quarta-feira, maio 06, 2009

Pinhices


Temos de compreender o Ministro da Economia no affair Maizena. Apelando à sua veia "gourmet" somente utilizou e invocou o nome de um produto tradicional, assim cooperando com o seu amigo e presidente da AICEP, na promoção interna de mais uma marca internacional....!
Palavras para quê... até nas gaffes mais reles e vulgares este Governo, e em particular este Ministro, é coerente ao denunciar a total e absoluta ausência do mais fino esgar de consistência.
É por estas e por outras que - segundo o relatório da Primavera da Comissão Europeia - a crise em Portugal, tem o patrocínio da Duracell - será que foi Manuel Pinho, em cooperação com Basílio Horta, que arranjou mais este IDE?

Ministro incompetente



As boas papas são as Cerelac. Isto toda a gente sabe, excepto o Ministro da Economia que até aqui revela a sua incompetência.

A Maizena serve para o leite-creme, e para engrossar o molho do bife (quando não há natas).

Este ministro tem de ir para a rua! Basta!

Partido de um homem só

O CDS tem sido atacado por ser o partido de PP e PP ser apenas ele o CDS. O partido do homem só. Mas nunca ninguém se lembrou de dizer o mesmo do bloco de esquerda. Louçã, Portas, a cara bonita da Ana Drago e Teixeira Lopes. Para isso também o CDS tem e sobra. Mas de facto a esquerda extremista tem destas coisas.

Sondagens

Não sou perito em sondagens nem pretendo ser. Nem vou discutir se o CESOP costuma falhar por baixo ou por cima em relação ao CDS. O que me preocupa é se os valores do bloco de esquerda se vierem a verificar. Não sei se fuja. Já alguém conseguiu imaginar um governo de coligação socialista e bloquista? Louçã como ministro da economia e Miguel Portas ministro da educação? ainda iamos ter saudades de Augusto Santos Silva.

terça-feira, maio 05, 2009

Até nos cemitérios...

Ainda sobre o Vital Moreira

A gente olha para o homem e fica com a ideia de que aquela cara não nos é desconhecida. Deite-me a pensar e descobri: o Vital Moreira é a cara chapada do Avô Cantigas - os dois cabiam direitinho naquela rúbrica do saudoso 'Independente' chamada 'Separados à nascença'.

segunda-feira, maio 04, 2009

35 anos

Infelizmente, os mentores e os seguidores de Abril (leia-se 25 de Abril de 1974) ainda não aprenderam a lidar com as novas gerações. Não que me considere da nova geração, mas tinha 10 anos em 1974, o que me faz ter algum (feliz) distanciamento com o regime do Estado Novo e uma integração quase total com a nossa vida dita democrática. Todos os anos vemos e lemos as mesmas histórias: os capitães de Abril, onde aparecem sempre os mesmos protagonistas que, na maior parte dos casos, alinhavam com o Partido Comunista, na tentativa de criar um regime totalitário, tipo “democracia cubana”. Ainda não houve a preocupação de tentar analisar friamente o que mudou. Para melhor e para pior. Se é que mudou muita coisa. O que parece ser consensual é que vivemos melhor (materialmente falando), embora com dívidas, por vezes, impossíveis de liquidar; e que temos liberdade de expressão. Embora também neste último caso, muitas vezes é uma liberdade condicionada. Primeiro, porque nem todos têm acesso aos órgãos de informação para manifestarem a sua opinião sobre assuntos sérios (a não ser que queriam forçar-me a aceitar que aqueles programas da manhã e sobre o futebol são exemplos de liberdade de expressão). Mas o principal problema é mesmo o “pensamento único” nacional, europeu e quiçá global. “Pensamento único” é a suposta corrente natural que os media fazem alastrar, sobre certos temas, que é dada como adquirida e em que é quase impossível ser-se contra, sob pena de sermos “condenados” ao isolamento ou até insultados. Exemplos: que ninguém ouse defender George W. Bush; que ninguém ouse contrariar a aceitação dos casamentos gay; que ninguém ouse dizer que Fidel Castro é um Ditador, pelo menos igual aos seus “pares” no continente americano e, porventura, bem pior que Salazar; que ninguém seja contra o Aborto nos moldes actuais, etc, etc, etc. Enfim, apenas alguns exemplos em que a liberdade de expressão é, no mínimo, ignorada. Essa dita corrente “obriga-nos” a aceitar que existem órgãos de informação de excelência, nos quais devemos acreditar piamente. Regra geral, jornais tradicionalmente alinhados à esquerda que, em determinado momento da história, foram um exemplo, mas que hoje são um produto como qualquer outro e, quiçá, sem viabilidade financeira, nem intelectual. Tipo Portugal e os portugueses que ainda vivem a reboque do Infante D. Henrique, numa onda de glória e de coragem que ninguém nos reconhece. E bem! Assim, voltemos ao início: o que mudou? Quase que me apetece ironizar e reconhecer a capacidade realizadora dos revolucionários que, em pouco tempo, “construíram” pontes, estádios, praças, estradas, escolas, etc…Sim…estou a ironizar com a onda de novos baptismos de algumas obras realizadas durante o Estado Novo. Para mim, é um atentado à nossa história e uma mediocridade intelectual mudar todas as referências ao antigo regime. Um dia, vamos ter, por exemplo, o Bloco de Esquerda, a querer apagar a memória de um ou outro Rei. A ver vamos. Um povo que não entende o seu passado, não está preparado para o futuro. Mas o grande problema é mesmo a educação. O acesso livre e obrigatório ao ensino acabou por provocar uma invasão de novos alunos, sem que existissem professores em quantidade e sobretudo em qualidade. Não é só em recursos naturais que somos pobres. Assim, em poucos anos as escolas encheram-se de alunos que foram forçados à escolaridade obrigatória, mas sem professores que soubesse educá-los e prepará-los para a vida. O resultado está à vista! Antes tínhamos respeito pelos nossos professores, hoje é uma das profissões mais espezinhadas. Do reinado do Professor passamos para o reinado do aluno. Tal como as forças de segurança. Antes eram respeitadas, hoje são ridicularizadas e atacadas sempre que nos querem proteger. Ou alguém acredita que, regra geral, os polícias disparem ou batam porque lhes apetece sobre pessoas que têm sempre uma infância ou uma adolescência problemática? Em resumo, tudo o que exercia autoridade neste país foi desacreditado. Por último, os Pais. Com a procura ou necessidade de aumentar o nosso bem-estar e, em muitos casos, por mera sobrevivência, fomos todos à procura de mais e melhores empregos. Com esta realidade, sobra pouco tempo e, por vezes, paciência, para exercer a autoridade necessária sobre os nossos filhos e dar-lhes o básico que qualquer ser humano deve ter: educação. Somos hoje um povo mal formado. Em todos os aspectos. E as excepções ou fogem do país ou são “absorvidas” pela mediocridade reinante. Mesmo na economia, os “patrões” do antigo regime são quase os mesmos de agora. As empresas públicas foram inviabilizadas em 2 anos (1975 e 1976), com a entrada de milhares de trabalhadores desnecessários e novos. Ainda hoje pagamos essa aventura. Por tudo isto, o melhor do 25 de Abril de 1974, foi mesmo a eleição do Obama. Agora a sério: o melhor é que continuamos a viver num país provinciano e pacato e isso, em muitos aspectos, tem piada, é pacífico e ninguém nos chateia muito. Porreiro pá!

Nuno Ortigão

NB. O meu mais rasgado elogio a quem se lembrou de colocar aquela bandeira nacional no cais de Gaia. Cada vez que a vejo sinto orgulho em ser português. Um exemplo a repetir, pelo menos, em todos os edifícios públicos.


Nuno Ortigão
(por perda da password via interposta pessoa)

Vital, alguém lhe "bate" outra vez pf?

É o que apetece perguntar.
Há 4 dias que estamos nisto. O Vital a jurar que eram do PCP os que o agrediram e o PCP a assobiar para o lado. Quanto mais tempo vai durar esta discussão sem qualquer interesse?
Vital e o PS perceberam a vantagem do que lhes aconteceu no dia 1 de Maio. Estão convencidos que ganharam a "sorte grande" mas só lhes saiu a "terminação". Ora a "terminação" gasta-se mais rapidamente. O problema é que eles não perceberam e o que era uma vantagem está a tornar-lhe num aborrecimento. E com aborrecimentos não se ganham votos.
Por isso ou lhe "batem" outra vez (sem que aquele faustoso penteado se desmanche) ou lá tem ele de voltar aquela campanha chata do "nós europeus" quando o povo o que acha é que "nós sem dinheiro".
Que haja paciência!

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Começa o Verão, o FCP é campeão... É bom quando nos tempos que correm verificamos que há coisas com as quais podemos sempre contar. A instabilidade e a incerteza trazem muita intranquilidade aos povos.

Manhosos!

Não gramo o Vital.
Aquela pose empoeirada, aquela vaidadezinha "olhem como sou inteligente", enfim, aquela lambisgoísse em relação ao governo socratino fazem-me urticária nos dedos dos pés.

Mas não se pode admitir o caceteirismo das hostes do PC. Sei, por experiência própria e por marcas no corpo, que a arraia do PC derrapa para o enxovalho e para a agressão social-fascista com a facilidade com que certos calçam a chinela. Está-lhes no sangue e no ADN ideológico, por muito verniz que ponham.

Dito isto, é óbvio que o Vital foi lá buscar o que queria: uma provocaçãozinha, não estivesse ele acompanhado por dois ex-MRPPs peritos nessas coisas, a Ana Gomes e o outro, o da pêra, nem me lembro do nome. E agora vamos ter de o aturar a exigir desculpas e pomadas. Que chatice!

Allô, allô, e agora faço o quê?

Não consigo perceber aquela história de terem libertado os piratas.
Afinal, o que anda a fazer a fragata (ou lá o que é) 'Corte-Real' nas águas do Índico? Como é possível, depois de uma operação de sucesso, largar os piratas sob pretexto de que em Portugal os actos de pirataria não estão tipificados como crime? Isto não é um convite para os ditos piratas se virem instalar aqui ao largo da nossa costa e aqui actuarem impunemente?

Com que instruções concretas e precisas partiu a 'Corte-Real' para as águas do Índico? É preciso telefonar? Mas isto não soa tudo a uma brincadeira de miúdos e a irresponsabilidade? E ninguém se indigna ou faz perguntas?

Tirem-me daqui!

sexta-feira, maio 01, 2009

O Sapo

Há um história engraçada (que não sei se tem validade cientifica) segundo a qual um sapo que é atirado para água quente reage saltando para fora dali enquanto que se for mergulhado em água á temperatura normal e essa água for sendo aquecida até ferver, o mesmo sapo morre cozinhado.

É uma boa metáfora para o que está a acontecer com o ataque às nossas liberdades individuais. A água vai sendo aquecida lentamente e nós não reagimos e vamos lá ficando.

Um belo dia estamos cozinhados, com as nossas contas bancárias na praça pública e tendo de provar inocência perante qualquer acusação que nos façam (o que já acontece com dívidas fiscais). Ou mesmo em coisas mais pequenas que a propósito de uma qualquer regulação nos é imposto um comportamento ou uma escolha.

Um belo "claim" de campanha volta a ser o de reclamar pela liberdade. Não a liberdade perante algo que deixou de existir há 35 anos atrás, mas liberdade para ter privacidade, para viver como queremos, para inventar o que nos possa apetecer.
Só espero que não seja tarde demais...

1° de Maio


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