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sexta-feira, novembro 07, 2014

O Estado e o euromilhões


Se os meus cálculos não estão errados e as minhas informações estão correctas, o Estado recebeu 18 milhões de euros porque um português acertou num prémio do euromilhões. Ou seja, aquela lotaria não saiu apenas a um felizardo de Castelo Branco: o erário público arrecadou uma maquia sem nada ter apostado. Eu diria que se trata de um caso de dupla tributação, visto que já pagamos imposto no momento da aposta, mas seja.

O que eu gostava de saber é que destino vai o Estado dar a tal montante?
Vai cobrir as despesas do gabinete de um ministro? Vai pagar mais umas viagens ao Dr. Paulo Portas? Vai subsidiar os partidos? Confesso a minha ignorância, mas o que julgo saber é que nem um tostão vai apoiar a Cultura, seja a subvenção de uma orquesta, a contratação de professores para os Conservatórios, o enriquecimento de uma biblioteca ou o programa de aquisições artísticas de um museu nacional.

Em Inglaterra os proventos das lotarias revertem em 40% a favor da cultura (Arts and Heritage) e é graças a isso que os museus britânicos se podem orgulhar de renovarem regularmente as suas colecções e assim manterem um público interessado. Em Portugal exportamos Mirós porque o orçamento não tem um ou dois milhões para licitar um ou dois quadros. Ora parecer-me-ia mais que justo que quando o Estado é desta forma indirecta assim premiado fosse suficientemente transparente e lúcido para agarrar a oportunidade e valorizar, pelo menos numa parte do ganho, o património artístico da Nação.


E já agora, que o fizesse tendo em conta o país real, pois isso de concentrar na capital 10 museus nacionais, salpicando o resto do território com uns outros escassos e pobres seis é tique que merece uma acirrada crítica. Estarei a ver mal?

quarta-feira, abril 01, 2009

Contas de Barcelos

Bom exemplo de “ganância” o caso, agora em tribunal, do euromilhões que deu a ganhar 15 milhões de euros ao par de namorados de Barcelos. No princípio, a soma era a dividir por dois, e a conta lá estava em nome de todos a garantir a sua repartição. Um ano mais tarde, a rapariga achou que lhe dava jeito o dinheiro todo e que as apostas eram solitárias e por quadrícula, pelo que, como a quadrícula premiada era dela, dela era o dinheiro todo. O rapaz deixou de poder movimentar o dinheiro, compreensivelmente não gostou, e colocou as coisas em tribunal. Parece que o assunto está feio para a menina, porque o tribunal acha que a questão se tem que resolver dividindo o dinheiro na proporção dos valores pagos para as apostas, o que torna o rapaz credor da maior parte da soma ganha uma vez que pagou quatro apostas, tendo ela pago apenas duas…. A ver...