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quarta-feira, novembro 18, 2009

O CONTABILISTA, O ALEIXO e no dia em que vi correr "pardaus" por cabeceiras de baixo


Esta terça feira (18/11/2009) foi aprovado na Assembleia Municipal do Porto o contrato de constituição de um Fundo de Investimento Imobiliário (FEII).

Significa isto que as torres do Aleixo têm os dias contados? Sim embora não se tenham dignado a dar uma estimativa de quando isso acontecerá.

Significa isto que o Bairro do Aleixo terá os dias contados? A minha resposta é não.

Passo a explicar:

O problema do Aleixo é o mesmo do Bairro do Cerco do Porto, dos Guindais, da Sé, da Ribeira, de Campanha, do Bairro Pinheiro Torres.

O problema do Aleixo é um problema de miséria, de exclusão social, de vidas sem perspectiva, de toxicodependencia, de alcool, de marginais, de trafico de droga, de insucessos...

Não compreender isto é não compreender nada.

Não compreender isto é nao conhecer a realidade da miseria que existe na Cidade do Porto.

Não compreender isto é não saber que a maior parte da miséria na cidado do Porto não é visivel. Foi sendo escondida, para não ser um incómodo.

Não compreender isto é não compreender que durante 2 mandatos o mesmo contabilista foi incapaz de atacar o problema do Aleixo.

Não compreender isto é não compreender que esta medida só tem a motivação do lucro.

Não compreender isto é não compreender que o Aleixo se tornou incómodo porque é particularmente visivel.

Não compreender isto é não compreeender que o problema do Aleixo existe há anos e que a CMP nada fez até ao dia em que nasceram à volta condominios de "luxo"

Não compreender isto é não perceber que assim se caminha a largos passos para uma situação de miséria e insegurança como a que existe no Brasil.

Não compreender isto é não ter o sentido humanista que devia presidir à actuação de qualquer poder público.

Não compreender isto é ter uma coligação com um partido que se diz democrata cristão e que tem na sua matriz o humanismo cristão e se esquece do mesmo em nome de interesses menores.

Não compreender isto, é, uma vez mais, não compreender nada!

Não me parece que a assinatura de um contrato de constituição de um fundo imobiliária seja a soluçao para o problema que representa o Aleixo.

Para um contabilista a assinatura daquele contrato resolve muitos problemas e problemas para muita gente

mas não resolve os problemas daquela gente!

No dia em que os poderes publicos se juntam aos privados, o interesse publico cede e aqueles que deviam agir enquanto poderes publicos, vendem-se às prebendas dos poderes privados pois esse é o mesmo dia "...em que vi correr "pardaus" por cabeceiras de basto.

a bem da Nação!!!!

Seria desejável...



1- Não tenho qualquer fobia quanto à demolição das torres do aleixo.

2- O que não concordo é que se faça um interessante negócio imobiliario sendo a CMP parte interessada no negocio. E, por isso deixa de poder agir de forma desinteressada e usa os poderes publicos que tem não para satisfazer interesse publico mas sim interesse privado.

3- Seria desejável que a CMP se preocupasse em 1ª mão em resolver os problemas sociais que existem no Bairos do Aleixo e nos demais locais problemáticos.

4- Seria desejável que a CMP e o Estado não tivessem reduzido o apoio às instituições privadas de solidariedade social que são as únicas no terreno na cidade do Porto. O que seria destas pessoas sem aquelas instituições?

5- Seria desejável que a CMP se preocupasse mais em resolver aqueles problemas do Aleixo do que no negócio imobiliário

6- Seria desejável que a CMP já soubesse de que forma vai resolver o problemas das pessoas que vivem no Aleixo e informasse pormenorizadamente os cidadãos.

7- Seria desejável que os deputados se tivessem recusado a aprovar a assinatura de um contrato quando ainda não conhecem o projecto imobiliario nem a forma e processo de realojamento daquelas pessoas.

8- Seria desejável que o contabilista em vez de dizer "que aquelas de quem for possível arranjar prova que se dedicam ao tráfico de droga «não serão realojadas».
Tivesse dito que aquelas de quem for possivel arranjar prova que se dedicam ao tráfico de droga serão denunciadas ao MP e presas.
Mas pelos vistos para o contabilista a coisa resolve-se por não ter de as realojar.

9- Seria desejável que o País caminhasse no sentido do desenvolvimento e não no sentido dos Países subdesenvolvidos.

10- Seria desejável que os cidadãos saissem do estado amorfo em que se encontram e que fizessem ouvir as suas vozes.

a bem da Nação!!!!

sexta-feira, julho 25, 2008

Bairro do Aleixo

O problema do bairro do Aleixo deveria analisado não apenas como um problema circunscrito a uma zona ou a uma cidade, mas como um problema que foi criado com uma errada politica de bairros sociais.

O reunir de pessoas com enormes problemas, em que o de integração na sociedade acaba por ser o menor, é multiplicador de crises sociais e pessoais difíceis de enumerar.

O que se passa no bairro do Aleixo, em que vivem lado a lado famílias que gostariam de poder tirar os seus filhos de um ambiente de degradação total com os que ganham a vida explorando a desgraça alheia, só visto. Contado não dá para acreditar.

Era preciso uma decisão. E Rui Rio tomou-a. E louve-se o apoio do partido socialista que preferiu decidir em função dos interesses dos habitantes do bairro e da cidade e não da pequena politica que tantas e tantas vezes é o caminho seguido pelos partidos.

A Rui Rio esperam dias difíceis, mas espero que consiga chegar a bom porto.

segunda-feira, março 05, 2007

A miséria humana

A miséria humana tem várias facetas e entra pelas nossas casas com uma violência e uma regularidade que se torna preocupante.

Ainda este fim de semana li algures um texto de Angelina Jolie, embaixadora da Unesco, sobre a situação na zona do Darfur. Mas esta por muito dramática que seja está a uns largos kilómetros de distância e dificilmente nos incomodará.

Mas bem dentro da cidade do Porto a miséria humana existe e tem que ser encarada de frente. Com coragem. Um exemplo que me toca mais de perto é a situação que se vive no Bairro do Aleixo. Lá coexistem duas realidades: quem quer viver apesar das dificuldades do dia a dia e quem já há muito desistiu de viver apesar das dificuldades em se manter vivo.

Num trabalho recente do Jornal de Noticias, "Aleixo é sala de chuto a céu aberto" é levantada uma questão que deverá merecer um debate sério, mas rápido.

A questão das salas de chuto ou de consumo assistido. A minha opinião era claramente contra. Após algumas conversas com quem se debate no dia a dia com esse problema fiquei com dúvidas.

Como tal prometo aqui levantar essa discussão.