quinta-feira, dezembro 03, 2009
Um escuro claro

A Lua afasta-se anualmente cerca de 4 cm da Terra. È por isso que chegarà o momento (mas ainda falta um pedaço) em que não mais se poderà assistir a um eclipse total do sol.
Porque razão “foge” a Lua da Terra?
È um bocado complicado para um leigo como eu dar uma explicação inteligìvel, mas esse alargar progressivo da òrbita da Lua à volta da Terra resulta de um fenòmeno ligado às marés e às forças gravitacionais que se exercem mutuamente entre os dois planetas e que, por causa da diferença de velocidade da rotação da Terra (24h para uma rotação completa) comparada com a velocidade da translação da Lua à volta da Terra (cerca de 27,5 dias para uma òrbita completa), ‘devolvem’ à Lua uma força que a afasta, ao mesmo tempo que trava a rotação da Terra (nos pròximos 100 anos o dia serà mais longo 2 milésimos de segundo).
Parece confuso? Claro que não é claro, mas é isso que me fascina nestas noites lìmpidas e frias em que parece que nada muda. E é também por isso que gosto de pôr o nariz no ar e olhar aquele ‘escuro’. È um escuro mais vivo que os vivos-mortos em que tropeço no dia-a-dia.
Porque razão “foge” a Lua da Terra?
È um bocado complicado para um leigo como eu dar uma explicação inteligìvel, mas esse alargar progressivo da òrbita da Lua à volta da Terra resulta de um fenòmeno ligado às marés e às forças gravitacionais que se exercem mutuamente entre os dois planetas e que, por causa da diferença de velocidade da rotação da Terra (24h para uma rotação completa) comparada com a velocidade da translação da Lua à volta da Terra (cerca de 27,5 dias para uma òrbita completa), ‘devolvem’ à Lua uma força que a afasta, ao mesmo tempo que trava a rotação da Terra (nos pròximos 100 anos o dia serà mais longo 2 milésimos de segundo).
Parece confuso? Claro que não é claro, mas é isso que me fascina nestas noites lìmpidas e frias em que parece que nada muda. E é também por isso que gosto de pôr o nariz no ar e olhar aquele ‘escuro’. È um escuro mais vivo que os vivos-mortos em que tropeço no dia-a-dia.
Este video estava aqui no rosa dos ventos...
e porque é fantastico
e porque a lingua é o que verdadeiramente nos distingue... é a nossa identidade, é o unico elemento que verdadeiramente distingue os povos segundo Eduardo Lourenço
pena é que os sucessivos governos não vejam na nossa lingua o aspecto estrategico mais importante da nossa afirmação no mundo
e, por tudo isto e por muito mais aqui fica este magnifico momento de lusofonia
a bem da Nação!!!
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Desemprego II

O João mais abaixo aponta algumas das razões que nos deveriam preocupar para combatermos mais do que o desemprego a estagnação da nossa economia.
Muitas são as causas do nosso atraso mas uma apetece-me destacar usando do analogismo com o futebol: concorrência. E a concorrência aplica-se ao trabalhador e à empresa.
Numa equipa de futebol se um jogador souber que existe outro a lutar pelo seu lugar no onze dá o litro. Caso contrário começa a arrastar-se no campo. Nas empresas é igual.
E uma equipa num campeonato aberto e no qual o árbitro não desiquilibra acaba por se exceder e aplicar-se ao máximo. Nas empresas é igual.
Mas o que temos nós em Portugal:
a) a dificuldade em despedir coloca os trabalhadores num patamar de comodidade grande e pode mesmo fazer de "maça podre" e contaminar as boas. Imagine-se ainda um cenário mais catastrófico:
A empresa X entra num processo de perda de clientes e a crise do mercado leva a que não necessite de todos os empregados que detém. Bastava despedir um para controlar os custos e manter o nível de serviço aos clientes. Só que despedi-lo é quase impossível. O resultado pode ser que a empresa entre em processo de prejuizo constante e não conseguir dar a volta.
b) temos um estado interventor, participante e ao mesmo tempo árbitro. Ao menos isso no futebol não acontece.
Hoje um juiz supremo do tribunal "qualquer coisa" da CEE veio dizer que "golden share" do estado tuga não é legal. Agora falta saber se o tribunal toma essa decisão ou se fica apenas pela opinião pessoal do seu presidente. Mas mesmo que fique sem umas golden o estado português tem tentáculos muito grandes.
O caminho a percorrer está dificil. Haja quem tenha paciência para o desbravar.
Vara, a caução e o disparate nacional
Armando Vara ficou a saber que tem uma caução de 25.000 euros para não dar com os costados na pildra. Nem precisa de mandar robalos, é só um chequezito.
Logo o PS abriu mais uma jornada do campeonato do disparate nacional.
A paciência do povo vai acabar, ai vai vai.
Logo o PS abriu mais uma jornada do campeonato do disparate nacional.
A paciência do povo vai acabar, ai vai vai.
Regionalista pelas piores razões
A Red Bull Air Race vai para Lisboa porque o governo está a negociar com os seus organizadores este cenário. Pelo que tenho lido nada mais convida a esta solução, o douro é melhor para o espectáculo pelas margens estreitas, há uma pista de aviação muito perto (improvisada no Parque da cidade) e tem havido muita adesão do público (números impressionantes de centenas de milhares de pessoas). Apenas um senão para o tempo que pregou uma partida na ultima edição mas que nada garante que não aconteça o mesmo em Lisboa.
Mais uma vez o governo centraliza em Lisboa tudo o que pode. O país já é pequeno mas para os nossos governantes ainda é mais pequeno.
É por isso que eu me estou a transformar num regionalista que nunca fui. Pelas piores razões.
Mais uma vez o governo centraliza em Lisboa tudo o que pode. O país já é pequeno mas para os nossos governantes ainda é mais pequeno.
É por isso que eu me estou a transformar num regionalista que nunca fui. Pelas piores razões.
Desemprego
10,2%. A "barreira psicológica" dos dois dígitos foi ultrapassada. Temos o 5 pior registo da UE. E que lemos, vemos e ouvimos de reacções a isto? Apenas que a culpa é do governo, que a Seg. Social devia actuar mais, que não há politicas de emprego (vulgo o estado dar mais empregos), etc.
Provávelmente será isto que vai ser feito nos próximos tempos e quando a taxa descer 0,2% ou mesmo estabilizar virá alguém dizer que as politicas adoptadas estão a dar resultado.
Desculpem-me se vou ser pouco sensível mas o problema não é o desemprego. O desemprego é um resultado e só se altera um resultado se se atacar a causa (ou causas).
A causa é a nossa cada vez mais reduzida competitividade. Isto é, as empresas portuguesas têm cada vez mais dificuldades em produzir produtos e serviços em melhores condições de qualidade e preço que as empresas estrangeiras. Em especial em preço.
E o preço é função dos custos de produção directos como matérias primas, taxas de juro, Pessoal e indirectos como produtividade.
A qualidade é a capacidade de as empresas diferenciarem positivamente os seus produtos e serviços. Para isto contribui essencialmente a capacidade de inovar e a capacidade de fazer bem.
Por isso a nossa preocupação deveria ser criar condições para que os custos de produção sejam os mais baixos possíveis com a maior inovação e qualidade. Isto transforma em completo o discurso e a prática politicas. Não tem nada a ver com esquerda ou direita, embora a extrema esquerda deteste isto. Tem a ver com uma situação económica péssima do pais que esta crise ainda agravou mais.
Deviamos estar a preocupar-nos exclusivamente com isto e tudo o que isto implica (educação, fiscalidade, peso do estado, etc). Mas parece não ser assim...
Provávelmente será isto que vai ser feito nos próximos tempos e quando a taxa descer 0,2% ou mesmo estabilizar virá alguém dizer que as politicas adoptadas estão a dar resultado.
Desculpem-me se vou ser pouco sensível mas o problema não é o desemprego. O desemprego é um resultado e só se altera um resultado se se atacar a causa (ou causas).
A causa é a nossa cada vez mais reduzida competitividade. Isto é, as empresas portuguesas têm cada vez mais dificuldades em produzir produtos e serviços em melhores condições de qualidade e preço que as empresas estrangeiras. Em especial em preço.
E o preço é função dos custos de produção directos como matérias primas, taxas de juro, Pessoal e indirectos como produtividade.
A qualidade é a capacidade de as empresas diferenciarem positivamente os seus produtos e serviços. Para isto contribui essencialmente a capacidade de inovar e a capacidade de fazer bem.
Por isso a nossa preocupação deveria ser criar condições para que os custos de produção sejam os mais baixos possíveis com a maior inovação e qualidade. Isto transforma em completo o discurso e a prática politicas. Não tem nada a ver com esquerda ou direita, embora a extrema esquerda deteste isto. Tem a ver com uma situação económica péssima do pais que esta crise ainda agravou mais.
Deviamos estar a preocupar-nos exclusivamente com isto e tudo o que isto implica (educação, fiscalidade, peso do estado, etc). Mas parece não ser assim...
GREAT SPEECH
ONCE MORE
THE WORLD IS IN DEBT
THANK YOU US TROOPS
THANK YOU MR. PRESIDENT
THANK YOU AMERICA
THE WORLD IS IN DEBT
THANK YOU US TROOPS
THANK YOU MR. PRESIDENT
THANK YOU AMERICA
terça-feira, dezembro 01, 2009
1º de Dezembro 2012
O título não está errado. É apenas futurologia. No passado ano de 1628 a cidade do Porto foi a primeira a levantar-se contra o dominio dos Filipes, em concreto por causa de um imposto. Esse levantamento ficou conhecido por "Motim das Maçarocas". Nos dias de hoje os motivos de levantamento são muitos. O que me parece é que a fibra das gentes do Porto já não é a mesma. Mas nunca se sabe.
O novo advento

Hoje caí da cadeira.
Ainda estou para saber se foi ela que se partiu ou se foi alguém que me empurrou.
O certo é que estava a ler o artigo do Paulo Rangel no "Público" de hoje sobre o Tratado de Lisboa.
Parece que todas as críticas ao dito tratado são "fáceis e simplistas". Parece ainda que o facto de ser difícil interpretar as suas disposições é, afinal, uma coisa óptima, pois dá espaço para a criatividade e a flexibilidade de soluções. E quem o diz é o mesmo que noutros fóruns acha que o programa "Better Regulation" é uma medalha no peito da Comissão Barroso. Mas não: a nova tese é de que "a complexidade do tratado abre espaço à democracia". É caso para dizer 'Bom-dia à confusão legislativa, mãe imaculada da política'
Sentei-me na cadeira, mas não demorou nada para novo trambolhão. É que uma tal chamada "tecno-estrutura" vai dar agora lugar a uma nova transparência, visibilidade, controlo, e mesmo(sim senhor) democracia. Então não é uma maravilha? Mas como é esse salto? Ai isso não se diz, mas segundo o autor é por causa de um "drive" e de um "input" político à vida da União. Nem mais.
Julguei que se me amarrasse à cadeira não mais nos separaríamos. Ilusão minha. É que faltava a estocada final do Rangel: dúvidas de soberania? Isso é tudo conversa de velhos. O que importa é estar lá dentro e isso da independência é chão que deu uvas. O 1° de Dezembro, dia da Restauração, marca este novo advento: de portugueses passamos a europeieses.
Estas flores do Paulo Rangel começam a cansar-me e acho que mudo de cadeira.
Ainda estou para saber se foi ela que se partiu ou se foi alguém que me empurrou.
O certo é que estava a ler o artigo do Paulo Rangel no "Público" de hoje sobre o Tratado de Lisboa.
Parece que todas as críticas ao dito tratado são "fáceis e simplistas". Parece ainda que o facto de ser difícil interpretar as suas disposições é, afinal, uma coisa óptima, pois dá espaço para a criatividade e a flexibilidade de soluções. E quem o diz é o mesmo que noutros fóruns acha que o programa "Better Regulation" é uma medalha no peito da Comissão Barroso. Mas não: a nova tese é de que "a complexidade do tratado abre espaço à democracia". É caso para dizer 'Bom-dia à confusão legislativa, mãe imaculada da política'
Sentei-me na cadeira, mas não demorou nada para novo trambolhão. É que uma tal chamada "tecno-estrutura" vai dar agora lugar a uma nova transparência, visibilidade, controlo, e mesmo(sim senhor) democracia. Então não é uma maravilha? Mas como é esse salto? Ai isso não se diz, mas segundo o autor é por causa de um "drive" e de um "input" político à vida da União. Nem mais.
Julguei que se me amarrasse à cadeira não mais nos separaríamos. Ilusão minha. É que faltava a estocada final do Rangel: dúvidas de soberania? Isso é tudo conversa de velhos. O que importa é estar lá dentro e isso da independência é chão que deu uvas. O 1° de Dezembro, dia da Restauração, marca este novo advento: de portugueses passamos a europeieses.
Estas flores do Paulo Rangel começam a cansar-me e acho que mudo de cadeira.
GUTEN MORGEN EUROPE.....

PRIMEIRO DIA DO TRATADO DE LISBOA...
acordei às 08h40m...levantei-me, tomei banho, lavei os dentes, fiz a barba, vesti-me, apanhei o autocarro, entrei no Tribunal às 09h15m...tomei o pequeno-almoço, subi ao meu gabinete onde pousei o sobretudo e o chachecol, peguei no dossier e fui para julgamento.
Terminei o julgamento por volta do meio dia seguido de uma breve troca de impressoes subi novamente ao meu gabinete vi os e-mail da manha, espreitei o nortadas e escrevi este post. Olhei para a janela do meu gabinete e tudo na maior das calmarias...
pela amostra e até agora aparentemente nada mudou para o comum dos mortais....
mas como se diz....as aparencias iludem.
JA É TEMPO ...

Depois de amealhar mais uma derrota avassaladora o Bastonário da Ordem dos Advogados não pode continuar indiferente às sucessivas derrotas que tem tido no seio da Ordem dos Advogados.
Já é tempo do Bastonário perceber e mudar porque essa é a unica atitude inteligente e democrática.
Não perceber o que representam estas derrotas e as criticas que os seus pares lhe fazem e insistir pelo mesmo registo é o pior serviço que o Dr. Marinho Pinto pode fazer à Ordem dos Advogados, aos Advogados, ao prestigio da Advocacia e a ele mesmo.
A Justiça e a Advocacia vivem tempos particularmente dificeis que para se enfrentarem importa ter uma Ordem unida e um Bastonário respeitável e respeitado por todos.
É esse o caminho que é necessário percorrer
a bem da Nação!!!!
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