Segundo aquela anedota que se afirma vice-presidente
do PSD e que se vangloria de ser ou ter sido até há dois anos e picos, além de vice
em Gaia, o cônsul da Bielorússia no Porto, “há uns políticos que esbracejam no Norte”
enquanto “nós (eles – o PSD) fazemos” (ver aqui).
Este falar grosso aconteceu hoje na Maia, numa
espécie de lanche sobre o Poder Local com que o governo tenta lavar a cara no
dossier dos fundos comunitários, seguindo a estafada técnica do ladrão que
corre gritando “agarra que é ladrão”. A ‘gritaria’ vai ser encerrada pelo Sr. primeiro-ministro,
maneira de dar à coisa a dignidade de capoeira que, por muito que se estique, nem
isso aquele cônsul consegue.
O delírio, aliás, não se ficou por aqui. Quem
não apoiar o governo é antipatriota, disse ainda a eminência parda. Ficamos entendidos.
Eu pensava que por muito desconchavada e ridícula que seja a Oposição parlamentar,
não deixava de ser isso: a Oposição. Mas não: a partir de agora os críticos do governo
são uns traidores, pois lutam contra os interesses da Pátria. A nova teoria é assim:
se não me dás a mão, és espanhol.
Na verdade, esta teoria nem é tão nova como isso.
Tem mais barbas que o ‘nosso’ vice. Aplica-a sem hesitações o Sr. Alexander Lukashenko
(na foto), o patrão e patrono bielorusso do vice. Não há dúvida: aqui há plágio!
