terça-feira, julho 31, 2012

FDP

O senhor Manuel Leitão já teve mais do que os 15 minutos de glória. O certo é que a comunicação social lhe dá palco pois dá para chatear Rui Rio. Agora tem um advogado que lhe tem que seguir as pisadas. E descobriu que FDP quer dizer "Fã de Pópos". É bem esgalhado, se estivermos claro no mundo da loucura. Eu internava esta gente de uma vez. E soltava outros que certamente por engano estão nos hospitais próprios e alguns deles com coletes de força. Vamos então fazer combinações que devem classificar o sr Manuel Leitão:
- Fã de Piolhos
- Fanático dos Piões
- Fanático da Pista
- Filho de primatas

e assim sucessivamente. Claro que o conhecido Filho da Puta não estava nos meios pensamentos.....

Ainda vamos a tempo

Jorge Fiel no seu editorial de segunda feira no JN assinala o facto dos portugueses estarem a fazer uma inversão nos seus hábitos de consumo e que tal ainda não foi verdadeiramente sentido ao nível do estado. É verdade pois deve ser muito dificil mexer naquela pesada máquina, cheia de vícios, quintas e quintinhas. Mas voltando ao abaixamento do consumo dos portugueses, todos os dias nos chegam sinais de que importamos menos e exportamos mais. Poderia ser duplamente positivo se ao importamos menos estivessemos a conseguir manter os hábitos de consumo o que significaca que  aquilo que anteriormente compravamos ao estrangeiro era agora produzido em portugal. Só que infelizmente não estamos a substituir mas apenas a deixar de consumir. Assim resta o consolo do aumento das exportações. O que significa que a nossa economia não está a ser alvo de nenhuma mudança que no futuro nos permita sonhar e dar a volta por cima e voltar a ter hábitos de consumo, mas agora "Made in Portugal". Mas voltando ao amigo Fiel, o problema mesmo é que a festa acabou por falta de dinheiro. E não vai voltar a haver, por muito que nos queiram fazer acreditar. Pobre geração dos meus e dos nossos filhos. Mas a fé é a última coisa a morrer, por isso toca a continuar a trabalhar.

sexta-feira, julho 27, 2012

Férias

Férias é irmos ficando com aquela cor mediterrânica em que parecemos menos velhos e elas umas sereias que nos tiram do sério.

Férias é beber um fino antes do almoço, é continuar com um branco geladinho, e só parar quando nos apetecer.

É o cheiro a churrasco e a gordura nos dedos das espetadas que pusemos na grelha.

Dormir, ler, brincar. Ouvir as crianças na água numa felicidade sem fim.

Conversar pela noite dentro, como se aquela noite estrelada fosse a última noite estrelada.

Repor as ideias, reflectir com tempo... e sonhar.

Sonhar contigo.

quarta-feira, julho 25, 2012

Estado Social

Gosto do Estado Social!

Como europeu, nutro mesmo uma especial simpatia por esta interessante construção social que os diversos países foram desenvolvendo no século passado, basicamente no pós-guerra, e pelos princípios de solidariedade em que se baseia.

Como europeu temo também pelo futuro do Estado Social.

O Estado Social está hoje gravemente doente. Pior ainda é que a doença de que padece é contagiosa, pois que já afecta as contas públicas a economia em geral.

Tenho para mim que as grandes linhas do Estado Social se deveriam circunscrever a (a) saúde, (b) desemprego e (c) pensões. Tudo o mais me soa a treta. E mesmo estas com conta, peso e medida.

Todas as inúmeras alíneas que lhes têm vindo a ser sucessivamente acrescentadas são como tumores que degeneram e só contribuem para a insustentabilidade do próprio sistema.

A solução estaria pois em operar rapidamente o doente e libertá-lo de todas as excrescências malignas que o toldam.

Estranhamente porém, como cura, o Estado Social optou por se tornar mais cobrador de impostos e menos pagador de promessas.

Mas isto é pura ilusão, pois que cada alínea de cobrança que hoje cria tem como contrapartida mais uma promessa para amanhã, naturalmente a não cumprir, o que só poderá conduzir à morte do doente.

De certo modo o Estado Social é como um bom vinho. Se bebido com moderação faz bem e dá prazer. Caso não, ai, ai, ai!

E tal como gosto do Estado Social, também gosto mais da sensação de acordar na manhã de um novo dia, do que na manhã depois da noite anterior…

Contar conchinhas

O Diário Económico descobriu um filão para multiplicar as visitas ao seu site on-line: organizou umas votações em click sobre os empresários e sobre os políticos portugueses. Não sei a quem atribua o maior ridículo da coisa: se ao próprio Diário Económico, que dessa maneira borra a sua imagem ao ponto de a pôr ao nível da mais rasteira revista “people” de sala de espera de cabeleireiro, se aos gabinetes de comunicação de certas empresas que durante uns dias se aplicaram a fazer cliques falsos para que o seu “mexia” saisse bem classificado.

O Jornal de Negócios, para não ficar atrás, divulga uma lista dos “mais poderosos” cuja arrumação só pode obedecer a critérios estapafúrdios. Hoje fala no Ângelo Correia, que deve estar a roer-se por ser apenas o 32° poderoso. Ora eu penso que se um tal indivíduo consegue ocupar uma posição que esteja acima do degrau 7.985.774, das duas uma: ou o país está doente e em coma profundo ou a classificação tem um vírus informático grave. Provavelmente ambas são verdade.

Desconfio que vamos ter mais curiosidades deste calibre ao longo do que resta deste triste Verão: uma lista sobre pançudos, uma classificação das que rompem com mais namorados, os top ten da praia dos búzios, etc. e tal. Temos um jornalismo catita que gosta de contar conchinhas.

domingo, julho 22, 2012

Um par de tabefes é o que merecia

A irreverência é sempre bem vinda e até salutar para despertar mentes. Mas a falta de educação e arrogância essas dispenso-as bem. Manuel Leitão que a bem dizer ninguém sabia quem era está a precisar de um bom par de tabefes pela sua falta de educação. O dito senhor é director da publicação "Porto Menú" que resolveu editar uma capa onde se lia na fachada de um prédio (o que o photoshop permite!!) "Rio és um fdp". Agora protesta pois a sua publicação foi proibida nos espaços municipais. Tadinho, acha o senhor que tinha esse direito por alma de quem? Mas não contente ainda se atreveu a puxar uma orelha a Rui Rio. Puxar na realidade e não em sentido figurado. Na inauguração do largo das Cardosas o senhor Manuel Leitão apareceu do nada e toca a puxar a orelha ao presidente da câmara. Rio, certamente fazendo uso de forças extra-terrestres deixou o energúmero ir em sossego. Agora o dito senhor ganhou em concurso a exploração da biblioteca do Marquês. A tal que tinha sido ocupado e desocupada pela câmara. Diz que esta vitória foi um roubo e disso faz alarde. Então porque foi? e ainda por cima como diz em entrevista ao Grande Porto teve que subir a parada para ganhar. Ninguém o mandou lá ir. Claro que tudo isto faz parte da sua estratégia de protagonismo saloio, que promete culminar com uma exposição para denunciar as "patifarias" de Rui Rio. No tal espaço camarário que ganhou em concurso. Este não vai lá com um puxão de orelhas.

sexta-feira, julho 20, 2012

O Comentador

De repente, há gente que me diz: Já viste o D. Januário? Um Bispo? Se ele diz o que diz...
Estes mesmos, que agora atribuem especial peso às palavras de D. Januário, são exactamente os mesmos que se indignam quando o Papa não prescreve o preservativo, se exaltam quando um Bispo diz que o casamento é entre um homem e uma mulher.
Como católico, entendo que qualquer Bispo, qualquer Sarcedote, tem um especial dever de intervenção social. Deve, se preciso for, falar alto em defesa dos mais fracos, dos oprimidos de qualquer espécie; deve pregar contra as injustiças e iniquidades. Mas, tendo em atenção o seu estatuto, a natureza da missão que lhe foi confiada, deverá fazê-lo sempre na estrita observância dos seguintes pressupostos: com verdade, com rigor, com elevação, com seriedade, com isenção, apelando à concórdia.
Não cumprindo D. Januário nenhum dos pressupostos que acima menciono, assumo que falará ao país como comentador político. Pelo historial e oportunidade das suas intervenções, comentador polítco de facção, comprometido e infelizmente incendiário.
Quererá isto dizer que não reconheço ao Bispo o direito ao comentário, à ambição de protagonismo político, à estratégia de gestão daquele que entende ser o seu poder político?
Claro que tem o direito de o fazer. Para que tudo ficasse claro, era bom que não o fizesse de cabeção; eu, católico, agardeceria.

Guilherme de Oliveira Martins


Segundo o Expresso online: Estão criadas todas as condições para que a flexibilização dos prazos e metas da troika ocorram”, afirmou o Presidente do Tribunal de Contas em entrevista à Antena 1, reconhecendo, no entanto, que "não é oportuno falar já disso".

Se não o considera oportuno, porque falou então?

Em boa verdade Oliveira Martins é apenas mais um que junta a sua voz ao coro dos que clamam pelo prolongamento da depressão colectiva que por aí grassa, uns na expectativa de que o seu arrastamento até às próximas eleições lhes possa tapar a nudez, outros apenas por mera resistência à mudança.

Infelizmente tive já de lidar com alguns processos de reorganização, nos quais sempre me guiei por critérios de rapidez. Quanto mais curto o processo, mais depressa a vida voltava a sorrir.

Nunca hei de compreender porque razão surgem estes apelos em tudo quanto é sítio noticioso. Se o que está a ser feito tem mesmo de o ser, e é depressivo, então a lógica será encurtar-lhe a duração, para também mais rápido se poder respirar.

Sobretudo nunca hei de entender a fobia da comunicação social em dar-lhes desmesurado eco, a ponto de já me parecer estranho sair de casa depois de ver os noticiários e sentir que a vida afinal ainda mexe.

Algumas destas vozes continuam, como habitualmente, apenas a defender os interesses dos seus próprios umbigos, em prejuízo do colectivo nacional. Muitas outras se lhes juntam simplesmente por não perceberem, ou se recusarem a perceber, o problema. Outras ainda porque já começam a sentir que algo que fazia parte do seu pequeno mundo está mesmo a mudar.

Neste particular não deixa de ser curioso constatar como inúmeros comentadores dos três partidos chamados do “arco da governação” se juntam agora e alinham os seus comentários em claro saudosismo de um certo passado que sentem a fugir debaixo dos pés, mas lhes dava a ilusão duma importância e estatuto social que julgavam ter, e que afinal só nos conduz ao problema.

A solução unicamente advirá duma real mudança de atitudes. Pretender que a coisa não passa de mera dificuldade temporária e que depois tudo voltará ao seu “normal” é querer perpetuar o problema para poder continuar a viver à sombra dos outros, como sucedeu já na sequência dos dois anteriores pedidos de ajuda ao FMI.

Chapéus há muitos...


É certo que o acordão do tribunal constitucional suscita alguma perplexidade quanto à fundamentação que utiliza para concluir a inconstitucionalidade da suspensão dos “subsídios” de férias e de Natal.

Mas essa apreciação deve, a meu ver, constituir um exercício jurídico e nunca uma avaliação de oportunidade. Não compete ao tribunal constitucional julgar a bondade política de uma decisão do Governo e, também por isso, me pareceram absolutamente despropositadas as opiniões do seu presidente, o Sr. Moura Ramos, sobre as alternativas que se ofereceriam aos governantes.

Foi, aliás, essa confusão de chapéus que levou aquele tribunal a decidir a suspensão de efeitos da sua decisão, com base em considerações de mera oportunidade que, a meu ver, mais uma vez não lhe competem.

Dito isto, fico pasmado com a ligeireza com que certas pessoas, nomeadamente banqueiros e ex-banqueiros, vêm a terreiro atacar o acordão, não com base numa argumentação jurídica, mas apenas invocando a sua inoportunidade, seja política ou económica. Decididamente, estão uns para os outros, ou seja, pouco percebem de chapéus. Como esperar então que saibamos o que é e como deve funcionar um Estado de Direito?

quinta-feira, julho 19, 2012

Bizarrias...

em Portugal 2012... ...o Bispo das Forças Armadas faz declarações graves que atinjem o governo PSD/CDS Destacadas figuras do partido democrata cristão e do PSD contra-atacam e criticam duramente o Senhor Bispo ...a esquerda ateia e maçon sai em defesa do Senhor Bispo. Mais comedimento e sentido de Estado fazia bem a todos!

quarta-feira, julho 18, 2012

O bacalhau

Aqui vai uma campanha que vale a pena

BREVES



Duas breves notas de Verão.
É absolutamente extraordinário e inaceitável, pelo menos para mim, que existam 250 famílias que beneficiam de RSI e têm no banco depósitos de valor superior a 100.000 euros (!). Tenho de concordar com Pedro Mota Soares: o Estado só deve ajudar e apoiar (com o dinheiro dos contribuintes, note-se) quem precisa.

Registo de interesses: sou muito amigo de D. Januário Torgal Ferreira, que é meu parente por afinidade e presidiu à celebração do meu casamento, e não pretendo agora comentar as suas sucessivas e incessantes declarações polémicas. No entanto, tenho de concordar com Aguiar Branco, Ministro da Defesa: há que fazer a opção se se quer ser comentador político ou Bispo das Forças Armadas.



terça-feira, julho 17, 2012

CABALAS


Há quem justifique a enorme trapalhada política que envolve Miguel Relvas com aquilo a que chamam, segundo os jornais, uma “brutal campanha”. Há que reconhecer que é uma posição muito difícil de vender tendo em conta a realidade.

Não rejeitando que, em tese, podem até ter em reduzida medida alguma sustentação, este género de desculpas conspirativas só agrava o caso, tanto para Relvas como para Passos Coelho, cujo “capital político” (que parecia razoável face às circunstâncias) sofreu nestas últimas semanas uma forte erosão.

Independentemente do juízo que se tenha sobre Relvas, a verdade é que ele se transformou num peso para o Governo e, sobretudo, para o Primeiro Ministro. Chegou-se a um ponto de desgaste de imagem pública tal que talvez já não seja sensato pensar que o decurso do tempo irá esvaziar a crise e resolver o assunto em benefício de Relvas. A coisa, portanto, só tende a piorar. Não querendo, apesar de tudo, comparar as duas personagens, não nos podemos esquecer que Sócrates, de má memória, também apregoava que as suas trapalhadas se deviam uma cabala e achava que bastava aguentar-se para a tormenta passar. É ver o que lhe sucedeu.

Voando sobre um ninho de cucos


Um cortejo de quatro limousinas BMW levou hoje o Sr. Kofi Annan a uma reunião com o Sr. Putin para conversarem sobre a situação na Síria.

Há meses que o Sr. Annan se desloca de hotel de 5 estrelas para hotel de 5 estrelas, a passear um dito “plano de paz” que já deve ir na terceira versão de uma imaginada “transição” em que ninguém acredita. Nunca o Sr. Annan pôs um pé numa aldeia destruída ou numa cidade sitiada ou num bairro bombardeado.

O comunicado do Sr. Annan, a seguir à reunião desta tarde com o Sr. Putin, é mais um daqueles textos vazios em que não se diz absolutamente nada. Entretanto, os massacres sucedem-se uns aos outros e de cada vez o Sr. Annan ajeita os punhos da camisa e verte duas linhas de pomposas lágrimas, enquanto aguarda luz verde para um enésimo chá no palácio presidencial de Damasco. Ainda o havemos de ver, qual Chamberlain revisitado, a acenar um papel ao vento como se o mesmo fosse uma garantia real. 

Este baile indecoroso começa a ser indecente.