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quinta-feira, fevereiro 21, 2013

O dobro da recessão


Pensava eu, ingenuamente, que precisariamos de esperar até ao fim do primeiro trimestre para, conhecendo-se o nível da execução orçamental, se poder concluir final e definitivamente que o ministro Vitor Gaspar é um bluff e que nos anda a embalar desde o início com a sua conversa pausada.

Este governo admitiu ontem que apresentou um orçamento que é uma farsa pelo que  doravante só acredita no que eles dizem quem quer ou quem precisa de fingir. Há tempos, a então deputada Maria José Nogueira Pinto insurgia-se, e bem, contra o facto de existir no parlamento um palhaço com as vestes de deputado socialista. Hoje sabemos que no governo, junto do palhaço-pobre-relvas, há um palhaço-rico-vitor que julga que por pintar a cara de branco a gente não repara nele.  

sábado, outubro 20, 2012

Depois do vómito


Quando o enjoo se junta à náusea é provável que haja vómito.

Esta semana houve mais uns tantos banqueiros e ex-banqueiros a explicarem-nos o privilégio  de termos um Gaspar na colecta. Já conheci muitas falsas reputações, nulidades que eram vistas como geniais e gente competente que era marginalizada como inútil. Mas o caso deste Gaspar ultrapassa tudo, desde logo porque assenta em inverdades factuais que apenas servem para lhe dourar a aurea: uma delas é a de que regressou directamente de Bruxelas para o Terreiro do Paço, ignorando-se que S. Exa. integrara, havia meses, o BES. Um outro erro de paralaxe é o de que este Gaspar seduzira, enquanto lá esteve, as altas instâncias da União Europeia pela sua clarividência e visão, escamoteando-se o cinzentismo da sua passagem durante uns meses por uma estrutura secundaríssima da Comissão, da qual foi dispensado sem remorsos.

Mas nós somos a pátria dos Acácios, nisso somos Constâncios (outro Vitor), e desde que estes lhes sejam bons serviçais, haverá sempre uns Mefistófoles que lhes escreverão cartas de referência.

O homem não tem culpa pois as reputações são sempre obra de terceiros, mas ainda assim aproveita o balanço e a oportunidade: foi deprimente vê-lo a abanar o rabo quando o Sr. Schäuble lhe fez um rasgado elogio num evento alemão: “Nós temos a sorte de estar o Gaspar nas Finanças de Portugal”. Um homem de bem ou um democrata de gema repudiaria de imediato aquele “nós” venenoso, mas ao ‘nosso’ Gaspar  interessa ser mais dos “wir” que nosso, pois são eles que o nomearão mais tarde para um bom posto internacional onde os ganhos não pagam impostos.

Desde as primeiras horas deste Governo previ que o prazo de validade do Gaspar seria curto mas estava longe de imaginar que a caducidade fosse tão rápida. Aqui chegados, penso contudo que seria injusto dispensá-lo na remodelação que se seguirá à aprovação do orçamento. Pelo contrário, acho que deve manter-se e responsabilizar-se definitivamente pelo previsível novo fracasso dessa execução orçamental. Demiti-lo agora seria deixá-lo escapar-se e salvar-lhe a tal reputação. Ninguém merece isso, nem ele nem os que ainda o incensam. Há-de partir, mas depois do vómito.

 

 

segunda-feira, abril 30, 2012

2018?


O prazo de validade do ministro Gaspar está cada vez mais curto. A forma como tem gerido a suspensão do pagamento dos complementos salariais de férias e de Natal ( a designação de ‘subsídios’ é enganosa e incorrecta) tem sido absolutamente desastrosa.

O governo perde penas em cada golpe de rins nesta matéria e se julga que estas coisas se conduzem com umas habilidades e uns truques espertalhões no jogo das escondidas, em vez de frontalidade e transparência, vai desenganar-se muito mais rapidamente do que seria de supôr.