logo esta e muitas outras de mais pequena dimensão. Tudo isto gastou zero euros ao erário publico, foi de uma eficácia a toda a prova e envolveu verdadeiramente quem contribuiu. A lógica socialista que a solidariedade é monopólio do estado cai por terra com estrondo. Se isto fosse uma iniciativa do estado para além de toda a burocracia, teria-nos custado uma fortuna e não teria tido o envolvimento solidário deste numero de pessoas. Duvido que tivesse estes resultados. Tenho a certeza que os seus responsáveis estariam a queixar-se de "falta de recursos".

Para pensarmos no nosso modelo, para mim já esgotado, de solidariedade exclusiva do estado.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

domingo, dezembro 02, 2012

Serviço militar obrigatório

Sempre defendi o serviço militar obrigatório (SMO). Fui um dos que por lá passou, Mafra e St. Margarida, e não vim com nenhum trauma. Bem pelo contrário, estou certo de que vim com novos valores e com redobrado espírito de entreajuda. E se para mim o SMO foi interessante, quanto mais não seja na descoberta de algumas realidades às quais dava menos atenção ou desvalorizava, para muitos jovens dessa época permitiu o contacto com realidades bem distintas das que até então conheciam. Lembro-me da cara de espanto de recrutas que viam pela primeira vez uma televisão ou um telefone e mesmo para quem a existência do mar era algo distante. (duas notas: não sou tão velho assim e eu sei que em Mafra e St. Margarida não há mar. Mas havia na Ericeira, onde tantas vezes fomos em marchas....). Ok, os tempos são diferentes e todos já viajaram na internet......

Paulo Portas enquanto ministro da defesa acabou com o SMO e nunca mais se falou nisso. É assunto que não interessa a ninguém: os jovens não o querem sequer imaginar e as chefias militares sabem que acarreta custos e como tal iria obrigar a nova ginástica orçamental.

Mas o tema ontem foi levantado pelo General Loureiro dos Santos (LS) em entrevista ao jornal i. LS refere-o mais como uma prevenção contra possíveis tempos conturbados que podem aparecer mas também como forma de organização militar, apontando exemplos de outros países.

Eu acrescentaria mais uma razão para o regresso do SMO e que se prende com o enorme desemprego que aflige os jovens. Está bom de ver que a entrada no mercado de trabalho se dará cada vez mais tarde quer por força da falta de emprego quer pela saída mais tardia dos mais velhos.

Assim desta forma responderíamos a dois problemas concretos: a capacidade de resposta perante possiveis conflitos e o manter ocupados jovens que podem aportar conhecimentos e mais valia a uma instituição tão importante na identidade de Portugal como o são as Forças Armadas.

Há claramente a curto prazo um custo financeiro associado a uma medida destas mas os benefícíos serão seguramente maiores a médio mas essencialmente a longo prazo.


1º de Dezembro

apontamentos soltos:
1) desde a primeira hora critiquei o disparate legislativo. o significado que tem esta data é grande demais em comparação com os ganhos económicos que advém da abolição do feridado, não da data que pode e deve continuar a ser comemorada.

2) não participei em nenhuma comemoração. preguiça pura já habitual

3) ressalto o dinamismo de José Ribeiro e Castro, que se empenhou e se empenhará para que o 1º de Dezembro continue a ser mais do que comemorado seja celebrado.