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sábado, março 09, 2013

Sentados à mesa


- Surgiu uma nova profissão: vaticanista.
- A sério?
- Sim, sim, havia já a dos politólogos, mas agora há esta nova sub-espécie. O problema é que é     uma função sazonal; só rende durante congregações e conclaves.
- Então é uma profissão part-time?
- Se quiseres, mas é um part-time com mais part do que time.
- Ó paizinho, quando for grande quero ser vaticanista.
- Vá, agora acaba a sopa.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Toma lá um santinho


Discordo em absoluto e veementemente dessa conversa melíflua, pegajosa e infantilizante de que merecemos um prémio porque nos portámos bem. Trata-se de uma linguagem de jardim-escola que não tem lugar na política e ainda menos nas relações entre Estados e que aliás apenas reforça a ideia de que deve haver uma componente punitiva nos programas de ajustamento. Cumprimos – prémio; não cumprimos – castigo.

Surge na linha de uma outra figura de estilo cavaquiana que falava em ser-se bom aluno. Entre Estados ou entre povos ou entre nações pode haver relações de cooperação ou de dominação mas não há professores nem alunos.

Os que vestem tais peles podem ter ganho muitos santinhos na catequese mas agora enganam-se de púlpito. Depois admiram-se que, se e quando são apanhados “a copiar”, a mentir e a enganar, alguém lhes diga para baixarem as calças e se pôrem a jeito para umas palmadas no rabo. O problema é que se calhar até gostam, mas se assim é então dêem o rabo deles, não o nosso.