quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Para que serve um site?

Essa é a pergunta que qualquer pessoa faz quando resolve sobre este assunto pensar. Então pensemos nós também.

Numa empresa o site é um dos cartões de visita. Serve para mostrar a imponência das instalações, explicar a composição dos seus organigramas, informar da variedade dos seus produtos ou serviços, exibir o leque de clientes que lhe permitem "vender" ainda mais a sua marca e, nalguns casos mais especificos, ser um balcão comercial com as muito difundidas lojas on-line. No fundo o que se pretende com o desenho, implementação e actualização de um site é difundir a nossa marca, a nossa imagem. Comunicar com os nossos clientes e fornecedores, com os públicos alvos com que nos relacionamos. É claramente um veículo de comunicação para o exterior, que se torna um espelho do nosso posicionamento e da nossa forma de estar.

Com que imagem ficamos da CMPorto quando olhamos para o seu site. Diga-se antes de mais que as suas funcionalidades são exemplares e tem sido muito justamente elogiado. Mas sendo ele um cartão de visita e imagem da instituição quem ali vai parar fica com a sensação que os nossos autarcas estão em guerra com a cidade e com o mundo. É pena pois assim não devia ser e não é isso que os portuenses querem e precisam.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Como é que é?

Telejornal da RTP2, peça sobre a falta de Manuel Alegre à Comissão Politica do PS. O ex-candidato estava a jantar com uns apoiantes e a RTP estava lá. Com uma jornalista que disse mais ou menos isto:
"Manuel Alegre não quer fazer comentários sobre a falta à comissão politica mas antes do Jantar disse-nos em off que este jantar já estava marcado..."

Perceberam? Era ou não em Off? Fiquei sem perceber.

COIMBRA E A LUZ

Ponto prévio: nasci e cresci em Coimbra e estudei na sua universidade. Não acho que a UC seja (ou tenha alguma vez sido) uma universidade iluminada, mas também acho que em Portugal não existem muitas instituições susceptíveis de admiração. Gosto da guitarra de Coimbra e sou da Académica. Não sou particularmente fan de Manuel Alegre e até gosto muito de ler VPV, como aqui já disse em tempos.
Feito o meu registo de interesses, não me vou pôr a defender a luz da UC face ao que dela acha VPV e muitas outras pessoas. O meu ponto é que a posição de VPV não é apenas ditada por um sólido conhecimento histórico da instituição, em especial no período oitocentista, como ele gloriosamente revela nalguns dos seus escritos. Se virmos bem, de uma certa perspectiva, todas as instituições portuguesas do Sé. XIX nos parecem um pouco ridículas e paradas, ainda mais do que as de hoje. O que me parece é que VPV tanto diria o que disse da UC como, por exemplo, da Universidade do Porto se porventura Alegre tivesse estudado um pouco mais a norte. VPV tem, não é segredo, uma enorme desconsideração, pelo menos, pela maior parte dos nossos personagens e instituições sobretudo, e não vou discutir as suas razões, por aquelas que não são ou não estão em Lisboa. Desenganem-se, por isso, os que se congratulam com o facto de VPV dizer mal da UC e da sua falta de luz. Ele diria o mesmo de qualquer outra, se viesse a propósito e, talvez, até com mais motivos.

Menos Estado e Melhor Estado

Antes de mais um bem haja a todos os nortadas e aqui fica o especial agradecimento ao Carlos pelo simpático desafio que me fez ao convidar para participar neste blogue.
É sem dúvida alguma uma excelente oportunidade para se partilhar ideias e ideais e tal como uma boa nortada tentar fazer chegar com força e bem longe os principios, ideais, soluções e caminhos de alguém que se assume do Norte e de Direita com orgulho e convicção.

Menos Estado e Melhor Estado

Assistimos nos últimos anos ao discurso da crise pelas mais diversas e inúmeras personalidades (mais ou menos competentes) e sabe-se qual é a cura mas, estranha e incompreensivelmente parece que ninguém a aplica.

E, afigura-se-me que ninguém aplica a referida cura porque o caminho passa pelo Estado anafado ter de emagrecer e, nessa medida, a cura será dolorosa para muitos.

Com efeito,

O Estado de direito democrático em que vivemos tem-se mostrado totalmente ineficaz na aplicação da cura e, dificilmente, o conseguirá.

O Governo/José Sócrates eleito já deu mostras suficientes que a sua governação não passará de timidos passos no sentido de resolver a situação.
O Governo PS não resistiu ao lobby das obras públicas nem ao clientelismo partidário aliás, diria, que em tão pouco tempo este governo deve ter batido os records da partidarite.
Mas o mais confrangedor é assistir à ridicula subserviência de todo um Estado (na pessoa dos seus mais altos representantes) ao Sr. Bill Gates e à Microsoft que numa atitude puramente comercial veio a Portugal vender o seu produto.
Não digo que não seja importante acolher a iniciativa da Microsoft ou de quaisquer outras empresas mas é de um provincianismo crónico e terceiro mundista quando o Primeiro Ministro e todo um governo se poêm em "bicos de pés" para a todo o custo se associarem a qualquer iniciativa do género.
Mas não percamos tempo com atitudes que mais não passam de meros fugachos.
É preciso avançar com verdadeiras reformas estruturais e de todas elas a mais importante é a reforma do Estado.
Não é possível um País desenvolver-se sem que o Estado e as suas insituições sejam fortes e eficientes.
Concordo com Fukuyama quando defende que a solução do desenvolvimento de um País depende, antes demais, da existência de um Estado e suas insitituições devidamente organizado, forte e eficiente.
De facto, tanto temos regimes totalitários de sucesso como regimes democráticos.
E, a história ensina-nos que há diversos modelos económicos de sucesso sejam eles proteccionistas, clássicos, liberais, neoliberais, mistos, intervencionistas.
Agora o que parece ser a chave do sucesso é que seja qual for a forma de regime politico ou de economia é sempre necessário um Estado forte.
Por isso, não sou defensor dos Estados minimalistas nem de um Estado "gordo e anafado".
Em Portugal o Estado tem de ganhar autoridade e eficiência e, para isso, tem de se simplificar e, consequentemente, o Estado tem de encolher.
Mas para levar a cabo esse processo são precisos líderes fortes e determinados sejam eles totalitários ou democráticos.
A bem da Nação!

A oportunidade da união dos municípios

Aqui no Porto a conversa, à mesa do café, é sempre a mesma: que o Porto está a definhar, que as grandes empresas (bancos, seguradoras) deixaram de aqui ter sede, que há poucas saídas profissionais, etc., etc., etc...

Já por várias vezes se tentou inverter esta tendência, mas sempre sem grande sucesso. O centralismo de Lisboa mantém-se, e há verdadeira dificuldade em criar uma classe política local forte, com capacidade para inverter esta tendência.

A recente discussão sobre a fusão de municípios (Porto, Gaia e eventualmente Matosinhos) deve ser vista como mais uma (talvez a derradeira) tentativa.

Um município maior, em si mesmo, não será nunca solução para nada. Além do mais a cidade (sociologicamente falando) já existe, e não precisa de reconhecimento administrativo.

Gerir de forma integrada um território maior e mais população cria novos desafios, e abre novas perspectivas. É por isso mais atraente. Há assim a possibilidade real de associado ao novo município surgir um novo conjunto de lideres políticos, com capacidade de alavancar o desenvolvimento económico desta região. Há a possibilidade de surgir uma liderança política de horizontes largos e de ambições fortes. É nisso que acredito: em novas lideranças mais do que na medida legislativa.

É por isso que é importante que todos tomem posição sobre esta nova hipótese. É importante saber com quem é possível contar para este grande desafio, quando daqui as uns meses se der a união dos municípios.

Conselho para 4ª à noite

Nestas noites frias nada como um bom filme na TV, um copo de vinho tinto e as crianças a dormir. Temos aqui três tarefas. Uma de fácil resolução, o vinho tinto, uma de elevado grau de dificuldade, as crianças a dormir, e uma que é de fácil resolução se esquecermos os canais generalistas portugueses e passarmos directamente para o People and Arts.
Pois é meus amigos, este canal tem excelentes filmes e um deles passa amanhã às 21h30. Na sua versão original chama-se MI-5 e por cá "Dupla Identidade". Tem a chancela BBC e como actor principal Matthew Macfadyen (o "snob" do Orgulho e Preconceito). Vale a pena ver. E depois sempre pode mudar para o canal 2 e assistir ao "24 horas". Acredito que a essa hora as crianças já durmam mesmo e espero que o tinto não tenha acabado. Bons filmes.

Porto Sentido

Amo a cidade do Porto. Aqui nasci (em Cedofeita, mas registado em Nevogilde, freguesia onde os meus pais moravam, em 1964) e vivo há quase 42 anos. Tirando o Brasil, onde me desloquei (sempre estadias curtas) durante cinco anos para dar aulas, trabalhei sempre no Porto e ao serviço de grandes empresas. Tive sorte. Infelizmente, nem todos tiveram essa sorte. Ao contrário de outras pessoas, não consigo, nem quero justificar porque gosto da minha cidade. Está cá dentro. No meu coração. Mas sei que é um sentimento partilhado por milhares de anónimos que aprenderam a amar a sua cidade. Os invejosos chamam-lhe bairrismo. É um adjectivo. Apenas isso. Não vale a pena perder tempo a explicar o que se sente. E aí está a grandeza da nossa relação com esta cidade. Mas, só o sentimento não chega. É preciso, cada vez mais, gritá-lo. Bem alto! Chegou o momento…

Tinha 10 anos quando aconteceu o 25 de Abril. Não tinha memória, nem positiva, nem negativa (graças a Deus, pois só com o tempo comecei a entender o valor da liberdade de expressão) do antigo regime. Considero-me um "filho da democracia", o que me faz ter uma distância saudável do pensamento de Esquerda (reinante nos que têm voz em Portugal e também em alguma Europa) e do de Direita (se é que ele se manifesta). Recusei sempre qualquer filiação partidária. Como disse, em 1991 (?), ao engº Carlos Brito (pessoa por quem tenho grande admiração)"Primeiro, quero ser Homem e, mais tarde, quem sabe?". O mais tarde ainda não aconteceu. Ao longo destes 30 anos, assisti à chamada alternância no poder do PS e do PSD. Cheguei a empolgar-me com as maiorias absolutas do PSD, pois acreditei que o meu país ia mudar. E mudou. Tenho de reconhecer isso. Mas, passados 30 anos, o resultado, sobretudo para a minha cidade, é muito fraquinho. Os sucessivos governos (e a autarquia, claro!) até podem ter feito algumas (poucas) coisas positivas (metro, Serralves, Casa da Música, requalificação urbana, modernização da Universidade do Porto), mas os resultados oficiais estão à vista: desemprego, perda de influência, falta de oportunidades, perda de competitividade, perda do poder de compra. Estas tristes realidades fazem do Porto uma excelente cidade para criar os nossos filhos e para morrer tranquilamente. No entretanto, existe Lisboa. Se a crise existe, ela está no Porto. E é estatística. Ou seja, oficial. Há dois anos, tínhamos o Mourinho para nos distrair e para nos dar algum orgulho perdido. Agora, nem isso! Não temos desafios. Não sabemos bem o que queremos. Estamos quase adormecidos. Sem esperança. Sem projectos. Revoltamo-nos todos os dias nos cafés, nos restaurantes e nas ruas, mas recolhemos em silêncio. Estamos à espera do nosso D. Sebastião. Onde está a massa crítica da cidade? Ou foi para Lisboa ou vive feliz (ou resignada) com o que já conseguiu. Ou, então, só se mobiliza para provocar o imobilismo em algumas obras importantes da cidade. Honra seja feita ao movimento gerado à volta do Coliseu. Até temos tido autarcas que se fazem ouvir, mas não foram capazes de se mobilizar pelo bem da região. Lutaram mais pelo seu "quintal", esquecendo a competitividade e a diferenciação. Perdemos as ligações directas do aeroporto do Porto para justificar a OTA. Ameaçam os investimentos nas nossas infra-estruturas. Perdemos um jornal centenário, num abrir e fechar de olhos. Perdemos o BPA que tinha tido um papel fundamental no apoio ao desenvolvimento de algumas empresas. Perdemos o Rali de Portugal/Vinho do Porto (ainda se lembram?).

E com ele foi-se perdendo a paixão que o Norte tinha pelo automobilismo. Não temos grandes investimentos previstos. Não se criam centros de competência,

Nem organismos públicos na região. Os que existiam ou perdem influência ou são transferidos para Lisboa. Até a nossa carismática pronúncia parece estar a desaparecer. Sempre ridicularizada por quem fala com "bués" e "muita" ou "ganda" disto ou daquilo. Até nas novelas, os nossos habitantes falam com o sotaque da capital!? Querem-nos transformar numa "delegação" de Lisboa. A tudo isto, os vários deputados eleitos pelo Porto assistiram e assistem, encolhendo os braços (manifestação tradicional portuguesa) e, em alguns casos, cruzando os braços. Em nome da disciplina partidária? Em nome do país? "Esquecem" quem os elegeu. E nós "esquecemo-nos" de os castigar. Até quando? Não temos de esperar até às eleições. Temos de, no dia-a-dia, mostrar a nossa indignação e tomar algumas atitudes. Nem que seja escrever para os jornais. Ou façam o seguinte em todas os domínios de consumo ou lazer, escolham os produtos ou empresas da vossa região. Assim, o PIB fica cá. Acreditem que um dia acaba por doer. E pode ser que passem a investir alguma coisa aqui. Ou, pelo menos, lembrarem-se que existem outras cidades. Nem que seja uma árvore de Natal (essa instituição bancária não tem sede no Porto?) na Avenida dos Aliados ou o Porto/Dakar. Sei que pode parecer ridículo, mas mais ridículo é cruzar os braços.

"Ousando, erramos às vezes. Não ousando, erramos sempre".

Holofotes...

Câmara...acção: eis acabado de chegar à blogosfera VPV. E já deixou um ar da sua graça: Porque corre Alegre ? VPV, qual Jung, foi buscar as raízes da sórdida questão ao inconsciente colectivo coimbrão: A essa Coimbra de que Junqueiro disse que só daria luz se lhe deitassem fogo. Ao coração das trevas.
Para o bem ou para o mal, é a verve de um blogger destilada e em estado puro...!!! Isto promete...!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Parabéns atrasados

O nosso amigo e companheiro de blog, Ventanias de seu nome, foi pai pela quarta vez. Algures nessa Europa fora mais uma alma portuguesa respira. Parabéns e se quiseres eu envio proposta de sócio do Boavista mesmo sendo rapariga. Abraços dos que por cá estão mas toca a mandar uma posta.

As minhas dúvidas sobre o PND

Depois do post escrito neste blog sobre o PND, fiquei com três dúvidas:
1ª) O PND não tinha decidido suspender a sua actividade até 2009?
2ª) O PND não dizia que era contra o modo de organização local dos partidos e afinal também tem distritais?
3ª) Ouvi várias vezes referido na campanha do Prof. Cavaco Silva o apoio do PSD e CDS, tal como de diversas personalidades de muitos quadrantes políticos. Alguém ouviu qualquer citação da candidatura sobre o PND e/ou Manuel Monteiro?

A1 GRAND PRIX: Parabens ao talentoso Álvaro Parente




Álvaro Parente foi terceiro na corrida de ontem do A1 GRAND PRIX, em Durban, na África do Sul.
Já referi uma vez num post que vale a pena, para quem gosta de automobilismo, ver as corridas deste jovem piloto portuense. Álvaro é um dos melhores pilotos da sua geração e , sem dúvida, o mais "agressivo" entre eles.
Num país como Portugal, onde os apoios financeiros são curtos para correr ao mais alto nível, o jovem Álvaro Parente tem feito uma gestão da sua carreira muito inteligente e com resultados. Foi campeão europeu de Karting, campeão da F3 Britânica, tal como pilotos como Ayrton Sena e Nelson Piquet.
Parabens Álvaro!!

PND queixa-se de cavaco

A distrital de Braga do Partido da Nova Democracia (PND) emitiu um comunicado em que dava nota da sua admiração por Cavaco Silva, já eleito Presidente da República (PR), se ter esquecido de mencionar o apoio daquela agremiação política à sua candidatura. O comunicado suscita algumas reflexões. A primeira é que o PND tem uma distrital em Braga. O que é bom, dada a insignificância estrutural e política daquele partido. A segunda é que o PND da Braga emite comunicados. Isto é, apresenta trabalho, como se com isso chegasse onde quer que fosse ou importasse a quem quer que seja. A terceira é que o PND ainda existe, significando isso que, apesar de não servir para nada, continua a pretender servir para alguma coisa. O único partido português construído à imagem e semelhança do seu próprio Pai é um lutador. Um grande bem-haja para ele também.

Recados à Cidade: Réplicas....

O Porto está vandalizado com a publicidade, ilegal e abusiva, das "Réplicas - 91...."! Está escrito em outdoors, telas, paredes, etc., que o número de telemovel 91 (...) tem réplicas para vender. As autoridades da nossa cidade assistem a isto impávidas e serenas. Já é tempo de terem vergonha na cara, o(s) infractor(es) e a Polícia.

Escutas telefónicas

Eu percebo muito bem a preocupação de alguns sobre as escutas telefónicas.

Eu prefiro que se procure enquadrar e legislar.

Mas eu quero mesmo é que as escutas telefónicas se mantenham e se escute quem pensa que este país é uma república das bananas.

Avisos da blogosfera

O mundo da blogosfera vai ficando mais rico. Pelas terras do espectro é anunciada a colaboração de Vasco Pulido Valente. Lá virão umas postas acutilantes e certeiras.

A revista Atlântico também resolveu aventurar-se e aí está com um blog.