quinta-feira, novembro 22, 2012

Autárquicas / Porto II

As eleições autárquicas no Porto já mexem tanto que parece que vão ser para o mês que vem. A sede de poder é tanta que os partidos não se importam de fazer figuras ridículas pelo facto de estarmos a um ano das eleições. Como se os portuenses não tivessem que se preocupar com coisas muito mais importantes. 

O facto de Rui Rio já não se poder candidatar, abre uma janela de oportunidade para toda a espécie de aventureiros. Só que os organismos partidários, locais e nacionais, ainda não perceberam que muita coisa mudou nos últimos anos.

Os eleitores deixaram de ter paciência para políticos irresponsáveis, a factura está a ser paga agora, e vai ser paga pelos nossos filhos.

O Porto, para o bem e para o mal, não será o mesmo depois de Rui Rio. A verdadeira ética de serviço público, sem o marketing politiqueiro habitual em Gaia, Matosinhos, Gondomar, etc... fez o seu caminho. E a verdade é que o presidente da Invicta tem um prestígio nacional que mais nenhum tem.

Era bom que o PSD, estivesse à altura da sua história, e não desse este triste espectáculo.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Autárquicas / Porto

No Público de hoje, pode ver o fim do PSD.
O Douro aqui em baixo já disse tudo o que é preciso dizer sobre o assunto.

A justiça na sucata


Sabendo do que a casa gasta e de como o nosso aparelho judiciário é uma sucataria bulgara, nada disto me admira. Mas seria interessante conhecer a classificação de serviço que foi sendo dada aos juízes do Tribunal da Marinha Grande envolvidos nesse processo durante os tais seis anos: provavelmente “excelente”.

terça-feira, novembro 20, 2012

Até as pedras


Consta que houve unanimidade na Comissão Política Nacional do PSD para confirmar o fulano de Gaia como candidato do partido à Câmara do Porto. Fui ver quem faz parte dessa Comissão e fiquei esclarecido sobre a dita unanimidade: está lá o Marco, a Nilza, o ‘escritor’ de Santarém que quer ir para Oeiras, o Pedro Pinto, o Desidério, o Hermínio, o Paulo Júlio, a Sãozinha Pereira, o Zé Tó de Jesus, o Rogério, a Teresa Coelho e, claro, o Passos Coelho e o Moreira. Tudo primeiros violinos, prestigiadíssimos e respeitadíssimos no país inteiro, desde a transmontana Aldeia de Gralhas até à algarvia Aldeia da Carrapateira. E se alguém duvida disso, que vá lá e pergunte.

O PSD deu nisto. Desgraçada cidade Invicta! Até a Torre dos Clérigos cora de vergonha.

Um ano e meio de troika




O pedido de ajuda era previsível. Portugal foi o 3º país do mundo com menor taxa de crescimento durante a primeira década do 3º milénio atrás da Itália e do Haiti. Acumulou dívida atrás de dívida. Antes do pedido formal de ajuda e, durante meses, houve mesmo um programa de televisão com o nome Plano Inclinado (Sic Notícias) onde se dissecava o nosso declínio económico.

Ou seja, o nosso pedido de ajuda não foi motivado por crises bancárias agravadas pela grande crise financeira de 2008. Não se deveu aos especuladores como na Islândia, Irlanda ou mesmo Espanha. Deveu-se a uma crónica perda de competitividade agravada com a entrada no Euro.

A indecisão de Guterres fez cair o país num pântano político. Barroso ainda acenou com um choque fiscal mas vacilou e partiu para Bruxelas. Santana foi rapidamente encostado e Sócrates perdeu-se em grandes obras.

O programa de ajustamento criou, assim, uma legítima expectativa de o mesmo ser uma oportunidade para mudar a economia do nosso país. Iam-se enfrentar os interesses instalados, flexibilizar as relações laborais, privatizar, regulamentar, enfim... pôr tudo na ordem. Era um verdadeiro programa de governo como nunca houve

Um ano e meio depois, também por força dos condicionamentos externos, i.e. União Europeia, o programa de ajustamento pouco mais é do que um programa de redução de custos de trabalho (salariais) e de aumento de impostos. Para além da consequente redução do consumo interno e do benéfico reequilíbrio da balança comercial externa pouco mais houve. É pouco.

A troika ainda propôs uma desvalorização fiscal (descida da TSU) para aumentar o crescimento e conter o desemprego mas a medida, por entre muita inabilidade política, também caiu sob um coro de protestos de todos os quadrantes da sociedade.

A vinda da troika tem que ser mais do que uma desvalorização salarial.

segunda-feira, novembro 19, 2012

...e se possível, não de pernas para o ar

Julgo que a ideia foi importada dos Estados Unidos, mas acho piada que os ‘nossos’ ministros pensem que por pôrem um pin na lapela com a bandeira portuguesa os outros lhes reconheçam um especial patriotismo.

Deu-me imenso gozo usar um pin desse género nas semanas seguintes ao primeiro “não” irlandês ao Tratado de Lisboa: aparecia pela manhã na cafetaria do Berlaymont com o pin da bandeira irlandesa e deliciava-me sentir o olhar desconfiado de um ou outro funcionário que temia pôr em causa a sua promoção se me saudasse muito efusivamente.

É para o que servem estes pins, para enganar tolos. Ou então para que os ‘nossos’ ministros não sejam confundidos com os contínuos ao entrarem nas salas bruxelenses do Conselho. Sim, era um bocado chato que um alemão se virasse para o ABranco e com um pst, pst! germânico lhe gritasse: “Wo ist mein Koffie?”. É que o Branco era bem capaz de lhe levar a bica mais o adoçante.

domingo, novembro 18, 2012

De trás para a frente ou em breve nem isso

Tenho uma mania de ler jornais e revistas de forma desorganizada. Quer isto dizer que não sigo a ordem que seria natural e que deu origem à famosa frase, "li da primeira à última página". Pois bem, muitas das vezes começo pela última e aos domingos, com o Público, invariavelmente começo pela penúltima. E tudo por causa da coluna de José Queirós, o Provedor do Leitor. É um trabalho importante na busca do que seria a comunicação social perfeita. Ora dando razão aos leitores que apontam falhas, ora defendendo os jornalistas quando essas críticas não são justas. Estou certo que os jornalistas do Público, em especial os mais novos, leem com atenção as suas críticas e os seus reparos. Umas das vezes concordo outras nem por isso. Mas acima de tudo faz-nos pensar.

A crónica de hoje é uma vez mais um olhar crítico, muito crítico, sobre a "qualidade" jornalística da capa do Público do dia 12 de Novembro. Ilustração ou uma afirmação política por parte do jornal?

Tal como refere José Queirós, também eu admito que seria mais benéfico que os media se assumissem política, ou desportivamente, naquilo que seria uma relação mais frontal e verdadeira com os seus leitores. Mas visto que não é essa a prática corrente, e no caso do Público até está escrito no seu Livro de Estilo precisamente o contrário, é bom que nós leitores tenhamos a certeza de que o que lemos, seja no Público ou noutro qualquer, é estritamente a verdade e não um somatório de falsidades ou ficções.

Não é de hoje que os jornalistas são enganados pelas fontes, umas das vezes porque o foram de facto outras das vezes porque o querem ser, como também não é de hoje que os jornalistas podem ser bons ou maus, mais ou menos capazes de serem fiéis aos seus "mandamentos". Daí a importância de um olhar crítico em especial quando feito por alguém que conhece bem como se "cozinha" uma notícia.

E tudo isto afunila para uma coisa tão mais importante como a liberdade de expressão ou a liberdade de imprensa. A qualidade de uma comunicação social livre é um dos principais sinais do grau de democracia vivida. Em Portugal graças a deus o nosso grau de democracia ainda é elevado. E digo "ainda é", pois os sinais começam a ser preocupantes. Não falo apenas pela questão da eminente falência de uma série de títulos e grupos de comunicação social, mas pelo facto de em virtude dessa dificuldade de quem se fala, ou não  se fala, possam vir a ser os seus compradores. Vide o que se fala sobre a possível venda do JN, DN e outros que o já são e outras que o podem vir a ser.

Ao ler a entrevista no Público a Rafael Marques e ao lembrar-me da resposta violenta no editorial do "Jornal de Angola", e ao silêncio português, fiquei com a leve sensação que vêm aí dias dificeis para todos. Nessa altura temo que provedores como o José Queirós sejam apenas referências do passado.

Mas como em tudo na vida, enquanto há vida há esperança. Mas nunca desistir.



Novos Rambos


« À chacun sa marotte », dizem os franceses. A tradução literal será qualquer coisa do género “cada um tem as suas manias”. Uma das minhas é a embirração com certas palavras que aparecem de moda e que de repente se colam ao discurso do 'mainstream' como um vírus resistente a qualquer antibiótico.

Há jornalistas peritos na propagação destes vírus, e é vê-los ou ouvi-los bem esticados a polvilharem os seus textos com as tais modas que na maior parte das vezes são apenas asneiras porque mal empregues e mal compreendidas.

Assim aconteceu com a palavra ‘paradigma’, que hoje em dia dá um toque de profundidade à mais simples banalidade. Outro exemplo é a palavra ‘transversal’: a acreditar nos palavrosos que nos informam, hoje há transversalidade em tudo o que é sítio. Outro exemplo ainda é a palavra “expectável”, que já nem é uma moda mas uma praga.

Depois admiram-se de ouvirem um bombeiro ou um polícia afirmar que o cadáver da vítima estava morto. Pudera, com tanto assassino da língua à solta...

quinta-feira, novembro 15, 2012

HAVIA DE SER COM ELES


 

 

Curiosíssima pérola hoje no Público da pena de Fabíola Maciel e João Dias: “não é fácil saber quem abriu as hostilidades entre os manifestantes e as forças policiais, mas ao longo de mais de uma hora de arremesso de objectos, sobretudo pedras, tornou-se mais claro quem as atirava”.

Como? Não é fácil o quê?

sábado, novembro 10, 2012

Isabel Jonet

Os últimos dias têm sido animados pelos comentários à entrevista de Isabel Jonet à SIC Notícias. Li criticas violentas. Li manifestações de apoio. Mas não tinha ainda visto a peça. Acabei de o fazer num fim de tarde de sábado depois de ter passado pelo magusto promovido por várias associações da freguesia de Lordelo do Ouro. Estive lá, comi castanhas e conversei com as populações. Com gente humilde que faz do seu dia a dia um exercício constante para viver mas que se diverte com o que tem. De modo geral pouco.

Feito este intróito voltemos então à entrevista de Isabel Jonet. Tomei nota de 4 aspectos:


1) Lavar os dentes com agua a correr em vez de ser com o copo como antigamente
2) Os jovens devem optar por uma ida a um concerto rock ou guardar dinheiro para uma radiografia que é necessária fazer 
3) Se não temos dinheiro para comer bifes todos os dias não os podemos comer
4) As pessoas com mais de 45 anos não voltam a ter emprego sem ser pela via da criação do seu próprio negócio


Desculpem aqueles que se indignaram. Mas não vejo nestes 4 pontos nada que demonstre desprezo, superioridade ou outra critica qualquer de que foi alvo.

Vejo sim uma lucidez na análise, um conhecimento daquilo que são os reais problemas das pessoas, das familias mais carenciadas. Mas não só.

O ponto 1 pode e deve ser aplicado a todos numa defesa não só da conta da água de cada um, mas na defesa de todos do planeta. Não é a água um bem escasso? não nos queixamos sempre da falta de água, das secas? Não é a água muita das vezes a causa de disputas e de guerras? então qual o espanto quando uma voz calma e desinteressada nos alerta?

O ponto 2 é uma vez mais bom senso. Opções na vida têm que ser sempre tomadas. Este era apenas um exemplo. Querem mais? Eu explico aos meus filhos que não podem querer ter sol na eira e chuva no nabeiro. Conhecem este ditado?

O ponto 3 que parece que chocou muita gente não é mais do que óbvio? Claro que o ideal era podermos ter sempre aquilo que queremos. Mas a vida não nos permite.

O ponto 4 esse sim deveria levar as mentes brilhantes que a criticaram a apresentar soluções. Estamos a criar uma sociedade nova, cheia de gente válida que vai aos poucos perdendo esperança e animo.
Preocupante.

Mas Isabel Jonet refiriu que o empobrecimento que estamos a viver, Portugal e a Europa, se deveu á crença de que se podia ter tudo e alguém o havia de pagar. Pois existe esse alguém, que é cada um de nós no tal processo de empobrecimento rápido e violento.

O mundo mudou e ainda existem muitas almas que o não querem ver. É pena.

O dia acabou em Lordelo depois de folclore e até do hit coreano do momento e nem a chuva arrefeceu os animos de gente humilde. E estou certo que eles concordariam que têm que poupar.

sexta-feira, novembro 09, 2012

O Banco Alimentar e os pobres de espírito


O “caso” Isabel Jonet, só o é porque há uma certa classe bloguista, meia fascista mas disfarçada de comunista, que tenta arrasar civicamente quem tem o desplante de entrar no que eles acham que é a sua área. E a área de que eles se acham donos, santa ingnorância, é a da defesa dos desprotegidos. 
O grande problema  para este gente é que o trabalho da Igreja Católica é mais visível nestes tempos de crise, e isso tira-lhes o exclusivo mediático da defesa de quem mais necessita.
Para estas cabeças fossilizadas nos anos setenta, isso é uma coisa inaceitável.    
Como o Banco Alimentar trabalha maioritariamente com instituições ligadas à Igreja Católica, esta malta que não gosta da democracia, só estava à espera de uma ocasião para lhe caírem em cima.

E a ocasião surgiu com a fútil prestação da Isabel Jonet na televisão. Mas mesmo uma certa dose de falta de senso, só demonstra que quem trabalha de graça oito horas por dia, muitas vezes todos os dias da semana, está mais preocupado em ajudar quem realmente precisa do que a fazer política de teclado.
Já não há pachorra para estes indignados de pacotilha, que não respeitam as mais elementares regras da vida em conjunto.

sexta-feira, novembro 02, 2012

US of A

Antes do jantar que preparei com zelo, tempo para uma reflexão política sobre a América. Não tenho o entusiasmo pró-Obama das últimas eleições, muito longe disso. Todo aquele enorme capital de esperança foi desperdiçado entre hesitações, errâncias e demissão ante um mundo embrulhado em enormes problemas. De relevo, fica-nos a capacidade de liderança em momentos extremos, tipica de um presidente de direita: a captura de Bin Laden, pelo concreto e pelo simbólico, e a prontidão de resposta ao Sandy, por oposição ao desaire do Katrina. Pelo meio, ficou uma reforma da saude em que acredito e uma dificílima gestão no Senado. Será isto suficiente para o ver  à frente da maior nação do Mundo? Não sei. É certamente mais seguro do que a deriva radical republicana e a opacidade e absoluta incerteza de Romney. Os tempos estão assim, de opção por males menores.

SEM DINHEIRO NÃO HÁ PALHAÇO


 

 

Não deixa de ser tristemente irónico que António José Seguro, que tanto se considera o paladino daquilo a que chama o estado social, se esteja a preparar para, muito provavelmente, chefiar o Governo que iniciará e concluirá o seu desmantelamento.

Dada a evidente e penosa decadência pessoal e política do Primeiro Ministro e a desagregação da falecida coligação, o PS irá, presumivelmente, ganhar as próximas eleições, ocorram elas quando for. Desgraçadamente, para ele e para nós, António José irá manter-se na liderança do PS e, portanto, liderará o Governo que se segue.

Será então que iremos assistir ao fim das “funções sociais do Estado” tal qual elas hoje existem e que Seguro promete hoje galhardamente defender ao transe. Mas defender com que dinheiro? Como não existirá dinheiro nem capacidade para o gerar através do desenvolvimento da economia e muito menos haverá quem nos queira emprestar, a realidade ser-nos-á inexoravelmente imposta, ao país, ao Dr. Seguro e à própria Constituição. Sem dinheiro, a Constituição não valerá o papel em que está impressa por muito que isto custe ao patético Capitão Vasco Lourenço, ao alucinado Dr. Soares e aos indignados que pululam na televisão.
 
Acreditem que não digo isto por graça nem em consequência de qualquer empenho ideológico. É fundamental perceber que a realização das funções do Estado depende não da vontade de alguns políticos ilusionistas, que muitas vezes poucos ou nenhuns impostos pagam, mas dos recursos disponíveis, ou seja, do dinheiro de alguém. O Estado não tem dinheiro a não ser aquele que recolhe dos cidadãos.

quinta-feira, novembro 01, 2012

Coisas do mundo da comunicação social

quem nasceu primeiro? o ovo ou a galinha?
 
 
 
 

A grande questão é como se consegue inverter este ciclo.


O triste espectáculo da limitação de mandatos

Todos os estudos indicam que os portugueses se afastam dos partidos e da política. Dia após dia são mais as vozes que dizem não votar, que dizem não acreditar nos partidos, que classificam os políticos de "isto e aquilo" e que terminam dizendo ser o parlamento desnecessário. Isto na versão soft e publicável pois os adjectivos não são bem esses, em especial pelas terras do norte onde somos "habitués" na utilização do calão.

Não pactuo dessa visão tão catastrofista, reconhecendo que tal como em outras profissões também na política existem os bons e os maus, os dedicados e os malandros. Mas infelizmente o estado em que o país se encontra, e a forma como aqui chegamos, torna dificil fazer uma defesa mais acérrima.

A juntar ao folclore político, temos agora o triste espectáculo dado em torno da Lei de Limitação de Mandatos. (ah e só para autarcas pois os deputados que escreveram a lei não são atingidos) Pode ou não quem tiver cumprido já três mandatos no concelho A candidatar-se ao concelho B? Que não dizem uns, que sim dizem outros. O triste espectáculo continua agora na autoria da lei. Mas pior ainda quando vêm dizer que na altura da negociação entre o PSD e o PS essa questão não se pôs. Pois esse não era o espirito com que estavam a redigir a lei. Como é que é? Ou seja, conseguem doutas cabeças pensar uma lei sem que no entanto pensem nas suas consequências? Não sabem os senhores deputados que ao tomar uma decisão, ao criar uma lei, esta tem que ser pensada na sua totalidade e nela deveria ser claro o que quer dizer e não ser escrita com base no que "eu pensei"? Claro que agora aparecem os profissionais dos pareceres......... Vergonha é tudo o que me resta dizer sobre este folhetim. E depois admiram-se que os portugueses se afastem cada vez mais da politica.

Nota 1: Sou favorável à limitação de mandatos. Mas não ao impedimento total e absoluto.

Nota 2:  E porque não a limitação também a quem ocupou lugares de vereador?

Nota final: o espectáculo ainda se torna mais degradante pois todo este folclore apenas tem por fim impedir que Luis Filipe Menezes se candidate ao Porto. E "cadê" os outros? Triste muito triste.