As aragens pesadas que vêm do Irão, bem como o sempre ubíquo Terrorismo, trouxeram uma vez mais o tema reincidente do choque de civilizações. Curiosamente, no nosso espaço público, chegou-se, de uma forma muito convergente, à conclusão que o problema de fundo não é civilizacional. Tudo reside numa simples questão de identidade. Ouvem-se vozes, até, reconduzir vários temas da actualidade a uma dissonância na partilha de identidades, sejam elas a sexual, a religiosa, a política....! É evidente que esta pertinente ideia tem as suas virtudes, pois ajuda a enquadrar algumas questões incatalogáveis. Todavia, remeter o problema do Fundamentalismo Islâmico à mera gestão das identidades, é meter o Rossio na Betesga. Ainda ontem, Prado Coelho, no Público, invoca a "guerra das identidades" como um sintoma da multiculturalidade, e insiste na tecla.
Ora, absolutizando o enunciado, não concebo que se designe por conflitos de identidade e se coloque no mesmo saco, divergências religiosas ou de cariz sexual...! Nomeadamente o Fundamentalismo Islâmico não pode ser encarado, por exemplo, como uma mera questão de identificação com determinada leitura integralista do Islão. Este simplismo só se percebe por uma tentativa obsessiva de rotulação, de qualificação. E, já agora, de alívio.
Como já aqui expus, por diversas vezes, há identidades e identidades. E há as que são verdadeiras idiossincrasias culturais. Que lançam as suas raízes no mais fundo da Cultura de onde emergiram. Só o discurso do politicamente correcto permite a simplificação fácil de questões cuja génese radica nos traços, esses sim, identitários de uma Civilização. E o neo-Terrorismo é um deles.
Cada Cultura tem os seus valores e as suas referências, os seus arquétipos. Etiquetá-los como sendo meras questões de identidade - no sentido de uma adesão individual e não colectiva - é prescindir dos mesmos, e revela um relativismo atroz que faria empalidecer o próprio Bachelard. É nesta peugada que vimos, perplexos, a intervenção de Freitas do Amaral. Foi exemplo bem acabado de quem prescinde dos seus valores e do respeito pelos mesmos, para defender os dos outros. Ora, isto ultrapassa qualquer subjectivismo relativizador: é um sofisma. E é esta a parte perversa do argumentário dos defensores das "guerras de identidades".
quinta-feira, março 09, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
Parabéns Benfica
O REGRESSO DO PRODIGO
Manuel Monteiro vai regressar ao CDS? Todos não são demais? E, já agora, porque não o próprio Freitas?
Eu, sinceramente, acho que a notícia só pode ser piada. Tanto Manuel Monteiro como o partido têm, com certeza, dignidade e memória e, portanto, não estou a ver como é que qualquer deles se sujeitaria a isso. Manuel Monteiro saiu porque quis, em colisão com o partido e não somente com uma certa liderança. Se Manuel Monteiro apenas discordava de uma direcção, naturalmente conjuntural, escusava de ter fundado um partido cujo único objectivo foi o de combater sistematicamente o CDS. Ainda nas últimas eleições autárquicas, em pleno consulado de Ribeiro e Castro, pudemos assistir em pleno a essa estratégia. A coisa correu mal, como se sabe. E se no futuro Paulo Portas, António Pires de Lima ou outros quaisquer que não caiam no goto de Manuel Monteiro conquistarem democraticamente a chefia do partido, Manuel Monteiro sai novamente e refunda um partidinho? Nada me move pessoalmente contra Manuel Monteiro, antes pelo contrário, de quem guardo algumas boas recordações dos tempos em que com ele convivi de certa forma na JC, mas ao menos em nome das aparências, se outros motivos bem mais importantes não forem atendíveis, se ele quer voltar que acabe com a moribunda ND, guarde um período de nojo e então ver-se-á. O filho pródigo foi bem acolhido, como nos ensina a parábola, mas mostrou arrependimento e vontade de emenda. Vamos ver.
Eu, sinceramente, acho que a notícia só pode ser piada. Tanto Manuel Monteiro como o partido têm, com certeza, dignidade e memória e, portanto, não estou a ver como é que qualquer deles se sujeitaria a isso. Manuel Monteiro saiu porque quis, em colisão com o partido e não somente com uma certa liderança. Se Manuel Monteiro apenas discordava de uma direcção, naturalmente conjuntural, escusava de ter fundado um partido cujo único objectivo foi o de combater sistematicamente o CDS. Ainda nas últimas eleições autárquicas, em pleno consulado de Ribeiro e Castro, pudemos assistir em pleno a essa estratégia. A coisa correu mal, como se sabe. E se no futuro Paulo Portas, António Pires de Lima ou outros quaisquer que não caiam no goto de Manuel Monteiro conquistarem democraticamente a chefia do partido, Manuel Monteiro sai novamente e refunda um partidinho? Nada me move pessoalmente contra Manuel Monteiro, antes pelo contrário, de quem guardo algumas boas recordações dos tempos em que com ele convivi de certa forma na JC, mas ao menos em nome das aparências, se outros motivos bem mais importantes não forem atendíveis, se ele quer voltar que acabe com a moribunda ND, guarde um período de nojo e então ver-se-á. O filho pródigo foi bem acolhido, como nos ensina a parábola, mas mostrou arrependimento e vontade de emenda. Vamos ver.
O convite, ou não...
A questão do pretenso convite a Manuel Monteiro para voltar ao CDS tem muito que se lhe diga, pois do meu ponto de vista é um assunto mal resolvido no CDS/PP.
Começou com o próprio, que disse que haveria alguém “perto” da Direcção que o andava a sondar para voltar ao partido de que foi líder.
Ninguém ligou. Nem uma notícia de relevo na comunicação social.
A notícia só salta para os jornais quando Pires de Lima aparece, passadas umas semanas, clamando por tomada de posição da direcção do partido de que é Deputado.
Ora aqui há algumas coisas que eu não percebo:
1- É perfeitamente natural que alguém “perto” da Direcção do CDS faça os convites que lhe apetecer, a quem lhe apetecer, da forma que quiser, que eu saiba ninguém está proibido, antes pelo contrário, de filiar mais militantes.
2- Não percebo porque é que a Direcção do CDS tem que tomar uma posição sobre uma coisa que desconhece.(acho eu)
3- Acharia estranho que Ribeiro e Castro, maltratado pelas Direcções de Monteiro incentivasse estas negociações.
A minha modesta conclusão é que anda tudo muito nervoso. Não seria nada de extraordinário que Manuel Monteiro e quem o acompanhou na Nova Democracia voltassem ao CDS/PP. Percebo os medos de António Pires de Lima, mas há mais para além do que a vista alcança.A todo o momento é preciso analisar com inteligência o que se passa à nossa volta, renegar soluções ou compromissos por questões “históricas” parece-me redutor.
Disse um dia que António Pires de Lima daria um bom presidente do CDS. Quero continuar a acreditar nisso.
O espaço da direita é pequeno, por isso só se pode ser um bom presidente se congregar e unir em seu torno, vontades, ideias, e se quiserem facções.
Começou com o próprio, que disse que haveria alguém “perto” da Direcção que o andava a sondar para voltar ao partido de que foi líder.
Ninguém ligou. Nem uma notícia de relevo na comunicação social.
A notícia só salta para os jornais quando Pires de Lima aparece, passadas umas semanas, clamando por tomada de posição da direcção do partido de que é Deputado.
Ora aqui há algumas coisas que eu não percebo:
1- É perfeitamente natural que alguém “perto” da Direcção do CDS faça os convites que lhe apetecer, a quem lhe apetecer, da forma que quiser, que eu saiba ninguém está proibido, antes pelo contrário, de filiar mais militantes.
2- Não percebo porque é que a Direcção do CDS tem que tomar uma posição sobre uma coisa que desconhece.(acho eu)
3- Acharia estranho que Ribeiro e Castro, maltratado pelas Direcções de Monteiro incentivasse estas negociações.
A minha modesta conclusão é que anda tudo muito nervoso. Não seria nada de extraordinário que Manuel Monteiro e quem o acompanhou na Nova Democracia voltassem ao CDS/PP. Percebo os medos de António Pires de Lima, mas há mais para além do que a vista alcança.A todo o momento é preciso analisar com inteligência o que se passa à nossa volta, renegar soluções ou compromissos por questões “históricas” parece-me redutor.
Disse um dia que António Pires de Lima daria um bom presidente do CDS. Quero continuar a acreditar nisso.
O espaço da direita é pequeno, por isso só se pode ser um bom presidente se congregar e unir em seu torno, vontades, ideias, e se quiserem facções.
Porque não?
Não vejo problema no regresso de Manuel Monteiro ao CDS. A saída foi um erro politico pessoal e dos grandes. O seu regresso não trará nada de novo ao partido, mas sempre é mais útil dentro do que fora. Como todos aqueles que se identificarem com as linhas gerais do partido. Sou apologista de quantos mais melhores e não do dividir para reinar. Mas talvez esteja errado.
A opinião de Portas
Foi interessante acompanhar ontem o "Estado da Arte". Um Paulo Portas com um novo estado. O de estadista sereno mas atento. Daqui saúdo o facto da direita ter mais uma voz que é ouvida e respeitada que via televisão chegará aos portugueses.
Regressos
Regresso1 - Saúdo com alegria os regressos de férias dos meus amigos do Nortadas. Apesar de não ter ido nem para as neves nem para os trópicos resolvi descansar uns dias. Mas estou também de volta.
Regresso 2 - O de Rui A. Ao Blasfémias.
Regresso 2 - O de Rui A. Ao Blasfémias.
terça-feira, março 07, 2006
O encanto de Sampaio na hora da despedida
Calculo que seja muito deprimente abandonar o Palácio de Belém ao fim de dez longos anos, ainda para mais tratando-se de uma pessoa tão dada aos afectos e às emoções. A mim, pelo contrário, a sua partida não me causa qualquer dano.
É certo que Sampaio acabou por se tornar um personagem simpático, tenho de reconhecer. Não partilho, naturalmente, nenhuma afinidade ideológica ou política com ele, nem acho que tenha sido um presidente por aí além, bem antes pelo contrário. Todavia, com o correr dos anos não me foi possível ficar indiferente e até passei a apreciá-lo, mesmo quando discordava, por vezes profundamente, das suas posições. Poder-se-á dizer que eu, tal como muitos portugueses, me afeiçoei ao Chefe de Estado em funções. Só que no meu caso isso não pode ser verdade, pois não tenho, nem nunca tive, qualquer estima por Eanes ou por Soares. Não sei explicar, mas acabei por me habituar ao estilo esforçado e afectivo de Sampaio. Pena é que não tenha nada mais de positivo para acrescentar ao balanço. Não se é um bom presidente só porque se chora e ri como um homem comum, pois ser-se bom homem não é a mesma coisa do que ser-se um bom presidente. Aliás, esta tendência de Sampaio levava-o muitas vezes para o disparate e acompanhou-o até ao fim. Ainda ontem, numa visita ao Estabelecimento Prisional de Lisboa, Sampaio mostrou-se impressionado ao saber que um preso de vinte anos de idade tinha sido condenado a uma pena de dez anos de cadeia e ainda por cima, como referia emocionado Sampaio, o preso tinha bom aspecto. Há que repensar isto, dizia o bom do presidente. Sua Excelência, com franqueza, permite que as emoções tomem conta da razão. O que tem a ver a idade do criminoso ou a sua aparência com a medida penal a aplicar? Nada, como toda a gente percebe. Aos trinta anos, pelo mesmo crime, justificar-se-ia uma condenação a uma pena maior do que aos vinte? Isto fará algum sentido no plano racional? A mim não me parece. Cada crime tem uma moldura penal a aplicar em função de diversos factores, mas não aqueles a que recorreu Jorge Sampaio.
Sampaio merece bem o descanso e espero (mas não tenho a certeza de que isso vá suceder) não ter saudades dele.
É certo que Sampaio acabou por se tornar um personagem simpático, tenho de reconhecer. Não partilho, naturalmente, nenhuma afinidade ideológica ou política com ele, nem acho que tenha sido um presidente por aí além, bem antes pelo contrário. Todavia, com o correr dos anos não me foi possível ficar indiferente e até passei a apreciá-lo, mesmo quando discordava, por vezes profundamente, das suas posições. Poder-se-á dizer que eu, tal como muitos portugueses, me afeiçoei ao Chefe de Estado em funções. Só que no meu caso isso não pode ser verdade, pois não tenho, nem nunca tive, qualquer estima por Eanes ou por Soares. Não sei explicar, mas acabei por me habituar ao estilo esforçado e afectivo de Sampaio. Pena é que não tenha nada mais de positivo para acrescentar ao balanço. Não se é um bom presidente só porque se chora e ri como um homem comum, pois ser-se bom homem não é a mesma coisa do que ser-se um bom presidente. Aliás, esta tendência de Sampaio levava-o muitas vezes para o disparate e acompanhou-o até ao fim. Ainda ontem, numa visita ao Estabelecimento Prisional de Lisboa, Sampaio mostrou-se impressionado ao saber que um preso de vinte anos de idade tinha sido condenado a uma pena de dez anos de cadeia e ainda por cima, como referia emocionado Sampaio, o preso tinha bom aspecto. Há que repensar isto, dizia o bom do presidente. Sua Excelência, com franqueza, permite que as emoções tomem conta da razão. O que tem a ver a idade do criminoso ou a sua aparência com a medida penal a aplicar? Nada, como toda a gente percebe. Aos trinta anos, pelo mesmo crime, justificar-se-ia uma condenação a uma pena maior do que aos vinte? Isto fará algum sentido no plano racional? A mim não me parece. Cada crime tem uma moldura penal a aplicar em função de diversos factores, mas não aqueles a que recorreu Jorge Sampaio.
Sampaio merece bem o descanso e espero (mas não tenho a certeza de que isso vá suceder) não ter saudades dele.
segunda-feira, março 06, 2006
O HOMEM SONHA......
O Porto e a região tem das taxas de desemprego mais elevadas do País.
O Porte tem tido uma enorme dificuldade de cativar investimento.
O Corte Inglés quis ir para Lisboa e voilá!
O Corte Inglés queria ter vindo para o Porto.
Já tinha até terreno e era perto da rotunda da Boavista.
Rui Rio não quis!
Menezes não perdeu a oportunidade e o Corte Inglés foi para Gaia.
Esta semana soube que o Corte Inglés em Gaia vai dar emprego directo a 1500 pessoas e que já se candidataram 20 mil.
É caso para dizer que para uns
"O Homem sonha e a obra não nasce".
para outros
"O Homem sonha e obra nasce."
Obrigado Dr. Rui Rio.
Parabéns Dr. Menezes.
a bem da Nação!
Curioso ???
Vital Moreira acha curioso a primeira entrevista de Cavaco ser a um jornal de direita.
E se o jornal fosse de esquerda, era o quê ?
E se o jornal fosse de esquerda, era o quê ?
AS TRAQUINICES DE RIVER
Eça de Queiroz é sem dúvida alguma um dos maiores senão o maior escritor português de todos os tempos.
É certo que nunca lhe foi atribuído o prémio Nobel da literatura mas também depois de ser atribuído a José Saramago julgo que o própria Eça o recusaria.
Eça, infelizmente, já partiu mas se por cá ainda andasse muito mais literatura teria produzido para nosso gaudio e prazer,pois, nos tempos que correm e com alguns políticos que por cá andam, a fonte de inspiração é, diria, ilimitada.
Não tenho nem a arte nem o engenho de tão distinto escritor mas, para quem a tenha sugiro que adapte a uma peça de teatro ou para um filme alguns destes momentos mais "enternecedores".
Título : As Traquinices de River
Local:Porto
Cenário: Urbano - Túnel/Buraco
Tipo: Comédia Trágico Dramática
Take 1 - River juntamente com outros igualmente iluminados resolve alterar projecto de túnel e prolonga a saída do túnel para a frente da porta do Museu Soares dos Reis.
R: Oh Arquitonto chega-me aí uma folha de papel branco.
R. pega numa caneta e faz desenho.
R: taz a ver Arquitonto vai-se fazer assim.
Arq: Mas assim o túnel saí em frente da porta do Museu.
R: E qual é o problema. Também quem é que quer ir ao museu? Ninguém.
Arq: Mas, e não se consulta o IPPAR. Olhe que a lei obriga-nos a pedir parecer.
R: Na minha cidade quem manda sou eu. E esses tipos do IPPAR só chateiam.
Temos de nos despachar para a obra ficar pronta para as autárquicas. É que se nem o túnel fazemos não tenho mais nada para mostrar.
Take 2 (passados alguns meses)
IPPAR/Museu perguntam-se: Onde é que será que este túnel vai acabar??? E, está mesmo junto ao Museu?? E ninguém nos consultou?
IPPAR/Museu: Ó Sr. R. que coisa é esta de fazer um túnel junto a património nacional sem nos consultar.
R: Já decidi e está decidido!
IPPAR: Mas não será melhor analisarmos e ver-mos a melhor solução?
R: A melhor solução é a que já decidi e está decidido.
IPPAR: Está Sr. Ministra. Seria possível dialogar com o Sr. R. para ver se arranjamos solução para o túnel.
Ministra: Vou já tratar disso. Com as autárquicas à porta aquele túnel não pode ser feito.
Take 3
Minstra: bla bla bla bla bla bla blabla bla bla bla bla bla
R: não faço não faço não faço, bem feita bem feita
Ministra: pesangas...assim não vale. Vou dizer ao meu PM.
PM: olha se o R. amuou já sabes que não há nada a fazer. Tens de chamar a polícia.
Ministra: Ó Srs. IPPAR façam queixa ao MP.
Take 4: (volvidos mais alguns meses)
R É chamado ao MP e constituido arguido por prática de um crime público.
Logo à saida do MP.
R: Não há problema só fui constituído arguido. A M. é que é batoteira e não sabe "brincar". É sempre a mesma coisa e depois chama a polícia. O que interessa é que eu ganhei. Ganhei! Ganhei! Ganhei!
Mendes: Muito bem River. Assim é que é!!! E essa coisa de de teres ficado arguido não tem qualquer problema.
Arguidos somos todos nós! Até eu sou arguido.
M: Pronto pronto fazemos como tu queres mas em contrapartida deixas-em brincar a mandar na casa da música.
R: Tá bem. Combinado.
IPPAR: Mas...mas... e o túnel fica a sair na porta do Museu???
M: Tou farta disso do túnel. Já não tem piada nenhuma.
IPPAR: Mas e as consequências para o Museu? As ilegalidades? A solução?
M: Já disse deixem-me e acabem com essa história da polícia.
IPPAR: Mas nós não podemos deixar fazer tamanha barbaridade. Nós temos responsabilidade. Se há ilegalidades elas têm de ser vistas pelo MP. Se não for assim nós vamo-nos embora.
M: Então vão!
IPPAR: Técnicos demitem-se
Fim
Notas:
1- Os nossos autarcas, de uma maneira geral, julgam-se acima da lei e perante a mesma não hesitam em desrespeitá-la.
2- Curiosamente R. desrespeitou a legislação e o embargo mas quando toca a terceiros é o primeiro a exigir dos serviços da Câmara que se socorram de todos os mecanismos legais para fazerem cumprir os embargos por si decretados.
3- R. foi constituído arguido pela prática de um crime grave e que é ainda mais censurável quando praticado por alguém no exercicio de funções públicas.
4- É certo que R. ainda não foi condenado mas a constituição de arguido não é algo de tão banal que não mereça qualquer preocupação.
5- As declarações de Marques Mendes são o pior de toda a história - "Arguidos
somos todos nós!". Ó Sr. Mendes eu não sou arguido e não me consta que ninguém da minha familia algumas vez o tenha sido.
6- A solução de compromisso politico que a Ministra/ IPPAR e R. arranjaram é vergonhosa.
7- A cidade e o interesse público perdem (uma vez mais).
8- Os técnicos do IPPAR foram os único que durante todo o processo tiveram um comportamento correcto e digno.
E, ao demiterem-se deram "uma bofetada de luva branca"
Espero que os demais interlocutores tenham ao menos a sabedoria de apreender e aprender com a referida bofetada.
a bem da Nação!
Cavaco começou bem
Não era de esperar outra coisa: mal começou, Cavaco começou logo mal. Aquela que foi a sua primeira entrevista depois de eleito Presidente de todos os portugueses, foi dada a um jornal espanhol. Espanhol?, perguntarão adimirados. Isso mesmo: espanhol. Ao contrário do que muitos pensarão, não imposta o facto de o jornal, o ABC, ser espanhol; o que importa é que não é português. Mas não se estava à espera de outra coisa: os recados chegam cá na mesma, Cavaco diz o que quer na mesma e, como lhe é costume, furta-se a polémicas, a perguntas incómodas e a outras chatices. Isto começa bem, começa...
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