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quinta-feira, maio 28, 2009
domingo, maio 24, 2009
A desordem na Ordem (2)
O mundo dos advogados portugueses anda agitado.
O Bastonário da Ordem não perde uma oportunidade para agarrar um microfone e despejar lixo e insultos. Quando se lhe pede que passe ao concreto, defende-se alegando que não é um bufo e que apenas denuncia situações.
Confesso que, ao princípio, até lhe achava graça e pensava cá para mim “ora aqui está um sujeito que não se engasga”. Admitia mesmo que este bastonário fosse uma espadeirada na opacidade de interesses e de conivências que grassa entre certos escritórios lisboetas e o poder. Aliás, ainda me recordo de uma zanga de comadres entre o estaminé do Júdice e a fabriqueta jurídica do Sérvulo Correia, a propósito de uns concursos públicos, bem reveladora daquele sub-mundo de co-sócios da mesa do orçamento do Estado.
Mas com o tempo e na proporção geométrica de cada declaração do Dr. M. Pinto, fui-me convencendo de que há aqui um sério problema de casting e que a personagem, em vez de tomar medidas reais para pôr ordem na Ordem, tem afinal uma outra agenda que não passa pela representação da classe nem pela melhoria do nosso sistema judicial. A preocupação central do (ainda) bastonário é outra: fazer uns fretes ao “engenheiro”.
Senão vejamos:
1. O processo Casa Pia é, no seu entender, uma cabala contra o PS;
2. O caso Freeport é, no seu entender, uma conspiração contra o governo;
3. A TVI e a Manuela Moura Guedes são, no seu entender, o exemplo acabado do jornalismo de “sargeta”;
4. O Lopes da Mota não tem de se demitir, embora, se fosse ele, o Dr. Pinto renunciaria.
O Dr. M. Pinto tem todo o direito a ter opiniões, por muito erradas que sejam. Mais, o Dr. M. Pinto tem mesmo o direito de ter sempre as opiniões que interessam ao poder instalado. Mas o Bastonário da Ordem não pode instrumentalizar o Boletim da Ordem nem as intervenções institucionais de que é protagonista para nelas misturar as suas opiniões politicas, pois é de política que se trata. E é esta não separação de águas que lhe retira toda a legitimidade para continuar aquelas funções.
Quanto ao resto, ou seja, o seu estilo trauliteiro, o seu gozo em fazer escândalo, a sua ambição de amordaçar as estruturas regionais da Ordem, o seu prazer em agredir o Presidente do Conselho Geral, o seu escárnio face aos seus opositores, a sua paranóia de “sózinho contra todos”, enfim, o seu circo, fazem parte da imagem quixotesca que pretende criar: a de ser um david destemido (e vitimizado) a gladiar-se contra os golias da corporação. Em duas palavras, populismo e demagogia.
Dois esclarecimentos finais: não aprecio particularmente o estilo agressivo e por vezes provocatório da Manuela Moura Guedes, mas considero inaceitável e vergonhoso o enxovalho que o (ainda) bastonário lhe arremeçou. Não estou inscrito na Ordem e, em última anàlise, a sua cozinha interna não me diz respeito, mas tenho filhos que ainda acreditam que ser jurista em Portugal pode ser uma profissão honrada e custa-me ver-lhes esmorecer essa esperança .
O Bastonário da Ordem não perde uma oportunidade para agarrar um microfone e despejar lixo e insultos. Quando se lhe pede que passe ao concreto, defende-se alegando que não é um bufo e que apenas denuncia situações.
Confesso que, ao princípio, até lhe achava graça e pensava cá para mim “ora aqui está um sujeito que não se engasga”. Admitia mesmo que este bastonário fosse uma espadeirada na opacidade de interesses e de conivências que grassa entre certos escritórios lisboetas e o poder. Aliás, ainda me recordo de uma zanga de comadres entre o estaminé do Júdice e a fabriqueta jurídica do Sérvulo Correia, a propósito de uns concursos públicos, bem reveladora daquele sub-mundo de co-sócios da mesa do orçamento do Estado.
Mas com o tempo e na proporção geométrica de cada declaração do Dr. M. Pinto, fui-me convencendo de que há aqui um sério problema de casting e que a personagem, em vez de tomar medidas reais para pôr ordem na Ordem, tem afinal uma outra agenda que não passa pela representação da classe nem pela melhoria do nosso sistema judicial. A preocupação central do (ainda) bastonário é outra: fazer uns fretes ao “engenheiro”.
Senão vejamos:
1. O processo Casa Pia é, no seu entender, uma cabala contra o PS;
2. O caso Freeport é, no seu entender, uma conspiração contra o governo;
3. A TVI e a Manuela Moura Guedes são, no seu entender, o exemplo acabado do jornalismo de “sargeta”;
4. O Lopes da Mota não tem de se demitir, embora, se fosse ele, o Dr. Pinto renunciaria.
O Dr. M. Pinto tem todo o direito a ter opiniões, por muito erradas que sejam. Mais, o Dr. M. Pinto tem mesmo o direito de ter sempre as opiniões que interessam ao poder instalado. Mas o Bastonário da Ordem não pode instrumentalizar o Boletim da Ordem nem as intervenções institucionais de que é protagonista para nelas misturar as suas opiniões politicas, pois é de política que se trata. E é esta não separação de águas que lhe retira toda a legitimidade para continuar aquelas funções.
Quanto ao resto, ou seja, o seu estilo trauliteiro, o seu gozo em fazer escândalo, a sua ambição de amordaçar as estruturas regionais da Ordem, o seu prazer em agredir o Presidente do Conselho Geral, o seu escárnio face aos seus opositores, a sua paranóia de “sózinho contra todos”, enfim, o seu circo, fazem parte da imagem quixotesca que pretende criar: a de ser um david destemido (e vitimizado) a gladiar-se contra os golias da corporação. Em duas palavras, populismo e demagogia.
Dois esclarecimentos finais: não aprecio particularmente o estilo agressivo e por vezes provocatório da Manuela Moura Guedes, mas considero inaceitável e vergonhoso o enxovalho que o (ainda) bastonário lhe arremeçou. Não estou inscrito na Ordem e, em última anàlise, a sua cozinha interna não me diz respeito, mas tenho filhos que ainda acreditam que ser jurista em Portugal pode ser uma profissão honrada e custa-me ver-lhes esmorecer essa esperança .
sábado, maio 23, 2009
A desordem na Ordem
Quero crer que a esmagadora maioria dos advogados portugueses não se revê neste indivíduo, a precisar urgentemente de tomar um “atarax” com um copo de água. Um qualquer modesto carroceiro tem melhor postura. Veja aqui
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