sábado, junho 30, 2012
Monti 1 - Merkel 0
A maioria das minhas participações no Nortadas tem incidido na questão europeia. É na Europa que passa grande parte do nosso futuro.
Muito do meu anterior pessimismo perante o descalabro político que tem sido a forma da Europa lidar com a Crise, e que os Mercados tanto têm penalizado, dá lugar agora a uma prudente esperança.
é que na Cimeira Europeia que ontem terminou, parece ter ganho de novo o multilateralismo, a solidariedade, a flexibilidade de posições... a dimensão política de uma Europa que se tenta reencontrar. Perdeu a ambiguidade de vontades, a visão punitiva e a irredutibilidade em volta dos princípios (ainda que positivos) do Ordoliberalismo de Eucken.
A Cimeira tornou menos provável o fim do Euro como elemento agregador de diferentes nações e tradições. Pode é dar azo a um nacionalismo alemão anti-europeu, algo até agora inexistente. A ver vamos...
Para já, apetece dizer Europa 1 - Directório 0
quarta-feira, junho 27, 2012
Portugal
Quero imenso que Portugal hoje ganhe. Terei um prazer sem limites em caso de vitória, tão farta e afirmativa quanto possível, a Castela. Mas, independentemente do que acontecer mais logo, terei sempre um orgulho sentido e enorme em ser Português!
Copy/Paste
Acho graça a esta condenação do Sr. Miguel
Veiga por plágio.
Isto parece uma moda. Nos últimos meses tem
sido um desfiar de plagiadores por esse mundo político europeu. Há um plágio
doméstico, pobretanas e preguiçoso, e há um outro, mais sofisticado: eu estou
aliás convencido de que ainda escrevinham na imprensa portuguesa dita de referência
várias penas que pouco mais são do que fotocopiadoras, mas como no nosso país
pouca gente lê francês, inglês ou alemão, eles passam incólumes e até ganham
prestígio.
terça-feira, junho 26, 2012
Mais um petardo
Um dos convidados pela Câmara do Porto para o
passeio no rio Douro na noite de S. João publica hoje no Público um artigo
contra a ideia de extinção do Tribunal Constitucional.
Este assunto interessa-me pois eu próprio me
questiono sobre a necessidade e utilidade de uma tal instituição num país como
o nosso. A leitura do artigo decepcionou-me pois não encontrei ali nenhuma nova
informação ou argumento que me ilumine sobre o tema.
Invocar os exemplos alemão e norte-americano,
cuja natureza de estados federais implica uma outra complexidade que nos falta,
ademais sem explicitar onde é que tais exemplos demonstram a bondade da
solução, não colhe. Se ao menos enunciasse os prejuízos evidentes nos países
onde não existe um tribunal constitucional..., mas um tal exercício supera as
forças do articulista.
Afirmar a anti-democraticidade da extinção sem
a fundamentar também não deixa de ser uma crença ou, com algum favor, uma opinião.
E parece-me irrisória a ideia simplória de que o que é antigo não presta e de
que o que é moderno tem devir.
De qualquer forma o artigo do eurodeputado
Rangel não deixa de ter algum mérito: ajuda-nos a abrir portas, normalmente as
que ele quereria fechar. A apreciação da constitucionalidade da lei ou de um
acto de poder é um juízo que deve estar ao alcance de qualquer tribunal e se e
quando houver contradição de juízos, pois que se operem as vias de recurso
normais, se preciso for até ao Supremo.
A boutade semi-terrorista de chamar “repartição”
a um Colectivo do Supremo não desqualifica este mas sim o seu autor, o tal que
se erege em defendor da legitimidade do poder judicial. Mas aceitemo-la como um
petardo de S. João, na ressaca do entusiasmo do passeio náutico.
segunda-feira, junho 25, 2012
No debate da Moção de Censura do PCP ao Governo. Com o respeito que o PCP, enquanto partido democraticamente eleito, merece. Com a legitimidade regimental que lhe assiste. A verdade é que, esta moção só conta mesmo para o PCP como prova de vida política. Não será sequer irresponsável, por que a sabem inócua desde o início. Traduz apenas a falta de imaginação e engenho dos comunistas em encotrar soluções novas para problemas que são novos, propostas positivas e construtivas para ajudar Portugal a enfrentar o futuro.
sexta-feira, junho 22, 2012
EVIDÊNCIAS
Bom artigo do José Manuel Fernandes hoje no Público. Há tanto ruído na comunicação social e tanta gente a dizer tanto disparate hoje em dia que às vezes é difícil reparar nas evidências. Em Portugal o Estado habituou-se a gastar mal o dinheiro dos outros, o que nos cobra de impostos e o que pedia emprestado. Por muito que isso impressione o Dr. Mário Soares e o Dr. Miguel Cadilhe, este modelo acabou. Quer porque os contribuintes estão exauridos, nem é moral e politicamente possível aumentar a carga fiscal, quer porque os aforradores não nos emprestam dinheiro. E isto vai ser assim por muitos anos.
quinta-feira, junho 21, 2012
quarta-feira, junho 20, 2012
quinta-feira, junho 14, 2012
O economês bruxelense
Sabem o que é que quer dizer um banco com
risco sistémico ?
Os bancos cuja eventual falência pônha em
causa a boa perfomance dos bancos alemães ou franceses são bancos que comportam
um risco sistémico; os bancos cuja falência pode ‘chatear’ muita gente mas se isso
não belisca um banco alemão ou francês, então esses bancos não envolvem risco sistémico. É esta a
verdade crua que subjaz à nova semântica bruxelense.
Por outras palavras: quando, por exemplo, o
Banif der o estouro, deixá-lo-ão ir ao charco, mais os seus depositantes, se
com isso nenhum banco alemão ou francês perder penas.
Sabem o que quer dizer, no quadro da imaginada
união bancária, a garantia de um fundo europeu para os depositantes de um banco
em apuros?
Significa que só os depositantes de um banco
com risco sistémico poderão beneficiar desse fundo de garantia. Os outros, passem
bem...
Engraçado, não é?
quarta-feira, junho 13, 2012
S.Bento nos acuda...
Portugal teve uma geração de luxo no futebol. Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, Pauleta, etc...
Essa geração juntava ás qualidades técnicas, uma invulgar capacidade “para pensar”, coisa rara no meio dos jogadores de futebol. Além disso cultivava a boa educação e algum recato na sua vida privada, qualidade muito em falta hoje em dia.
Continuo a dizer, apesar de toda a gente dizer o contrário, que não ganhámos nada com essa geração porque tinhamos Scolari, mas isso já passou, não interessa mais.
Agora temos Paulo Bento. Um dos mais medíocres treinadores portugueses disponiveis para a seleção.
É o que temos. Foi um jogador mediano no meio de gigantes. É um treinador teimoso e arrogante, quezilento e obcecado com o que dizem dele. O facto de ontem mais uma vez mostrar que o problema é quem diz mal da selecção, fez-me ter a certeza que a escolha dele para selecionador foi um erro da federação que vamos começar a pagar com a irrelevância futebolística. Para o próprio não há problema, já renovou por mais uns anitos.
O mais importante é que os homens vão, mas as instituições ficam. E a selecção é das poucas coisas por quem os portugueses nutrem genuíno orgulho. Por isso logo à noite, e como faço à longos anos, “iço” a nossa feiosa bandeira republicana na sala (adoro-a), ponho o cachecol e emociono-me com o Hino Nacional.
Tenho esperança que Portugal ganhe à Dinamarca, apesar de Paulo Bento.
Como em tudo, os portugueses só se mexem quando tem mesmo que ser.
Essa geração juntava ás qualidades técnicas, uma invulgar capacidade “para pensar”, coisa rara no meio dos jogadores de futebol. Além disso cultivava a boa educação e algum recato na sua vida privada, qualidade muito em falta hoje em dia.
Continuo a dizer, apesar de toda a gente dizer o contrário, que não ganhámos nada com essa geração porque tinhamos Scolari, mas isso já passou, não interessa mais.
Agora temos Paulo Bento. Um dos mais medíocres treinadores portugueses disponiveis para a seleção.
É o que temos. Foi um jogador mediano no meio de gigantes. É um treinador teimoso e arrogante, quezilento e obcecado com o que dizem dele. O facto de ontem mais uma vez mostrar que o problema é quem diz mal da selecção, fez-me ter a certeza que a escolha dele para selecionador foi um erro da federação que vamos começar a pagar com a irrelevância futebolística. Para o próprio não há problema, já renovou por mais uns anitos.
O mais importante é que os homens vão, mas as instituições ficam. E a selecção é das poucas coisas por quem os portugueses nutrem genuíno orgulho. Por isso logo à noite, e como faço à longos anos, “iço” a nossa feiosa bandeira republicana na sala (adoro-a), ponho o cachecol e emociono-me com o Hino Nacional.
Tenho esperança que Portugal ganhe à Dinamarca, apesar de Paulo Bento.
Como em tudo, os portugueses só se mexem quando tem mesmo que ser.
Dâmasos e Gouvarinhos
O Sr. Gaspar diz que não conhece as condições
do resgate espanhol. Aliás, ao que parece, ninguém conhece ao certo as
condições e juros desse pacote de 100 mil milhões. Mas o ministro alemão diz
que há condições, embora o Sr. Rajoy queira fazer crer o contrário.
Tudo isto já diz em si alguma coisa sobre como se decidem os
dossiers na União Europeia. Se as pessoas soubessem metade de como tudo se
passa, deitavam as mãos à cabeça e agarravam estes políticos pelos colarinhos.
Mas há sempre uma imprensa benévola e uns correspondentes simpáticos que por
ingenuidade, preguiça, conivência ou mera incompetência vendem uma imagem
profissionalizada do que não passa de uma feira de garnisés.
A ideia “mágica” do momento é a de uma “união
bancária”. O que é isso e quem e como tal se organiza e se dirige ninguém
explica porque no fundo ou não sabem ou sabem bem demais. Mas que importa? Fala-se nisso como se falava
em “mais europa”, ou em “união fiscal”, ou outras boutades do género. E há os
que fingem que percebem para não parecerem parvos, há os que julgam que
percebem por serem ingénuos e os que percebem mas calam por serem uns rematados
sabujos.
segunda-feira, junho 11, 2012
"Quando o dinheiro fala a verdade emudece"
Há anos que ouvimos responsáveis políticos
falarem da crise com afirmações que a seguir são desmentidas pela realidade. Entretanto, os dirigentes europeus dizem ir reunir 100 mil milhões para
entregar a Espanha, cujo sistema bancário está muito fragilizado, para não
dizer falido.
Nos últimos dois anos a Comissão Europeia pilotou, por duas vezes, uns ditos stress testes aos bancos europeus que em conclusão afirmaram que estava tudo sólido com excepção de umas três ou quatro Caijas. Na altura, houve quem afirmasse que aqueles testes eram uma fantochada. Hoje percebe-se que quem tal disse tinha inteira razão. Hoje percebe-se sobretudo que não se pode nem se deve acreditar nem nos responsáveis políticos europeus nem nos responsáveis políticos nacionais, sobretudo os “entendidos” que ainda há meses afirmavam que as coisas em Espanha estavam todas resolvidas.
Nos últimos dois anos a Comissão Europeia pilotou, por duas vezes, uns ditos stress testes aos bancos europeus que em conclusão afirmaram que estava tudo sólido com excepção de umas três ou quatro Caijas. Na altura, houve quem afirmasse que aqueles testes eram uma fantochada. Hoje percebe-se que quem tal disse tinha inteira razão. Hoje percebe-se sobretudo que não se pode nem se deve acreditar nem nos responsáveis políticos europeus nem nos responsáveis políticos nacionais, sobretudo os “entendidos” que ainda há meses afirmavam que as coisas em Espanha estavam todas resolvidas.
Palavras chave:
a crise,
banca,
douro,
Espanha,
União Europeia
quinta-feira, junho 07, 2012
Venham mas é para casa
Toda a gente que o deveria saber sabe que o
poder no Afeganistão está entregue a um bando mafioso cujo chefe é o Chefe de
Estado, Hamid Karzai (à direita na foto), e cuja espinha dorsal é toda a sua família. Ali, as
fraudes eleitorais mais grosseiras, a corrupção mais descarada, o nepotismo
mais desenvergonhado, o tráfico de pessoas, de droga e de armas transformado em
indústria nacional, vão de par com a mis en scène mais hipócrita de uma “democracia”
ocidentalizada.
Os nossos sucessivos ministros da Defesa acharam que lhes ficava bem oferecerem, no âmbito da Nato, uns tantos militares portugueses que por lá andam há anos, nem eles sabem bem a fazer o quê. Parece que este luxo nos custa 20 milhões/ano, mas desconfio que seja muito mais.
Os nossos sucessivos ministros da Defesa acharam que lhes ficava bem oferecerem, no âmbito da Nato, uns tantos militares portugueses que por lá andam há anos, nem eles sabem bem a fazer o quê. Parece que este luxo nos custa 20 milhões/ano, mas desconfio que seja muito mais.
O último empossado, o hífen, ainda não sabe se
aqueles 200 e tal militares portugueses ficarão depois de 2014. Está talvez à
espera de umas conversas nos corredores da Nato ou de uma inspiração angélica,
mas entretanto teve a iluminada ideia de lhes (ao poder Karzai) mandar um
cheque de 1 milhão de euros pós-2014, pois acha que devemos continuar a participar senão militarmente pelo
menos financeiramente na pouca-vergonha, até porque somos “ricos”. Não valia
mais abrir uma cantina popular na Pasteleira?
E os massacres continuam
Kofi Annan voltou há dias a Damasco. É preciso
descaramento para ainda
falar no seu "plano" de paz. Há mediações que
são meras coberturas, para não dizer cumplicidades rascas e criminosas. quarta-feira, junho 06, 2012
A miséria política
Se é verdade o que o jornal Público conta
relativamente às declarações da ministra Cristas na Assembleia sobre a “impossibilidade” de
parar o crime do Vale do Tua por falta de verba para as indemnizações, então é
sinal de que não temos nem ministra, nem governo, nem vergonha.
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