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terça-feira, março 16, 2010

Um desabafo

O nosso Ventanias desvaloriza num post ali em baixo a decisão do congresso do PSD em incluir nos estatutos do partido a regra da penalização dos militantes que nos 60 dias anteriores a uma eleição mijem fora do penico.

O nosso Ventanias tem razão quando ironiza sobre o escarcel que o PS e outros andam a fazer sobre o assunto. Dizer que se trata de uma medida estalinista só pode sair de uma careca como à do Vitalino, para já nem referir que tal disparate é um insulto às vítimas do facínora.

Dito isto, não posso acompanhar o Ventanias nesta matéria. A medida do PSD é estúpida, ineficaz e absurda. Mais, a medida do PSD pode não ser um ataque à liberdade de imprensa mas é um péssimo sinal para os que, como todos nós, defendemos a liberdade de expressão. Um partido não é um exército nem um coro de sacristia.

É absolutamente lamentável que partidos democráticos aceitem ou pactuem com estes tiques autoritários. É lamentável que militantes de partidos democráticos tenham receio de escrever em blogues para não irritarem o seu dirigente ou para não se exporem à livre crítica, embora aceitem escrever colunas em jornais de práticas duvidosas e onde a possibilidade de réplica é muita restrita. É vergonhoso que militantes de partidos democráticos se verguem a essas derrapagens e não se dêem conta que a invocação da unidade e da lealdade é na maior parte das vezes o álibi da mordaça e da castração mental.

E é por tudo isso que não concordo que se desvalorize o significado daquela votação no tal congresso. Sobretudo por se tratar do PSD, pois o que é a prática do PCP, do Bloco ou do PS, quais virgens ofendidas, não me surpreende. E tampouco acho pertinente para o caso que se diga que há órgãos próprios para se discordar. Claro que os há, mas a opinião não tem horas marcadas, nem prazos, nem sítios, e deve ser sempre livre e em qualquer fórum.

Pronto, tinha de desabafar.

quarta-feira, agosto 12, 2009

ERC

Tenho andado arredado pois apesar de Agosto andam por aí uns clientes que gostam de me massacrar. Mas ainda vou a tempo de escrever sobre a "ordem" da ERC para que se calem todos os que escrevem e são candidatos às eleições legislativas. Está bem, o que eles querem é que os jornais, revistas, rádios e televisões permitam o mesmo espaço a todos os candidatos durante o período eleitoral. Algumas questões que não vi esclarecidas:

a) esta norma era para contemplar todos os candidatos ou apenas os cabeças de lista, qualquer que seja a eleição? O último de uma lista vai poder continuar a escrever?

b) os espaços ao serem igual em tamanho deverão ter a mesma qualidade de escrita? quem faz a análise?

Está bom de ver que esta norma é ao arrepio de qualquer critério editorial que não seja o da régua e esquadro.

Bem sei que é estranho ver o António Costa presidente da camara de Lisboa como comentador na Quadratura do Círculo. Mas a minha televisão tem um comando.

Bem sei que é estranho ver a Manuela Ferreira Leite escrever um artigo de opinião no Expresso, mas tenho sempre a possibilidade de o não ler.

A campanha eleitoral tem sem dúvida as suas especificidades, mas a liberdade de imprensa também as tem. Será que o equilibrio das duas se faz através desta norma? Não creio de todo. Quem tem que dar as mesmas garantias aos partidos politicos são quando muito os órgãos de comunicação social do estado e os tempos de antena que por lei passam nas televisões e rádios (já agora porque ficam os jornais de fora?)

Mas gostei de ler que Azeredo Lopes aceitaria (vá lá) que os jornais se definissem editorialmente ao nível politico. Eu também.

quarta-feira, setembro 05, 2007

resposta aos comentários ao boicote

vamos por partes:
a) as escolhas que apresentei são antes de mais escolhas nacionais. Porque não devo eu escolher um produto nacional que nada fica atrás de um produto estrangeiro? Porque não escolho eu consumir laranjas do algarve em detrimento de laranjas espanholas? A acusação de parolismo não a acato assim facilmente. parolismo é querer usar uma marca estrangeira. E veja-se o que fazem os espanhois ou os franceses. Não leem os meus amigos jornais económicos? não vêem as dificuldades que os espanhois tentam criar à entrada de produtos portugueses? Ok, dirão que aqui o patamar é diferente e estamos a falar de uma questão entre paises e que eu estava a sugerir um patamar mais regionalista. Ok, estava também. E refaço a pergunta: Não lêem os meus amigos jornais económicos e não económicos? Não constatam diariamente o crescendo do centralismo? (reparem que não digo lisboeta) A questão é microscopica. E bem sei que no meu dia a dia consumo produtos que não do Norte, do Porto ou da minha rua. Mas se houver necessidade de fazer escohas para preservar postos de trabalho da minha região/pais para proteger toda uma sociedade de proximidade, não vejo mal ao mundo.

b) mas no mesmo post eu digo que essa não é a única via. Que fazemos mais pelo Norte pelo Porto e pelo País com trabalho e crescimento, do que manter uma ladainha tenho a certeza absoluta. Mas a história está aí para mostrar que este caminho é tortuoso. Mas como diz um comentarista mais calmo, vagas de emprego qualificado é cada vez mais raro. banca e seguros que tradicionalmente cresceram a norte estão centralizados a sul.
E quantos mais exemplos podemos encontrar? e o que gera esse movimento centralizador? é esse o problema meus caros. Fica então a grande questão: o que temos que fazer de trabalho e crescimento para manter viva a chama de toda uma região?
Trabalho, trabalho diria Octávio. Com mais e melhor trabalho.