
sexta-feira, maio 08, 2009
"Rumores"
Fernando Vasquez, um jovem jornalista do Porto com obra feita na imprensa internacional, lançou há semanas uma publicação mensal online ("Rumores") que merece a melhor atenção. Ao 'el nando', um abraço com toda a amizade e os votos de um franco sucesso.
A tenaz

A Emfesz, a maior empresa de distribuição de gás da Hungria, acaba de ser comprada, numa rocambolesca operação, pela RosGaz, uma empresa sediada na Suíça e que é uma subsidiária da Gazprom russa. As manobras de cerco haviam já começado em Abril (veja-se aqui), mas a estocada final surge agora.
i k bom
o novo diário i está de parabéns
boa imagem gráfica
estilo novo
bons conteúdos
e que falta fazia um jornal diário diferente dos demais.
Vou estar diariamento atento ao i
www.ionline.pt
a bem da Nação!!!!
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quinta-feira, maio 07, 2009
"O Estado do Estado"
Embora com vontade de o fazer, confesso que ainda não tinha falado do livro "O Estado do Estado” do Paulo Rangel, porque ainda não o tinha lido até ao fim. Impressionantemente bem escrito, a ideia mais importante que me ficou da leitura destas 187 páginas de ensaio político foi a da necessidade de transformação de um Estado que já não é, de uma realidade política que algures, num processo que situa entre a queda do Muro de Berlim e o 11 de Setembro, deixou pura e simplesmente de existir, ou de ser reconhecível nos moldes tradicionais, justificando um novo processo constituinte e um repensar das suas estruturas face à sua incapacidade de resolução de problemas e do surgimento de novas instâncias globais de decisão. É mesmo esta multiplicação de poderes dentro e fora do Estado, a necessidade de articular poderes de regulação completamente distintos e colocados a diferentes níveis normativos, a urgência em garantir as liberdades das pessoas, e a perda da base territorial do Estado, que levam a falar de uma medievalização do poder contraposto ao modelo do Estado moderno que se deixou afirmar na Europa a partir do séc. XVI e XVII. Retomando um tema que sempre lhe foi caro, e sobre o qual escreveu há já uns anos no seu “Repensar do poder Judicial”, faz entroncar aqui, nesta “nova” necessidade de legitimar e exercer o poder e de o controlar, a questão da legitimidade e função dos tribunais. Uma vez que “os órgãos de Governo típicos – o Parlamento e o Governo Administração – perdem todos os dias capacidade de resposta e de actuação”, os tribunais assumem um papel cada vez mais importante na resolução dos conflitos sociais. Quer dizer: à medida que a lei perde em clareza, publicidade e precisão, à medida em que se vai tornando impossível aos órgãos legiferantes controlar as necessidades de enquadramento e de justiça do caso concreto, torna-se imperativo que os tribunais desempenhem parte do papel político de definição da justiça do caso, saltando muito para além da sombra da aplicação subsuntiva da norma jurídica como resultou da repartição de poderes saída da Revolução Francesa, e como foi sendo mantida por sucessivas Constituições até hoje. Mas o que, ao mesmo tempo, não pode ser feito sem repensar a legitimação e o controle democrático da investidura e actividade dos juízes e o sentido do próprio princípio da independência judicial. Depois de chamar a atenção para as fragilidades do Estado tal como ainda o entendemos, Paulo Rangel trata da questão europeia e da Constituição europeia, e a esse nível mostra-se um europeísta e um federalista convicto. Analisando os mecanismos de evolução constitucional constata como a Constituição portuguesa se foi sucessivamente adaptando a realidades e a imperativos constitucionais distintos, e conclui que, muito embora se trate agora de muito mais do que isso, o que coloca em crise o próprio paradigma constitucional que se foi mantendo, ao mesmo tempo não será por aí, pela adesão a uma Constituição Europeia que se perderá a identidade nacional que, julga, sairá mesmo reforçada pela necessidade de se pôr em contacto com outras realidades constitucionais. Mas o alerta e a nota de crítica política mais profunda deixou-a porventura para o fim, onde se debruça sobre as relações entre democracia, liberdade e claustrofobia. Sublinha aqui a necessidade de impor uma “democracia material ou de qualidade” que passa pela garantia da liberdade de expressão e comunicação e pelo pluralismo como pressupostos da escolha democrática. Pois, diz, “como garantir e realizar essa democracia de valores, essa república da tolerância e do pluralismo, se nunca como hoje se sentiu uma tão grande apetência do poder executivo para conhecer, seduzir e influenciar a agenda mediática”? E os alvos de condicionamento não são só os jornalistas e os media, mas o próprio cidadão comum: “a conjugação de uma grave crise económica com um discurso oficial de pensamento único, de auto elogio maniqueísta e de optimismo compulsivo, produz uma atmosfera propicia ao medo e ao receio do exercício da liberdade crítica e da assunção pública da divergência”. Alertando ainda para o que designa como “opressão fiscal” e tentativa de manipular as garantias criminais. Gostei muito da leitura, quer como modo de compreensão da nova realidade do Estado quer do pensamento do Paulo Rangel como político e candidato às eleições europeias. Só lhe peço desculpa como amiga se, em algum momento da minha apressada escrita como blogger, atraiçoei a verdade do que ele pensa, ou do que quis dizer...
Preto no branco

Ensinaram-me que o inventor da tipografia que revolucionou a edição da escrita, substituindo a cópia manuscrita pela impressão mecânica, o que facilitou enormemente a produção de livros, foi um certo Gutenberg, nos anos de 1450, algures entre Estrasburgo e Mayence.
A sua primeira publicação em letra de imprensa, uma Bíblia, terá tido um imediato sucesso.
Um observador rigoroso detectará nos dois parágrafos anteriores várias inverdades (gosto desta palavra 'inverdade', parece elegante, suave).
Uma delas diz respeito ao sucesso comercial desse primeiro trabalho: foi um desastre. As dívidas contraídas para conseguir produzir os 180 exemplares dessa primeira Bíblia levaram-no a tribunal, pois os exemplares acumulavam-se na estante do atelier sem que a procura correspondesse às expectativas iniciais.
A sua primeira publicação em letra de imprensa, uma Bíblia, terá tido um imediato sucesso.
Um observador rigoroso detectará nos dois parágrafos anteriores várias inverdades (gosto desta palavra 'inverdade', parece elegante, suave).
Uma delas diz respeito ao sucesso comercial desse primeiro trabalho: foi um desastre. As dívidas contraídas para conseguir produzir os 180 exemplares dessa primeira Bíblia levaram-no a tribunal, pois os exemplares acumulavam-se na estante do atelier sem que a procura correspondesse às expectativas iniciais.
Uma outra inverdade é que tenha sido publicada no que se chama hoje letra de imprensa. Na verdade, Gutenberg utilizou caracteres que imitavam a escrita manual, num estilo meio-gótico, pois achava que quanto mais essa Bíblia fosse parecida com as existentes, mais sucesso teria.
Mas o mito mais impressionante desta curiosa história consiste no facto de que a técnica da utilização de caracteres individuais (letras ou tipos), sobre os quais se derramava uma tinta que, com a ajuda de uma maquineta de pressionar azeitonas ou uvas, se 'imprimiam' numa folha de papel, fora já no essencial imaginada e aplicada duzentos anos antes por orientais.
De facto, foi no tempo do império mongol Yuan (e sublinho mongol, em contraposição a chinês), onde em países hoje ocupados pela China já se imprimiam livros com base em tábuas de madeira em que se esculpira ao invés (como se fora a imagem do texto no espelho) uma página inteira, que se fizeram as primeiras produções de livros utilizando caracteres individuais amovíveis. Pi Sheng fabricava estes caracteres em barro, mas depois, na actual Coreia, já usavam tipos em metal e ali foi publicado em 1234 o primeiro livro de acordo com esta técnica.
Então, porque razão essa descoberta "chinesa" não vingou?
Porque os alfabetos orientais requeriam a manipulação de milhares de caracteres (portanto, muito demorada), o papel de então era esponjoso (tipo papel-higiénico), não dispunham de máquinas de premir (pois não havia ali o costume de fazer azeite ou espremer as uvas), e sobretudo não estavam politicamente interessados em divulgar textos ou a informação.
Gutenberg não tem culpa do mito. Aliás, tem méritos enormes, pois descobriu a boa liga de chumbo para os seus caracteres, lembrou-se do que vira nos lagares de azeite, inventou uma mesa e um sistema que lhe facilitava a manipulação de duas centenas de caracteres (maiúsculas, minúsculas, pontuação e outras subtilezas), percebeu que precisava de um papel mais duro e de uma tinta com menos água, mas não foi o inventor da imprensa, foi talvez o seu re-inventor, e beneficiou de uma época especial em que, devido às polémicas dos protestantes, passou a haver um enorme apetite pela leitura da Bíblia, ao que se juntava a garantia de que todos leriam a mesma versão.
quarta-feira, maio 06, 2009
Bruni-Antoinette
O Governo francês está oferecer milhares de CDs de Carla Bruni juntamente com vouchers de queijo e vinho. Segundo o Ministério da Agricultura trata-se de uma campanha – no mínimo, bizarra - para divulgar a produção nacional no estrangeiro, mas os contribuintes franceses parece que não estão a gostar nada de ver o dinheiro dos seus impostos a ser gasto na promoção da primeira dama de França, que gasta à vontade num país que conta já com cerca de dois milhões de desempregados, e que está a braços com uma forte crise financeira. Ainda há bem pouco tempo a Bruni-Antoinette passou com o seu Luís um fim de semana no México por 3.500 euros a noite, o que é bem capaz de dar umas ideias aos novos revolucionários….no séc. XXI será a suína, em lugar da guilhotina?
O vento levantou-se!

Há um novo entusiasmo à direita do PS.
Os ataques histéricos ao cabeça de lista do PSD, ao Paulo Rangel, são um estímulo e são, já em si, uma vitória.
O lançamento do seu livro "O estado do Estado", ontem em Lisboa, foi um tocar a rebate e o despoletar de uma nova energia. O Rangel tem espessura e consistência (leiam-no), o que por si só é uma optima novidade neste cinzentismo dos carreiristas do costume.
Se a essa nova energia se juntar uma alegria nova, feita de verdade e de confiança, então talvez haja esperança de que as eleições europeias sejam o começo do fim do socratismo. Abriu-se uma janela.
Força!
À bolina, tudo!
PAPAS E BOLOS
Segundo o Ministro Manuel Pinho, Paulo Rangel tem de comer muita Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta. Esta discussão de papas e bolos só tem um vencedor: Paulo Rangel. Paulo Rangel consegue a proeza de mobilizar diariamente uma task force de vários ministros que apenas se concentram em responder taco a taco ao cabeça de lista do PSD. A verdade é que nos últimos quatro anos nenhum líder do PSD conseguiu causar tamanha preocupação ao PS e ao Governo como Paulo Rangel. Paulo Rangel não discute com o candidato Vital, faz campanha sózinho cercado pelo Governo, nem mais nem menos. Isto será um sinal?
MEPICES
A propósito das recentes sondagens Rodrigo Neiva de Oliveira escreve no blog do Público vaticinando o fim do CDS e o renascer de um Socialismo Cristão ao Centro com o MEP
http://eleicoes2009.info/legislativas/a-longa-agonia-do-cds-e-o-futuro-do-mep/comment-page-1/#comment-1752
Embora me pareçam pertinentes as criticas que RNO faz ao CDS parecem-me sem sentido os paralelismos que RNO tenta extrair desse facto.
O CDS é um partido perfeitamente enraizado e solidificado na sociedade e que, naturalmente, passa por bons e maus momentos sendo este um péssimo momento.
Mas o CDS não se esgota nos seus lideres. Sobrevive e sobreviverá sempre às lideranças sejam elas quais forem.
Fazer qualquer tipo de paralelismo com o MEP parece-me absurdo.
Como é evidente estamos a falar de 2 campeonatos bem diferentes.O CDS joga na 1ª liga sendo um partido do arco da governabilidade e com um capital eleitoral que mesmo em agonia está muitos furos acima do MEP.
O MEP por mais méritos que possa ter não passa para já de um infante que joga nos juniores da II liga o que, na prática faz toda a diferença até porque o CDS tem uma máquina de campanha e de acesso aos media que lhe permite passar a mensagem.
Depois parece-me péssima estratégia para o MEP a mensagem que contém este texto de RNO. Percebo que os dois principais partidos (PS e PSD) pretendam empurrar o MEP para uma das franjas como o Rodrigo aqui tenta fazer passar.
O MEP segundo me foi dado a perceber assume-se como um partido do centro e é aí que pretende ir buscar o grosso do seu eleitorado o que faz sentido uma vez que é aí que tem mais potencialidade de crescimento, mas nestas eleições ter um partido como o MEP a disputar eleitorado (por mais pouco que seja) ao centro é algo que o Engº Sócrates não quer.
Se o MEP for no engodo de RNO acaba por ir disputar eleitorado de direita que já por si é pouco, perde potencialidade de crescimento e não passará de um fenómeno pontual e sem grande expressão como foi a Nova Democracia (embora com motivos e por razões muito diferentes).”
A bem da Nação!!!!
http://eleicoes2009.info/legislativas/a-longa-agonia-do-cds-e-o-futuro-do-mep/comment-page-1/#comment-1752
Embora me pareçam pertinentes as criticas que RNO faz ao CDS parecem-me sem sentido os paralelismos que RNO tenta extrair desse facto.
O CDS é um partido perfeitamente enraizado e solidificado na sociedade e que, naturalmente, passa por bons e maus momentos sendo este um péssimo momento.
Mas o CDS não se esgota nos seus lideres. Sobrevive e sobreviverá sempre às lideranças sejam elas quais forem.
Fazer qualquer tipo de paralelismo com o MEP parece-me absurdo.
Como é evidente estamos a falar de 2 campeonatos bem diferentes.O CDS joga na 1ª liga sendo um partido do arco da governabilidade e com um capital eleitoral que mesmo em agonia está muitos furos acima do MEP.
O MEP por mais méritos que possa ter não passa para já de um infante que joga nos juniores da II liga o que, na prática faz toda a diferença até porque o CDS tem uma máquina de campanha e de acesso aos media que lhe permite passar a mensagem.
Depois parece-me péssima estratégia para o MEP a mensagem que contém este texto de RNO. Percebo que os dois principais partidos (PS e PSD) pretendam empurrar o MEP para uma das franjas como o Rodrigo aqui tenta fazer passar.
O MEP segundo me foi dado a perceber assume-se como um partido do centro e é aí que pretende ir buscar o grosso do seu eleitorado o que faz sentido uma vez que é aí que tem mais potencialidade de crescimento, mas nestas eleições ter um partido como o MEP a disputar eleitorado (por mais pouco que seja) ao centro é algo que o Engº Sócrates não quer.
Se o MEP for no engodo de RNO acaba por ir disputar eleitorado de direita que já por si é pouco, perde potencialidade de crescimento e não passará de um fenómeno pontual e sem grande expressão como foi a Nova Democracia (embora com motivos e por razões muito diferentes).”
A bem da Nação!!!!
Pinhices

Temos de compreender o Ministro da Economia no affair Maizena. Apelando à sua veia "gourmet" somente utilizou e invocou o nome de um produto tradicional, assim cooperando com o seu amigo e presidente da AICEP, na promoção interna de mais uma marca internacional....!
Palavras para quê... até nas gaffes mais reles e vulgares este Governo, e em particular este Ministro, é coerente ao denunciar a total e absoluta ausência do mais fino esgar de consistência.
É por estas e por outras que - segundo o relatório da Primavera da Comissão Europeia - a crise em Portugal, tem o patrocínio da Duracell - será que foi Manuel Pinho, em cooperação com Basílio Horta, que arranjou mais este IDE?
Ministro incompetente

As boas papas são as Cerelac. Isto toda a gente sabe, excepto o Ministro da Economia que até aqui revela a sua incompetência.
A Maizena serve para o leite-creme, e para engrossar o molho do bife (quando não há natas).
Este ministro tem de ir para a rua! Basta!
Palavras chave:
cerelac,
jac,
maizena,
ministro da economia
Partido de um homem só
O CDS tem sido atacado por ser o partido de PP e PP ser apenas ele o CDS. O partido do homem só. Mas nunca ninguém se lembrou de dizer o mesmo do bloco de esquerda. Louçã, Portas, a cara bonita da Ana Drago e Teixeira Lopes. Para isso também o CDS tem e sobra. Mas de facto a esquerda extremista tem destas coisas.
Sondagens
Não sou perito em sondagens nem pretendo ser. Nem vou discutir se o CESOP costuma falhar por baixo ou por cima em relação ao CDS. O que me preocupa é se os valores do bloco de esquerda se vierem a verificar. Não sei se fuja. Já alguém conseguiu imaginar um governo de coligação socialista e bloquista? Louçã como ministro da economia e Miguel Portas ministro da educação? ainda iamos ter saudades de Augusto Santos Silva.
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