Título de notícia no Público on line
"Sócrates apresentará proposta para o casamento no Parlamento gay"
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Não se passa nada
O geyser islandês

Os clientes do BPN e do BPP, que há mais de um ano vêm sendo embalados pelas respectivas administrações e pelas autoridades do sector, deviam acompanhar de perto o que se passa na Islândia, na sequência da bancarrota dos principais bancos islandeses.
Os depositantes estrangeiros, nomeadamente ingleses e holandeses, que lá meteram o seu dinheiro em busca de remunerações fantásticas (e arriscadíssimas) foram ressarcidos pelos seus governos respectivos, os quais entretanto exigem ao Estado islandês o reembolso desse adiantamento. Ou seja, o contribuinte islandês teria de pagar milhares de milhões aos depositantes estrangeiros por causa da falência de bancos que eram privados e foram geridos e supervisionados ao estilo do nosso Faro Fino do Banco de Portugal.
Um terço da população exige um referendo sobre o assunto e as sondagens apontam para uma vitória da recusa ao tal pagamento aos governos estrangeiros. A Comissão Europeia já ameaça com represálias, o FMI torce o nariz e todo o mundo financeiro internacional prepara medidas para fazer ajoelhar e esmifrar um desgraçado país de pouco mais de 300.000 habitantes.
A acompanhar.
Os depositantes estrangeiros, nomeadamente ingleses e holandeses, que lá meteram o seu dinheiro em busca de remunerações fantásticas (e arriscadíssimas) foram ressarcidos pelos seus governos respectivos, os quais entretanto exigem ao Estado islandês o reembolso desse adiantamento. Ou seja, o contribuinte islandês teria de pagar milhares de milhões aos depositantes estrangeiros por causa da falência de bancos que eram privados e foram geridos e supervisionados ao estilo do nosso Faro Fino do Banco de Portugal.
Um terço da população exige um referendo sobre o assunto e as sondagens apontam para uma vitória da recusa ao tal pagamento aos governos estrangeiros. A Comissão Europeia já ameaça com represálias, o FMI torce o nariz e todo o mundo financeiro internacional prepara medidas para fazer ajoelhar e esmifrar um desgraçado país de pouco mais de 300.000 habitantes.
A acompanhar.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Casamento gay
Já o disse, e penso que o PSD me "imitou", que admito que os homosexuais possam ter um contrato civil que lhes permita uma série de coisas.
Não concordo no entanto com a adopção. Gostava no entanto de ver o processo de adopção por casais normais (sim escrevi normais em contraponto a anormais) ser mais célere e eficaz.
Quanto ao mais quero mesmo é que acabem com esta palhaçada e vão ver as filas que estão nos centros de emprego.
Não concordo no entanto com a adopção. Gostava no entanto de ver o processo de adopção por casais normais (sim escrevi normais em contraponto a anormais) ser mais célere e eficaz.
Quanto ao mais quero mesmo é que acabem com esta palhaçada e vão ver as filas que estão nos centros de emprego.
Incongruências partdárias
Na comissão parlamentar PS e PSD conseguiram mostrar para o que servem: para atrapalhar.
O CDS tinha apresentado dois requerimentos que só pecam por tardios: o pagamento do iva ser a 30 dias e o estado pagar juros de mora. Os empata-f#$% do costume uniram-se e uma vez mais estas questões ficam sem discussão.
E é tão básico perceber a bondade destas duas propostas e a necessidade da sua aplicação. Os juros de mora do estado é fazer com que este passe a reger-se pelas mesmas regras pelas quais nos regemos todos nós.
O Iva a 30 dias tem duas vantagens imediatas, pois o estado arrecada mais cedo os valores e as empresas recuperam mais depressa. Mas uma outra vantagem não aparece descrita mas merece reflexão de todos e ser encarada como um forte motivo para enfrentar a fraude. As micro e pequenas empresas vão acumulando iva a restituir ao estado, mas quando escasseiam recursos financeiros é uma tentação deitar a mão ao "pote do iva" e não pagar ou adiar o envio. Se o prazo fosse mais rápido os valores não cresciam tanto e como tal a verba não era tão "apetitosa".
Mas claro que a malta do bloco central não está preocupada em facilitar a vida das empresas mas sim em ver quem mais disparate vai fazendo.
O CDS tinha apresentado dois requerimentos que só pecam por tardios: o pagamento do iva ser a 30 dias e o estado pagar juros de mora. Os empata-f#$% do costume uniram-se e uma vez mais estas questões ficam sem discussão.
E é tão básico perceber a bondade destas duas propostas e a necessidade da sua aplicação. Os juros de mora do estado é fazer com que este passe a reger-se pelas mesmas regras pelas quais nos regemos todos nós.
O Iva a 30 dias tem duas vantagens imediatas, pois o estado arrecada mais cedo os valores e as empresas recuperam mais depressa. Mas uma outra vantagem não aparece descrita mas merece reflexão de todos e ser encarada como um forte motivo para enfrentar a fraude. As micro e pequenas empresas vão acumulando iva a restituir ao estado, mas quando escasseiam recursos financeiros é uma tentação deitar a mão ao "pote do iva" e não pagar ou adiar o envio. Se o prazo fosse mais rápido os valores não cresciam tanto e como tal a verba não era tão "apetitosa".
Mas claro que a malta do bloco central não está preocupada em facilitar a vida das empresas mas sim em ver quem mais disparate vai fazendo.
O Ourives da Paula
Uns posts abaixo, ainda do ano passado, a Paula Faria escreveu sobre o Ourives que é acusado pelo Ministério Público de ter morto uma pessoa. Assim dito parece perfeito e enquadrada a situação. Só que o morto é um assaltante que instantes antes tinha ameaçado de morte e assaltado o ourives. Ele e mais 3 amigos preparavam-se para fugir com 200 mil euros do desgraçado ourives. Que como qualquer ser humano com dois dedos de testa resolveu responder na mesma moeda a quem o tinha ameaçado. É este ou não o enquadramento? é esta ou não a realidade dos factos?
Não percebo por isso algumas almas que vêm com bons olhos que a lei o puna. Mas parece que não sou só eu a pois no facebook já está criado um movimento de apoio.
Não percebo por isso algumas almas que vêm com bons olhos que a lei o puna. Mas parece que não sou só eu a pois no facebook já está criado um movimento de apoio.
Da última fila
Um novo blogue nasceu com o ano 2010. Da última fila e é composto por 4 deputados do cds, 3 maçaricos e 1 nem por isso. Bem vindo sejam.
Em contrapartida, ...

Esta novela das contrapartidas que nos eram devidas por compras de material militar parece não ter fim. O embaixador Pedro Catarino diz que não vai ser possível atingir os 3 mil milhões de euros que supostamente os vendedores estrangeiros reverteriam para empresas portuguesas. Passados 5 anos, mal se atinge 30% da execução expectável.
A primeira questão que me ponho é a seguinte: como se explica que seja um embaixador a gerir estes assuntos? Se é o Ministério da Defesa que está na berlinda, porque razão entra um funcionário do MNE? Será diplomacia a mais ou a menos?
A outra questão parece óbvia: então os contratos cujas cláusulas estabeleceriam as ditas contrapartidas eram omissos quanto a garantias sobre as mesmas?
Há decididamente alguém que fica muito mal nesta fotografia. Para já, o "Público" publica a do Paulo Portas. Eu também.
A primeira questão que me ponho é a seguinte: como se explica que seja um embaixador a gerir estes assuntos? Se é o Ministério da Defesa que está na berlinda, porque razão entra um funcionário do MNE? Será diplomacia a mais ou a menos?
A outra questão parece óbvia: então os contratos cujas cláusulas estabeleceriam as ditas contrapartidas eram omissos quanto a garantias sobre as mesmas?
Há decididamente alguém que fica muito mal nesta fotografia. Para já, o "Público" publica a do Paulo Portas. Eu também.
Acordem
Desta feita é um responsável distrital socialista (Miguel Freitas da federação do PS do Algarve) que vem denunciar o centralismo governamental e o esvaziamento progressivo das competências de várias entidades regionais, nomeadamente da que se ocupa do turismo algarvio (ver jornal "Público" de hoje).
Entre outras coisas, Miguel Freitas denuncia a falta de coordenação dos investimentos públicos na Região e o facto de a maioria das receitas do sector turístico ser desviada para o exterior.
Embora não tenha notícia de que este senhor se tenha assumido como um verdadeiro regionalista, parece evidente que cada vez mais pessoas se dão conta de que o actual modelo de desenvolvimento pilotado pelos poderes centrais de Lisboa é um trambolho que castra o desenvolvimento local e fere a coesão nacional.
A questão da Regionalização exige um debate transversal e uma coragem política que tem faltado sobretudo aos partidos de direita.
Entre outras coisas, Miguel Freitas denuncia a falta de coordenação dos investimentos públicos na Região e o facto de a maioria das receitas do sector turístico ser desviada para o exterior.
Embora não tenha notícia de que este senhor se tenha assumido como um verdadeiro regionalista, parece evidente que cada vez mais pessoas se dão conta de que o actual modelo de desenvolvimento pilotado pelos poderes centrais de Lisboa é um trambolho que castra o desenvolvimento local e fere a coesão nacional.
A questão da Regionalização exige um debate transversal e uma coragem política que tem faltado sobretudo aos partidos de direita.
terça-feira, janeiro 05, 2010
Para ver mais longe
Adivinha quem vem jantar

O Presidente do Conselho Europeu (Van Rompuy), mais o Presidente do Conselho (Zapatero), mais o Presidente da Comissão (Barroso) reúnem-se na próxima Sexta-feira em Madrid para lançarem a presidência espanhola da União Europeia.
Mais reunião ou menos reunião de tanto presidente não aquece nem arrefece, em princípio. Mas a coisa já assusta quando se sabe que o 'nosso' Durão quer anunciar a 'sua' prioridade para os próximos 10 anos, ou seja, a dinamização da economia europeia até 2020.
Ora é nisso que a reunião inquieta. Há dez anos também aprovaram uma coisa chamada "Agenda de Lisboa" que era suposta fazer da Europa a economia mais competitiva do mundo. Viu-se no que isso deu. É portanto de recear que mais dez anos de dinamização matem o doente de vez.
Mais reunião ou menos reunião de tanto presidente não aquece nem arrefece, em princípio. Mas a coisa já assusta quando se sabe que o 'nosso' Durão quer anunciar a 'sua' prioridade para os próximos 10 anos, ou seja, a dinamização da economia europeia até 2020.
Ora é nisso que a reunião inquieta. Há dez anos também aprovaram uma coisa chamada "Agenda de Lisboa" que era suposta fazer da Europa a economia mais competitiva do mundo. Viu-se no que isso deu. É portanto de recear que mais dez anos de dinamização matem o doente de vez.
Deixem-se de mascaradas.
Planos inclinados

Dizem que foram entregues cerca de 500 planos anti-corrupção a um tal Conselho de Prevenção da Corrupção, um apêndice do Tribunal de Contas que agitou o rabo por causa do escândalo da sucata.
Há quem ache isto muito bom (veja-se um editorial do Público de hoje). Pois eu acho isto péssimo. Outros queixam-se de que ainda são poucos planos, que já devíamos estar nos 700 e que ainda há muitas centenas de entidades públicas sem plano anti-corrupção. Eu queixar-me-ia de serem planos demais.
Não conheço nem li nenhum desses planos e por acaso até gostava de ler um. Para rir-me. O que é que pode ser um plano anti-corrupção, por exemplo, da Câmara de Matosinhos? Que balelas lá escreverão para entreter os senhores do tal Conselho?
Tudo isto é um faz de conta sem sentido. Mesmo que existissem 5000 planos não seria por causa dessas resmas de papel, que se arrumarão na estante do fundo da repartição, que mudará um iota a dinâmica mafiosa que se apoderou do aparelho de Estado. Trata-se apenas de uma reacção burocrática que nos distrai do essencial: da degenerescência do nosso aparelho judicial e da falta de transparência das decisões dos que exercem algum poder.
Enfim, uma fantochada.
Há quem ache isto muito bom (veja-se um editorial do Público de hoje). Pois eu acho isto péssimo. Outros queixam-se de que ainda são poucos planos, que já devíamos estar nos 700 e que ainda há muitas centenas de entidades públicas sem plano anti-corrupção. Eu queixar-me-ia de serem planos demais.
Não conheço nem li nenhum desses planos e por acaso até gostava de ler um. Para rir-me. O que é que pode ser um plano anti-corrupção, por exemplo, da Câmara de Matosinhos? Que balelas lá escreverão para entreter os senhores do tal Conselho?
Tudo isto é um faz de conta sem sentido. Mesmo que existissem 5000 planos não seria por causa dessas resmas de papel, que se arrumarão na estante do fundo da repartição, que mudará um iota a dinâmica mafiosa que se apoderou do aparelho de Estado. Trata-se apenas de uma reacção burocrática que nos distrai do essencial: da degenerescência do nosso aparelho judicial e da falta de transparência das decisões dos que exercem algum poder.
Enfim, uma fantochada.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Depois das Festas
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