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sábado, fevereiro 08, 2014

Um país de traidores


Segundo aquela anedota que se afirma vice-presidente do PSD e que se vangloria de ser ou ter sido até há dois anos e picos, além de vice em Gaia, o cônsul da Bielorússia no Porto, “há uns políticos que esbracejam no Norte” enquanto “nós (eles – o PSD) fazemos” (ver aqui).

Este falar grosso aconteceu hoje na Maia, numa espécie de lanche sobre o Poder Local com que o governo tenta lavar a cara no dossier dos fundos comunitários, seguindo a estafada técnica do ladrão que corre gritando “agarra que é ladrão”. A ‘gritaria’ vai ser encerrada pelo Sr. primeiro-ministro, maneira de dar à coisa a dignidade de capoeira que, por muito que se estique, nem isso aquele cônsul consegue.

O delírio, aliás, não se ficou por aqui. Quem não apoiar o governo é antipatriota, disse ainda a eminência parda. Ficamos entendidos. Eu pensava que por muito desconchavada e ridícula que seja a Oposição parlamentar, não deixava de ser isso: a Oposição. Mas não: a partir de agora os críticos do governo são uns traidores, pois lutam contra os interesses da Pátria. A nova teoria é assim: se não me dás a mão, és espanhol.

Na verdade, esta teoria nem é tão nova como isso. Tem mais barbas que o ‘nosso’ vice. Aplica-a sem hesitações o Sr. Alexander Lukashenko (na foto), o patrão e patrono bielorusso do vice. Não há dúvida: aqui há plágio!