sexta-feira, outubro 05, 2012

O fim...


Ver a imagem do suposto Chefe de Estado a hastear a bandeira da república ao contrário, vale por si.

domingo, setembro 30, 2012

Contra os barões marchar, marchar!


Diz a opinião, tanto a pública como sobretudo a publicada, que este governo está isolado de apoios.
Pois bem, permitam-me dizer que é falso, pois que, pelo menos eu, ainda estou com ele.
E com a troika também. Confiando até mais nesta que naquele.

Pasmo quando tudo quanto é professor televisivo ou de coluna jornalística (que aliás se multiplicam como coelhos) venha agora dizer que tudo o que sai deste governo é mau, quando antes, no reinado socratino, gritavam que era isto mesmo que tinha forçosamente de ser feito.

Não pasmo quando sindicatos e partidos comunistas lançam urros contra os imprescindíveis cortes na despesa pública e no desenfreado consumo, sempre na defesa da mama que querem perpetuar à custa do povo.

Pasmo é que sejam dados ouvidos a todo este usual, cansativo e monocórdico folclore.

Pasmo sobretudo que os que se dizem empresários neste agora se apoiem para continuar irresponsavelmente a viver à sombra da mesma bananeira.

Não pasmo que tudo quanto se diz notável, barão ou baronete lute para resistir à mudança, que antes também diziam necessária.

Pasmo é na força com que esta gentalha, com Cavaco á cabeça, se agarra agora ao passado, qual tábua de salvação que lhes permita defenderem-se dos ventos de mudança e continuar sobreviver à sombra das teias de interesses que foram construindo e em que, à custa do povo, se vão movendo.

Mas nada há de permanente na vida, excepto a própria mudança. Até o tempo muda!

Também nunca os pais do problema poderão ser os pais da solução.

Portugal não pode mais continuar a  resistir à mudança. É uma questão de sobrevivência!

E este é o ponto central no crítico momento que atravessamos.

O governo anunciou já um recuo. No orçamento do próximo ano a ver vamos até onde. E quanto mais vamos pagar por ele. Mas ainda tenho alguma esperança que a troika nos ajude a minimizar este recuo, recordando-lhe a necessidade de seguir caminhando pelas linhas traçadas.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Leitura do Dia


Livro de Eclesiastes 3,1-11.

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu: 

tempo para nascer e tempo para morrer, tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou, 

tempo para matar e tempo para curar, tempo para destruir e tempo para edificar, 

tempo para chorar e tempo para rir, tempo para se lamentar e tempo para dançar, 

tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar, tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço, 

tempo para procurar e tempo para perder, tempo para guardar e tempo para atirar fora, 

tempo para rasgar e tempo para coser, tempo para calar e tempo para falar, 

tempo para amar e tempo para odiar, tempo para guerra e tempo para paz.
 
Que proveito tira das suas fadigas aquele que trabalha? 

Eu vi a tarefa que Deus impôs aos filhos dos homens para que dela se ocupem. 

Todas as coisas que Deus fez, são boas a seu tempo. Até a eternidade colocou no coração deles, sem que nenhum ser humano possa compreender a obra divina do princípio ao fim.

Continuam as notícias e ruido conexos com o filme sobre Maomé. Segundo me dizem, o filme é pessimo, não tenciono vê-lo por evidente falta de interesse. Sabemos que não é preciso um produto de qualidade quando se visa apenas a polémica ou a provocação. Contudo, defenderei sempre a liberdade de opinião, de criação e de publicação. Nunca estarei do lado dos que censuram, incendeiam, silenciam em nome de um pensamento único e inquestionável. Escreve isto quem não gostou do Je vous salue Marie e continua a apreciar a obra de Godard, quem achou de muito mau gosto e enorme ignorância caricaturar o Papa com um preservativo no nariz e continua a comprar o Expresso, quem frequenta com prazer e serenidade livrarias onde proliferam livros que vilipendiam a Igreja e os católicos. Agrada-me esta sanha contra os católicos? Obviamente, não. Mas não viveria em paz com a sua censura. É uma questão de civilização.

sexta-feira, setembro 21, 2012

INSÓLITO?

Um Conselho Coordenador da Coligação é uma espécie de Conselho de Ministros "sombra" dos partidos do Governo?

quarta-feira, setembro 19, 2012

Get your facts right!!! A propósito de diplomatas

A propósito da notícia de ontem do Correio da Manhã, sobre DIPLOMATAS sinto necessidade de quebrar o meu silêncio. Não há direito de publicar MENTIRAS destas, sem sequer se procurar esclarecer os factos subjacentes.

Primeiro facto: os salários referidos na notícia não correspondem à verdade. Não há nenhum conselheiro de Embaixada a receber 2800 euros brutos. Desde logo porque nos últimos dez anos, só no ano da campanha para reeleição do então PM José Sócrates é que fomos aumentados. Nos anos anteriores e seguintes, os nossos salários não eram aumentados por serem superiores a 1500 euros mensais. Depois, sofremos os mesmos cortes que toda a gente. E até mais, porque não foi só o salário que foi cortado: também nos cortaram os subsídios e, como se não fosse suficiente, ainda englobam os subsídios para calcular as taxas do IRS. Os salários brutos dos mais recentes conselheiros de embaixada são pouco superiores a 2 mil euros (o que dá rendimentos liquidos de 1400 euros mensais, com os actuais descontos). Os subsídios que recebemos não contam para o cálculo da reforma, nem contam os descontos que fazemos com base nos subsídios. Neste, como noutros aspectos, estão muito melhor os contratados locais de muitas embaixadas e consulados (que chegam a ganhar mais e a reformar-se com valores mais altos do que os Embaixadores de carreira, apesar destes últimos representarem Portugal nos países onde estiveram acreditados).

Segundo facto: os subsídios de renda de casa não integram o rendimento disponível dos diplomatas. Servem exclusivamente para pagar a renda de casa, o que quer dizer que são pagos apenas contra recibo de renda, aos donos das casas onde os diplomatas têm de viver. Além disso, os nossos subsídios, por exemplo para representação, também sofreram cortes. Tantos ou mais que os dos outros funcionários do Estado.

Terceiro: nenhum dos exemplos dados, com fotografias e tudo, é diplomata. São nomeações, determinadas por outra ordem de razões. Nós somos colocados nos postos mediante concurso, que não sendo público, obedece a regras claras. Não podemos negociar, como fazem os muitos expatriados das empresas, nem o vencimento, nem os demais subsídios que vamos receber. Somos obrigados a mudar de País, com a casa às costas e a Família a reboque, de 3 em 3 anos, em média. Umas vezes vamos para cidades fáceis, como as citadas no artigo, outras vamos para cidades onde as empresas portuguesas tem dificuldade em convencer os seus funcionários a viver...

Evidentemente, não me estou a queixar da minha situação. Escolhi esta carreira e tenho orgulho em servir o meu País e os meus compatriotas. Sei que muitos portugueses vivem pior do que os diplomatas. Talvez por isso é que a carreira diplomática tem pouca tradição de se queixar dos cortes que vai sofrendo: nos vencimentos, nos subsídios, nos apoios, nos lugares (em quantidade e em diversidade), nos funcionários dos quadros das embaixadas e consulados (o que nos obriga a trabalhar muito mais para fazer o mesmo, com mais solicitações).

Mas não deixa de ser injusto ser acusado publicamente, num artigo que publica mentiras e ainda por cima se apresenta como sendo de "investigação". Até porque a maioria dos expatriados não diplomatas que vamos conhecendo nas cidades onde trabalhamos, ganham mais que nós. A generalidade dos diplomatas de outros países europeus, ganham mais que nós (embora, nalguns casos, tenham subsídios inferiores aos nossos). E tem melhores condições de reforma.

E não deixa de ser revoltante não caracterizarem uma carreira que implica sacrifícios a todos os níveis: na carreira das nossas mulheres/maridos; nos percursos escolares dos nossos filhos; no afastamento das famílias e amigos, etc, etc.

Sobretudo, é irritante ser instrumentalizado por um órgão de comunicação social, ainda por cima de grande divulgação, apenas porque nesse momento é "conveniente" atacar o Ministro que, circunstancialmente, ocupa a pasta dos Negócios Estrangeiros.

E porque quem tem Honra, tem nome, aqui fica o meu: Francisco Meireles. Conselheiro de Embaixada em Maputo

PS. Não tenho nada contra a transparência, nesta como noutras matérias. Mas que sirva para se revelar a verdade e não o que possa ser conveniente num dado momento.


terça-feira, setembro 18, 2012

Complacência no garrote

No sábado, milhares e milhares de pessoas vieram para a rua. Indignadas. Defraudadas. Sem esperança. Não porque desconheçam que o país está em situação difícil ou porque é preciso pagar aos nossos credores. Não porque não reconheçam que até é necessário empobrecer com cara alegre. Não. Os portugueses sabem e compreenderam o estado de emergência financeira nacional. Por isso, silenciaram-se perante uma suspensão ex officio de algum dos seus direitos, como a alienação de reformas (correspondentes a anos a fio de descontos), anuíram com cortes nos décimos terceiros meses e subsídios de férias, aceitaram um aumento brutal da carga fiscal. Ao estado de necessidade, os portugueses, de uma maneira serena, disseram que sim. E o Governo foi confiando nesta bonomia aparente.
De repente, eis que se soergueu uma mole de gente, de todos os quadrantes, de várias classes sociais, num grito de protesto amplo e geral. Dos patrões aos sindicatos, o país insurgiu-se contra a TSU. E ouviu-se um BASTA.
A última proposta que o Executivo desvendou tirou o país do sério. Rompeu esse contrato social, tácito, com o Governo, em que os sacrifícios eram, aparentemente, aceites acriticamente. E rompeu-se porque os portugueses deixaram de perceber.
Deixaram de perceber a Justiça dos sacrifícios.
No silêncio de meses, iam sublimando as dúvidas. Tais como: porque é que sobe a electricidade? os combustíveis? os transportes? Não vivemos nós num mercado liberalizado, em livre concorrência? Contudo perseveraram sem se indignarem contra os contratos leoninos que as instituições de crédito apresentam, contra o despudor das renegociações de empréstimos bancários, dos seus spreads e taxas de juro, e ausências de financiamento à economia, com o pagamento das portagens, com o Estado a demitir-se de renegociar as cláusulas de assunção do risco do negócio nas P.P.P’s, tudo resultando em infindáveis contingências à sua contabilidade doméstica. A tudo, nada disseram.
Mas esta percepção alterou-se. Para os cidadãos o Estado pode cobrar mais impostos e impor cortes salariais e de pensões, pedir todos os sacrifícios. Porquê? porque sim. O Estado de Direito é um Estado com direitos.
Mas para as empresas, para as grandes empresas e os grandes negócios, o Estado tem de respeitar os acordos firmados, tem de aceitar a aparente lei do mercado, tem de acatar as cláusulas abusivas. Porquê? porque sim. O Estado de Direito parece um Estado com obrigações.
Ora a tudo isto a “rua” disse não. Porque esse fio ténue e delicado que une o tecido social e os seus representantes se rompeu. Porque os governados perceberam que nos critérios desta última opção de austeridade, não houve Justiça.
Em face do fardo de exigências imposto , o executivo tem de as caldear com medidas de equidade, que protejam o cidadão. Para que perceba que há sacrifícios transversais, que a coesão social não é uma mera palavra, mas um conceito real, seja na redistribuição dos benefícios como na contribuição para os sacrifícios. Os portugueses estão disponíveis, aceitam mais austeridade, querem pagar as dívidas, querem o país de volta ao trilho, mas só o aceitarão quando lhe demonstrarem que não são os únicos a serem afrontados, mas sim que há outros, outros poderes e interesses, que também contribuirão neste esforço colectivo. Quando intuírem que a emergência nacional não só lhes suspende os seus direitos e lhes cria novas obrigações, mas que esse estado também suspende a subida da gasolina, da electricidade, dos lucros dos Bancos, da especulação bolsista, etc.
O Governo tem de prestar contas. Há um capital de credibilidade que se desvaneceu. É este capital que o Governo tem de recuperar, porque nessa altura o povo voltará a estar sereno. E, novamente, aceitará mais austeridade, mais sacrifício, mais garrote. Se não, saltar-lhe-á, fatalmente, à jugular.

sexta-feira, setembro 14, 2012

ELES SABEM LÁ

Evidentemente que se se reduzir a contribuição das empresas para a segurança social o custo do factor trabalho fica mais barato. Esta redução chega por si só para que se criem empregos?
Na minha modesta opinião, não acho que exista nenhuma empresa em Portugal que contrate algum trabalhador só porque as contribuições para a segurança social diminuiram. Quero crer que as empresas contratam trabalhadores simplesmente porque eles são necessários para a sua actividade, seja ela qual for. Se não houver procura para os bens ou serviços que as empresas fornecem, estas deixam de existir. Se não existirem empresas nem actividade económica a contribuição até poderia ser zero que não se criariam empregos nenhuns. Parece simples mas eu talvez esteja enganado.
Seja como for, continuo sem ver ninguém a discutir alternativas, como referia há dias o chefe da Troyka. Com Seguro, a avaliar pelo que diz e não diz, nada seria melhor.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Uma questão de futuro


O CDS tem um problema para resolver.

Desta vez não há malabarismos políticos para dar a volta à situação. Ou se actua, ou perde-se o futuro.

Este é o momento.

O momento de o CDS se comportar como Democrata-Cristão, Conservador, Liberal.

O que custou uma década a construir, a união das várias direitas, pode ir por água abaixo num ápice.

Este é o momento.

segunda-feira, setembro 10, 2012

SEM DIRECÇÃO

Seguro não tem alternativa à política do Governo e este parece que quer deixar o país sem outra alternativa que não seja Seguro.

sábado, setembro 08, 2012

Justos/Liberais/Equilibrados?

O PR, depois da última visita da TROIKA avisou:
-"Sacrifícios só para quem não os sofreu até agora".
 
A solução encontrada foi ontem anunciada pelo PR.
 
É mais um "PAC", insuficiente, mas já está.
 
 A economia não arranca.
 
Será preciso menos Estado. Vamos a isso?

quinta-feira, setembro 06, 2012

DEVANEIOS

Continuo sem perceber a normalidade com que a comunicação social e o país em geral continua a ouvir o que diz António José Seguro. Com esta minha perplexidade não pretendo, Deus sabe, defender o Governo mas o que gostaria de entender, e ele não nos ilumina nem ninguém lhe pergunta, é o que é que em concreto Seguro faria diferente.


É tolo e demagógico dizer-se que os portugueses não devem fazer mais sacrifícios. Eu também gostaria de fazer menos sacrifícios e de pagar menos impostos mas isto não é um problema de vontade. Com troyka ou sem ela, com este governo ou com outro qualquer, Seguro sabe, ou pelo menos deveria saber, que os sacrifícios dos portugueses não vão terminar tão cedo. Tem Seguro uma outra via melhor e sem dor para reduzir o défice, pagar a dívida e recuperar a confiança dos mercados e dos investidores, factores indispensáveis para promover o investimento sem o qual não haverá crescimento? Não. Então não abuse da nossa paciência.

2 anos depois o Tua de novo na baila

Foi em 2010 que o Nortadas organizou um debate no Douro sobre a barragem do TUA. É bom saber que afinal tinhamos razão. Hoje as vozes são mais. Veremos é se têm força suficiente para parar o crime ou se já vamos tarde.